terça-feira, 8 de março de 2011

A razão de sermos provados

É notório hoje em dia o ponto de vista de muitos no que diz respeito ao fato de sermos provados. Quantos almejam bençãos sem primeiro entenderem a benção de passarmos pela prova! Enquanto muitos interpretam isso como loucura, à luz da Escritura Sagrada é bem diferente. É necessário que saibamos diferenciar, portanto, o que é prova, luta e tentação, começando primeiramente por esta.
1) Tentação - Algo permitido por Deus a fim de testar nossas decisões, isto é, para saber se ou nos entregamos as concupiscências da carne ou resistimos a elas preferindo obedecer ao Senhor. É erro afirmar que as tentações vem de fora. Elas sobressaem de dentro de nós. Nosso pensamento é um campo de batalha, um verdadeiro conflito permeia este campo; carne e Espírito, ambos pelejando por obter prioridade em nossa ser. Contudo, nós é quem decidimos qual destes ocupará lugar em nós, haja vista que não se pode "servir a dois senhores" (Mt 6.24).
2) Luta - A luta deixa de ser provação quando deixamos de confiar em Deus para agir da nossa própria maneira. A isso também podemos considerar como uma "atitude precipitada" devido ao fato de interferir na ação divina por meio de cada problema que enfrentamos. Somo exortados a procurar entender qual é a vontade do Senhor para as nossas vidas (Ef 5.17). Agindo dessa forma, estaremos isento de qualquer luta desnecessária.
3) Provação - Coloquei esta por último em virtude dela ser o cerne desta mensagem. Oxalá se todos os cristãos entendessem o propósito de Deus nas nossas vidas por intermédio das provações. Não haveria tanta murmuração, tampouco pessoas se desviando da verdade. Em razão da falta de comunhão com as Escrituras, tudo o que exibem é ignorância e insensatez quanto ao plano de Deus. É triste dizer que o povo mais insatisfeito é o povo crente, a raça que mais reclama! Perdoem-me o modo irônico de ressaltar dessa maneira, me alegro ao saber que faço parte deste povo porque é o povo de Deus; entretanto, parece que agimos desinteressadamente quanto ao trabalhar divino em nossas vidas. Já passou da hora de dar um basta nesta situação!
Todo aquele que encara a provação como um "bicho de sete cabeças", tenho observado, são pessoas descomprometidas com o ensino bíblico doutrinário, com igreja, a qual, "frequenta", não tem prazer em orar e o pior de tudo: querem apenas benção e não manifestam nenhum propósito de relacionamento com o Abençoador. Encontramos nas páginas da Bíblia quatro razões para Deus nos colocar em prova:
1) Para moldar o nosso caráter - Várias vezes a Bíblia Sagrada compara o crente ao ouro quando passado no fogo. Inúmeras são as passagens bíblicas que ratificam isso. O apóstolo Pedro admoesta os crentes a não estranharem a "ardente" prova que vem sobre nós (1 Pe 4.12). O termo "ardente" lembra-nos um ardor de fogo, levando-nos a entender o efeito de uma prova na vida de um cristão. Fomos libertos deste mundo onde o pecado prevalece na alma de quem não teme a Deus (Ec 7.20). A injustiça, a impiedade e o desamor são fatores dominantes no meio em que vivemos. Como não pertencemos mais a este mundo (Jo 17.16), o Senhor realiza o Seu trabalhar em nosso ser no afã de deixar-nos conforme a Sua vontade para, então, sermos novidade de vida para este mundo perverso (Rm 6.4).
2) Para aperfeiçoar o nosso caráter - Deus não faz nada pela metade. Ele não se contenta com uma mera mudança, mas, que essa transformação tenha efeito permanente e progressivo. A isso podemos denominar "aperfeiçoamento". A Bíblia diz: "... aquEle que em vós começou [transformação] a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo" (Fp 1.6); esse processo leva tempo: "... até ao dia de Jesus Cristo". Isso nos faz saber que o próprio Deus aprecia esses momentos em que somos moldados por Ele já que o Seu objetivo é ver-nos de acordo com o Seu querer.
3) Para nos colocar mais perto do Senhor - Tenha a certeza de que as desventuras que você passa é nada mais que o Criador te convidando para aproximar-se dEle desfrutando de íntima comunhão com a Sua Pessoa. Cada dilema, cada momento difícil de sua vida são ferramentas que o Senhor utiliza para vê-lo perto dEle. Nada sucede em vão, porque a poderosa mão de Deus está no controle de tudo. Portanto, tenha a certeza de que isso que você está passando é o Senhor te motivando a ter diálogo com Ele. Faça isso agora: fale com Deus!
4) Para nos tornar semelhantes a Jesus - Deus deseja ver em nós a semelhança de Seu Filho e Ele próprio atestou isso dizendo: "aprendei de mim" (Mt 11.29). Um outro grande propósito de Deus é que o mundo conheça a Jesus por meio da Sua igreja no seu modo de vida harmonizado com os ensinos do Mestre. Chega de palavras, o mundo quer obras! E nós podemos fazer isso submetendo-se ao trabalhar do grande Deus através das nossas vicissitudes. É a melhor forma de conhecermos a quem servimos; sim, conhecer, aprender e imitá-Lo!
Que cada momento da sua vida seja uma oportunidade para conheceres ao Senhor adquirindo experiências profundas e que cada provação seja um degrau que te faça subir para, mais perto, estar da presença de Deus!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Passando pela fornalha

