quinta-feira, 19 de março de 2026

A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS

Referência-chave: "Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, também tu serás cortado." (Romanos 11.22)


Nos capítulos 9 a 11 de Romanos, o Apóstolo Paulo trata com meridiana clareza sobre o plano de Deus em relação a Israel, Sua Fidelidade, Sua Justiça, Sua Soberania, mostrando que a infidelidade da nação Eleita não anulou, em hipótese alguma, os desígnios de Deus. O espaço é pouco para desenvolvermos o assunto, entretanto, o mesmo Apóstolo destaca dois grandes atributos de Deus que nos ajudam a entender a grandeza divina a despeito das falhas humanas. Discorreremos sobre eles a partir de agora.


Paulo nos diz que Deus é bom, mas, também, é severo. Como assim? Muitos chegam a pensar que isso pode se tratar de uma contradição, porém, são dois lados de uma mesma verdade que tão somente reflete a justiça e a santidade de Deus.


Deus é bom, mas, não é somente bom. Ele também é severo. Deus é severo, mas, não é somente severo, Ele também é bom. Como entender isso?


E se Deus fosse somente bom? Não faria sentido, pois, no excesso de bondade não há autoridade para corrigir o erro. Muitas vezes o erro é apenas abrandado e tolerado, mas nunca tratado e corrigido. No excesso de bondade não há voz ativa para se posicionar como convém, porque é bom demais, tudo tolera e tudo deixa passar.


E se Deus fosse somente severo? Onde impera a severidade não há espaço para misericórdia e, em lugar de autoridade, temos autoritarismo exercendo justiça de forma implacável sem atentar a nada e nem a ninguém.


Deus é bom, mas, também é severo. Estes dois atributos não se contradizem, pelo contrário, se complementam. Deus é bom a ponto de contemplar o pecador e apontar para ele o caminho da retidão (Salmos 25.8). Contudo, é severo para punir o pecado agindo com justiça. É bom porque nos deu a oportunidade de nos achegar à Sua presença, por intermédio do arrependimento e fé na obra expiatória de Seu Filho Jesus (João 3.16,17), porém, é severo ao agir soberana e justamente com os que vivem de forma obstinada.


O evangelho que foca apenas no amor de Deus e não em sua justiça não tem validade bíblica. Deus é amor, mas também é justo, é bom mas também é severo. O evangelho moderno apresenta um evangelho mais brando aos ouvidos, mostrando um tipo de amor conivente com o erro. Este evangelho é antibíblico, sem respaldo nas Escrituras. Tenhamos cuidado. Que possamos estar firmados na verdade do Evangelho de Cristo.


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO

 Em qualquer lugar, seja no mais simples ambiente, no mais luxuoso palácio ou mesmo no mais conceituado local de trabalho, as regras sempre terão sua relevância para garantir a boa ordem e corrigir eventuais situações desagradáveis que ferem a ética do local. É preciso regras para que as coisas funcionem bem. A bem da verdade, até o desregrado tem um tipo de regra! Estranho, mas é verdade. O bom senso, a experiência e a história comprovam a importância de se ter regras para o bom andamento. 


Onde isso se comprova? Na Bíblia! Na Criação do mundo vemos três coisas: beleza, sabedoria e ordem. Nada está fora do lugar. Tudo foi criado conforme seu propósito, sobretudo, conforme a vontade e o propósito de Deus (Apocalipse 4.11). Deus não é desregrado e nem criou nada "aos trancos e barrancos", pelo contrário, tudo revela uma harmonia sem igual, fruto da sabedoria divina (Salmos 104.24).


Na Criação do homem, não foi diferente. Ao colocar o homem no Jardim do Éden, Deus estabeleceu as primeiras normas de conduta, um protótipo do que os homens, séculos mais tarde, em sua forma de governo, faria para reger e exercer seu domínio. Em outras palavras, a primeira Constituição estabelecida pelo Criador e Legislador por excelência, o Senhor Deus. Isso é importante entender porque, para Deus, não foi apenas uma criação, mas, a manifestação do Seu propósito sublime. Para tal, é necessário que haja princípios que atestam Sua Justiça e Santidade e mantenha a boa ordem do que foi criado. 


A primeira Constituição, que veio diretamente do próprio Deus, trazia apenas três normas, a saber:


1. Norma Imperativa: "E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra." (Gênesis 1.28). Por que esta norma é imperativa? Porque nela Deus traça o propósito para o qual a humanidade foi criada. Nela, a finalidade da terra ser povoada. Razão pela qual Deus interviu na Torre de Babel, cujo enfoque era contrário a esta norma (Gênesis 11.1-6). A despeito disso, a humanidade seguiu esta norma imperativa, ou seja, a perpetuação da espécie humana foi mantida. 


2. Norma Concessiva: "E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.

E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi. (Gênesis 1.29,30). Na norma Concessiva é concedido ao homem desfrutar das delícias que o Jardim proporcionava. Além da contemplação, porque o Jardim era muito belo, tinha a participação das benesses do referido Jardim. Primeiro, Deus cria o Jardim, em seguida, coloca o homem lá. Deus prepara o ambiente, o cenário perfeito para o casal que Ele criou à Sua imagem. 


3. Norma proibitiva: "E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gênesis 2.16,17). A norma proibitiva mostra que há privilégios, mas, também há responsabilidades. O cumprimento das responsabilidades é o que nos mantém dentro do nosso "jardim" preparado por Deus. Porém, infelizmente, o primeiro casal pecou contra Deus exatamente na norma proibida. Quando tomaram aquilo que Deus não lhes deu, o fruto proibido, perderam aquilo que Deus lhes deu, o Jardim com todas as suas delícias (Gênesis 3.1-6, 23,24).


Diante disso, o Legislador Supremo tomou a devida providência agindo com justiça. No seu ato de justiça, desdobra-se o recurso da misericórdia: a vinda daquele que esmagaria a cabeça da serpente, redimindo o homem do pecado (Gênesis 3.15; 1 Coríntios 1.30; 2 Coríntios 5.21). A misericórdia não elimina a justiça. Deus mostrou misericórdia para com o homem, porém, proveu um Cordeiro perfeito para morrer em lugar do pecador. O Inocente Cordeiro, sem mancha, sem culpa, morrendo no lugar do culpado. Isso é justiça, a demonstração de que Deus não se compactua, de forma alguma, com o pecado humano. 


Deus é Deus de regras, de ordem. É uma pena que em nossos dias o pensamento liberal tem tomado conta da sociedade pós-moderna. Porém, a Igreja de Cristo segue na contramão do mundo. O Cristianismo tem regras, na Casa de Deus há regras (1 Timóteo 3.15). Quem deseja viver ao seu próprio modo, não se alinhando com a vontade de Deus revelada em Sua Palavra, está pavimentando caminho para a perdição.

domingo, 12 de outubro de 2025

É CORRETO O PREGADOR USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA ELABORAR SERMÕES?

Já começo dizendo que não. Porém, explicar não custa nada. Até uns tempos atrás, dizia-se que estávamos em um "mundo informatizado", em razão da chamada "era dos computadores". Em nossos dias, com o salto propulsor da tecnologia em todos os seus níveis, tudo ou quase tudo em nossa volta está sendo absorvido pela chamada "Inteligência Artificial" (IA). Estima-se que, em até 10 anos, muitas profissões deixarão de existir em razão da IA. A bem da verdade, sempre que a tecnologia avança, o trabalho humano perde espaço, e com isso, algumas profissões. Esta realidade está bem patente aos nossos olhos. 


