terça-feira, 17 de julho de 2018

A importância de se administrar com eficiência


A palavra “administrar” vem do latim administratione significando “direção” e é usada com a definição de “gerenciar”, “governar” e termos do gênero. Por esta palavra, entendemos que não somos donos do que possuímos, mas, mordomos, administradores, havendo de prestar contas daquilo que nos foi confiado.

O que é preciso administrar? A referida palavra possui um significado abrangente, sendo aplicada em vários aspectos da vida e da experiência humana. Se perguntássemos a um Gerente de Lojas sobre o significado desta palavra, ele certamente responderia com base na sua experiência profissional. Os acadêmicos iriam expor com profundidade de argumentos o conceito de administração, enfim, muitos outros responderiam embasados naquilo que a trajetória da vida lhe proporcionou até então.

E a Bíblia? O que diz?


A Escritura Sagrada nos apresenta com propriedade o homem como o administrador daquilo que lhe é confiado por Deus. O salmista diz: “Os céus são os céus do Senhor; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens” (Sl 115.17). O verbo “deu” enfoca o conceito de administração, pois, Deus confiou a terra aos cuidados do homem, pois, tendo ele a capacidade de governar dada por Deus, é responsabilizado no seu dever de cuidar de tudo quanto vem à sua mão.


Administrar estar relacionado à disposição. Por esta palavra entendemos a inclinação à determinada atividade. A base dessa disposição é a motivação; com esses ingredientes, o bom administrador terá bom êxito na sua função, alcançando resultados além do esperado.


Administrar é um grande desafio. Um grande sábio certa vez afirmou: “pode-se bater no ferro frio intensamente sem que ela seja moldado. Contudo, sob o calor do fogo, ele será moldado a cada batida à maneira de quem trabalha nele”. A capacidade de administrar se desenvolve sob o calor dos intensos desafios que surgem e neles somos moldados até que a nossa capacidade administrativa seja eficiente e louvável.


Administrar exige resultados. Tendo em vista que a palavra “administrar” significa “direção”, entendemos que o termo em  apreço é a inteligência, a virtude de conduzir por um caminho sem que o foco seja perdido. É saber atirar a flecha sem que ela erre o alvo.

Na criação, Deus coloca o homem como o administrador, o gerente de toda a criação (Gn 1.28). Toda a criação apontava para a necessidade de que ela fosse governada, gerenciada. Para tanto, o Senhor coloca alguém, feito à Sua imagem, inteligentemente hábil, um verdadeiro gestor da Criação, da qual Deus é o Maestro que a tudo rege com excelência e soberania.


É importante notar o que o texto sagrado diz: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28). Tudo começa com um importante fator: a benção de Deus. No pecado, o homem é destituído dela e toda a forma de governar resulta em fracasso, em inúmeras tentativas de alcançar a perfeição, enaltecer a justiça, porém, a maldade sempre triunfa, pois, o homem se concentra em sua forma de governar, administrar, porém, fora dos planos de Deus. O homem não perdeu sua capacidade inteligente de agir de forma deliberada quando o assunto é governo, gestão, domínio, entretanto, saiu do lugar onde deveria ter permanecido: o lugar da benção. Todo o esforço fora da direção de Deus será inútil, se não retornarmos ao lugar da benção.  

Um lado esquecido

O homem tem uma grande preocupação em administrar muitas coisas, porém, se esquece do principal: a vida! De nada adianta a preocupação em administrar coisas e a vida sendo deixada de lado. Lucas registra uma parábola proferida por Jesus que ilustra muito bem essa realidade (Lc 12.16-20). Preocupou-se demais em entesourar grandes riquezas em celeiros, construiu um grande patrimônio financeiro, porém, o patrimônio moral, o maior de todos, foi entregue ao esquecimento. Semelhante exemplo encontramos ao nosso redor.
Uma certa vez perguntaram ao Dalai Lama sobre o que mais lhe surpreendia na humanidade, e a pronta resposta foi:

Os homens! Porque perdem a saúde para ajuntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se nunca tivessem vivido...


Administrar é uma necessidade. A realidade do cotidiano aponta para a necessidade de que tudo seja conduzido, direcionado prudentemente para que nada se perca ou se extravie do foco principal. Deus é a base para uma boa forma de administrar e governar de maneira coerente, colocando cada coisa no seu devido lugar sem inverter as posições; família, trabalho, negócios devem estar sob a égide de uma eficiente administração, cujo Orientador por excelência é o Senhor Deus.



domingo, 8 de julho de 2018

POLÍTICA: Muita ignorância, pouco entendimento

"Este ano é ano de política", afirmam a maioria das pessoas. "Não se discute política, religião e futebol", estas e outras premissas se consagraram na tradicional forma de pensar e de encarar estas e outras coisas. Tais assuntos não gerariam discussão se nós acordássemos para a arte de pensar, averiguar, inquirir, conhecer e nos aprofundar na realidade daquilo que combatemos sem motivo algum. Quase toda a discussão termina em contenda porque não sabemos dirimir questões através da arma da intelectualidade, ou  seja, pensando novas ideias e buscando soluções práticas as quais fariam com que nós enxergássemos a realidade sob outro prisma.

Em nosso País, o que se enxerga como cultura, na verdade, anda longe do significado da palavra em apreço. Cultura, segundo os dicionaristas, refere a todo um conjunto de valores aplicáveis ao nosso viver diário. No Brasil, o carnaval, por exemplo, é considerada cultura. Ham? Cultura? Que valores uma festa mundana e vulgar pode ser agregar na vida de quem se envolve nela? Não pensamos, não refletimos e, no final, apontamos nossas armas em direções erradas condenando algo que deve ser utilizado para o nosso bem comum e, agora, me refiro à POLÍTICA. 

