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terça-feira, 27 de agosto de 2013

O Que É Mais Belo?

O que é mais belo? Dar ou receber? Receber é proveitoso, pois, nunca se diz "não" acerca de qualquer coisa concedida de bom grado. A mais bela virtude é dar, pois, adiante os presentes, vai a inteireza de um coração sincero e voluntário. 
O que é mais belo? Saudar ou ser saudado? Quem recebe a saudação alegra-se pelo prazer de ser lembrado. Mais belo é saudar, pois, nela se destaca a verdadeira nobreza e os bons modos que são transmitidos a outros. 
O que é mais honroso? Aplaudir ou ser aplaudido? Quem é aplaudido está sujeito a esquivar-se da genuína simplicidade de espírito. Mais honroso é aplaudir, pois, reconhecer a dignidade de outrem é uma marca insígne dos fortes. 
O que merece mais atenção? A veneração aos grandes homens ou a penúria dos desfavorecidos? Os grandes não se cansam de buscar louvores e os esquecidos não se cansam de clamarem por seus direitos, lançados às obscuras de um orgulho exacerbado. 
O que é mais decoroso? A boa aparência ou a prudência no falar? A boa aparência pode imprimir a imagem do que não somos. A prudência no falar reflete pureza na consciência e retidão no caráter; a língua indecorosa é maldita e poderosa para lançar no inferno. 
O que é mais vergonhoso? O vício desenfreado dos nossos jovens ou a descrença estúpida da sociedade? Os jovens, enganosamente, acreditam no melhor da vida, supostamente oferecidos por suas práticas viciosas. Insensata é esta sociedade! Sem Deus, afogada num mar de desamor, ignora a deplorável realidade que açoita os nossos jovens, fadados ao opróbrio. 
Um cristal quebrado não volta ao normal, uma milha percorrida é algo motivacional; porém, o que é mais belo? O que é mais honroso? O que merece mais atenção? O que é mais decoroso? O que é mais vergonhoso? Qual a paisagem da vida nos dias de hoje? Com palavras descrevemos uma história, mas com a própria vida podemos vivenciá-la do modo mais excelente que o Deus Criador, o Senhor da vida, pode conceder a cada um de nós, se assim desejarmos.

sábado, 24 de agosto de 2013

O Lamento de uma sociedade muda

O sentimento é algo delicado. A indignação parece ser um peso em vista do que sentimos. A esta realidade estamos todos vulneráveis. É o fraco se fazendo forte; podendo ver, mas se fazendo cego; ouvido atento agindo qual surdo; podendo falar mas é vítima da mordaça colocada pelas incertezas do cotidiano. Alguém dirá: Quais incertezas? A incerteza da justiça triunfando sobre as violações aos bons costumes e valores, malogrados nesta era pós-moderna; outrossim, a incerteza do respeito ao decoro, ao pudor e à ordem; estamos entregues à desonra e ao vilipêndio. A verdadeira reciprocidade se torna cada vez mais sufocada pelo individualismo, sempre presente em nossos dias. 
Foi-se o tempo em que as escolas prezavam fortemente pela formação de caráter das nossas crianças; muitos educadores (NÃO TODOS), sem escrúpulo no cumprimento de suas responsabilidades educacionais, deixaram ser vencidos pela tediosa rotina de ir e vir, preocupados unicamente pelo lucro de seu trabalho, sem fazer do mesmo a oportunidade de incutir nas crianças de hoje valores duradouros que reflitam no amanhã. Sabiamente diziam os antigos: "O homem que trabalha somente pelo que recebe não merece ser pago pelo que faz". 
É filhos abrindo os braços para a marginalidade, pais que perderam a autoridade de regê-los, os maus que prevalecem, os justos que perecem, direitos que são sabotados; é a corda sempre quebrando para o lado mais fraco. Este é o filme a que assistimos todos os dias. Os perversos não se cansam de serem perversos, os bons parecem se fatigarem de seu caráter ilibado. Pode-se ensinar nossas crianças a serem boas pessoas em mundo cada vez mais mergulhado na maldade, na hipocrisia e no desrespeito mútuo? Na teoria, inúmeras são as respostas, mas, na prática, o silêncio é a mais enfática. 
Esta é a sociedade na qual vivemos. Contempla a injustiça, o massacre ao verdadeiro modo de vida, contudo, vive se esquivando das reivindicações que lhe são óbvias. Homens da lei, comprados pela mentira, amantes da rivalidade e inimigos do companheirismo, visam seus próprios interesses em detrimento das necessidades das massas. Somos uma geração saudosista! Lamentamos tempos bons que acreditamos não voltarem mais. Vivemos apenas de recordações! Enfim, esta é a sociedade muda, cujo grito da indignação continua embutido dentro de si. Esta é a nossa triste realidade, isso é Brasil! 
Deus tenha misericórdia da nossa nação.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Perigo das Distrações