A tecnologia tem o seu lado bom? Sim! Não podemos negar! Mas, também não custa dizer que é algo bom dentro dos seus limites. Se passar disso, já é prejudicial. A tecnologia em si não é nociva. Deve-se ter em mente que os grandes inventores, os visionários que moldaram a história da humanidade com seus projetos e ideias brilhantes, primavam pelo bem-estar de quem iria usufruir dos seus inventos. Por exemplo, quando Alberto Santos Dumont inventou o avião, o fez com a finalidade de facilitar o transporte de pessoas, em vista dos impedimentos geográficos. Grande foi a sua decepção ao ver sua invenção usada em guerra, transportando armamentos para ceifar vidas. 


A tecnologia tem seu lado bom. Mas, devemos ser prudentes em colocar as coisas em seu devido lugar. A Inteligência Artificial pode contribuir com a elaboração de um sermão que o pregador pretende ministrar aos seus ouvintes? Pode! É correto? Digo que não! Muitas vezes, a plataforma de IA pode recorrer à fontes cujos argumentos "teológicos" são tendenciosos, desprovidos de alinhamento com a verdade do Evangelho de Cristo. A Internet é um mundo muito vasto. Há coisa boa a ser explorada lá. Por outro lado, há muito lixo com cara de comida boa, quando, na verdade, em nada contribui. 


Pode o pregador usar a IA para elaborar os seus sermões? A resposta é: NÃO! Podemos usar a IA como fonte de pesquisas, para ampliar conhecimento dessa ou daquela área, tirar dúvida desse ou daquele assunto. Até aqui, nada demais. Porém, depender dela para elaborar sermões bíblicos é algo fora de cogitação! Continua sendo essencial a oração, a busca pela orientação divina e a sensibilidade e dependência do Espírito Santo. 


Se quisermos pregar uma mensagem viva, ungida com poder do Alto, que possa alcançar o mais empedernido coração para vir a Cristo, a IA nunca será o melhor e único caminho. A IA pode te dar conhecimento, mas, é somente nos pés de Cristo que temos a verdadeira iluminação da Palavra, para pregá-la como convém, com poder e autoridade. 


Não dependa de IA para fazer seus sermões! Recorra a Cristo, a Sabedoria Multiforme e perfeita de Deus, pois, nEle "estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência" (Colossenses 2.3; ver 1 Coríntios 1.30; Efésios 3.10,11). Seja amigo do Espírito Santo, "porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus" (1 Coríntios 2.10). 


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

JESUS, MAIOR DO QUE SALOMÃO

 Referência-chave: "A rainha do sul se levantará no juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão." (Mateus 12:42) 


É de inteiro conhecimento o episódio da Rainha de Sabá que, ouvindo a fama do Rei Salomão, segundo narra a Escritura, foi visitá-lo e, como sabemos, ficou deslumbrada não só com a sabedoria do rei mas com todo o esplendor de sua realeza (1 Reis 10.1-13). Tudo em seu reino, em seu Palácio, causou-lhe admiração, arrancando de seus lábios palavras de louvor ao verdadeiro Deus (1 Reis 10.9). A princípio, não parece nada demais; no entanto, olhando para o texto com um olhar mais atento, percebe-se o quanto essa história é super, mega, interessante. O motivo é justo: 


Quem foi visitar o Rei Salomão? Uma rainha! Não foi uma pessoa qualquer e sim uma rainha. Esta mulher sabia muito bem o que era viver em uma realeza, cercada de súditos, sendo venerada, reverenciada, fazendo-se-lhe sujeitar a ela grandes e pequenos. Ela estava em seu trono, em seu Palácio, cercada de majestade ímpar e também da admiração de seus servos. Em seu reino, a quem quisesse, exaltava, e a quem quisesse, abatia; constituía e destituía; ela sabia o que era um trono, um Palácio, conhecia a experiência de viver de forma majestosa, exercendo o seu domínio. Mas, ao ver o rei Salomão, com sua sabedoria e toda sua glória e majestade, não encontrou palavras diante do que via, tamanha era sua admiração. 


Outro caso é a visita dos Magos ao recém-nascido rei dos judeus. Não vou entrar no mérito da quantidade de magos, se eram três ou mais, que foram visitar o infante. O certo é que foram vê-lo. Porém, onde viram Jesus? No trono? Não! Ele ainda era um bebê! No Palácio? Não! No Palácio, estava o rei Herodes, ímpio e destituído de temor de Deus, tomado de ódio ao saber da notícia do nascimento do verdadeiro Rei. Mediante o sinal de uma estrela, os magos foram ao encontro do Messias. 


Detalhe: Eles viram a estrela, mas, não adoraram a estrela. Esta era apenas um sinal. Eles não adoraram o sinal, mas, o Senhor do sinal (Mateus 2.2, 9, 10)! Os anos se passaram, e muita gente ainda confunde as coisas, adorando os sinais, ao invés de adorar o Senhor dos sinais! 


De um lado, a rainha de Sabá que contemplou: a sabedoria de Salomão (1 Rs 10.4), o Palácio (1 Rs 10.4), as iguarias da sua mesa (1 Rs 10.5), os aposentos de seus oficiais (1 Rs 10.5), e tantas outras belezas que circundavam o reino do filho de Davi (1 Rs 10.4,5) e proferiu palavras de admiração e glorificou a Deus (1 Rs 10.6-9) os magos viram apenas um menino! Aos olhos humanos, somente um menino! Porém, muito mais do que um simples menino. Vamos examinar o versículo bíblico que descreve o evento: 


"E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra." (Mateus 2:11). 


Não viram reino nenhum ali, nenhum palácio; súditos? Não! Só seus pais que dele cuidavam. Eles não viram o reino, eles viram o Rei! Quem sairia de tão longe para ver um menino, em um casa simples, em uma aldeia simples, que era Belém? Não foram de mãos vazias, eles ofertaram dádivas, como mostra o versículo em estudo. Quem ofertaria dádivas a um recém-nascido? Para muitos, mais um infante que veio ao mundo; para aqueles homens, era o verdadeiro Rei! Não somente de Israel, mas, de todas as nações, de todo aquele que crê! 


Não existe nenhum problema em olhar o reino e admirá-lo por sua beleza única. Na verdade, é mais fácil se prostrar diante de um rei ao ver tudo o que seu reino é e pode proporcionar. Os magos somente adoraram a Jesus! Eles não viram nada a não ser Jesus e ainda menino! 


Salomão precisou nascer, crescer, ter um reino e ser reverenciado como rei. Jesus, ainda em sua infância já era reconhecido como o Messias e Rei, tão desejado e esperado! Jesus, maior do que Salomão. 


A semelhança dos magos, que tenhamos uma visão refinada para adorar o Rei, digno de louvor e verdadeira adoração. 

domingo, 28 de setembro de 2025

ATÉ A TRISTEZA SALTA DE PRAZER

Referência-chave: "No seu pescoço pousa a força; perante ele, até a tristeza salta de prazer" (Jó 41.22)


É bem recorrente ouvir pessoas afirmarem que na Bíblia está escrito que "na presença de Deus até a tristeza salta de alegria". Quem nunca ouviu isso que atire a primeira pedra. Embora boa parte de quem afirma isso não faça a mínima ideia do versículo que supostamente diga isso, mesmo assim afirmam com veemência. 


É verdade que na presença de Deus a tristeza salta de alegria? Sim, é verdade! Na presença de Deus todas as coisas são possíveis, principalmente as mais improváveis aos olhos humanos. Está escrito dessa forma na Bíblia? Não! Não há erro nenhum em usar a frase que, em si mesma, contém uma verdade, porém, afirmar que está escrito na Bíblia já se constitui um equívoco. 