Este é um assunto baseado na história dos três companheiros de Daniel. Ao meditar no testemunho destes varões intrépidos, percebo a convicção que eles tiveram em servir ao Senhor a ponto de não temerem a palavra do rei Nabucodonosor. A fornalha de fogo ardente não foi a única maneira de Deus testá-los; já antes o Deus de seus pais os tivera posto em prova. Vejamos:
1º Fornalha: Cultura babilônica - Sendo eles levado cativo para a Babilônia, poderiam eles adaptarem-se aos costumes do povo caldaico esquecendo-se das tradições de seus pais. Porém, renunciaram as regalias daquele país, para os quais, foram levados lembrando-se do Deus de seus antepassados. Enquanto estivermos neste mundo, estaremos propenso a usufruir daquilo que está à nossa volta, mas, que pode nos afastar do Senhor. Que possamos estar mais firmes, pois, mesmo em "Babilônia", somos o "Israel de Deus" (Gl 6.16).
2º Fornalha: Os manjares apetitosos - Enquanto os outros jovens hebreus se deliciavam nos manjares que lhes eram servidos por determinação do rei, Hananias, Misael, Azarias e Daniel decididamente abriram mão dessas delícias - consagradas aos deuses babilônicos - preferindo agradarem ao seu Deus alimentando-se de legumes (Dn 1.12-16). Com isso, aprendemos que a verdadeira fidelidade a Deus consiste em honrá-lo de coração abdicando as ofertas saborosas que o diabo põe a nossa frente.
3º Fornalha: O caráter religioso - Os caldeus eram um povo totalmente imerso na idolatria; eles cultuavam a muitos deuses com seus ritos absurdos e abomináveis. Mesmo diante dessa realidade, aqueles quatro mancebos não temeram, antes, permaneceram leais ao verdadeiro Deus sendo por Ele grandemente exaltados em terra estranha (Dn 1.18-20; 2.46-49; 3. 26 -30). Com isso, fica claro e evidente que o Senhor honra aqueles que são leais a Ele; aplica-se neste contexto o que está escrito na carta aos hebreus: "O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem" (Hb 13.6).
O mistério da Fornalha
É necessário passarmos pelo fogo das provações. Estamos sendo preparados para a eternidade com Deus, por isso, cabe a nós seguirmos firmes nas promessas do Eterno.
Segundo a Bíblia, somos como vaso de barro (2 Co 4.7) e à medida que ele é passado no fogo vai adquirindo mais resistência e durabilidade para sofrer aos impactos que tentam destruí-lo. Assim somos nós. Quando provados, adquirimos graça e poder do alto para resistirmos aos impactos das tribulações da vida.
Uma vez consciente das adversidades que enfrentaremos, ou passamos por tudo isto obedecendo a Cristo tendo, no final, a coroa da vida (Tg 1.12) ou paramos no caminho desistindo de tudo. Contudo, uma coisa é certa: para os que perseveram certamente alcançarão do Senhor boas dádivas e, por fim, possuirão o Lar Eterno, promessa divina para os que amam ao Senhor.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lições extraídas em 2 Rs 7

Convicto de que a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de sabedoria, ao meditar no episódio narrado em 2 Rs 7, pude exaurir do texto em relevo lições de suma importância para a nossa edificação.
Visto que a fome era grande em Samaria a ponto de o canibalismo ser praticado entre os seus habitantes, o profeta Eliseu vaticinou a abundância de alimentos a sobrevir no dia seguinte (2 Rs 7.1). A fome era avassaladora, portanto, em um período como este que provocou tamanho desespero nos samaritanos, confiante, Eliseu prediz uma grande abundância.
Eliseu é um exemplo de alguém que, debaixo da autoridade divina, domina situações e encara problemas em razão de sua segurança confiante em Deus. Quando confiamos em Deus e O obedecemos recebemos dEle autoridade a fim de dominar situações, administrar conflitos e encarar problemas de forma sábia e confiante e superar dilemas, visto que assim faz o Senhor aos que obedecem aos Seus mandamentos (Dt 28.13).
Ouvindo o vaticínio que fizeram o homem de Deus estava um capitão em cuja mão o rei se encostava; ouvindo ele a predição de Eliseu, evidenciou sua incredulidade, ao que Eliseu lhe replicou que ele veria, porém, não comeria (2 Rs 7.2). Mal esperava tal homem a tragédia que lhe ocorreria por não haver crido na palavra profética! Enquanto a fé nos leva a participar das bençãos, e incredulidade nos distancia delas privando-nos do gozo das bençãos do Senhor. Esse personagem é um forte exemplo de alguém que desdenha a voz profética. Não façamos assim, pois, da maneira como a Bíblia diz: "Não desprezeis as profecias" (1 Ts 5.20), também diz: "... crede nos Seus profetas e prosperareis" (2 Cr 20.20).
À entrada da porta de Samaria haviam quatro leprosos, os quais, diante de uma calamitosa situação que faziam prever a sua morte, ainda se levantaram indo para o arraial dos siros e, vendo que estes não estavam lá, logo se surpreenderam ao encontrarem alimentos, vestimentas, ouro e prata; tomando eles algumas destas coisas para esconderem, logo redarguiram: "Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas e nos calamos" (2 Rs 7.9). E, sendo assim, participaram essas coisas ao rei de Israel. Sejamos semelhantes as estes leprosos, mesmo diante de situações imprevisíveis, levantemo-nos e tomemos posse daquilo que foi outorgado por Deus sem deixar de partilhar com o próximo.
Podemos imaginar a maneira como os siros ficaram aterrorizados ao ouvirem ruídos de cavalaria se avizinhando deles. Era o Senhor confundindo os inimigos do Seu povo fazendo com que eles não prevalecessem sobre Israel. Bem-aventurado aquele que confia no Senhor e guarda os Seus mandamentos! Ele o livrará no dia mal de modo que não venha a perecer.
Confiemos em Deus enos esforcemos, porque, certamente Ele nos será por auxílio.

Nada substitui a Palavra de Deus!!!

No mundo globalizado como este, em que a inversão de valores tornou-se o carro-chefe da sociedade, percebemos que os verdadeiros princípios morais e cristãos já não ocupam mais o seu devido lugar como antigamente. Olhando as comunidades de fé, o panorama que ela vem apresentando é degradante, um tanto, escandaloso. Está tudo tão confuso! As coisas não estão mais no seu devido lugar! Falta sabedoria! Visão construtiva à luz dos ensinos bíblicos! E comprometimento total da parte dos líderes eclesiásticos em ensinar a Palavra de Deus na sua originalidade. Todas estas coisas estão escassas.
Infelizmente, as comunidades de fé - não todas - entraram por um caminho diferente, em contraste com o ensino das Escrituras. Julgando serem "pentecostais", "cheias do poder de Deus", deixaram introduzir no seio da igreja certos modismos discrepantes e um absurdo de "movimentos" enfadonhos que só enchem a mente, agitam o corpo, mas, não edificam a alma. Muitos são os que, indo para a Casa do Senhor, voltam da mesma forma como entraram. Já não há transformação genuína, no lugar de pregações ungidas, sermões enfadonhos, desprovidos da unção e da graça divinas, sem nenhum resultado efetivo. Tudo é rotina; enquanto a verdade não for exposta, os modismos prevalecerão, os tais movimentos forjados pela emoção se tornarão ainda mais manifestos e a Palavra de Deus, "viva, e eficaz" (Hb 4.12), relagada a uma posição inferior.
A igreja parece ter se divorciado de Cristo enquadrando-se nos padrões mundanos, adotando o seu sistema corrupto em desprezo aos mandamentos bíblicos. Precisamos entender que, uma vez resgatados deste mundo de pecados, igreja e pecado não combinam!!! Há também aqueles que, por não conhecerem o poder de Deus, o interpretam como sendo manifestos por meio de certas práticas levianas, na maioria das vezes, fruto da emoção. Profetizam quando não devem profetizar, relatam visões que não tiveram e transmitem revelações quando não as receberam! Não sou um crítico do movimento pentecostal, creio no poder de Deus, na poderosa manifestação do Espírito Santo bem como no exercício e atualidade dos dons espirituais, mas também creio na poderosa, infalível e inerrante Palavra de Deus! Por que não crê nesta da maneira como se crê nas outras coisas?
Portanto, mesmo diante dos muitos absurdos que vemos na igrejas, nada, absolutamente nada substitui a Palavra de Deus!!! Ela é o alimento para a alma, o caminho para o perdido e a água salutar para quem está sedento.

domingo, 28 de novembro de 2010

É inútil orar...

Há quem pense que a oração seja a base de um testemunho genuíno. Esta mensagem não existiria se eu não observasse, nestes 11 anos que sirvo ao meu Senhor, homens que, camuflados na aparência, escondem de muitos a realidade da sua vida cotidiana, contraditória aos ditames da Palavra de Deus. Vi e ainda vejo pregadores e cantores que são capazes de arrebatar multidões com seu dom extraordinário; oram, jejuam, se consagram pensando os tais que por fazerem estas coisas Deus irá tolerá sua crença mesquinha acompanhada de práticas absurdas que entristecem ao Espírito de Deus. Não é bem assim como muitos pensam.
Como um autêntico estudioso das Escrituras Sagradas, reconheço muito bem a importância da oração na vida cristã, porém, a grande maioria dos nossos companheiros na fé precisa entender que o testemunho de vida é superior a prática da oração; visto que orar é mandamento bíblico (1 Ts 5.17), obedecer também deve fazer parte do vocabulário cristão (1 Sm 15.22). Oremos, busquemos a face do Senhor, entretanto, não nos esqueçamos da responsabilidade de nos harmonizar com os preceitos da Palavra do Deus Eterno, porque isto é bom e agradável diante dEle.
Vejo ao meu redor excelentes pregadores, os quais, no uso de uma oratória eloquente e recheada de uma profunda sabedoria, conquistam a atenção, admiração e o prestígio dos seus ouvintes. Todavia, nunca pensaram estes no modo de vida que eles levam dentro da sua casa. Na igreja, excelente obreiro, na sua casa, péssimo pai de família!!! Às vezes perguntamos para nós mesmos e para Deus por que almas não são salvas em nossas igrejas como antigamente e a resposta é a falta de sensibilidade no que diz respeito ao fato de viver de forma correta diante de Deus.
Olhando para estas coisas recordo-me da parabóla da figueira infrutífera, a qual, certo homem a plantou na sua vinha; porém, indignou-se por não achar nela fruto algum (Lc 13.6-9). À semelhança dessa figueira são muitos; não tem virtude, antes, procedem de forma escandalosa ao Evangelho envergonhando o santo nome de Jesus Cristo. A dupla personalidade virou epidemia nas comunidades de fé, ainda mais da parte desses que, do púlpito das igrejas, clamam contra o pecado, porém, nunca o aborreceram em seu coração. Logo a verdadeira profissão de fé se tornou escassa ao passo que a falsa aparência, evidência do excesso de religiosidade, ganhou terreno levando-nos a uma cnclusão: já não se faz mais crentes como antigamente!
Por isso, em razão da hipocrisia, da fé fingida, da aversão à Palavra de Deus e da falta de compromisso com o Eterno só tenho a dizer: é inútil orar... quando não obedecemos... quando o nosso padrão de moral não condiz com as Escrituras Sagradas... e quando não nos comprometemos em andar na direção de Deus! De nada adiantará tanta oração se não O seguirmos com toda a prontidão de espírito.