O que é política? Especialistas no assunto definem o termo como: "a arte de governar; suprir aos anseios do cidadão"; "o conjunto dos elementos ligados às relações humanas". Segundo as autoridades no assunto, o referido termo tem sua origem no grego politiká, cujo prefixo polis é usado para designar tudo aquilo que é publico. A política, de caráter abrangente, não se resume em um período eletivo como muitos pensam, pelo contrário, ela está presente no nosso cotidiano. Não existe um suposto "ano de política", pois ela está em nossa volta, ocupando o tempo, o espaço e a realidade da vida humana. Com isso, desde que mundo é mundo, a política nunca deixou de ocupar o seu lugar de forma proeminente, ainda que demonizada por muitos. A ignorância, a "idiotização" tem sido um véu diante de nossos olhos, porém, colocados por nós mesmo, ignorando de forma desapaixonada a verdadeira essência da política, sua finalidade e o quanto que ela representa na sociedade. 

Política é ARTE? É CIÊNCIA? As duas coisas, ou nenhuma e nem outra? Na verdade, arte e ciência são irmãs gêmeas dentro do âmbito político. Assim como a política está dentro da sociedade, arte e ciência estão dentro da política, o que prova sua desconhecida beleza. A política é a mais bela arte, a que mais deveria ser respeitada, e admirada pelo homem, visto ser este, como bem falou o Filósofo Aristóteles, "um animal político". 

A POLÍTICA COMO ARTE 

A suprema arte de governar explica a imagem da política na esfera social. A natureza denuncia a existência de um Ser Superior que possa governar e esse governo é a proteção do caos, é a viabilização do bem estar que se constitui o objeto de anseio de todo o ser vivo. Não há como escapar disso. Há uma necessidade de estar debaixo de um governo, de uma batuta que mostre coerência na forma de atender interesses e necessidades tendo como precípua finalidade  a harmonização de fatores e a satisfação de quem é regido por ela. Se as regras promovem harmonia na relação entre os seres que integram uma comunidade, a política enquanto ARTE irá criar mecanismos para que tais regras atinjam esse fim. 

A POLÍTICA COMO CIÊNCIA

Ciência é um conjunto de conhecimentos colocados de maneira organizada, visando uma temática. Como CIÊNCIA, ela irá refletir um SISTEMA, introduzido em um ambiente social e governamental, mostrando o quanto o homem, como ser social, está inserido nele e que é o alvo da política. Como CIÊNCIA, entendemos sua capital importância e a inutilidade em excluí-la de nossa vivência, seja como indivíduos, seja como seres sociáveis que somos. O descarte deste fator apenas revela a ignorância do ser humano em grau supremo. 

O QUE EU TENHO A VER COM ISSO? 

Tudo. Somos 100% políticos. Ignorar a política é ignorar o conceito de cidadania. Não sou  político? Então não sou cidadão, e, portanto não posso reivindicar direitos outorgados e nem apontar as mazelas existentes ao nosso redor. Logo, minha atuação como "cidadão" é nula. Dizer que é contra a política é querer se apossar dos frutos sem respeitar as raízes, é exigir colheita sem cooperar na plantação. Não se pode reclamar de algo em que não há contribuição nossa. Consciência e coerência são ingredientes essenciais para quem entende a importância da política. 

O ABUSO DOS MEIOS MIDIÁTICOS 

A Mídia peca grosseiramente neste quesito. Procuram engendrar na mentalidade das pessoas a confusão de política com POLITICAGEM. O que vemos em nosso Brasil é uma afronta à verdadeira imagem da política, pois fere, desonra, golpeia, viola, desrespeita, afronta a política e sua verdadeira representação. Com isso, as pessoas confundem política com POLITICAGEM e vivem completamente desacreditadas na possibilidade de ser ter um País com sua dignidade restaurada. 

A POLÍTICA E A BÍBLIA 

A política é bíblica? Embora o pouco espaço não nos permita elucidar de maneira exaustiva sobre o assunto em foco, afirmamos sem medo de errar que a política estar ligada à religião e que a dissociação destas coisas é fruto de nossa ignorância. Vamos nos ater ao que diz em Salmos: "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor" (Sl 33.12). Nos Salmos 144.15, aparece a palavra "povo", no lugar de nação. O termo "nação" é usado para designar um povo sob um governo, com leis e estatutos que regem esse todo. A palavra "povo" descreve um aglomerado de pessoas caracterizados por suas tradições, crenças, costumes e padrões culturais. Temos uma nação e um Governante. Temos um povo e um Senhor que legisla com justiça e sabedoria. Tanto um como o outro debaixo do Governo de um mesmo Deus justo, soberano. O antigo Egito, bem como as demais civilizações antigas, incorporava muito bem a política à religião em sua forma de governo, pois criam que os reis eram filhos dos deuses. Uma análise nesse assunto faz-nos entender que, para eles, ERA IMPOSSÍVEL separar estes dois fatores elementares. Se no paganismo idolátrico, esse conceito era muito veemente, o que diremos nós que temos a PALAVRA DE DEUS e servimos ao Deus vivo e verdadeiro? A política é um dos assuntos que mais deveria ser abordados nos púlpitos das Igrejas no afã de dar cabo a esse radicalismo inútil e doentio que prega que política e religião não misturam. Os estudiosos vão dizem que as duas coisas estão perfeitamente associadas, andam na mesma avenida, na mesma direção e nunca estiveram na contramão. 

Que Deus abra o nosso entendimento a fim de não ficarmos presos a esse radicalismo grosseiro mas sempre buscando do Alto graça e sabedoria nas decisões e nas atitudes como cristãos. Afinal, como já foi dito, política e cidadania estão entrelaçados. Desprezando um, despreza-se o outro. Se a nossa cidadania terrena é negligenciada, o que dirá da celestial?

domingo, 24 de junho de 2018

Homossexualismo: certo ou errado?


Século 21. A era da pós-modernização, também chamada Idade Contemporânea. A Era da informatização, da Tecnologia, da Globalização. Uma época de grandes alvoroços na escala social. Nunca vimos uma sociedade tão perturbada e, ao mesmo tempo, confusa como esta. Perdida, em termos de valores, vivendo moralmente  em caráter regressivo com ideias, filosofias e argumentos vãos que nos fazem acreditar que “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos” (2 Co 4.4). As palavras do Salmista se encaixam no contexto social, ora assinalado: “Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que poderá fazer o justo?” (Sl 11.3). À luz das Escrituras, sob a luz do Espírito Santo, deslindaremos um dos assuntos mais polêmicos da atualidade.