É mais sensato, em termos de fidelidade bíblica, usar a passagem de Salmos 16.11: "... na tua presença há abundância de alegria...". A fidelidade bíblica é de suma importância para o cristão fiel, inclusive para os pregadores e ensinadores da Palavra de Deus. 


Levando em conta, a passagem bíblica de Jó, o que o texto quer dizer? Primeiro, quem está falando? Segundo, com quem está falando? Terceiro, sobre o quê está falando? Quarto, em que sentido está falando? Responderemos analisando o texto e o contexto. 


Primeiro, quem está falando é o Senhor Deus! Com quem Deus está falando? Com Jó! Sobre o que Deus está falando? Sobre o Leviatã. Em que sentido, Deus está falando? É isso que vamos analisar agora. 


O Leviatã é um animal lendário. Alguns estudiosos debatem entre si sobre a identidade dele. Para uns, o Leviatã era um dragão; para outros, um crocodilo; para outros, um dinossauro. As discussões não se esgotam. Entretanto, boa parte dos estudiosos (entre os quais estou incluído) acredita que se trata de um monstro marinho, lendário, ou seja, criado no imaginário humano, nas antigas civilizações, um monstro que habitava na profundeza dos mares.


As descrições acerca do Leviatã são fascinantes. Vamos lá:


1) Um animal que não pode ser domado (Jó 41.1-2, 7, 10, 13);


2) Possui fortes escamas (Jó 41.7, 15-17; 26);


3) Terrivelmente corpulento (Jó 41.23);


4) Possuidor de grande força (Jó 41.27-29);


5) Faz sua morada nos mares e deles se assenhoreia (Jó 41.31);


6) Sua presença é aterrorizante (Jó 41.22, 33).


Em resumo, algumas lições se destacam aqui:


a) Os homens não podem domá-lo;


b) Sua presença causa terror até no mais corajoso dos homens. 


c) Os homens desfalecem ao tentar capturá-lo, pois, nem mesmo a espada o detém. 


Aqui está sentido do que Deus estava querendo dizer a Jó: se os homens não podem contra o Leviatã, como poderão contra Deus? 


Diante do Leviatã, a coragem do homem mais corajoso se reduzia a nada. Do mesmo modo, diante de Deus, nossas razões, nossas queixas também se reduzem a nada. Isso era uma mensagem a Jó que estava se queixando com Deus, exigindo dEle uma explicação para a Sua dor. Quando confrontado com a Soberania divina, todas as queixas de Jó se desfazem, conforme vemos no capítulo 42.1-6. 


E, quanto à frase: "perante ele, até a tristeza salta de prazer"? A tradução mais apropriada, seguindo a rigorosidade do texto, é:


"diante dele vai o terror" (encontrado em algumas versões)


A frase remete à presença aterrorizante do Leviatã, a qual, vendo os homens, ficavam tomados de grande pavor. A frase é poética, afirmando que o terror rir dos homens, dança perante eles, ao ver que sua coragem e bravura desaparecem ao encararem o poderoso monstro. 


Como não será diante do grande Deus? Quando pensamos que nossas razões podem ser suficientes para exigir de Deus o que queremos que Ele faça ou responda, Ele vem com Seu toque de soberania, mostrando que somos pó e cinza.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

DEUS DE DETALHES

 Referência-chave: "Nunca se envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos" (Deuteronômio 8.4)


Quanto tempo um vestido dura no nosso corpo? E o sapato em nossos pés? Não há uma única resposta. As coisas tendem a se desgastar, perder a qualidade ou simplesmente cair em desuso pela qualidade, pelo tempo ou por outros fatores. O tempo vai passando e a roupa que cabe em nós hoje pode não servir mais amanhã. O mesmo vale para os sapatos. E assim vai.


Você já imaginou um povo peregrinar 40 anos e a roupa não de desgastar e o sapato não se desbotar? Logicamente, isso é impossível. Uma mesma roupa e um mesmo calçado durante 40 anos? Como isso? Só há uma resposta: o cuidado providencial de Deus, que cuida do seu povo nos mínimos detalhes. 


Porém, quero chamar a atenção para a apódose do texto: "... nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos". Se o sapato se desgastasse, ficando em desuso, o povo sentiria seus pés tocarem na areia. Imagine andar descalço, com os pés em contato com a areia, castigada pelo calor? Mas, Deus não deixou que isso acontecesse. Qual o motivo? Vamos analisar agora.


A areia é uma poderosa fonte de silício. Por isso, tecnicamente chama-se a areia de "areia de sílica", por causa da expressiva quantidade desse elemento na areia. O silício é o segundo elemento mais abundante da Terra, perdendo apenas para o oxigênio. Bem presente no dia-a-dia, como no vidro, no silicone, nos eletrônicos, nos LED's, nas placas solares, em cosméticos, etc.


O silício tem uma dupla particularidade: a) o aquecimento quando submetido a uma radiação; b) a emissão de elétrons quando submetido ao calor. Imagine a areia, contendo dióxido de Silício (SiO²), recebendo grande incidência dos raios solares (o Sol é uma poderosa fonte de raios ultravioleta) e com isso aquecendo intensamente? Quem já viajou de férias, andando descalço na areia da praia em plena luz do sol, sabe a experiência de sentir a areia quente. 


Já imaginou isso no deserto por quarenta anos?


Quarenta anos no deserto, tocando os pés descalços na areia sob a luz do Sol, sem calçado para proteger os pés. Isso levaria ao inchaço dos pés, impedindo-os de seguirem sua trajetória. A areia de sílica reagiria ao sol, aquecendo, provocando inchaço nos pés. Mas Deus, que cuida do Seu povo nos mínimos detalhes, não deixou que isso acontecesse. "Nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos". Deus cuida do Seu povo como ninguém! O cuidado providencial de Deus para conosco é maravilhoso! E digo mais: nos mínimos detalhes!


Nosso Deus é um Deus de detalhes!


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

terça-feira, 9 de setembro de 2025

O PREGADOR E AS ANOTAÇÕES

"Abre bem a tua boca e ta encherei" (Salmos 81.10b)


Quem vê um pregador ministrando a Palavra no púlpito, pregando de forma ordeira, com sabedoria e poder do Alto, muitas vezes não imagina o cuidado que ele teve no seu secreto em preparar o seu sermão. Infelizmente, esse assunto ainda é controverso entre muitos dentro da Comunidade Evangélica em geral. Dois extremos são vistos com relação a isso: 


Primeiro, os que mostram preconceito com o pregador que faz anotações do esboço que vai pregar. Para este grupo, não precisa estudar, é somente orar que Deus dá a mensagem pronta e está tudo bem. Para os mesmos, pregador que faz uso das anotações é inseguro na mensagem, sem direção e, consequentemente, é frio e apático. 


Segundo, os que vivem em função dos esboços anotados como se eles fossem o suficiente no ato da pregação. Vamos lá, quem tem preconceito com pregador que faz uso de esboços defende que o tal tem que ser "ungido", "fervoroso" e "cheio de poder". Quem se apoia exageradamente nos esboços defende que tem que haver preparo e embasamento bíblico necessário. Que tal deixar os atritos e unir o melhor destes extremos: a espiritualidade e a técnica da preparação do sermão?


Mas, aí vem outro problema: os que acreditam que a técnica "retira a espiritualidade e o fervor do pregador". Será? É certo que não. É perfeitamente possível unir a técnica, a erudição, o conhecimento ao fervor espiritual e viver na dependência do Espírito Santo. Uma coisa não atrapalha a outra. 


