quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O difícil é comigo, o impossível é com Deus!

Marcos 8.34 “E, chamando a Si a multidão, com os Seus discípulos, disse-lhes: se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”


“Negue-se a si mesmo”, foi o que Jesus disse; nossa! Que expressão veraz! Fortíssima! Eis aí o evangelho que nunca podemos deixar de pregar! Seja dentro de uma congregação, admoestando os cristãos a serem santos, seja fora dela convidando os pecadores para que aceitem o convite da graça. Mesmo que muitos não queiram entender, nem aceitar, isso nunca foi e nem será motivo para que a verdade do evangelho seja banida dos púlpitos das igrejas.
Quem já analisou passo-a-passo as mensagens contidas aqui, percebeu que fazemos o uso frequente da palavra “atitude”. Esta palavra tem um forte significado. Tudo deve partir dela. Deus tomou atitude de salvar o pecador enviando Seu Filho Jesus para ser crucificado (Jo 3.16), Jesus tomou atitude de dar Sua vida pelas almas perdidas sofrendo por amor de todas elas, o Espírito Santo tomou atitude de estar com a Igreja na terra consolando-a, amparando-a, santificando-a e preparando-a para o retorno do Rei. Agora, só resta o homem fazer a sua parte voltando-se “ao Pastor e Bispo das nossas almas” (1 Pe 2.25).
Existem muitos tipos de atitudes que podemos tomar na vida com o intuito de agradar ao Senhor; porém, existe uma que se sobrepuja a todas as outras: aquela que é a mais difícil de ser tomada. Por quê? Porque tudo o que é fácil não apresenta regras e nem exigências ao passo que o dificultoso envolve sacrifício e renúncia, verdade esta que nem todos procuram se harmonizar com ela. Não seria sacrifício nenhum Abraão tomar seu filho Ismael e levá-lo ao monte para oferecer a Deus em holocausto. Conforme o dito popular, Deus agiu diretamente “na ferida”: “Toma agora o teu filho, o teu único filho Isaque, a quem amas” (Gn 22.2). Faríamos coisa semelhante a esta caso o Senhor nos ordenasse? Por que a expressão “único filho” se eram dois os filhos de Abraão? Isto nos dá a entender que o velho patriarca demonstraria maior preferência, carinho e afeto por Isaque; motivo pelo qual o Senhor o levou à prova.
Há muitos optando pelo caminho fácil, “não é preciso deixar nem abandonar absolutamente nada, servir a Deus é o que importa”, é o que dizem e até pregam por aí. “Servir” siginifica prontidãopara obedecer ao seu Senhor; Jesus nos disse que devemos negar a nós mesmo se quisermos seguí-Lo; no entanto, o que queremos é serví-Lo do nosso próprio jeito, nada de renunciar pecado e nem repudiar os paradigmas da vida antiga. Se é assim então do que o apóstolo Paulo estava falando quando disse que devemos andar em novidade de vida (Rm 6.4)? Quando escreveu aos crentes em Corinto que somos novas criaturas (2 Co 5.17)? E que significado possui estas palavras : “e os que são de Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24)? Há algo errado, aliás, há muita coisa errada no seio da igreja, nas pregações supostamente fundamentadas nas Escrituras Sagradas. Precisamos voltar aos primórdios da Palavra de Deus!
É bem difícil renunciar aquilo que tanto amamos em nossa vida; porém, se estamos certo que que isso nos levará à perdição e que o Senhor tem preparado o melhor para nós, então, com sacrifício, renunciemos! Deus está cansado de coisa barata; Ele se agrada de sacrifício vivo! Sim, algo de valor, que nos exija comprometimento total com a Sua Palavra. É difícil mas eu consigo, é difícil mas eu sou capaz de ralizar pois confio no Deus que me ajuda em todo o tempo, porque bem sei que o impossível só Ele pode fazer.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

As quatro coisas impossíveis para Deus

Gênesis 18.14 "Haveria alguma coisa difícil ao Senhor?..."

Cremos firmemente que não há nada impossível para o Senhor. Ele criou os céus, a terra, o mar e tudo o que neles existem; sim, com a palavra da Sua boca, o imaterial se materializou diante dEle: "Porque falou, e tudo se fez; mandou e logo tudo apareceu" (Sl 33.9). A criação de todo o universo nos faz entender a grandeza do Criador em realizar coisas cujo pensamento humano nunca irá entender nem compreender tamanho significado de tudo o que está ao nosso redor. Com isso, ficamos convencidos de que o Senhor faz coisas extraordinárias (Jó 5.9) e não há nada que Ele não possa fazer porque todo o poder está em Suas mãos.
Por outro lado, encontramos na mesma Bíblia provas autênticas de quatro coisas impossíveis para Deus. Não se trata de heresia ou de uma deturpação doutrinária, mas, de argumentos fundamentados nas Escrituras Sagradas e que não fogem à luz da sã doutrina.