sábado, 20 de novembro de 2010

Um estudo em Salmos 128

Salmos 128.2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem

A Bíblia Sagrada é explícita em ensinar que o segredo para um vida vitoriosa consiste em temer ao Senhor e andar nos seus caminhos (Sl 128.1). E, como consequência, as bençãos do Criador repousará sobre nós em todas as áreas da nossa vida, mormente no âmbito familiar.
Segundo o salmista, o homem que ocupar o seu coração no temor do Senhor terá bom proveito do trabalho das suas mãos. Isto é, trata-se de algo do qual ele extrairá bons resultados, porque Deus o fará bem sucedido naquilo que ele fizer. Esta passagem bíblica nos leva a grandes significados no tocante ao cumprimento das promessas do Eterno sobre aqueles que Lhe obedecem. Vejamos:
1) Uma esperança correspondida - Quem tem esperança de alguma coisa, tem em si motivação de lutar por aquilo que lhe deixa esperançoso e certo de que irá conseguir. A isso também chamamos fé (Hb 11.1). Pois, do contrário, como se sacrificaria alguém sabendo que nada obteria? A esperança nos induz à luta, ao mais árduo sacrifício, porém, com excelentes resultados.
2) Um trabalho próspero - Essa benção estava na vida de Isaque (Gn 26.12,13); também estava sobre José (Gn 39.1-6). Em tudo o que faziam, Deus honrava seus esforços desmedidos com abundantes bençãos diante de todos quantos lhes viam.
3) Um trabalho sob as ricas promessas do Senhor - A certeza de um trabalho proveitoso e gratificante provém da atitude do homem em andar na direção divina. Pois, quando assim fazemos, Suas promessas pesam sobre nós, sobre nossa família, sobre tudo o que temos e fazemos.
Que o temor do Senhor se apodere de nossa alma a cada instante e que não trilhemos em outras veredas senão as veredas do Pai Eterno!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não posso duvidar!

Tiago 1.6 "... porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte."


A dúvida nos leva a grandes fracassos, a fé nos leva a coisas impossíveis (Hb 11.1,2). A dúvida nos faz olhar para o problema, a fé nos faz olhar para Deus (Hb12.2). A dúvida nos faz sentir a terrível dor de um sofrimento, a fé nos faz sentir o gosto da vitória. A dúvida é a base construtiva da vida de um fracassado, a fé é o alicerce de um vencedor que jamais pensa em desistir. Devo, portanto, parar e refletir: não posso duvidar!
A que poderei comparar a dúvida? A uma bebida inebriante, a qual, todo aquele que a ingere torna-se vacilante e tropeça em seus passos. Da mesma forma é o que não confia seguramente na providência divina entregando-se a pensamentos vãos que não edificam e que nos fazem regredir diante de tantas adversidades. A comparação usada por Tiago na sua carta é digna de nota e, portanto, vale a pena ser examinada.
1)A onda do mar é inconstante - Quem duvida não tem uma visão ampla no que respeita as promessas de Deus. Sua alegria é qual fogo de palha: logo se apaga. Toda pessoa que possui sua alma entregue a dúvida nunca vai além. É inconstante como a onda do mar. Agora, impetuosa, mais adiante, volta como era antes. Quantos que começam e não terminam?! Quantos que nunca saíram do primeiro degrau das escadarias da vida?! O apóstolo Paulo nos admoesta dizendo: "... sede firmes e constantes..." (1 Co 15.58).
2)A onda do mar é momentânea - Nem sempre a onda do mar é revoltosa e agitada. Às vezes, ela se apresenta desta forma como já foi assinalado, depois, é bonança e quietude. Assim são os duvidosos: num momento crê, noutro, não. Sua vida é sempre vacilante, seus pensamentos são confusos e sempre age indecisamente por não tomar um rumo certo. "Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa" (Tg 1.7).
3)A onda do mar é conduzida pelo vento - O duvidoso nunca tem passo firme, porque deixa se iludir com a "monstruosidade" das circunstâncias da vida. Sua companheira é a insegurança, seu parente mais próximo é a perturbação de espírito porque sempre está atrelado aos dissabores da vida, levado de uma para outra parte pelo vento das incertezas; mas do que nunca devemos solidificar a nossa fé no ensino das Escrituras.
O espírito da dúvida tem conduzido muitos ao fracasso por não aprenderem a confiar em Deus no ato da oração bem como nas atrocidades do dia-a-dia. É necessário crer (Hb11.6), nunca esmorecer (Lc 18.1-7), do contrário, estaremos propenso a grandes e perigosas frustrações. Não podemos duvidar!