Deve-se, sim, o pregador ter preparo, estudar, buscar aparatos bíblicos, teológicos, históricos para dar suporte ao seu sermão. É evidente que tal cuidado NUNCA o impedirá de orar, buscar a Deus e viver na intimidade com o Espírito Santo. Mais do que palavras, um sermão bem preparado, regado na oração e na sensibilidade do Espírito, produzirá vida e grande edificação na vida de seus ouvintes. 


Há quem se baseie no versículo bíblico citado acima: "Abre bem a tua boca, e ta encherei". Dois erros que os que se dizem "espirituais" cometem aqui: 1) usar a própria Bíblia como desculpa para não elaborar um sermão com responsabilidade; 2) isolar um texto de seu contexto principal sem entender o devido significado. A passagem bíblica em apreço, quando lida em conjunto com o restante do Salmo, fala de provisão, do cuidado divino em abençoar o Seu povo, caso este obedecesse ao Senhor. Nada mais que isso.


Pregador, estude e ore! Ore e estude! Anote, escreva, faça seus rascunhos, mas nunca dependa inteiramente disso! Do quarto ao púlpito, é Deus e o pregador. Do púlpito ao ouvido, é Deus e o ouvinte! 


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Serie Obreiro de Excelência.

 A VIDA PESSOAL DO PASTOR 

"A ignorância de muita gente quanto à vida pessoal do pastor é tão séria que, muitas vezes, a notícia de que um pastor adoeceu causa arrepios aos ouvidos de muitos irmãos. Como assim? O pastor? Doente? Sim, prezado irmão ou irmã. Outros pensam que o pastor é "a quarta pessoa da Santíssima Trindade", impecável, um nível de santidade acima dos demais. Há uma crescente ignorância acerca do ministério pastoral e da vida que vive o pastor de ovelhas. Esta ignorância precisa ser erradicada à luz do bom senso e da orientação bíblica sobre o pastor como ministro de Deus.

(...)

Muitos reclamam que o pastor não foi visitá-lo em sua casa. Mas, será que o pastor não precisa de visita? Eu quero que o pastor ore por mim porque estou passando uma prova que nem Jó aguentaria se estivesse no meu lugar. Mas, é o pastor? Será que ele não precisa de oração? É bem provável que a prova dele seja maior do que a sua. Mas, aí vem outro problema: se o pastor falar que tá passando por uma determinada situação adversa e não pode atender ninguém, nem orar por ninguém, vem outro avalanche de murmurações."


DANIEL, Clenio. Série Obreiro de Excelência - Volume Único, E-book. 2024, pp. 56,57 

Contato: (69) 99306-7520 - WhatsApp 

E-mail: cleniomendes.daniel@gmail.com 

quarta-feira, 3 de abril de 2024

AS TRÊS ÊNFASES DA VIDA DE NOÉ

 A história de vida de Noé tem lições a nos ensinar. Há uma forte relação deste personagem com a justiça. É isso que exploraremos aqui. 


A primeira ênfase diz respeito ao seu caráter. Ademais, é o próprio Deus quem dá testemunho dela: "Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração. (Gênesis 7.1)". No meio de uma geração corrompida (Gn 6.5-11), Deus contemplou um justo! Os homens se entregaram às suas paixões carnais, andando conforme a vaidade do seu coração. Quem estava seguindo este curso? A maioria! Noé, ao invés de deixar ser influenciado por isso, resolve fazer o oposto daquela geração (Gn 6.8). Em um tempo em que não havia uma lei escrita estabelecendo critérios, normas de conduta, Noé, "tendo o coração purificado da má consciência" (Hb 10.22), anda na contramão daquela geração impiedosa. Há uma geração aborrecendo a Deus, porém, tem alguém achando graça aos olhos de Deus. Há uma geração andando segundo a vaidade do seu coração, porém, tem alguém que resolveu andar com Deus (Gn 6.8)! 


Outra ênfase é quando ele é chamado "pregoeiro da justiça" (2 Pe 2.5). Pregar é proclamar. Noé não somente foi um homem justo mas denunciou os pecados de sua geração cuja ênfase era a justiça de Deus. A mensagem não era outra senão um ataque severo às iniquidades praticadas pelos seus contemporâneos. Aquela geração tinha no meio deles não apenas um homem justo, mas um pregador da justiça! Ele era justo, por isso, podia pregar. Ele andava com Deus, portanto, alguém credenciado por Deus para ser uma voz profética nos seus dias. 


A terceira e última ênfase é quando ele é chamado "herdeiro da justiça" (Hb 11.7). O que isto quer dizer? Significa alguém que, nos tempos, em que não havia lei escrita para condenar os malfeitores (ver 1 Tm 1.9,10), praticou a justiça através da fé. Noé é o primeiro caso bíblico de um justo vivendo pela fé (Hc 2.4). Deus teve prazer nele porque ele não recuou (Hb 10.38), antes, prosseguiu firme andando conforme a vontade de Deus no meio de uma geração perversa. 


Noé: praticante da justiça, pregoeiro da justiça e herdeiro da justiça. Caráter justo no começo, no meio e no fim. Quando sua geração caiu na devassidão, afrontando a Deus com suas iniquidades, Noé perseverou até o fim e foi salvo (Mt 24.13). 


Sejamos justos! Sigamos o exemplo de Noé. 


Em Cristo,

Clenio Daniel

sexta-feira, 8 de março de 2024

MULHER: DÁDIVA DE DEUS

Salmos 127.2: "Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes, aos seus amados ele o dá enquanto dormem" (Versão Almeida Revista e Atualizada)


Antes de mais nada, convém esclarecer que o presente versículo bíblico não fala da mulher, e sim do trabalho do dia para obter o pão. Enquanto uns trabalham em excesso, dormindo tarde, levantando cedo, na luta sacrificial pelo pão de cada dia, aqueles que confiam no Senhor, dormem tranquilo sabendo que Deus está preparando para eles um novo amanhã. Os servos de Deus também trabalham, porém, trabalham confiante na provisão divina, vivendo sempre sob Sua dependência (Sl 127.1). 


Contudo, a referida passagem bíblica contém uma lição maravilhosa. Deus prepara algo para os seus amados enquanto estes estão dormindo. A ideia central é de alguém que pode confiar em Deus sem vacilar pois Ele já está cuidando de tudo, inclusive do nosso amanhã. 


O primeiro personagem a passar por isso foi Adão. Isso mesmo, Adão. O texto sagrado informa que Deus fez cair pesado sono sobre Adão (Gn 2.21). A primeira pessoa a dormir na Bíblia foi Adão (obviamente, só tinha ele no mundo) e a primeira dádiva que Deus lhe preparou enquanto ele dormia: uma mulher! Deus cria o mundo, viu que tudo quanto tinha feito era bom (Gn 1.31). A criação estava um show de beleza. Deus preparou o cenário da criação para Adão e preparou uma esposa para Adão! Deus trabalha por completo!


A lição é:


1. Deus coloca Adão para dormir;

2. Enquanto Adão está dormindo, Deus está trabalhando;

3. Enquanto Adão está dormindo, Deus está preparando coisa boa para ele;

4. Enquanto Adão está dormindo, Deus está caprichando nos detalhes.


Quando Adão acordou, viu a obra mais perfeita e sua exclamação foi justa e condecorada de alegria: "Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada" (Gn 2.23). Enquanto dormimos, Deus está cuidando de tudo, preparando, provendo, trabalhando nos mínimos detalhes. Deus fez Adão dormir, mas foi ele mesmo quem se despertou para ver a benção que Deus tinha preparado para ele.


A mulher é a primeira dádiva que Deus preparou para o homem enquanto este dormia. Glória a Deus nas alturas!