1) É impossível que Deus minta (Hb 6.18) - É impossível que proceda da parte do Senhor alguma palavra mentirosa, pois, com Ele está a verdade. Este é um fator que dá formosura a grandeza, soberania e santidade do Todo-Poderoso: verdade. NEle não há injustiça, nem mentira alguma ou coisa do gênero está relacionada a santíssima pessoa do Deus vivo (Nm 23.19); o apóstolo Paulo escreveu aos romanos dizendo: "Sempre seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso" (Rm 3.4). Com isso, entendemos a impossibilidade de Deus mentir em Suas palavras.

2) É impossível que Deus peque: "Porque Tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal" (Sl 5.4)- Deus não Se compactua com o pecado. Tirando o Seu povo do Egito, o Senhor Se revelou aos filhos de Israel admoestando-os a serem santos tal como Ele é (Lv 11.44,45; 19.2; 20.26). Deus é santo; não tem acordo algum com tudo o que se constitui pecado ou está relacionado a ele. Oxalá se todo aquele que se julga cristão reconhecesse esta verdade despojando-se de toda a imundícia do pecado santificando a sua vida ao Senhor! Acha que por Deus amar o pecador consentirá naquilo que ele faz. Deus ama os seres humanos e não as obras tortuosas que os mesmos praticam; é impossível que Deus peque. Sendo Ele santo, sejamos nós também (Rm 6.12,12; 1Pe 1.15,16).

3)É impossível que Deus mude: "Porque eu, o Senhor, não mudo..." (Ml 3.6) - Imutabilidade é um dos atributos do Senhor Deus. NEle "não há mudança nem sombra de variação" (Tg 1.17). Deus é imutável em Sua forma de Ser, em Seus atributos e em Seus príncipios. A Sua Palavra permanece para sempre ( (Sl 119.89; Is 40.6-8; Mt 24.35; 1 Pe 1.24,25). A Palavra de Deus é eterna e não sofre mudança porque o Deus da Palavra também é eterno e imutável.

4) É impossível Deus cometer alguma falha - A Escritura Sagrada está repleta de exemplos que ratificam o esxposto acima. Não houve tempo algum na história em que o Senhor deixasse de cumprir com Sua Palavra. Disse o Senhor ao Seu servo Abraão que dele faria uma grande nação (Gn 12.2; 13.14-16; 15.4-6); e o Deus de promessa cumpriu a palavra que tinha dito ao Seu amigo. Foi ele pai de nações segundo a carne - Judeus e Árabes, sua descendência - e pai de multidão de nações segundo o espírito: "Sabei pois que os que são da fé são filhos de Abraão" (Gl 3.7). Deus é tremendamente fiel!!! "Diria Ele e não o faria? Ou falaria Ele e não o confirmaria?" (Nm 23.19).

Como servos deste Deus infalível e poderosíssimo, estejamos cada vez mais firmados nEle, Rocha inabalável, gozo indizível, consolo incomparável, amor inexplicável, perdão imensurável, realidade incontestável!

domingo, 25 de julho de 2010

Uma vida de compromisso

Josué 1.2 "Levanta-te pois agora, passa este jordão..."