Começaremos pelo Livro do Gênesis. O texto sagrado assim nos diz: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Vamos analisar o texto por etapa. O presente versículo começa dizendo que Deus criou. A referida palavra, no original, descreve uma atividade que somente Deus pode realizar. É tirar do nada. É tornar existente o inexistente. Esta palavra aparece em Gn 1.1 para se referir à criação de um modo geral e também em relação à coroa de sua criação, no versículo em foco. Vejamos os aspectos desta atividade criadora:

1) Uma atividade resultante da vontade. A maravilhosa obra da Criação não é algo forçado. Se assim fosse, teríamos de aceitar que alguém maior do que Deus possa existir, pois, O teria forçado a criar todas as coisas. Deus, por sua livre vontade, criou a tudo quanto existe (Ap 4.11).

2) Uma atividade que testemunha a sua grandeza. Ao olhar a imensidão da criação, ficamos sobremodo admirados ao ponto de concluir a impossibilidade de que tudo tenha vindo do acaso. Quem coloriu os céus de azul? Quem colocou as estrelas no seu devido lugar? Quem suspende os planetas neste universo cuja amplitude some diante de nossos olhos? Toda a criação dá testemunho da grandeza de Deus (ver Sl 19.1).

3) Uma atividade soberana. Quem tem o poder de criar? Quem pode tirar o tudo do nada? Lavoisier disse: “Na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma”. Esta frase deve ser entendida do ponto de vista humano, visto que a atividade criadora é algo inerente a Deus, o que prova a Sua soberania e majestade. Que necessidade havia de se criar céus, terra e tudo o que neles há? A resposta se atribui à soberania divina. Por sua soberana vontade Ele resolveu criar (ver Sl 33.6,9).

4) Uma atividade que mostra sabedoria. Aqui entramos no assunto a ser abordado. Aonde há sabedoria, há propósito, há desígnios. Todo o propósito de Deus se manifesta dentro da Sua justiça e santidade, dois parâmetros pelos quais Deus mede a conduta do homem. A criação de todas as coisas ocorreu “segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Logo, a instituição da família não seria diferente. Nos atenhamos ao texto sagrado: “E criou Deus o homem à sua imagem” (Gn 1.27). A que se refere esta imagem? Dentre muitos aspectos que podem ser destacados, iremos dar ênfase ao aspecto da moralidade. Por moralidade entende-se a capacidade de se conduzir sem perder a sobriedade, o equilíbrio e a sensatez, no cumprimento do que é certo e na repulsa ao errado. Deus criou o homem e o revestiu da moralidade, um dos aspectos desta imagem, sendo esta uma dentre muitas coisas que diferencia o homem dos animais. Estes, são movidos pela intuição; o homem, pela razão ligada aos traços morais. A imagem de Deus reside tanto no homem como na mulher, logo, tanto um como o outro possuem o dever da obrigatoriedade moral diante de Deus e de um para com o outro. Como assim obrigatoriedade moral? Significa que toda falta cometida exigirá punição, todo erro atrairá o seu castigo. Esta é a verdade que os homens sem Deus não enxergam.

Merece a nossa atenção a dualidade encontrada no presente texto: “Macho e fêmea”. Nenhuma junção é tão perfeita como esta a que nos referimos: homem e mulher. Nenhuma combinação se completa tão inteligentemente como o homem e mulher. Vale a pena ressaltar que em Gênesis 1.26 Deus disse: “façamos o homem”. No versículo 27, o vocábulo muda para o termo macho. A palavra “homem”, no original, indica “terra”, “rosado” (talvez indique a cor do barro de onde Deus formou a parte física do ser humano). De acordo com James Strong, esta palavra sempre aparece em contraste com uma mulher (ver Gn 2.18). No versículo 27, o vocábulo é outro. Ela aparece com indicativo de sexualidade. O termo “macho” aparece ali para indicar o sexo mais notável. O termo fêmea, embora usado para se referir a mulher (Gn 1.27; 5.2; Lv 12.5,7; 15.33; Nm 5.3), também é usado com referência à animal (Gn 6.19; 7.3,9,16; Lv 3.1,6; 4.28, 32; 5.6). O presente termo também é um indicativo de sexualidade, pois a palavra em estudo vem de uma raiz que significa puncionar, perfurar. Pelo que vemos, claramente Deus criou macho e fêmea, ou  seja, com sexo definido. A partir daqui, podemos invalidar todo o conceito que procura se engrandecer no meio social, apregoando que homem com homem e mulher com mulher se constitui uma família. Isso é totalmente contrário ao que Deus estabeleceu como padrão de vida e conduta para o ser humano.
Razões porque o homossexualismo e transexualismo é pecado

1. Tanto uma como a outra constitui-se num abuso contra Deus, tornando a Sua verdade em mentira (Rm 1.25). Tal pecado põe em descrédito a verdade essência da família, tentando afirmar que a junção homem e mulher é uma coisa antiquada, ultrapassada nos dias atuais.

2. Tanto um como o outro vão na contramão da natureza do relacionamento humano. Quando Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18), logo apresentou a solução prática para a necessidade do homem: “far-lhe-ei uma adjutora”. Para a necessidade do homem, no tocante ao convívio, ao afeto e outras coisas do gênero, Deus cria uma adjutora. Como já foi dito, toda a criação revela a sabedoria do Criador, aceitar como certo o que, aos olhos de Deus, é errado, evidencia insanidade moral, loucura, além de uma mentalidade perversa que contraria declaradamente a vontade de Deus.