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

sábado, 23 de dezembro de 2023

COMO ME CONVÉM FALAR (Efésios 6.20)

A pregação do Evangelho é muito mais do que a comunicação, é a responsabilidade irrestrita e inarredável de apresentar a verdade como ela é. Vai além da empolgação de falar, pois, exige o bom senso ao expor o Evangelho na sua essência. 


Veja a preocupação do Apóstolo Paulo. O ponto preponderante aqui não é o simples falar, mas COMO CONVÉM FALAR. O Evangelho está sendo pregado. Ok, mas de que maneira? O Evangelho de Cristo está sendo apresentado às pessoas como deveria? 


Há muitas pessoas maquiando, enfeitando o Evangelho de Cristo com inovações e modismos que não possuem apoio bíblico. É mais do que meramente falar, é como convém falar, ou seja, falar do jeito certo, falar do Evangelho tal como ele é, sem acréscimos ou omissões, isto é, sem mais e nem menos, dentro de sua conveniência e legitimidade, mantendo o compromisso com a verdade. 


Há uma inundação de heresias nas igrejas brasileiras. Diante disso, pergunto: 


Se muitos pastores falarem do Evangelho de Cristo COMO CONVÉM FALAR, vai ficar muita gente congregando? 


Se muitos pregadores pregarem a Palavra de Deus COMO CONVÉM PREGAR, o povo vai continuar dando glória a Deus, levantando a mão, gritando o famoso "eu tomo posse"? Vai continuar com a agenda cheia, pregando em congressos e grandes eventos?


Não é somente falar, e sim FALAR COMO CONVÉM, não é somente pregar, e sim pregar COMO CONVÉM. A mentira tem cara de verdade, mas a verdade nunca tem cara de mentira! Ela é a verdade em qualquer situação! Em qualquer lugar a mentira é bem vinda, com um detalhe: ela vem pela porta da frente e vaza de mansinho pela porta dos fundos. A verdade entra e sai pela porta da frente porque nunca perde a dignidade.


Que possamos falar de Cristo COMO CONVÉM FALAR. A pregação é arte mas não é aventura, é a responsabilidade ímpar de entregar a verdade assim como foi recebida.


Em Cristo, 

Ev Clenio Daniel

sábado, 6 de maio de 2023

MAS DEUS É O JUIZ (Salmos 75.7)

O salmista deixa claro nesta linda composição que Deus é "o Juiz". Todo o contexto geral das Escrituras concorda com essa afirmação. Todos os homens devem temer o Juiz por excelência, o Senhor Deus. 


O termo "juiz" aparece como adjetivo, informando a qualidade do substantivo, que é Deus. 


Observando a gramática da língua portuguesa, há dois tipos de adjetivos: o EXPLICATIVO e o RESTRITIVO.


O Adjetivo Explicativo é aquele que informa a qualidade essencial do substantivo. Isto é, aquilo que não pode ser retirado do substantivo. Também podemos chamar de adjetivo "genérico" porque trata de uma qualidade inerente a todos os elementos de uma mesma categoria.


Exemplo: "O homem é mortal". O adjetivo "mortal" é a qualidade inerente a todos os homens, SEM EXCEÇÃO.


O Adjetivo Restritivo informa uma qualidade que pode ser retirada do substantivo. Podemos chamar de adjetivo "específico". Exemplo:


"Nem todo homem é inteligente". Aqui, temos a explicação de que nem TODOS os homens possui esta qualidade. É restrita a uns e a outros, não.


O salmista informa que "Deus é o juiz". Temos aqui o podemos chamar de adjetivo restritivo ou "específico". Restrito, ou seja, uma qualidade que pode ser atribuída a uns e não a todo o restante. Não há juiz como o Senhor Deus! Ele é sem igual!


Deus é o Juiz. O Juiz incomparável. O Juiz implacável. 


Os juízes da terra podem ser comprados; a Deus não se compra.


Os juízes da terra se corrompem, aceitando subornos; Deus é incorruptível, e não aceita subornos de ninguém.


Os juízes da terra agem de maneira relativa, embora a lei ordene um posicionamento absoluto. Deus é o Juiz implacável, não compactua com erro nenhum. Suas leis são justas e Sua atuação é absolutamente justa.


Os juízes da terra mudam as leis ou simplesmente não as cumprem como deveria. Deus é o "Juiz de toda a terra" (Gênesis 18.25) que faz justiça como ninguém.


Em Salmos 7.11 Deus é um "Juiz justo". Em 2 Timóteo 4.8 Ele é o "justo Juiz". Isso mostra que Deus é justo em TODOS os aspectos. O Juiz da terra, justo, pode se tornar injusto. Mas o nosso Deus é o Juiz por excelência e nEle "não há sombra e nem mudança de variação" (Tiago 1.17)


Temamos ao Senhor! Ele é bom, é amoroso, benigno, mas também é JUIZ! 


Em Cristo, 

Evangelista Clenio Daniel.

sexta-feira, 28 de abril de 2023

QUATRO COISAS QUE O EVANGELHO FAZ NA VIDA DO SER HUMANO

INFORMA: O Evangelho é a boa notícia de salvação. O Evangelho comunica aos homens o ato redentor de Deus em favor da humanidade. Não se trata de uma mera notícia, mas, a notícia de alcance universal: "Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2.10,11);


REFORMA: O pecado deforma, o Evangelho reforma. O pecado destrói, o Evangelho constrói. O pecado leva à morte (Romanos 6.23), o Evangelho é a mensagem do Cristo vivo que comunica vida aos homens mortos em seus pecados (João 6.63; Efésios 2.1);


CONFORMA: É impossível viver da mesma maneira depois da experiência eficaz proporcionada pelo verdadeiro Evangelho de Cristo. Somos levados à conformação com a vontade de Deus, guardando a Sua Palavra. Esta geração pós-moderna precisa entender isso. Dizer que foi salvo mas vive nas mesmas práticas de quando não conhecia o Evangelho é um verdadeiro descompasso (2 Coríntios 5.17). A verdadeira fé em Cristo leva à obediência (Romanos 1.5). Revestidos do novo homem que "segundo Deus" é criado (Efésios 4.24). "Segundo", "conforme", "consoante". Deus não tem um padrão. Ele é o padrão! Qual é o padrão do homem? Cristo, o varão perfeito! Verdadeiro Homem! Verdadeiro Deus!


TRANSFORMA: O sentido básico desta palavra é "além da forma". O Evangelho nos proporciona experiências que nos mostra a total diferença entre a vida sem Deus e a vida com Ele. Servimos a um Deus vivo e pessoal que deseja interagir com aqueles que Lhe servem. A Bíblia diz: "transformai-vos" (Romanos 12.2). No texto grego, aparece na voz passiva, significando: "deixai-vos ser transformado". É Deus quem faz esta maravilhosa obra, mas cabe a nós darmos lugar e experimentarmos tão grande obra.


Em Cristo, 

Evangelista Clenio Daniel.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

A RIGOROSIDADE DO CHAMADO DIVINO

1. "E subiu ao monte, e chamou para si..." (Marcos 3.13a). CHAMOU PARA SI - o chamado que recebemos de Deus é para o cumprimento dos Seus propósitos, promovendo a glória de Deus. Nunca para o nosso ego. Chamado POR Deus e chamado PARA Deus;


2. "... os que ele quis..." (Marcos 3.13b). O chamado é resultado da soberana vontade de Deus. Ele escolhe a quem Ele quer;


3. "... e vieram a ele" (Marcos 3.13c). A correspondência do chamado. De um lado, Deus chamando; de outro, o homem aceitando, embora alguns, infelizmente, recusem;


4. "E nomeou doze" (Marcos 3.14a). Chamados para uma função, finalidade e propósito. "Nomeou", "designou", foram separados para o chamado do Senhor;


5. "... para que estivessem com ele..." (Marcos 3.14b). O chamado divino se exercita na comunhão que temos com aquEle que nos chamou. "Para que estivessem com ele", "perto dEle", "andando com Ele". Não basta somente fazermos a obra de Deus! Primeiramente, temos que ter comunhão com o Deus da obra!


