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quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Credibilidade do Antigo Testamento

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida pela vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo – 2 Pe 1.20,21

Na palavra de Deus está escrito que o saber se multiplicaria (Dn 12.4). Em contrapartida, a ignorância também seria um veneno mortal que infelizmente tem encontrado guarida no coração de muitos que afirmam conhecer a Palavra de Deus. Não ter comunhão com as Escrituras é entrelaçar-se no engano, nas heresias e em tudo aquilo que deturpa a Palavra de Deus; e quem possui este péssimo currículo estará fadado ao fracasso.

Há quem afirme que o AT (Antigo Testamento) não possua nenhuma validade para o cristão desta era pós moderna. Porém, isto é um terrível crime teológico, pois, no NT (Novo Testamento) encontramos inúmeras referências que atestam a veracidade dos Escritos vetero-testamentários como inspirados pelo Espírito Santo. Diante do exposto, cabe-nos reconhecer a autenticidade dos Livros do AT bem como a seriedade dos homens que, imbuídos por Deus, compuseram esta obra literária de imensurável valor. O renomado pastor e teólogo Esequias Soares, em seu Livro Visão Panorâmica do Antigo Testamento, diz: “O AT era a Escritura Sagrada usada pelos apóstolos na pregação do evangelho. O Senhor Jesus usava com muita frequência essa Escritura em suas pregações e ensinos”. Em outro parágrafo, ele diz: “Revelação e Inspiração são coisas diferentes. A palavra revelação, em grego, significa o ato e o efeito de tirar o véu que encobria o desconhecido. Nas Escrituras essas palavra é usada em relação a Deus, pois é Ele quem revela a Si mesmo, Sua vontade e natureza e os demais mistérios (Dt 29.29; Am 3.7; Jo 1.18). A inspiração é o registro dessa revelação sob a influência do Espírito Santo, que penetra até as profundezas de Deus (1 Co 2.10-13). Ser o NT uma revelação superior Velho não significa ter mais autoridade do que ele”, pois, ambos foram inspirados pelo Espírito Santo. Logo, a mesma credibilidade dada ao Novo Testamento deve ser a mesma prestada ao Antigo Testamento, haja vista o seu conteúdo histórico-teológico, que suplementa o escopo doutrinário do NT.

De acordo com a citação acima, entendemos que a autoridade do AT é irrevogável. Qual era o livro-texto dos apóstolos ao pregarem Cristo aos que lhe ouviam? Daonde eram exauridas as afirmações que davam sustentação à sua pregação? Porque não dizer o próprio Cristo que, em defesa do Seu ministério e ministrações dos Seus ungidos sermões, usou muitas vezes as Escrituras do AT, convencendo as turbas do Seu chamado messiânico, aprovado por Deus? Tudo o que o NT nos relata a respeito do Senhor Jesus Cristo, é nada mais que uma comprovação da fidedignidade do AT e são muitos os exemplos que confirmam isso. Sempre que o NT usa o termo Escritura, é referindo-se ao AT, pois, ainda não havia sido escritos os rolos que compoem o NT que temos hoje. Portanto, ignorar essa verdade é desrespeitar o conteúdo sagrado e para nossa advertência, o apóstolo Pedro diz: Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). A quê se referia o apóstolo quando usou o termo “profecia”? Não era outra coisa senão o AT, denotando, com isso, sua validade e aceitação.

Por que devemos aceitar o AT como Palavra de Deus?

1.   Os relatos históricos, as profecias, as revelações nele contidas mostram a ação sobrenatural de Deus na história humana, cujas evidências exaltam a autenticidade vetero-testamentária;
2.   As profecias nela contidas apontavam para o Redentor que viria a terra; cumprindo-se fielmente na pessoa de Jesus Cristo (Lc 24.26,27,44-47), o Qual é bendito eternamente. Amém!
3.    O Senhor Jesus disse claramente: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (Jo 5.39,46,47). Como em muitas outras passagens bíblicas, Jesus Se referiu, aqui, ao Antigo Testamento;
4.   O apóstolo Paulo também escreveu: Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça (2 Tm 3.16). O apóstolo Paulo disse TODA A ESCRITURA provando ser a mesma, em sua totalidade, a Palavra inspirada de Deus.


Essas e muitas outras razões nos mostram a originalidade do AT como Palavra de Deus, digna de credibilidade e confiança, nos estribando nas palavras do escritor da carta aos Hebreus: viva e eficaz (Hb 4.12). Que possamos nos deleitar nesta fonte imensurável de sabedoria divina, da qual, só pode desfrutar todo aquele que verdadeiramente teme ao Senhor.

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