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sábado, 28 de março de 2015

O Maldito Imperialismo das Novelas da Rede Globo


Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é.  Deuteronômio 7.26 



Disse um grande pregador que existem três tipos de cegos: os que nascem cegos, os que se tornam cegos e aqueles que não querem ver, sendo este último o pior cego que existe. Também neste último se encaixa a sociedade brasileira, reconhecendo as exceções, que não atenta nem um pouco para ver as balbúrdias de uma das maiores emissoras de TV do mundo. É bem verdade que muitos realmente não tem discernimento para entenderem qual é a verdadeira mensagem que a mídia está transmitindo descaradamente, pois são cegos mesmo conforme a Escritura Sagrada descreve que "o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos" (2 Co 4.4); porém, o absurdo maior é saber como tem cristãos que, com suas atitudes, aplaudem certas baboseiras que a Televisão exibe para o telespectador! O certo virou errado, o santo virou profano e muita gente dentro da Casa de Deus conformada com essa onda de abominações sendo despejada para dentro de suas casas! 

Pelo que parece, o alerta bíblico não tem importância alguma para muitos cristãos, quando a Palavra de Deus nos diz: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2); "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nEle. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 Jo 2.15,16). Com base na Palavra de Deus, muitos cristãos perderam o discernimento espiritual no tocante as coisas que vem acontecendo atualmente, através do mundo da TV. O assunto do momento é a união homossexual e o lesbianismo encorporado nas novelas globais. O que percebemos é a maneira como o conteúdo televisivo tenta incutir na mente do cidadão brasileiro uma distorção que desrespeita a Deus e os verdadeiros valores da família, marido e mulher. Porém, a maldita mensagem que tentam normalizar o conceito homem com homem e mulher com mulher passa todos os dias na telinha da TV. Querem expandir o novo conceito de família no seio da sociedade. Na novela "Império", por exemplo, Leonardo, personagem de Kleber Toledo, tem um caso com Claudio Bolgari, interpretado por José Mayer, que por sua vez é casado com Beatriz, elenco de Suzy Rêgo. Um homem casado, pai de família, desfrutando de uma relação homo-afetiva fora do casamento e a esposa, mesmo sabendo, aceita a relação do marido, digamos, "extraconjugal". O nome já diz tudo: Império! Um verdadeiro império satânico que distorce os valores da família, por Deus instituída (Gn 2.24; Mc 10.9). A novela "Alto Astral", uma clara e forte alusão ao espiritismo, e, como se não bastasse, a novela Babilônia! Uma verdadeira confusão, uma verdadeira Babel na mente de muitas pessoas (2 Co 4.4). Acorda, Sociedade Brasileira! Acorda, Povo de Deus! Não é isto um insulto ao plano de Deus estabelecido no que respeita a instituição chamada família, onde Deus criou "macho e fêmea" (Gn 1.27), estabelecendo também que "deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne" (Gn 2.24)?! 

A Igreja de Cristo não é homofóbica. Reconhecendo o livre-arbítrio dado ao homem, nem por isso nos calaremos acerca das verdades de Deus sobre o que é pecado e o que não é. Muitos tentam colocar em nossa mente que respeitar é o mesmo da deixar de expressar sua opinião. Respeitamos as decisões, o poder de escolha de cada um, a liberdade de fazer o certo e o errado, no entanto, a cada ato praticado, Deus trará juízo (ver Ez 18.4; Ec 11.9). O conceito de macho e fêmea é tão forte e tão evidente que a própria experiência exige isso. Num "casal" de homem com homem, um deles fará o papel de mulher. Outrossim, num "casal" de mulheres, uma delas será a "machona". A tudo quanto Deus fez foi bom (Gn 1.31). Com isso, tão somente devemos nos curvar ante a vontade soberana daquEle que fez todas as coisas com sabedoria (Sl 104.24). 

A Emissora faz jus ao seu nome, "Globo", pois, conforme o nome indica, traz o conceito de universalizar, manipular, através do vários dispositivos que veiculam mensagens que distorcem os bons costumes e os valores morais que deveriam ser perpetuados na memória dos nossos filhos, os quais vão crescendo e vendo este quadro vergonhoso que desonra ao Deus Criador de todas as coisas. Por que é tão fácil assistir uma novela em vez de preferir um programa evangélico que fala da edificante Palavra de Deus? Por que é fácil gostar do errado, mesmo sabendo nós que em nada contribue em nada senão para perdição, do que gostar do que é certo?

Acorda, Brasil! Converta-se a Deus! Acorda, Igreja de Cristo! É tarefa nossa combater o pecado através do poder do Espírito Santo e do Evangelho! Acorda , sociedade brasileira! Estás envolta na lama das muitas iniquidades e não percebes que vai se afogando! Deus tenha misericórdia!

sexta-feira, 13 de março de 2015

É Obrigação de Deus salvar o homem?