6. "... e os mandasse a pregar" (Marcos 3.14c). Levar a mensagem adiante. Aquilo que viram e ouviram de Seu Mestre seria propagado a todos quantos ouvissem (ver Atos 4.20). Eles conheceram o Cristo das Sagradas Escrituras, o Messias, o Filho de Deus. Agora, a sua missão era TORNAR CONHECIDO perante o mundo a Pessoa do Filho de Deus, o Salvador.


7. "e para que tivessem o poder de curar as enfermidades..." (Marcos 3.15a). O chamado divino munido de poder e autoridade. O Evangelho pregado não é mera teoria, é a REALIDADE (ver Marcos 16.20; Atos 1.8). 


8. "... e expulsar os demônios" (Marcos 3.15b). Todo aquele que é chamado à obra do Senhor deve saber com quem está lidando; sim, contra quem está lutando (Efésios 6.12). Não esqueça que o Senhor, quando chama, chama "para estar com Ele". A comunhão com Deus é primordial. Fazer proezas no nome do Senhor, curando enfermidades e expulsando demônios decorre da autoridade que recebemos de Jesus quando andamos na Sua presença.


Muitos pregam e "fazem acontecer". A questão é: tem comunhão com o Senhor? Andam na Sua presença? Tem testemunho condizente com a Palavra?


O chamado é à obra do Senhor! Há critérios bíblicos! Há exigências! 


Em Cristo,

Evangelista Clenio Daniel

TEXTOS MAL INTERPRETADOS DA BÍBLIA

REFERÊNCIA-CHAVE: "Tocai a buzina em Sião e clamai em alta voz no monte da minha santidade; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto" (Joel 2.1)


Quando se faz interpretações incorretas de textos da Bíblia sem analisar o contexto e o gênero literário o resultado é trágico. Um dos exemplos é a referência-chave já mencionada. Este versículo tem sido usado para amparar a teoria de que "temos que perturbar todos os moradores da terra". Isso ocorre muito em trabalhos de oração em residências, onde muitos dão gritos bem alto de glória a Deus e aleluia e se os vizinhos ficam incomodados com isso, atribuem essa cena à "fúria do inimigo" porque temos que "perturbar todos os moradores da terra". 


Biblicamente, o cristão é a luz do mundo (Mateus 5.14; Filipenses 2.15). Essa luz vai resplandecer fortemente (Mateus 5.16) de modo que as trevas se sentirão incomodadas com as nossas boas obras manifestas pela luz. Isso não diz respeito a "perturbar" os homens e sim fazer notório o que Cristo fez por nós, em nós através da Sua obra redentora e está fazendo através de nós por meio do Evangelho no poder do Espírito Santo. Os homens precisam ver que o Evangelho é poder de Deus para salvação e libertação e verão isso por meio da nossa conduta transformada, qual luz resplandecente.


Fato é que isto, muitas vezes, resultará em perseguições por parte da sociedade, pois, a Igreja é guardiã da Sã Doutrina, de princípios que vão na contramão das filosofias deste mundo. O fiel cristão tem que está ciente disso (2 Timóteo 3.12). Mas isso é diferente de "perturbar os moradores da terra" no sentido que muitos entendem e aplicam.


Existem casos e casos. Contudo, o modo como as pessoas interpretam erroneamente versículos bíblicos sem buscar o devido entendimento chega a ser grotesco. Baseado neste entendimento equivocado, muitos até ligam o som nas alturas altas horas da noite e quando o vizinho processa ele por "perturbação de sossego" dizem que é "levante do diabo". Isso não tem nada a ver com o diabo, é você que não tem juízo e não está vigiando! Se o vizinho ligar para a polícia e ela vir mandando abaixar o som, bem feito! E se frescar, ainda vai preso! Tenha bom senso! Seja sóbrio (1 Pedro 5.8)!


Em Joel 2.1 temos uma profecia de caráter escatológico, apontando para o tempo futuro. O profeta está falando que "o dia do SENHOR" está perto. A natureza dos acontecimentos sombrios aqui descritos concernente ao "dia do SENHOR" deixará os moradores da terra alarmados ou perturbados, porque será um "dia de trevas e de tristeza; dia de nuvens e de trevas espessas" (Joel 2.2). 


Não perturbe seu vizinho, ganhe ele pra Jesus! A nossa briga não é com os moradores da terra e sim contra os poderes das trevas (Efésios 6.12). Sejamos luz! Sejamos exemplo! Para que o nome do Senhor seja glorificado em nossas vidas.


Em Cristo,

Evangelista Clenio Daniel.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

O CRENTE CAVALO E O CRENTE CORDEIRO

REFERÊNCIA-CHAVE : "Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio, para que se não atirem a ti." (Salmos 32:9)


O cavalo é um animal frequentemente mencionado na Bíblia. Geralmente aparece relacionado à guerra (Salmos 20.7; Provérbios 21.31), por causa de sua força extraordinária (Salmos 147.10). Nos tempos bíblicos, reinos se utilizavam de uma grande cavalaria de guerra bem arregimentada. A imagem de uma cavalaria bem disposta e organizada causava impacto ao exército inimigo, pois, ostentava poder e grandeza. Um animal extraordinário! Só precisa de freio na boca!


A casa de Deus está repleta de pessoas talentosas, extraordinárias, versáteis, capazes de fazer grandes coisas para o Reino de Deus; só tem um problema: NÃO TEM FREIO NA BOCA! Elas receberam de Deus um chamado que causa admiração e até inveja em algumas pessoas, ao ponto destas pessoas desejarem ter o que elas receberam. Porém, NÃO CONTROLAM SUA LÍNGUA! Isso é um perigo! 


Se não colocar freio na boca do cavalo, ele vai longe quando não deveria ir (Tiago 3.3), se muitas pessoas não colocarem freios em suas bocas, irão longe, porém, causando prejuízos a si e aos outros.


Um caso diferente é: "Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca" (Isaías 53.7). O profeta se refere ao Messias e aos Seus sofrimentos em prol de Israel e, por extensão, de toda a humanidade. Sofrendo, levado para ser morto, ELE NÃO ABRIU A BOCA! A virtude de controlar a língua não foi manipulada pela dor que vinha sofrendo. Percebeu a diferença? Um não tem controle na língua, e o outro consegue controlar a língua!


O cavalo precisa de freio na boca; o cordeiro, não! Que tipo de crente você é? Cavalo ou Cordeiro? Sem controle na língua, falando o que não deve, ou sabe controlar a língua, falando apenas o necessário?


O crente cavalo desconhece a passagem bíblica de Eclesiastes 3.7, que diz: "... tempo de estar calado e tempo de falar". Primeiro: tempo de estar CALADO, depois, tempo de FALAR! Só quem é Cordeiro entende isso! O cavalo "não tem entendimento" e por isso age descontroladamente.


Em Cristo,

Evangelista Clenio Daniel.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

MELQUISEDEQUE, REI DE SALÉM

Este personagem é mencionado poucas vezes na Bíblia, mas o suficiente para trazer-nos lições de raro valor. 