Por que existo? Por que vim a este mundo? Perguntas que fazemos para nós mesmos procurando achar na nossa própria consciência uma resposta plausível para tais indagações. Se pra tudo tem um motivo justo, uma razão convincente, logo, nossa existência não é debalde e sim plano do Criador no afã de Se relacionar com a criatura racional mostrando-lhe Sua glória e poder.
Quantas pessoas vencidas pelo conformismo da vida, entregues à mesmice por se verem diante de tantas reveses a ponto de acharem que nasceram exclusivamente para isto: sofere o pessimismo lançando-se nas garras do que chamamos fracasso. Quem nunca encarou uma triste realidade na trajetória da vida? Pensando ser incapaz de superar tal situação? Na verdade, somos capazes, todos nós somos capazes.
Josué se encontrava assim. Moisés havia falecido. E agora? Quem conduziria o povo até à terra prometida? Desesperançoso, sorumbático, aflito, desacreditando no próprio potencial que Deus lhe havia dado. Moisés teve o seu tempo. Agora, chegara o de Josué; a sua vez de fazer a diferença, tornando-se um dos grandes ícones nos anais da história de Israel. E por haver chegado a sua hora, Deus o desperta dizendo: "levanta-te". Esse "levantar" não está relacionado à postura física de Josué; pelo contrário, fala de disposição, atitude e dedicação, enfim, pronto a sair do seu ponto de partida tendo em vista a promessa do Senhor. O termo em destaque nos leva a entender que o Senhor cobrou atitude do Seu servo pois garantiu prosperar o seu caminho e que estaria com ele (Js 1.7-9). Pertence a Deus o cumprir da Sua Palavra; convém a nós nos levantarmos diante dEle comprometendo nossa vida a obedecê-Lo em tudo! Atitude é a fé em suas evidências. É hora de levantarmos daonde estamos! E aquEle que é poderoso para cumprir o que diz já está à nossa frente (Nm 23.19; Hb 6.18)!
Quantos são os que nunca saíram do lugar! Como se tudo o que almejam fosse cair do Céu! "Deus vai fazer tudo por mim" é o que dizem. Jesus nos ensinou não somente a orar ("pedi e dar-se-vos-a"), mas, a agir ("buscai e encontareis") e a persistir ("batei a abrir-se-vos-a" - Mt 7.7). Não devemos generalizar as coisas; esse "tudo" possui um significado específico. Relaciona-se àquilo que vai além da possibilidade humana. Façamos o que está ao nosso alcance, pois, o que, de fato, não pudermos certamente Deus o fará por nós.
Das milhares de promessas que encontramos nas páginas da Bíblia, vemos uma que depende inteira e exclusivamente da atitude do homem: a promessa da salvação. As demais, o próprio Deus é quem determina o tempo do cumprimento delas. Ao longo dos séculos, o Senhor manteve a Sua Palavra com Abraão e com a sua posteridade dizendo que os levaria a uma terra muitíssimo boa. Finalmente, o tempo do cumprimento desta promessa havia chegado. Deus disse a Josué: "Levanta-te pois agora... " (Js 1.2). O tempo da espera havia chegado ao fim. Era já a hora do mais novo líder de Israel dar seus primeiros passos levando a nação eleita à terra da promissão. É hora de passar o Jordão! Sair do lado do conformismo, do lado do pessimismo, das constantes murmurações para o lado da fé inabalável e da obediência incondicional à Palavra de Deus.
Se não houver compromisso genuíno de nossa parte para com Deus, nosso cristianismo será nulo e sem nenhum fruto. Entretanto, se buscarmos diligentemente uma vida de acordo com os preceitos de Deus, então, o Senhor Se agradará de nós fazendo que Sua prometidas bençãos nos alcance (Dt 28.2). Sendo assim, levantemo-nos agora e passemos o jordão!

sábado, 26 de junho de 2010

Astro sim! Popstar não!

Mateus 5.14 "Vós sois a luz do mundo..."
Filipenses 2.15 "Para que sejais irreprensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo."