Por isso, estais vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis – Mateus 24.44

Estamos vivendo o período em que a distração encontrou guarida no coração de muitas pessoas, principalmente dos santos do Senhor. Não percebemos a fatalidade dos perigos que se afloram ao nosso redor; entretanto, quando deveríamos estar mais próximos do Evangelho, parece que estamos cada vez mais longe dele e, movidos pelo mecanismo da distração, esquecemos dos propósitos originais de Deus para com Seu povo, elucidados nas Escrituras Sagradas.
Disse o Senhor Jesus Cristo: “... o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”. Em outras versões, lemos: “... na hora em que não esperais”; “... à hora em que não cuidais”. A verdade a ser exaurida a partir destes termos é a proximidade do fim dos tempos e a vigilância redobrada da Igreja, uma vez que a vinda do Senhor é uma realidade inconteste para os que a esperam pacientemente.
Ao revés, os olhos dos que estão na casa de Deus inclinaram-se a outros horizontes, amplamente diferentes do ponto de vista bíblico. E a “coisa” vai caminhando de mal a pior, recordando-nos das palavras do pastor José Roberto Oliveira Chagas: “Sacerdócio virou negócio, pastor virou gestor, igreja virou empresa, crente virou cliente e o VERBO virou verba”. Estão extinguindo do púlpito das Igrejas o verdadeiro evangelho de Cristo, que é renúncia de pecados, vida de santidade, obediência irrestrita à Palavra de Deus, enfim, ao invés de se corresponder à vontade divina, estão na contramão dela, porque a maldita distração tem ofuscado a visão espiritual de muitos.

São muitos os fatores negativos que sufocam a vida espiritual do crente, privando-o de uma genuína comunhão com o Senhor. Vejamos:

1 “À hora em que não penseis” – A Tormenta demasiada do secularismo. O Reino de Deus perdeu a primazia na vida cristã (Mt 6.33). O interesse pessoal tem alvoroçado corações que, outrora, foi morada do Rei da glória. A busca incansável pela promoção secular, status e tantas outras prerrogativas tão cobiçadas tornou-se o tema preponderante da sociedade pós-moderna. É extrema tolice desestimular alguém dos seus projetos futuros, porém, o que é mais degradante é deixar estas coisas desnortear a nossa fé do alvo principal: Jesus Cristo (Hb 12.2)!

2 “À hora em que não penseis” – O desejo desenfreado pelo lucro financeiro. A teologia da prosperidade virou  tema relevante nas comunidades de fé. A importância de uma vida devocional à luz da Palavra de Deus ficou entregue ao esquecimento, prevalecendo a ânsia pelo acúmulo de bens. Convém salientar que: 1) prosperidade não é evangelho bíblico, 2) não é doutrina bíblica, 3) não é sinônimo de riqueza (Pv 30.8,9) e sim um dos resultados da nossa obediência ao que ensina a Palavra do Senhor (Dt 28.1-14; Sl 1.1-3). Diante disso, fica claro uma realidade gritante nos dias de hoje: muita gente quer Jesus na causa, mas não quer Jesus na vida!

3 “À hora em que não penseis” – O comodismo religioso. A verdadeira piedade, o fervor espiritual e a abnegação deram lugar ao relativismo. O que era indignação contra o profano, agora é aceito no mais alto grau de normalidade, tolerando o erro e o mundanismo dentro da Igreja, maculando a sua identidade. É a Igreja adormecida, displicente, presa às distrações deste mundo, aos embaraços da vida, sem forças para caminhar, olhos obscurecidos, ouvidos cerrados e uma alma mórbida que perdeu a latente esperança da vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatar os que lhe esperam.
Como peregrinos, devemos viver neste mundo de modo que nada seduza o nosso coração do propósito de servir fielmente a Deus, pois, estamos aqui apenas de passagem (1 Co 15.19; Hb 13.14). Como noiva de Cristo, devemos preservar o firme compromisso de agradá-Lo em tudo, afinal de contas, o Filho do Homem certamente virá. Sigamos, pois, a orientação bíblica: “olhai, vigiai e orai” (Mc 13.33).