Em Gênesis 14.18 e em Hebreus 7.2 ele é mencionado desta forma: Melquisedeque, Rei de Salém. De ambos os lados, o aspecto de realeza é destaque na vida do personagem em estudo. Começamos pelo seu nome: Melquisedeque, que é "Rei de Justiça". Depois, o local onde ele é Rei: Salém, que quer dizer "Paz". Quanto ao caráter, um rei justo. Quanto ao lugar, nele residia a paz. Primeiro, a Justiça; depois, a Paz.

É imprescindível que a Justiça sobressaia primeiro. Se houver justiça, certamente haverá paz. Qual o papel da justiça? Estabelecer o que é certo, colocar as coisas no seu devido lugar. Melquisedeque era Rei Justo: estabelecia a ordem. Uma vez estabelecida a ordem, o povo que está sob este reino pode desfrutar da Paz, uma vez que há Justiça.

Isso é um reflexo do que lemos em Romanos 14.17 que o Reino de Deus é "justiça, paz e alegria no Espírito Santo". Veja bem: primeiro, a Justiça; depois, a Paz. O Reino de Deus segue esse prisma porque o Senhor deste Reino é Justo e com Ele tudo fica no seu devido lugar.

Exclua da sua vida um Evangelho que não apresenta a justiça de Deus (Romanos 1.17). Um Evangelho onde se prega apenas um Deus de amor e sua justiça é ignorada não merece ser ouvido. Deus é amor, mas também é justiça. Ele ama, mas também é justo. O amor, diz a Bíblia, "não folga com a injustiça, mas folga com a verdade" (1 Coríntios 13.7). Neste encalço está presente a justiça de Deus. Este é o problema do Sistema que rege este mundo: não há justiça e, consequentemente, não pode haver paz!

Quer ser abençoado? Coloque as coisas no seu devido lugar! Não pegue o errado e torne certo! Faça o que é devidamente certo, o que deve realmente ser feito. Justiça é sinônimo de retidão. Uma linha reta que não pende nem para um lado nem para o outro, mas fica na posição certa. Este é o conceito de justiça, apresentado pelo Evangelho de Jesus Cristo. Deus não abençoa quem vive em cima do muro, com pendências para um lado ou outro. O Evangelho é justiça e vem colocar o homem na posição certa, no lugar em que deve estar que o pecado tirou.

É com razão que Deus é Justo! Ele ama, mas é Justo! As pessoas precisam entender que amar nunca será a mesma coisa que ser conivente com o erro, assim como Deus ama a humanidade pecadora mas não compactua com seus erros. É neste mesmo encalço que devemos praticar a justiça sem excluir o amor e vice-versa.

Primeiro, a Justiça; depois, a Paz. Obtemos paz quando a Justiça divina nos justifica, declarando-nos justos em Sua presença (Romanos 5.1).

Em Cristo,
Evangelista Clenio Daniel.

terça-feira, 22 de março de 2022

FÉ - O FIRME FUNDAMENTO DAS COISAS QUE SE ESPERAM - Hebreus 11.1

A que se refere o escritor ao falar das "coisas que se esperam"? Que coisas são essas? 


Uma boa parte das pessoas usam este versículo para dar enfoque às bençãos materiais, como é o caso dos pregoeiros da Teologia da Prosperidade. Uma cautelosa atenção no texto sagrado nos fará entender que o versículo 1 do capítulo 11 de Hebreus liga o restante do capítulo aos versículos 32-39 do capítulo 10. O escritor está falando de sofrimento e de perseguição. É sob este prisma que devemos entender o versículo em estudo.


A carta aos Hebreus, segundo as grandes autoridades no assunto, foi escrita durante a cruel e sangrenta perseguição aos cristãos por parte do Imperador Nero (54-68 d. C.). Muitos cristãos primitivos estavam desfalecendo em razão desta perseguição que o impiedoso Nero promovia em todo o Império Romano. Expostos aos horrores (Hebreus 10.33), seus bens sendo espoliados (Hebreus 10.34), enfim, estavam suportando "grande combate de aflições" (Hebreus 10.32).


Três coisas que os cristãos esperariam por meio da fé:


1. "Uma possessão melhor e permanente" (Hebreus 10.34). Construíram casas, desfrutaram de suas moradias, porém, por pouco tempo! Logo viria o Império Romano e tomaria tudo deles. Mas, através da fé, eles podiam vislumbrar "uma possessão melhor e permanente", razão pela qual deveriam perserverar, servindo ao Senhor. Pois esta possessão é preparada pelo próprio Deus e não há poderoso nenhum desta terra que possa destruir o que Deus preparou para os Seus servos. Ninguém destrói o que Deus construiu!


2. "Um grande e avultado galardão" (Hebreus 10.35). Aqui na terra, eles foram feitos "espetáculo com vitupérios e tribulações" (Hebreus 10.33). Vitupério quer dizer "vergonha", "desonra". Sob a égide do poder romano, sofreram humilhações das mais deploráveis, mas, pela fé podiam vislumbrar um grandioso galardão reservado pelo próprio Deus. Humilhados na terra para serem honrados na eternidade. É melhor ser humilhado aqui, por causa da fé em Cristo e chegar no Céu, do que ser aplaudido pelos homens com todas as honrarias e ir para o inferno!


3. "e o que há de vir virá, e não tardará" (Hebreus 10.37). Esta referência é emprestada de Habacuque 2.3. Estudiosos afirmam que o versículo poderia ser assim traduzido: "e aquele que há de vir virá e não tardará". Uma referência a pessoa, a saber, Cristo. Nosso maior gozo: Cristo! Por Ele, temos uma possessão melhor e permanente; dEle, receberemos um grande e avultado galardão. As "coisas que se esperam", como podemos ver, referem-se aos bens vindouros e isso pode ser comprovado claramente quando lemos os exemplos de fé que o sacro escritor extraiu do Antigo Testamento, para encorajar os irmãos que enfrentavam dolorosa perseguição.


A fé é o "firme fundamento". Fundamento não se quebra, não desmorona, suporta os golpes e impactos que contra ele são desferidos. Assim é a fé em Deus: inabalável! Haja o que houver, esperamos em Deus grandes coisas, com as quais, os bens terrenos jamais poderão ser comparados.


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

QUEM É VOCÊ NA FILA DO PÃO?

Referência-chave: "Porque Deus encerrou a todos debaixo do pecado, para com todos usar de misericórdia" (Romanos 11.32).


A Igreja em Roma era composta por gentios e judeus convertidos ao cristianismo. Uma minoria era de judeus. Essa minoria sofria o desprezo dos demais irmãos, afirmando que Deus os havia rejeitado. Não é sem razão que o Apóstolo Paulo apresenta uma forte argumentação em favor da eleição de Israel, como vemos nos capítulos 9 ao 11. O Apóstolo Paulo deixa claro que Deus não rejeitou o seu povo (Romanos 11.1,2). Logo, o tratamento preconceituoso dos irmãos gentios com os judeus em nada contribuía. Por outro lado, o Apóstolo Paulo deixa a entender, por meio de uma linguagem figurada, a vanglória de Israel, por ter sido eleita dentre as nações para o cumprimento das suas promessas. Era um privilégio ser o povo eleito, porém, era grande a responsabilidade de ser luz para os demais povos, mergulhados no paganismo idolátrico. Quando focamos apenas o privilégio da chamada, corremos o risco de cair na soberba. Quando focamos apenas na responsabilidade corremos o risco de sermos omissos diante de Deus, acovardando-nos do glorioso chamado que dEle recebemos. As duas coisas devem coexistir.