É tempo de vigilância! Se pudéssemos ver, com certeza contemplaríamos o Senhor da Igreja dando o brado de alerta a fim de que o Seu povo esteja apercebido dos péssimos fatores que vem acarretando as comunidades de fé. Podemos citar a apostasia, o acúmulo de doutrinas falsas, entre outros; homens presunçosos que distorcem a verdade do Evangelho trazendo aos ouvidos de muitos ensinos esposados com este mundo pecaminoso. Percebendo todas estas coisas, cabe acrescentar o que diz a Escritura: "Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem é sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda" (Ap 22.11).
Um outro fator evidente nas Igrejas Evangélicas é o testemunho de muitas pessoas que, ao subirem na vida, parecem se esquecerem de como não eram nada aos olhos da sociedade e de como o Senhor usou de misericórdia levantando-os do "pó" exaltando até diante daqueles que os injuriavam desacreditando no seu sucesso. No começo, reconhecem que que são a Luz neste mundo tenebroso e que replandecem como astros de Deus nesta terra em que vivemos. Porém, quando se tornam referência no meio evangélico, parece ignorarem o fato de que tudo o que temos é o Senhor quem dá e que tem poder para tirar. Deixam de serem astros para serem popstar's!
Quando somos luz, conforme o Senhor disse, estamos motrando ao mundo que a mudança de vida ocorrida em nós é uma demonstração da existência real do Criador e do Seu poder de transformar a vida do homem. Em outras palavras, tão certo como Deus é uma pura realidade, Ele é capaz de endireitar a vereda tortuosa do homem assim como tem feito a nós. E por isso o Senhor nos tem feito ícones na intuição de glorificar o Seu nome por intermédio de nossa vida transformada (Rm 6.4). Astros de Deus neste mundo envolto em trevas! É o que exatamente somos! Todavia, encontramos homens e mulheres que procuram se promover diante de multidões usando o dom que Deus lhe concede; e as coisa vão de mal a pior. Culto virou show, adorador virou cantor e pregador virou apresentador, exaltando mais a si mesmo do que aquEle que disse na Sua Palavra: "a minha glória pois não darei a outrem" (Is 42.8). Logo, o que vemos não é um genuíno testemunho de vida e sim um exibicionismo exagerado de talentos!
Quando José foi posto por Faraó como Governador de toda a terra do Egito, perante os olhos de todos os que ali estavam Faraó o exaltou dizendo: "tu estarás sobre toda a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu" (Gn 41.40). Apesar da tão grande autoridade e do elevado cargo confiado àquele jovem hebreu, diz a Bíblia que o rei da nação egípcia "o fez assentar no segundo carro que tinha" (Gn 41.43). Por quê? Porque o primeiro carro era do rei. Podemos obter toda a popularidade possível, todo o prestígio dos que nos admiram, mas, o primeiro carro é do Rei!!! A glória maior é dEle! Ele é a razão e o centro de tudo (Rm 11.36). Somos a luz do mundo porque aquEle que é a Luz inextinguível habita dentro do nosso ser! Somos astros resplandecentes porque o Senhor nos tirou do garimpo do pecado fazendo-nos reluzir com o óleo da Sua graça e com o poder da Sua Palavra.
Segundo a Escritura, tudo o que pedirmos a Deus em oração, Ele nos concederá (Jo 14.13), tudo. Porém a glória não! Pertence somente a Ele! Unicamente a Ele! Bem-aventurados são os que reconhecem isto. Lembremo-nos: astros sim! Popstar jamais!

A importância de se calar, a prudência no ouvir e a sabedoria no falar

rEclesiastes 3.7 "... tempo de estar calado, e tempo de falar..."
Mateus 12.37 "Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado"