3. Existe no ser humano o instinto da reprodução, conforme preceitua a Escritura Sagrada: “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra...” (Gn 1.28). Os animais, cada um conforme a sua espécie, colaboram com a perpetuação da sua espécie, na atividade reprodutora. Por que o ser humano deixará de cumprir esse papel? Biologicamente, o ciclo da vida se divide em cinco etapas: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Como dois homens (ou duas mulheres) irão comungar e se reproduzir? Como será o mundo daqui a dez anos se tal relacionamento homoafetivo se torna aceito na escala social? O homossexualismo e o transexualismo são a vergonha da identidade humana, porque procura introduzir algo que não convém aos valores da família e despreza os princípios da conjugalidade.

4. O texto sagrado assim nos diz: “Com varão não te deitarás como se fosse mulher: abominação é” (Lv 18.22). De acordo com James Strong, o termo “abominação”, no original, é usado para indicar alguma coisa odiosa, identificando uma coisa de natureza ofensiva (ver Pv 8.7). Ela é oriunda de uma raiz que significa “repugnar”, “detestar”. Sendo assim, o referido pecado dilatado nesse artigo, é uma ofensa contra Deus. Em linguagem hodierna, algo nojento. Como amantes da Palavra de Deus, temos todas as razões para odiar tal pecado, haja vista que o próprio Deus aborrece tal tipo de coisa.

5. O conceito de macho e fêmea é tão imperativo na realidade humana que, num “casal” de dois homens, um deles fará o papel de mulher ou  mesmo num “casal” de duas mulheres uma delas se portará como homem. A isso damos o nome de perversidade. O Apóstolo Paulo, em Romanos 1.21-29, apresenta uma visão panorâmica desta realidade iníqua. Expressões como “concupiscências do seu coração” (Rm1.24), “paixões infames” (Rm 1.26), “torpeza” (Rm 1.7), “sentimento perverso” (Rm 1.28), dizendo, por fim: “estando cheios de toda iniquidade” (Rm 1.29). Estes adjetivos corroboram a natureza deste horrendo pecado bem como a severidade do juízo divino sobre os que tais coisas praticam.

Qual padrão aceito por Deus?

Enfim, qual deles é tido por aprovado por Deus? Homossexual, transexual ou heterossexual?

O homossexualismo se refere à junção de duas pessoas do mesmo sexo, incluindo aqui o lesbianismo, o relacionamento afetivo entre duas mulheres. Como já frisamos, constitui-se pecado, conforme nos ensina a Palavra de Deus, pois, Deus criou macho e fêmea (Gn 1.27). Quando se ajuntam legitimamente, através dos laços do matrimônio, se tornam uma só carne (Gn 2.24).

O transexualismo se refere ao que os estudiosos modernos chamam de “redesignação sexual”. É a adoção de um sexo oposto ao designado mediante tratamento cirúrgico. Tal tipo de coisa desrespeita e afronta a Deus como o Criador soberano de todas as coisas, pois, neste ato, viola-se o propósito criador de Deus e a Sua imagem neles embutida.

O heterossexualismo é o padrão mencionado nas Escrituras, pois, o prefixo grego heteros significa “outro de tipo diferente”. Aqui se completa a imagem de Deus, harmonizando duas diferenças, mas, ambas contendo a mesma imagem do Deus Criador. Homem e mulher, marido e esposa, macho e fêmea, pai e mãe, dualidades que revelam o real sentido da criação divina em relação ao homem. Uma se completa na outra. Diferentes, porém, uma só carne!

Independente de qualquer insulto levantado contra a Igreja, taxando-a de homofóbica, ficamos com a Palavra de Deus, verdadeira e infalível.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Entendendo o "nascer da água"

"Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3.5), foi a resposta do Senhor Jesus à Nicodemos. O novo nascimento, ali ensinado por Jesus, era um mistério para aquele que era Mestre em Israel. Como sempre, o Mestre por excelência dando um "nó" na cabeça dos que se diziam entendidos da Lei. Ele é a Sabedoria perfeita e personificada de Deus e, portanto, somente Ele podia reprová-los quanto à sua ignorância e cegueira de entendimento. 


O que realmente significa "nascer da água"? Se ouviria ali uma nova doutrina? Imaginemos os fariseus, os saduceus, os escribas, mestres da lei, se mostrando profundos conhecedores da Torá, acostumados com a sua religiosidade; já se fazia 400 que Deus não levantava profeta para levantar com o Seu povo. Logo, tudo o que se via e ouvia eram cultos embasados no ritualismo religioso, preocupados tão somente com o ato litúrgico, mas, a verdadeira espiritualidade estava distante deles (ver Is 29.15). Nicodemos certamente estava incluído nessa lista. Achava que a vida religiosa por ele vivida, ensinada pelos seus mestres era o bastante, até ouvir do Mestre Jesus estas palavras: "... aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3.3). Nascer de novo? Que conversa é essa? Nunca alguém nos falou tal coisa?! De que lábios saíram essas palavras? Dos principais de Israel? Não! Eles estavam preocupados com uma libertação política. Estar debaixo do jugo romano para eles era o ápice da questão. Quem disse tais palavras? Os sacerdotes? Não! Seus ofícios foram nocauteados pela rotineira obrigação de entrar no templo! Eles sabiam de tudo sobre como preparar um animal para o sacrifício, imolando-o, porém, precisavam saber do sacrifício oriundo da alma, imolar o "eu" para servir ao Deus Eterno sacrificial e voluntariamente. As tais palavras saíram dos lábios do Filho de Deus! É com razão que veremos Nicodemos perplexo com o ensinamento de Jesus. O que nunca se ouviu em nenhuma sinagoga, se ouviu ali, diretamente do Verbo Vivo. 