Israel é o ramo natural da Oliveira (Romanos 11.17-24). Por sua incredulidade, foram cortados. E Deus enxertou na Oliveira o zambujeiro bravo (uma referência aos gentios convertidos, a Igreja), o que é contrário à natureza. A misericórdia de Deus se sobrepõe à qualquer lógica humana. Não há teologia e nem filosofia no mundo que possa dimensionar a misericórdia divina, estendida sobre todos, não importando a sua nacionalidade. Com isso, o zambujeiro bravo parecia querer se gloriar por conta disso. O Apóstolo faz o claro alerta: se Deus cortou o ramo natural, que é natural, da Oliveira, o que dirá o zambujeiro bravo, que nada tem a ver com ela! Não adianta se gloriar! É tudo pela misericórdia divina!


Diante disso, o Apóstolo Paulo deixa claro: Deus encerrou a TODOS debaixo do pecado. Sim, afinal, TODOS pecaram (Romanos 3.23), TODOS estão destituídos da glória de Deus. Então, quando Deus resolveu usar de misericórdia com o judeu, o mesmo fez com o gentio, porque este é pecador tanto quanto aquele. A régua da justiça divina colocou todos em um mesmo patamar de pecado e de miserabilidade. É com razão que a obra redentora do Senhor Jesus alcança toda a humanidade, todos quantos se arrependem e invocam o Seu Nome (ver Tito 2.14; 2 Pedro 3.9).


Diante disso, fica a pergunta: quem é você na fila do pão? Fomos salvos, pela sua misericórdia, chamados das trevas para a luz pela sua infinita misericórdia. Quando o assunto é salvação, cabem todos no mesmo barco! Quando assunto é ser amado por Deus, todos estão na fila, na mesma posição! Quem é você na fila do pão? A pergunta é um ditado que mostra que, na fila do pão, todos são iguais, e estão com o mesmo objetivo e sendo assim não há ninguém mais importante. Todos são iguais na fila do pão.


Na fila para receber o pão da vida não é diferente! Somos todos iguais! Não há maior e nem menor. Todos somos iguais na fila do pão. A graça que me alcançou do mesmo modo alcançou você também. O sangue de Jesus que cobre minha vida é o mesmo que cobre a sua vida! As promessas de Deus em Sua Palavra estão disponíveis para mim e para você! Tudo é resultado da imensa graça de nosso Senhor. 


À serviço do Reino,

Ev Clenio Daniel

sábado, 6 de novembro de 2021

PREGADORES À SERVIÇO DO DIABO - AS TRÊS GRANDES ÊNFASES DO "EVANGELHO SATÂNICO"

Referência-chave: Mateus 4.1-11


Se o diabo é pregador? Bom, disso eu não tenho a menor dúvida! Basta olhar para o episódio da serpente, em Gênesis 3. Ali vemos um grande diferencial: enquanto Deus falou o que era necessário ao ouvido humano (Gênesis 2.16,17), a serpente falou o que era agradável ao ouvido humano (Gênesis 3.1-6). E hoje a história se repete! 


Depois que o Diabo se apresentou para Cristo fazendo uso das Escrituras, não é bom duvidar de mais nada, quando o assunto é torcer o real sentido das Escrituras. E lá estava o astuto tentador, citando trechos das Escrituras diante daquEle que é o Verbo Vivo e encarnado! A Palavra Viva de Deus! Misericórdia! Se ele fez isso com o próprio Senhor Jesus, o que dirá com esses bando de bocó que vive atrás de profecia e revelação! Sai pra lá!


Não se iludam! O diabo também é pregador! E ele também faz uso da Bíblia! Porém, de forma distorcida para levar muitos ao engano. Bom, a Bíblia é a Palavra de Deus, e quando os incautos olham para isso, para uma pregação aparentemente bíblica, mas sem fundamento, sem base, com uma interpretação equivocada, é natural que acreditem! Está ali um grande homem ou mulher de Deus que prega a Palavra de Deus como deve ser. Será? 


O diabo está por aí! Por aí aonde? Nos bares? Nos prostíbulos? Naaaaaaaão! Nos púlpitos das igrejas! Sim! Seus emissários são os falsos mestres, que tem uma pregação eloquente, arrastam multidões. Porém! Estão longe de Deus! Longe! Muito longe!


Mas, qual a mensagem do diabo pregada nos altares das Igrejas? Vejamos:


1° ÊNFASE DO EVANGELHO SATÂNICO: A DEMASIADA ÊNFASE PELAS COISAS MATERIAIS. Tentado no deserto, quarenta dias e quarenta noites não teria sido nada fácil. E lá vem o diabo! Fazer o quê? Ora, apelar para a necessidade da alimentação física. Jesus precisava se alimentar! E o diabo "quebra na emenda": "Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (Mateus 4.3). Ô diabo aí não hein! Mas a resposta de Jesus foi pronta: "Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4.4). Presta bem atenção: "nem só de pão". O Senhor Jesus não descarta a realidade das coisas materiais, pelo contrário, apenas mostra que elas não são a prioridade na vida do homem. Vivemos de pão, mas, não só de pão. Existe a necessidade material, como também a necessidade espiritual. 


É errado querer ser próspero? Não! Crente pode viver bem? Claro! Quem disse que não?! Tem algum problema em pregar prosperidade nos púlpitos das igrejas? Nenhum! Errado é quando as coisas são invertidas. Os pregadores do diabo erram quando enfatizam demasiadamente aos ouvidos das massas a materialidade e a busca pela prosperidade. Devemos deixar claro que a maior promessa do Evangelho é a SALVAÇÃO! Quer ser próspero? Quer dinheiro? Cria vergonha nessa cara e vá trabalhar!


2° ÊNFASE DO EVANGELHO SATÂNICO: O EVANGELHO DA FENOMENALIDADE. O Diabo sugeriu a Jesus que, se Ele era o Filho de Deus, que se lançasse do alto do pináculo do templo abaixo. Ele sugeriu que os anjos de Deus O salvariam. Com isso, as pessoas, ao verem, acreditariam (quem sabe?) que Jesus era o Filho de Deus (Mateus 4.5-7). Eles tinha que crer no Messias por meio desse acontecimento e não pelo que Jesus faria na Cruz! Porventura estas coisas não permeiam os púlpitos de nossas igrejas? Não estou generalizando a questão, pois, há muitos homens e mulheres de Deus em cima do Altar, comprometidos com a Verdade. Mas, no meio do Trigo, o Joio se faz presente também! As pessoas andam em busca de algo que lhes impressione! Tem que ver milagre para crer! Tem que ver algo fenomenal! Se não for assim, é antiquado, arcaico e com isso a genuína pregação expositiva do Evangelho perde espaço. Evangelho é Cruz e não milagres! Estes são a evidência do Evangelho, quando pregado sob poder do Alto!


3° ÊNFASE DO EVANGELHO SATÂNICO: O EVANGELHO DA RELAÇÃO DE TROCA. "Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (Mateus 4.9). Em outras palavras: "pra receber tem que adorar". Nossa hinódia brasileira está carregada disso! Que horror certos hinos! Chega dá desgosto! A musicalidade cristã sofre os terríveis ataques do falso Evangelho. Deus tenha misericórdia! A Verdadeira adoração não está baseada no fato de receber alguma coisa ou não. A adoração está centrada no relacionamento correto com Deus, onde a verdadeira entrega das nossas vidas ao Senhor é fator prevalecente. Com benção ou sem benção, porta aberta ou fechada, na fartura ou na escassez, não importa! A Verdadeira adoração sobressai a tudo isso! O Evangelho nunca foi e nem será uma relação de troca! O Evangelho é a oferta graciosa de um Deus vivo que, podendo castigar o homem pelos seus pecados, resolve perdoá-lo e arrancá-lo do mais profundo abismo de perdição.


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel