quinta-feira, 19 de março de 2026

A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS

Referência-chave: "Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, também tu serás cortado." (Romanos 11.22)


Nos capítulos 9 a 11 de Romanos, o Apóstolo Paulo trata com meridiana clareza sobre o plano de Deus em relação a Israel, Sua Fidelidade, Sua Justiça, Sua Soberania, mostrando que a infidelidade da nação Eleita não anulou, em hipótese alguma, os desígnios de Deus. O espaço é pouco para desenvolvermos o assunto, entretanto, o mesmo Apóstolo destaca dois grandes atributos de Deus que nos ajudam a entender a grandeza divina a despeito das falhas humanas. Discorreremos sobre eles a partir de agora.


Paulo nos diz que Deus é bom, mas, também, é severo. Como assim? Muitos chegam a pensar que isso pode se tratar de uma contradição, porém, são dois lados de uma mesma verdade que tão somente reflete a justiça e a santidade de Deus.


Deus é bom, mas, não é somente bom. Ele também é severo. Deus é severo, mas, não é somente severo, Ele também é bom. Como entender isso?


E se Deus fosse somente bom? Não faria sentido, pois, no excesso de bondade não há autoridade para corrigir o erro. Muitas vezes o erro é apenas abrandado e tolerado, mas nunca tratado e corrigido. No excesso de bondade não há voz ativa para se posicionar como convém, porque é bom demais, tudo tolera e tudo deixa passar.


E se Deus fosse somente severo? Onde impera a severidade não há espaço para misericórdia e, em lugar de autoridade, temos autoritarismo exercendo justiça de forma implacável sem atentar a nada e nem a ninguém.


Deus é bom, mas, também é severo. Estes dois atributos não se contradizem, pelo contrário, se complementam. Deus é bom a ponto de contemplar o pecador e apontar para ele o caminho da retidão (Salmos 25.8). Contudo, é severo para punir o pecado agindo com justiça. É bom porque nos deu a oportunidade de nos achegar à Sua presença, por intermédio do arrependimento e fé na obra expiatória de Seu Filho Jesus (João 3.16,17), porém, é severo ao agir soberana e justamente com os que vivem de forma obstinada.


O evangelho que foca apenas no amor de Deus e não em sua justiça não tem validade bíblica. Deus é amor, mas também é justo, é bom mas também é severo. O evangelho moderno apresenta um evangelho mais brando aos ouvidos, mostrando um tipo de amor conivente com o erro. Este evangelho é antibíblico, sem respaldo nas Escrituras. Tenhamos cuidado. Que possamos estar firmados na verdade do Evangelho de Cristo.


Em Cristo,

Ev Clenio Daniel

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