Este é um dos assuntos de grande polêmica no meio evangélico; muitos, devido a falta de entendimento bíblico, se escandalizam, e outros põem a sua própria fé em questão acerca de determinados fatos que chamam grandemente a nossa atenção, referente à salvação do pecador, àqueles que morreram sem ao menos ouvir o Evangelho da salvação em Cristo. Assunto esse discutido sob o ponto de vista de que  Deus é obrigado a salvar o homem, enquanto que a Escritura Sagrada não respalda essa premissa. Alguns vão longe demais ao afirmarem que Deus predestinou "alguns" para a salvação e "outros" para a perdição; também, uma aberração grotesca que tenta forçar versículos da Bíblia a um significado que não existe ali. É necessário uma análise passo-a-passo sobre este assunto, argumentando-o à luz da Sã Doutrina. 

Uma grande falha de muitos cristãos é exatamente o fato de creem em Deus de acordo com a sua percepção enclausurada num conceito isolado e completamente distante da revelação bíblica. Em outras palavras, queremos aceitar a Deus partindo do falso princípio de que Ele "pode" fazer isso, mas "não pode" fazer aquilo, adaptando a Divindade à nossa pobre maneira de pensar. Com isso, afirmamos que Deus é amor, é misericordioso, é justo, contudo, um atributo divino que foge à nossa mentalidade é a Sua soberania. Deus é um Ser Soberano, Supremo, Majestoso, que faz o que bem Lhe parecer e, independente do que pensamos ou achamos a Seu respeito e do que Ele faz, Ele é Deus imutável, o Eterno. Creio ser este um dos fatores que sempre devemos ter em mente: a Sua soberania, a Sua justiça absoluta; tudo o que Ele faz é sempre certo e verdadeiro e não deve explicações a homem algum (Dn 4.35). 

No tocante à salvação, não é diferente. Em João 3.16 encontramos dois verbos que provam que Deus não tem obrigação de salvar o homem. Os verbos "amou" e "deu", expressam voluntariedade e não obrigatoriedade. Sendo Ele Deus e não tendo ninguém maior do que Ele, não amou porque Se sentiu pressionado pelos pecados da humanidade e movido por uma "culpa" de ver os homens destinados à condenação. Como já dissemos, a Sua justiça é absoluta; ainda que Ele destinasse a humanidade inteira ao Inferno em razão de suas iniquidades, isso não anularia a Sua justiça pois foi o homem quem violou os propósitos de Deus traçados para sua vida. A verdade é que Ele "amou" e sobre a profundidade desse amor não cabe especulação nenhuma. 

Em Efésios 2.8 lemos: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé...". Primeiro pela graça, o favor imerecido de Deus. Aqui, o Senhor nos mostra a Sua bondade e longanimidade. A graça divina pode ser comparada a uma ponte sobre um grande abismo aonde o homem, podendo cair neste abismo profundo, recebe o livramento de Deus para a salvação, manifesto no Seu Favor indizível. Primeiro pela graça provando que somente Deus é quem  pode dar ao homem a dádiva da salvação. Não existe nada nesta dádiva tão gloriosa em que o homem seja um "contribuinte secundário" com suas obras. A salvação é exclusivamente de Deus cabendo ao homem correspondê-la "por meio da fé". 

Mais uma vez a Escritura Sagrada diz: "e Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo" (1 Jo 2.2). "Propiciação" quer dizer "propício", "favorável". De acordo com os grandes eruditos da Bíblia, o termo sugere a ideia de aplacar a  ira de alguém que tem toda a razão de punir o transgressor. Neste caso, aplica-se a Deus que, tendo todo o direito de punir o homem pelos seus pecados (ver Rm 1.18), resolve mostrar Sua benevolência e misericórdia sem igual. Um estudo bastante aclarado destes termos nos leva a conclusão de que Deus não possui obrigação alguma de salvar o homem. O que vemos revelado aqui é um ato de amor que extrapola o entendimento humano (Rm 5.8). Ou seja, Deus nos amou "de tal maneira". 

A pergunta de muitos é sobre as muitas e antigas civilizações que nem sequer ouviram a mensagem do Evangelho genuíno de Cristo. Haverá salvação para eles no Juízo Final? Em primeiro lugar, o caminho da salvação é Cristo (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5,6). Em segundo lugar, foi o homem quem agiu na contramão daquilo que Deus havia lhe direcionado (Rm 3.23) e, finalmente, não há nas Escrituras indício de uma oportunidade de salvação após a morte (Hb 9.27). Portanto, o nosso dever é reconhecer a soberania absoluta de Deus sobre tudo e sobre todos. 

Não devemos nos prender em questionamentos inúteis que não contribuem para a nossa edificação, pelo contrário, devemos ser gratos a Deus porque aprouve a Ele conceder-nos "uma tão grande salvação" (Hb 2.3), consumada através de um alto preço, preço de sangue (Ap 5.9)! O sangue daquEle que, voluntariamente, se entregou por nós na cruz, a saber, Jesus Cristo! Aleluia!