O que seria o nascer da água? Alguns estudiosos entram em questão acerca destas palavras. Contudo, é necessário analisarmos o sentido simbólico da palavra água. Ela aparece nas Escrituras com sentidos variáveis. Uma boa hermenêutica é indispensável na aplicação de suas simbologias variadas, sem ferir o contexto apresentado. Ela aparece ligada à juízo, ao lermos sobre o Dilúvio que inundou a terra (Gn 7.17-24); outrossim, aparece em conexão com a vida, quando o assunto é sede ( Gn 24.19; Ex 17.1; Nm 20.2;  Is 21.14; 55.1). Ela também indica estado de angústia e de muita aflição: "... tirou-me das muitas águas" (Sl 18.16; ver Is 43.2). Também aparece com uma conotação espiritual (Is 12.3; Ez 36.25). Também o próprio Deus é comparado à água: "... o Senhor, a fonte das águas vivas" (Jr 17.13). O Senhor Jesus segue no mesmo encalço: "Se alguém tem sede, que venha a mim e beba" (Jo 7.37). Como vemos, água, nas Escrituras, possui vários sentidos e, para tanto, convém analisar cada texto dentro do seu contexto de forma escrupulosa, com toda a perícia a fim de não acidentarmos o real sentido ali exposto. 

Alguns comentaristas acreditam que o "nascer da água" se refira ao batismo nas águas. Devemos ter em mente que Jesus estar falando de nascimento, isto é, de vida. Ele se refere à uma concepção do ponto de vista espiritual. A presente passagem não pode se referir ao batismo, visto que este já é um símbolo e seria fora de contexto Jesus usar um símbolo para explicar outro símbolo. Logo, há uma distância considerável entre o "nascer da água" e o batismo nas águas. Que sentido pode ser dado à água neste contexto? Vamos começar pelo ponto de que o novo nascimento aparece ligado ao Reino de Deus (Jo 3.3,5), logo, vai além do batismo em águas, como muitos supõem que sejam. Muitos esquecem de observar que a água aparece indicando purificação (Ef 5.26; ver Tt 3.5). O justo é como árvore plantada junto à "ribeiros de águas" (Sl 1.3; Jr 17.8). Águas que regam as suas raízes, dando-lhe sustentação, fazendo com que ela cresça.

Se o "nascer da água" se referisse ao batismo, o que dizer dos santos da velha aliança que foram fiéis a Deus, mostrando exemplo de virtude? O escritor da Carta aos Hebreus faz honrosa menção a muitos dele no capítulo 11. O batismo é um emblema, um representativo da salvação, mas, não possui nenhum efeito salvífico. O nascer da água refere ao nascer por meio da Palavra de Deus, que é "viva e eficaz" (Hb 4.12). O Apóstolo Paulo diz que o Evangelho é o poder de Deus (Rm 1.17). Mais que letras, é a operação divina através da Palavra para que sejamos gerados em Cristo.

Este nascimento nos garante o acesso no Reino de Deus. As palavras "ver" (Jo 3.3) e "entrar" (Jo 3.5), são uma forte indicação disso. É necessário "nascer de novo" para ver o Reino de Deus (contemplá-lo, desejá-lo através da fé viva e operante enraizada na Palavra) e para entrar nele (desfrutá-lo plenamente, ao receber a "redenção do nosso corpo" - Romanos 8.23). Vale a pena salientar que por se tratar do novo nascimento, trata-se de uma nova vida, da parte de Deus na vida daquele que se arrepende verdadeiramente. Há uma relação do autêntico cristão com a Palavra. O cristão anda por fé (2 Co 5.7), sim, a fé enraizada na Palavra de Deus (Rm 10.17). Pelo que vemos, ele nasce da Palavra e da renovação feita pelo Espírito Santo. Essa dualidade é vista nas Escrituras. Os homens erram não conhecendo "as Escrituras, nem o poder de Deus" (Mt 22.29); as palavras do Senhor Jesus são "espírito e vida" (Jo 6.63); a Palavra de Deus é "viva, e eficaz" (Hb 4.12); devemos crescer "na graça e no conhecimento" (2 Pe 3.18). Convém ao cristão, ao discípulo, obedecer à Palavra, pois a obediência à ela é o elo que no une ao Espírito. Não há como dissociar um do outro, embora, muitos em sua ignorância não atentam para isso.

Sejamos apaixonados pelas Escrituras! Tenhamos comunhão com o Espírito Santo! Sejamos amantes da Palavra! Conservemos em nós a verdadeira espiritualidade!

Amém e amém!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Jesus sabe o dia da Sua Volta?

"Porém, daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai" (Mt 24.36).

Desde os áureos anos da História da Igreja, ou, porque não dizer durante o Ministério terreno do Senhor Jesus, muitos tem procurando questionar a Sua deidade, Sua Filiação, Sua "origem", emfim, buscado meios, aparatos históricos, mitológicos, "teológicos" no afã de descartar a divindade de Cristo, rebaixando-O a um mortal, um simples homem de bem, um profeta, mas, nunca aceitando-O como um Ser Divino, integrante da Santíssima Trindade. Usam de muitas referências bíblicas para tentar provar esta falaciosa tese, suplantada pelas Escrituras, a poderosa e infalível Palavra de Deus. 


A passagem bíblica mencionada (Mt 24.36), é uma das muitas usadas pelos unitarianos para tentar defender a não-divindade de Cristo, portanto, um ser como os demais homens. O problema dos unitarianos é exatamente limitar a veracidade das Escrituras Sagradas, usando versículos que PARECEM apoiar suas hipóteses desconcertantes. Porém, vemos comprovado nas Escrituras, em todo o Seu escopo teológico que Jesus Cristo é o Filho de Deus, portanto, de natureza igual ao Pai. Uma das muitas passagens usadas por eles para tentar comprovar seu paradoxal argumento é 1 Timóteo 2.5, que diz: "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem". A razão da palavra "homem", relacionada a Cristo, simplesmente dá uma ênfase de Sua humanidade, de Sua encarnação e de Sua auto-humilhação, ou seja, o Mediador entre Deus e os homens é tão Divino quanto o Pai, porém, alguém que, ao humanizar-Se, conheceu as limitações da natureza, sua propensão à queda, ao pecado, e, sendo Ele conhecedor desta realidade humana, é que pode agir como intercessor, mediando-nos entre nós e o Pai. Acerca disso, claramente falou o escritor da Carta aos Hebreus: "Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados" (Hb 2.18; 4.15). O apóstolo Paulo, reconhece a Divindade de Cristo, ao afirmar: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus" (Fp 2.5,6). Algumas verdades devem ser notadas aqui: 


§ "que, sendo em forma de Deus". O termo "sendo", no original, indica existência, existir. Neste caso, seguido pelo dativo de pessoa, indica existência no tempo presente no sentido mais enfático do termo. Vemos atestada aqui a auto-existência do Filho de Deus, sempre presente assim como o Pai. Ainda a Escritura diz que Jesus Cristo "é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13.8). Tanto Ele é eterno como é eternamente. Esta derivação "eternamente" reforça ainda mais a divindade do Senhor Jesus, pois, como a eternidade é algo além do tempo, assim o Filho de Deus, Eterno e Eternamente Deus, sobrepuja ao tempo e à mortalidade, pois, é Deus verdadeiro e verdadeiramente Deus! Aleluia! 