Quando o Senhor Jesus exortou os Seus díscípulos à vigilância (Mt 26.41) é certo afirmar que tal admoestação se aplica em todos os sentidos da vida cristã. E um deles é o uso refreado da língua. Se todos nós fôssemos prudentes quanto ao uso deste pequeno orgão, não haveria tanto desentendimento, escândalo e intriga no meio do povo de Deus. Enquanto as almas, lá fora, nos bares, nos prostíbulos, nas drogas, vão se perdendo, nós, servos do Deus Altíssimo, nos envolvemos inutilmnte com "picuinhas" que redundam em nada a não ser para gerar confusão, ódio e tantas outras coisas que faz a Igreja caminhar em sentido retrógrado, quando deveria progredir na unidade da fé, na obediência da Palavra e na evangelização dos perdidos.
Vigiamos em muitas coisas em determinadas circunstâncias; no entanto, quando o assunto é vigiar nas palavras, titubeamos intensamente sem que nós venhamos perceber. Com muita sabedoria o escritor do livro de Eclesiastes ressaltou: "tempo de estar calado"; como discernir esse tempo na nossa vida? A própria necessidade, gerada pelas vicissitudes da vida, nos fará saber. Se Sansão soubesse viver esse tempo, certamente subsistiria diante dos seus inimigos, mormente diante de Dalila, a qual, usou de astúcia para descobrir em que consistia sua grande força. Entretanto, sem escrúpulo algum, o "pequeno sol", no abrir de sua boca, cedeu-se aos desejos de uma mulher declarando-lhe o segredo. Sem que ele mesmo o quisesse, assinalou o seu próprio fracasso: por ele querer o que o Senhor não lhe deu (Dalila) perdeu aquilo que o Senhor lhe deu (sua grande força)!
É tão fácil expor a outros nossas razões e opiniões, expressar nossos sentimentos e exigirmos que as pessoas nos ouçam. E nós? Que atitude será a nossa se alguém pedir a nossa atenção? Seremos prudentes ao ouví-lo? Podemos ir mais longe: quando pessoas proferem palavras ofensivas nada agradáveis aos nossos ouvidos. Quando dizem a nós o que não desejamos ouvir, qual a nossa reação? Foi o grande erro de Israel: por não ter dado ouvidos aos preceitos do Deus de seus pais, sofreu duramente o castigo do Todo-Poderoso. Não obstante, ainda assim o Senhor recobrava isto do Seu povo: "Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei. Ah! Israel se me ouvisses!" (Sl 81.8). Às vezes esquecemos que umas das grandes virtudes do cristianismo é a prudência no ouvir. Somos cristãos em muitas coisas, menos nisso! Fazemos grandes coisas e nos esquecemos das mínimas, aparentemente insignificantes mas que nos levam a grandes resultados. Prontidão para ouvir (Tg 1.19), fator que deve ser essencial na vida cristã.
"Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia" (Tg 3.5) é a comparação usada por Tiago com o intuito de falar acerca do tropeço na palavra. O descuido na palavra pode se tornar pecado e até prejudicial à nossa vida espiritual com Deus e ao nosso bom convívio que temos com quem está ao nosso redor. Com palavras abençoamos, amaldiçoamos, bendizemos, maldizemos, incentivamos, desanimamos, motivamos, desmotivamos, enfim, tudo de bom ou de ruim pode proceder da boca do homem. Por uma palavra dita descuidadosamente, ferimos nosso irmão na fé; quantos que vivem afastados dos caminhos do Senhor por nossa culpa! Sim, por causa de palavras ferinas proferidas sem nenhum objetivo e sem nenhum propósito. Jesus disse: "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo" (Mt 12.36). Sejamos vigilantes e sábios a fim de que não venhamos ferir a índole e a boa fé de muitos que percorrem o mesmo caminho creêm na mesma Bíblia e adoram ao mesmo Deus. Em suma: só tem competência pra falar quem possui a humildade de saber ouvir evitando que, por suas próprias palavras, não caiam na perdição (Mt 12.37).
Há quem pense que o tropeçar nas mínimas coisas não traz consequência nenhuma. Quão enganados estão os que pensam desta forma!!! Convém que venhamos crescer na fé e adquirir maturidade espiritual mediante as Escrituras; para que sejamos vencedores em tudo por Jesus Cristo, nosso Senhor.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma entrega sem reservas

Salmos 37.5 "Entrega o teu caminho ao Senhor..."

Estamos vivendo tempos em que, se Deus não tiver misericórdia, a autêntica pregação do Evangelho desaparecerá dos púlpitos das nossas igrejas e o povo desejará ouvir algo que lhe agrade e que não condene suas práticas pecaminosas. Na verdade, isto já está acontecendo. A situação espiritual de muitos crentes se torna cada vez mais degradante. Como água entrando num barco aumentando o risco de um perigoso náufrago é a iniquidade entrando na igreja fazendo-a submergir aos poucos. Que o Senhor tenha compaixão do Seu povo! Ouvimos muitas pregações alusivas ao versículo exposto acima. Pregam muito nas palavras "confia nEle, e Ele tudo fará" e praticamente nada do que diz: "Entrega o teu caminho ao Senhor"; este, portanto, é o cerne da nossa meditação.
Nossas orações parecem até egoístas sempre que nos inclinamos a tal prática com determinados objetivos. Mais petição do que adoração! Mais clamor do que gratidão! Sendo assim, o que Deus espera mais recebe menos! É fácil se lembrar dos direitos. E dos deveres? É fácil se lembrar da promessa ("E Ele tudo fará") e da santa exigência que Ele faz a nós ("Entrega o teu caminho ao Senhor")? Entregar o nosso caminho ao Senhor não é somente colocarmos um mundaréu de problemas diante do altar de Deus e pronto. É muito mais do que isto. Quando falamos em "caminho" estamos aludindo a um "percurso pelo qual andamos". Seu significado é ainda mais profundo quando o Salmista Davi diz: "Entrega o teu caminho..."; De acordo, entregar o nosso caminho ao Senhor:

1) É realçar a soberania divina acima dos nossos interesses - Somente um cristão com um coração de servo demonstrará tamanha disposição. É tolice de muitos que, por jejuarem e orarem bastante e lerem muito a Bíblia, acham que Deus tem a obrigação de conceder tudo o que Lhe pedem em oração. Se consideram capazes de exigir do Senhor alguma coisa. Que meninice! Deus é soberano em Suas decisões, não faz nada por obrigação e sim por opção. Faz o que quer, quando quer e na hora que quer; e quem é o homem para questioná-Lo (Dn 4.35)? Soberano como Ele é, não deve coisa alguma a ninguém (Jó 41.11; Rm 11.35). Entregar o nosso caminho ao Senhor é deixar que vontade dEle impere em nossas vidas e em nossos planos.

