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sábado, 29 de agosto de 2015

ACHEI A DAVI (POESIA)

“Enche o teu vaso e vem!”
Disse o Senhor a Samuel;
Pois neste tempo a mim convém
Ungir um Rei em Israel

A Saul eu rejeitei,
Não usando de compaixão,
Por mim mesmo eu jurei:
Eleger pra mim um rei
Conforme o meu coração

O profeta, obediente,
À voz do Deus Jeová,
Seguiu caminho À frente,
Sabendo em seu consciente
Que era Deus a lhe mostrar

Seguindo a ordem do Senhor
Desceu a casa de Jessé;
Pois o seu Deus havia dito:
“Unge a quem eu te disser”.

“Não me agrado da aparência,
Que, ao próprio homem, é enganador;
Ele vê o que está a frente,
Mas eu contemplo o interior”.

Contagiante alegria
Preencheu aquela casa;
Um rei dali sairia
No trono se assentaria
Tendo de Deus a graça.

Mas não era Eliabe,
Nem tampouco Abinadabe
E muito menos a Samá,
Nem os outros que estavam lá.

“Acabaram-se os mancebos?”
O profeta indagou;
Mais restava o mais jovem,
O escolhido do Senhor

“Ainda falta o menor”,
Disse o seu velho pai;
Eis que apascenta ovelhas,
O que tanto lhe apraz

O profeta, insistente,
Pediu para que o chamasse;
Pois esperava paciente
Que o rapaz se achegasse

E naquela humilde casa
O novo Rei foi consagrado;
Para alguns, má presunção;
Para o profeta, convicção:
Que o Senhor lhe havia mandado

Os homens loucos presumem
Movido pela insensatez,
Pela extrema imprudência
E demasiada altivez

Mas Deus escolhe os Seus,
A quem deseja ele honrar;
Em excelsa majestade,
Absoluta vontade
Conforme bem Lhe agradar



 Por Clenio Daniel Parente Mendes

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