§ "que, sendo em forma de Deus". O termo "forma", no original, possui um indicativo de "natureza", provando que o Senhor Jesus é da mesma natureza que o Pai. Até na Sua humilhação revela-se uma história de triunfo, pois, enquanto o diabo queria subir, ser igual a Deus e tomar a Sua glória (Is 14.12-14), Jesus desceu, Se fez semelhante aos homens, despojando-Se de Sua glória (Jo 17.5; Fp 2.6-8). O diabo trilhou o caminho do orgulho e da exaltação, cujo destino foi a ruína (Pv 16.18). Jesus trilhou o caminho do sofrimento e da humilhação, cujo destino foi triunfo, glorificação e salvação dos pecadores.

Outro ponto intrigante: Jesus sabe quando voltará? Muitos pregadores, até mesmo pentecostais, afirmam contundentemente que Jesus não sabe o próprio dia da Sua volta. A base para tal afirmação é esta: “Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho do Homem, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36). Uma análise deste versículo dentro dos critérios da Hermenêutica e, acima de tudo, sob a luz do Espírito Santo, nos fará entender que a premissa divulgada pelos pregadores pentecostais (NÃO TODOS), estar em pleno descompasso com o ensino geral das Escrituras, portanto, não merece confiabilidade.
Veremos com base nas Escrituras Sagradas, pelo menos, 6 razões porque o Filho de Deus sabe o Dia da Sua Volta: 

1. A missão de Jesus era revelar o Pai aos homens (Jo 1.18; 17.4). Com isso, Ele a Si mesmo se esvaziou (Fp 2.7 ARA). Ao dizer que somente o Pai sabia o Dia em que o Filho do Homem há de vir, estava esvaziando a Si mesmo e glorificando o Pai perante os homens; 

2.O Senhor Jesus Se esvaziou de tal maneira que ocultou Sua glória aos olhos dos homens: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5). Ele mesmo disse: “... com aquela glória que tinha contigo...”. O verbo no tempo passado expressa a humilde condição do Filho de Deus em ocultar a Sua glória aos homens;

3.A doutrina bíblica do que chamamos “esvaziamento” explica que, mesmo humilhando-Se para fazer a vontade do Pai, sendo feito “menor do que os anjos” (Sl 8.4,5; Hb 2.6-9), isso não significa que Ele tenha perdido a Sua Deidade. Ele mesmo disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30; 17.21). Ele Se fez homem sem nunca deixar de ser Deus;

4.Afirmar que o Senhor Jesus NÃO SABE o dia da Sua vinda é descartar o conceito bíblico da Divindade do Senhor Jesus Cristo. Sempre que necessário, o Filho de Deus mostrou os Seus atributos que comprovavam Sua divindade sendo igual ao Pai em essência. Jesus conheceu os pensamentos dos escribas que arrazoavam nos seus corações quando o Mestre perdoou os pecados dum paralítico (Mt 9.2-4). Conheceu a malícia dos que Lhe interrogaram acerca do tributo (Mt 22.18); Conhecia o que havia no ser humano (Jo 2.25). Por que não saberia Ele o dia da Sua volta?

5.Não sabemos o “Dia e hora” (Mt 24.36) da vinda do Senhor Jesus. Entretanto, Ele deixou claro os sinais que antecederiam a Sua vinda para arrebatar a Igreja eleita, para ficarmos apercebidos acerca deste grande Dia. Se o Filho de Deus previu os acontecimentos futuros no tocante ao arrebatamento dos santos e à grande tribulação, certamente Ele sabe o “Dia e hora” em que voltará à terra;

6.É extrema tolice marcar uma possível data assinalando-a como o dia da vinda do Senhor Jesus. Ele especificou uma série de sinais que denunciaria que realmente Ele viria para arrebatar o Seu povo (Mt 24; Lc 21.5-36). É inútil marcar uma data para a vinda do Filho do Homem; no entanto, é útil que vivamos em vigilância (Mc 13.33), estando atentos aos acontecimentos que dão realce ao retorno iminente do Rei da glória. Se nós temos ciência dos acontecimentos que evidenciam que Jesus um dia voltará, então Ele muito mais sabe perfeitamente o dia em que Ele voltará. 

É lamentável como uma onda de ensinamentos torpes, contrários à Sã Doutrina, tem infestado muitas comunidades de fé, outrora, conservadoras da Palavra genuína de Deus. Precisamos conhecer o Deus a quem servimos e desfrutar de um relacionamento vívido e fervoroso com Ele. Precisamos conhecer quem é aquEle que deu a Sua vida por nós, resgatando-nos com Seu sangue precioso. Jesus em breve voltará, esperança esta de todos os redimidos no Seu precioso sangue! Aleluia!


segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Maldade em ritmo acelerado

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância (Jo 10.10) 