2) É deixar Ele direcionar os nossos passos - exitem momentos na vida em que nos cansamos de tentar da nossa própria maneira. Desejamos vencer na vida por meio de nossos próprios métodos e, no entanto, somente frustrações. Aplicamos nossos esforços físicos e intelectuais, entretanto, só fracasso. Todas estas coisas visam contribuir para o nosso desânimo. Entregar o nosso caminho ao Senhor é deixar Ele assumir o volante da vida. É pedir que Ele ocupe o primeiro lugar em todas as áreas do nosso ser; é viver na certeza de que Ele está na direção e no controle de tudo; é submeter-se ao Seu senhorio deixando-nos, por Ele, sermos conduzidos para onde bem parecer aos Seus olhos. Entreguemos a Deus o nosso caminho!
Deus está à procura de cristãos com o coração de um verdadeiro servo! Pronto a serví-Lo em esperar algo em troca; que estabeleçaa vontade soberana do Deus Altíssimo como o ônus da sua vida. Enfim, que se entregue àquEle cujos pensamentos são mais altos que os nossos pensamentos e Seus caminhos mais elevados que os nossos caminhos. Uma entrega sem reservas!

A Igreja impoluta e a Igreja opulenta

É importante observarmos nos evangelhos as palavras de Jesus no que respeita à Sua Igreja, sofrimentos, perseguições que ela sofreria bem como a vulnerabilidade de muitos ao pecado. O Senhor Jesus falou da porta estreita e também da larga (Mt 7.13,14), falou dos que edificam a casa sobre a rocha (Mt 7.25) e sobre a areia (Mt 7.26), da parábola do trigo e do joio (Mt 13.24-30), outrossim, falou do reino de glória que aguardam os justos bem como da condenação eterna destinada aos injustos (Mt 24.31-46); enfim, Jesus falou de duas igrejas: a impoluta e a opulenta.
A Igreja impoluta é aquela que agrada a Deus. Ela não aceita o pecado a nada relativo a ele; antes, se ocupa na Palavra de Deus no afã de obedecê-Lo irrestritamente. Ela é qual barco em auto-mar: o barco está nas águas, mas, as águas não estão no barco. Assim é a igreja que agrada ao seu amado, ela está no mundo, mas, o mundo não está nela. Ela anda neste mundo e não segundo as sua vãs filosofias, pois ela conserva "as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tm 6.3). Por isso, Cristo a considera impoluta, porque ela é vigilante e se guarda das fortes poluições de iniquidade e de mundanismo que podem afetar a sua estrutura espiritual. A igreja impoluta é santa, anda na retidão, é fervorosa na oração, é perseverante na tribulação e cheia de boas obras; repudia o mundo de pecados, mas, evangeliza o mundo das almas perdidas. Deus possa preservá-la sempre assim!
A Igreja opulenta é aquela que aborrece a Deus. Os cristãos em Laodicéia são este exemplo. Acerca destes, Jesus falou: "Vomitar-te-ei da minha boca" (Ap3.16). A Igreja opulenta é soberba, presunçosa e jactanciosa. Desprovida de fervor espiritual, considera-se autodependente: "De nada tenho falta" (Ap 3.17), não sabendo que sua ruína está prestes a vir. A tal igreja a que nos referimos prioriza seus interesses desdenhando a vontade de Deus. Se acha rica e poderosa sendo que, aos olhos do Senhor, é pobre, falida e desnutrida espiritualmente. É exatamente o que vemos hoje: igrejas cujos líderes eclesiásticos perderam o bom senso cristão e seus membros não possuem mais um compromisso sério com Cristo e com Sua Palavra. Pessoas que se preocupam com tudo o que está à sua volta, consigo mesmo e com seus afazeres e deixando as coisas de Deus em último plano.
De qual dessas igrejas fazemos parte? Da impoluta ou da opulenta? Da que vai contemplar Cristo subindo aos céus ou da que vai ver o Anticristo ficando na grande tribulação? Da que é piedosa como Simeão (Lc 2.25) ou traidora como Judas (Mt 26.14-26)? Ainda é tempo de decisão! Sim, de recorrer ao Senhor pedindo-Lhe misericórdia, poder e graça! Portanto, sejamos impolutos! E nunca opulentos!