Desde os áureos anos da História da Igreja, ou, porque não dizer durante o Ministério terreno do Senhor Jesus, muitos tem procurando questionar a Sua deidade, Sua Filiação, Sua "origem", emfim, buscado meios, aparatos históricos, mitológicos, "teológicos" no afã de descartar a divindade de Cristo, rebaixando-O a um mortal, um simples homem de bem, um profeta, mas, nunca aceitando-O como um Ser Divino, integrante da Santíssima Trindade. Usam de muitas referências bíblicas para tentar provar esta falaciosa tese, suplantada pelas Escrituras, a poderosa e infalível Palavra de Deus.
A passagem bíblica mencionada (Mt 24.36), é uma das muitas usadas pelos unitarianos para tentar defender a não-divindade de Cristo, portanto, um ser como os demais homens. O problema dos unitarianos é exatamente limitar a veracidade das Escrituras Sagradas, usando versículos que PARECEM apoiar suas hipóteses desconcertantes. Porém, vemos comprovado nas Escrituras, em todo o Seu escopo teológico que Jesus Cristo é o Filho de Deus, portanto, de natureza igual ao Pai. Uma das muitas passagens usadas por eles para tentar comprovar seu paradoxal argumento é 1 Timóteo 2.5, que diz: "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem". A razão da palavra "homem", relacionada a Cristo, simplesmente dá uma ênfase de Sua humanidade, de Sua encarnação e de Sua auto-humilhação, ou seja, o Mediador entre Deus e os homens é tão Divino quanto o Pai, porém, alguém que, ao humanizar-Se, conheceu as limitações da natureza, sua propensão à queda, ao pecado, e, sendo Ele conhecedor desta realidade humana, é que pode agir como intercessor, mediando-nos entre nós e o Pai. Acerca disso, claramente falou o escritor da Carta aos Hebreus: "Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados" (Hb 2.18; 4.15). O apóstolo Paulo, reconhece a Divindade de Cristo, ao afirmar: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus" (Fp 2.5,6). Algumas verdades devem ser notadas aqui:
§ "que, sendo em forma de Deus". O termo "sendo", no original, indica existência, existir. Neste caso, seguido pelo dativo de pessoa, indica existência no tempo presente no sentido mais enfático do termo. Vemos atestada aqui a auto-existência do Filho de Deus, sempre presente assim como o Pai. Ainda a Escritura diz que Jesus Cristo "é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13.8). Tanto Ele é eterno como é eternamente. Esta derivação "eternamente" reforça ainda mais a divindade do Senhor Jesus, pois, como a eternidade é algo além do tempo, assim o Filho de Deus, Eterno e Eternamente Deus, sobrepuja ao tempo e à mortalidade, pois, é Deus verdadeiro e verdadeiramente Deus! Aleluia!
§ "que, sendo em forma de Deus". O termo "forma", no original, possui um indicativo de "natureza", provando que o Senhor Jesus é da mesma natureza que o Pai. Até na Sua humilhação revela-se uma história de triunfo, pois, enquanto o diabo queria subir, ser igual a Deus e tomar a Sua glória (Is 14.12-14), Jesus desceu, Se fez semelhante aos homens, despojando-Se de Sua glória (Jo 17.5; Fp 2.6-8). O diabo trilhou o caminho do orgulho e da exaltação, cujo destino foi a ruína (Pv 16.18). Jesus trilhou o caminho do sofrimento e da humilhação, cujo destino foi triunfo, glorificação e salvação dos pecadores.
Outro ponto intrigante: Jesus sabe quando voltará? Muitos
pregadores, até mesmo pentecostais, afirmam contundentemente que Jesus não sabe o próprio
dia da Sua volta. A base para tal afirmação é esta: “Porém daquele Dia e hora
ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho do Homem, mas unicamente meu
Pai” (Mt 24.36). Uma análise deste versículo dentro dos critérios da
Hermenêutica e, acima de tudo, sob a luz do Espírito Santo, nos fará entender
que a premissa divulgada pelos pregadores pentecostais (NÃO TODOS), estar em
pleno descompasso com o ensino geral das Escrituras, portanto, não merece
confiabilidade.
Veremos
com base nas Escrituras Sagradas, pelo menos, 6 razões porque o Filho de Deus
sabe o Dia da Sua Volta:
1. A missão de Jesus era revelar o Pai aos
homens (Jo 1.18; 17.4). Com isso, Ele a Si mesmo se esvaziou (Fp 2.7 ARA). Ao
dizer que somente o Pai sabia o Dia em que o Filho do Homem há de vir, estava
esvaziando a Si mesmo e glorificando o Pai perante os homens;
2.O Senhor Jesus Se esvaziou de tal maneira que
ocultou Sua glória aos olhos dos homens: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai,
junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo
existisse” (Jo 17.5). Ele mesmo disse: “... com aquela glória que tinha contigo...”. O verbo no tempo
passado expressa a humilde condição do Filho de Deus em ocultar a Sua glória
aos homens;
3.A doutrina bíblica do que chamamos
“esvaziamento” explica que, mesmo humilhando-Se para fazer a vontade do Pai,
sendo feito “menor do que os anjos” (Sl 8.4,5; Hb 2.6-9), isso não significa
que Ele tenha perdido a Sua Deidade. Ele mesmo disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo
10.30; 17.21). Ele Se fez homem sem nunca deixar de ser Deus;
4.Afirmar que o Senhor Jesus NÃO SABE o dia da
Sua vinda é descartar o conceito bíblico da Divindade do Senhor Jesus Cristo.
Sempre que necessário, o Filho de Deus mostrou os Seus atributos que
comprovavam Sua divindade sendo igual ao Pai em essência. Jesus conheceu os
pensamentos dos escribas que arrazoavam nos seus corações quando o Mestre
perdoou os pecados dum paralítico (Mt 9.2-4). Conheceu a malícia dos que Lhe
interrogaram acerca do tributo (Mt 22.18); Conhecia o que havia no ser humano
(Jo 2.25). Por que não saberia Ele o dia da Sua volta?
5.Não sabemos o “Dia e hora” (Mt 24.36) da
vinda do Senhor Jesus. Entretanto, Ele deixou claro os sinais que antecederiam
a Sua vinda para arrebatar a Igreja eleita, para ficarmos apercebidos acerca
deste grande Dia. Se o Filho de Deus previu os acontecimentos futuros no
tocante ao arrebatamento dos santos e à grande tribulação, certamente Ele sabe
o “Dia e hora” em que voltará à terra;
6.É extrema tolice marcar uma possível data
assinalando-a como o dia da vinda do Senhor Jesus. Ele especificou uma série de
sinais que denunciaria que realmente Ele viria para arrebatar o Seu povo (Mt
24; Lc 21.5-36). É inútil marcar uma data para a vinda do Filho do Homem; no
entanto, é útil que vivamos em vigilância (Mc 13.33), estando atentos aos
acontecimentos que dão realce ao retorno iminente do Rei da glória. Se nós
temos ciência dos acontecimentos que evidenciam que Jesus um dia voltará, então
Ele muito mais sabe perfeitamente o dia em que Ele voltará.
É
lamentável como uma onda de ensinamentos torpes, contrários à Sã Doutrina, tem
infestado muitas comunidades de fé, outrora, conservadoras da Palavra genuína
de Deus. Precisamos conhecer o Deus a quem servimos e desfrutar de um
relacionamento vívido e fervoroso com Ele. Precisamos conhecer quem é aquEle
que deu a Sua vida por nós, resgatando-nos com Seu sangue precioso. Jesus em breve voltará, esperança esta de todos os redimidos no Seu precioso sangue! Aleluia!
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