Ficamos surpreendidos ao depararmos com a velocidade da luz, do percurso da corrente elétrica atravessando um fio condutor ou mesmo de outros fenômenos cujas peculiaridades nos causam admiração, às vezes, ao extremo. Nos admiramos com a velocidade de uma notícia veiculada pelas redes sociais, onde, um fato alarmante, ocorrido do outro lado do planeta, chega até nós com tanta facilidade em caráter repercussivo. Muitas vezes, não reparamos como o mal se acerca de nós, no começo, se avizinhando na doçura do mel, e no final, na amargura do fel, ou seja, estrategicamente destrutivo. O mal, em certos aspectos, é atrativo, aparentemente bom, mas, essencialmente maléfico; dois grandes versículos, entre muitos outros, acentuam esta verdade, sendo o primeiro o que está escrito na primeira carta aos Tessalonicenses: "Abstende-vos de toda aparência do mal" (1 Ts 5.22), ou seja, sua aparência pode mostrar ser bom, benéfico, mas, sua essência, é nocivo e um agravo ao ser humano em todos os seus aspectos. Segundo, o escritor sagrado da carta aos Hebreus assim nos diz: "... deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia..." (Hb 12.1). Veja bem: TÃO DE PERTO. Não está longe, para nos acharmos seguros em nós mesmos, na vantagem de que nunca cairemos, mas, TÃO DE PERTO, para encontrarmos segurança naquEle que, sendo, tentado, pode nos socorrer na hora da tentação e da aflição (Hb 2.18; 4.15). 


João, o apóstolo amado, registra as palavras do Senhor Jesus, dizendo que o ladrão não vem senão a "roubar". Primeiramente, roubar, depois, matar e, finalmente, destruir. Essa tríplice ação do Diabo mostra sua astúcia em destruir os homens, afastando-os cada vez mais do Criador. Por astúcia entendemos como "habilidade em enganar", "Esperteza inclinada para a maldade", lembrando o passarinheiro que, com inteligência, arma sua arapulca, seu laço, para deter nelas a sua vítima. A desvantagem do mal é que ele não é crescente, mas, decrescente, conforme descreve o profeta Isaías acerca da queda do querubim ungido: "E tu dizias no teu coração, Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Is 14.13-15). O grande mentor do mal e o primeiro pecador da história, o Diabo, propôs no seu coração "subir", porém, foi levado ao mais "profundo do abismo", ou seja, desceu em razão de sua soberba. O mal é decrescente, quem usa dele para tentar subir desce ao mais baixo escalão da miserabilidade humana. Fica o alerta bíblico: "Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem" (Rm 12.9). 


Disse Jesus: "O ladrão não vem senão a roubar...". Ele estava no Éden, roubou do primeiro casal a convicção da Palavra de Deus, distorcendo-a (Gn 2.16,17; 3.1-6), digamos, tentando mudar a verdade de Deus em mentira, levando o primeiro casal ao pecado contra Deus. Este roubo culminou na morte do primeiro casal em caráter: espiritual, ou seja, separados de Deus; e moral, isto é, separados da vida de Deus, da justiça e da santidade (Ef 4.24), gerando um efeito destrutivo.Que a maldade percorre um ritmo acelerado isso está comprovado em várias passagens das Escrituras: "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra..." (Gn 6.5); "... e encheu-se a terra de violência" (Gn 6.11). Do mesmo modo como a violência encheu o coração do que, outrora, era anjo de luz, na eternidade passada (Ez 28.16), agora, permeia o mundo habitável dos homens, numa velocidade sem precedentes. 


Isso se reflete na sociedade? Assustadoramente sim. Com proporções maiores que no passado, pois, ela não se soma, nem se subtrai, mas SE MULTIPLICA (Mt 24.12). Quando olhamos para o que se passa na Televisão, concluímos que a degradação moral é uma constante nos dias atuais. A bondade passa a ser uma mera roupagem, um disfarce, uma camuflagem que procura esconder a maldade penetrada no mais íntimo do coração do homem. A suposta luta defensiva dos valores morais e justos é uma forma de não transparecer o egoísmo desenfreado, a loucura humana embasada na exaltação do "eu", e muitas outras coisas calamitosas que traz ao mundo sem Deus, insegurança e assombro e à Igreja do Senhor Jesus um grande alerta da realidade do pecado, percorrendo velozmente o mundo do coração dos homens e um estímulo à evangelização deste mundo desviado de Deus, arraigados na mentira, na contradição e distantes da Verdade do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 


Senhoras e senhores, este é o mal que percorre uma velocidade assombrosa! Que induz e conduz a humanidade na avenida do pecado, uma estrada sem sinalização, escura, aterrorizante, e só a Igreja pode freá-los com a pregação do genuíno Evangelho de Cristo e o poder do Espírito, pois ela não apenas mostra a Luz, ela é a LUZ (Mt 5.14; Fp 2.15). Aleluia!

sábado, 19 de novembro de 2016

10 RAZÕES PORQUE DEVO OBEDECER AO MEU PASTOR - HB 13.17

Muitos professos da fé em Cristo perecem pela falta de conhecimento (Os 4.6; ver Is 5.13). Não congregam, não dizimam, não contribuem com nada em favor do Reino de Deus porque, na verdade, não amam ao Deus do Reino. E o pior de tudo é que acham que podem se prevalecer em assuntos concernentes a Obra de Deus e, na verdade, não passam de incompetentes desvairados, desprovidos de virtudes preceituadas pelas Escrituras Sagradas, a inspirada e infalível Palavra de Deus.
Não raro, acham também que não devem obedecer às autoridades eclesiásticas, os pastores, chamados por Deus e convencionados pela Igreja, e fazem o que querem da sua vida, achando que, com isso, estão agradando a Deus. Mas, observando o princípio lógico e, sobretudo, a Sagrada Escritura, veremos as razões porque devemos obedecer aos nossos pastores.
1.     Toda instituição, todo comércio ou qualquer outro tipo de entidade necessita de uma liderança debaixo de cuja batuta se rege todo o andamento da instituição estabelecida. A própria lógica exige o princípio da boa ordem, especificamente em caráter hierárquico. O mesmo caso se aplica à Igreja. O que é um rebanho sem pastor? Como se conduzirá?
2.     Biblicamente falando, Jesus Cristo é o “Sumo Pastor” das ovelhas (1 Pe 5.4). Deduzimos desta passagem que Jesus Cristo é o “Pastor Chefe”, ou seja, o Pastor em escala maior, debaixo de cuja autoridade estamos. Desta forma, quem diz não obedecer ao pastor local de uma Igreja, ainda não teve um relacionamento com o “Sumo Pastor” de toda a Igreja e não O conhece. Ainda vive na ignorância e não conhece a Verdade do Evangelho. Alguém que diz que não precisa de pastor para obedecê-lo, estar se desfazendo da Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo, o Pastor por Excelência.
3.     O escritor sagrado da carta aos Hebreus diz claramente: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles...” (Hb 13.17). Analisando o caso por etapa, concluímos que em Hebreus capítulo 13 temos uma série de recomendações deixada pelo hagiógrafo. A maneira incisiva e prática com que escreve estas recomandações revela: a) a preocupação do escritor com os irmãos hebreus: “Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis a palavra desta exortação...”; b) provavelmente pelo fato dele estar prevendo o seu martírio: “... porque abreviadamente vos escrevi” (Hb 13.22). Logo, Hebreus 13.17, consoante a obediência aos nossos pastores, se trata de uma recomendação;
4.     O termo “obedecei”, no original, significa “seguir”, com o sentido de “dar ouvidos” (ver At 5.36). Outrossim, ela abarca a ideia de “persuasão”, na voz passiva, deixar ser persuadido. Também com o significado “confiar”, “sentir-se assegurado”  (Rm 2.19; 2 Co 2.3). Em outras palavras, devemos “obedecer confiantemente” aos nossos pastores, pois, do mesmo modo como o Senhor da Igreja confiou a eles este encargo, devemos obedecer aos mesmos como fiéis ministros da Casa do Senhor;
5.     O pronome possessivo “vossos” dá mais ênfase ao assunto supra analisado. Quem são os pastores? São aqueles q ue cumprem as palavras do Apóstolo Paulo: “... mas também a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus (2 Co 8.5). “depois a nós” dá sentido a palavra “vossos” em Hebreus 13.17, pois, se são “nossos pastores”, são nossos porque foram dados por Deus, cabendo a nós obedecê-los como quem obedece diretamente ao Senhor;
6.     O termo “pastores”, no original, aparece com a ideia de “liderar”, “comandar”, “ordenar”, “ir à frente”, “mostrar o caminho”. O termo é usado para referenciar pessoas que exercem um dado grau de influência e de autoridade (ver Lc 22.26; At 15.22). Ainda o termo é aplicado a Cristo como o Messias, explicando o cumprimento da profecia de Miquéias 5.2 (Mt 2.6). Devemos obedecer aos  nossos pastores porque Deus os elegeu para exercer autoridade sobre o Seu povo. Deus os ordenou para “comandar”, “ordenar”, “tomar a frente”, “conduzir” com autoridade por Ele mesmo outorgada;
7.     “... e sujeitai-vos a eles...”. No original, sujeitar tem o sentido de “render”, “ceder”, “submeter”. Isto implica reconhecimento da autoridade conferida a alguém. Render-se a Deus significa reconhecer Sua grandeza, soberania, Sua infinita e excelsa majestade. Render-se aos nossos pastores significa reconhecer o seu dever de zelar do rebanho, o seu chamado da parte de Deus de supervisionar, cuidar e alimentar o rebanho de Cristo com a Palavra da Verdade, a Sã Doutrina;
8.     O mesmo apóstolo Pedro que disse: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29), também escreveu em sua carta: “Sujeitai-vos, pois, a toda ordenança humana por amor do Senhor; quer ao rei como superior; quer aos governantes, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvor dos que fazem o bem” (1 Pe 2.13,14). Veja bem: “a toda ordenação HUMANA”. Os ignorantes, “metidos a sabedores” deveriam conhecer esta verdade bíblica. Devemos obedecermos e sujeitarmos a toda ordenação humana, pois, esta foi constituída pela ordenação DIVINA. Se não obedeço a ordenação da terra, como obedecer a ordenação dos Céus?
9.     Deus é o primeiro e maior exemplo nas Escrituras acerca do respeito às autoridades. Aquele que tem o poder para dar e para tirar, para constituir e para destituir deixou patente nas Páginas Sagradas este grande exemplo. Quando o Senhor ordenou a Moisés que tirasse aos filhos de Israel do Egito, o enviou dizendo: “Vai, ajunta os anciãos de Israel, e dize-lhes...” (Êx 3.16). Os “anciãos”, aqui, não são somente os varões de avançada idade, mas também de posição privilegiada entre o povo hebreu, mostrando certa influência no meio deles. Logo, a boa nova de libertação da escravidão, antes de ser dirigida a toda a nação hebreia, seria primeiramente endereçada aos “anciãos” do povo. O Deus vivo, verdadeiramente Deus, um exemplo de respeito às autoridades. E nós? Estamos seguindo este exemplo?
10.   Interrogado pelos fariseus acerca do tributo pago a César, prontamente o Filho de Deus, a Sabedoria Personificada do Altíssimo, lhes responde: “Daí, pois, a César, o que é de César e a Deus, o que é de Deus” (Mt 22.21). Quem era César? Um homem impiedoso, desprovido de temor a Deus e investido de crueldade e insanidade moral. Contudo, o Divino Mestre não olha para a figura do César, mas, para a autoridade, da qual, ele estava investido. Se Deus, que tem o poder para dar e tirar, que estar acima de tudo e de todos, é o maior exemplo de respeito às autoridades, quanto mais nós que estamos debaixo dela, não devemos nós obedecê-los também?


Para encerrar: nunca colocamos pretexto para obedecer aos nossos patrões no nosso local de trabalho. Às vezes é um reclamão, com a boca cheia de palavrões e um zombador de primeira categoria. Sem olhar para isso, o obedecemos. Mas, colocamos tanto pretexto para obedecer os nossos pastores que pregam a verdade, nos exorta e nos corrige para o nosso bem. Devemos sempre nos lembrar que a Igreja é formada de seres humanos e não de anjos. Somos todos rodeados de fraquezas. Quem conhece as Escrituras, sabe se conduzir prudentemente, reconhecendo o princípio da obediência às autoridades delegadas por Deus.