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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Por que não sou sabatista?

Existe uma grande confusão nas igrejas denominadas evangélicas sobre certas práticas religiosas. Sempre ressalto que um dos maiores motivos é a má interpretação das Escrituras Sagradas e, por causa disso, querem aplicar na igreja praticas judaizantes que não convém aos cristãos. O que é para o Judeu é para o Judeu e o que é para a Igreja, para a Igreja.

Diz-nos a Bíblia Sagrada que um doutor da lei entre os fariseus interrogou a Jesus "para O experimentar, dizendo: Mestre, qual o grande mandamento da lei?" (Mt 22.35,36). Provavelmente os fariseus pensavam ter surpreendido o Maior dos doutores com a referida pergunta, porém, eles mesmos ficaram surpresos ao ver o Divino Mestre resumindo toda a lei em dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40); era o que realmente faltava na alma daquela gente tão incrédula, pois, se eles praticassem tais mandamentos não teriam criticado o Mestre por haver realizado milagres no sábado (Jo 5.1-11; 9.1-16).

Jesus recitou os dois grandes mandamentos para mostrar ao povo do novo concerto que não tinham de se preocupar com os velhos ritos judaicos, afinal, Ele veio estabelecer um novo pacto, um novo e vivo Caminho (Hb 8.6; 10.20) do qual Ele é o novo, único e eterno sumo sacerdote (Hb 7.22-24)! Logo, a preservação dos valores morais e espirituais alicerçados na caridade cristã é um dos grandes temas da nova aliança.

É bem verdade que a observação do sábado é um pacto perpétuo, porém, entre Deus e Israel (Êx 31. 13-17; Ez 20.12,20). O Senhor Deus deixou claro que isso serviria de sinal para eles, isto é, um sinal da eleição deste povo e do compromisso que a dita nação eleita tinha estabelecido com Deus e vice-versa. A confusão das igrejas é aplicar isso como doutrina para os membros praticarem; isso não passa de um absurdo e de um terrível crime teológico. Isso não quer dizer que os que guardam o sábado vão para o inferno, como muitos pensam, pois, é extrema tolice afirmar isso. A verdade é que a igreja deve se colocar na posição de igreja evitando cair na ignorância de misturar cristianismo com judaísmo, o que se constitui um grave erro.

Se o sábado é uma prática judaica, por que Jesus reprovou os judeus por essa dita observação? Porque eles, encegueirados pela religião, julgavam guardar o sábado mais importante do que fazer benefício a um homem e, mais uma vez Jesus mostra que mais valioso que o dia é o ser humano, a quem Deus fez para desfrutar dele (Mc 2.27,28;3.4).

Sendo assim, não sou sabatista porque 1) Tal prática é pertencente à antiga aliança; fazemos parte da nova, da qual, Jesus Cristo é o Mediador (Hb 8.6); 2) O sábado é prática característica do judaísmo; não somos judaizantes, e sim cristãos; 3) O sábado é um sinal da aliança entre Deus e Israel; és tu israelita? Não? Por que te deténs nisso? Viva na atmosfera do novo concerto, firmado e confirmado por Cristo na cruz.


Deus vos abençoe!

domingo, 16 de outubro de 2011

Congregação Nova Unção em solene adoração a Deus



Serão dias marcados pelo poder de Deus através de milagres, curas e libertações, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Madureira, sito a Av. Alexandre Guimarães com rua Daniele, Bairro Parque Ceará.

Participe!!!

sábado, 13 de agosto de 2011

O que é unção?

O que é unção? Esta é uma pergunta cujas respostas não teriam uma avaliação positiva à luz das Escrituras. Paira no meio evangélico, de linha pentecostal, um conceito imaturo inerente ao que seja a "unção". Quantos pregadores, levitas, dentro da casa do nosso Deus taxados como pessoas "sem unção" porque pregam, cantam e não ocorre nenhum "reboliço" dentro da igreja, o contrário daqueles que "fazem e acontece", os quais, são tidos como pessoas "cheias" da unção de Deus; isso é uma grande incoerência e está fora da órbita dos princípios bíblicos.

Existem várias definições acerca da palavra "unção", porém, vamos sondar algumas delas, as quais, são suficientes para esclarecer e enriquecer o nosso conceito referente ao termo em estudo. Uma delas é esta: "Processo ritualístico, religioso, que envolve a aplicação de substâncias oleosas a quem receberá um sacramento ou influência espiritual" (Silva, Claudemir Pedroso da. Dicionário e estudo bíblicos, Pae Editora, 2009); outra definição é: "... Rito religioso que é acompanhado da descida do Espírito Santo na vida da pessoa consagrada, concedendo-lhe graça" (Santos, João Batista Ribeiro. Dicionário Bíblico. Editora Didática Paulista, 2006). Sendo assim, "unção", fala de "capacitação sobrenatural feita por Deus na vida da pessoa escolhida por Ele". Nos tempos do Antigo Testamento, unção ou o ato de "ungir" era uma forma de identificar que alguém estava sendo designado para uma obra ou para exercer uma certa influência numa determinada área.

Deus precisou de sacerdotes para intercederem pelos pecados do povo hebreu, para isso, ordenou ao Seu servo Moisés que ungisse a Arão e a seus filhos designando-os para o exercício sacerdotal (Lv 8.1-13); precisou de alguém que executasse toda a Sua vontade no reino de Israele, para tal, escolheu a Davi: Achei a Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi (Sl 89.20); alguém tinha que exercer a miséricórdia como forma de revelar o imenso amor de Deus à humanidade e, para isso, escolheu Seu próprio Filho, a quem ungiu para pregar boas-novas aos mansos... a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor... (Is 61.1,2). Com isso, entendemos que a unção é o selo de autenticidade da vocação de uma pessoa para o ministério específico tendo em vista a concretização dos propósitos divinos e a glorificação do nome do Senhor.

Desta forma, a capacidade de alguém na casa de Deus para algo que se possa fazer para Ele, na direção do Espírito, é evidência da unção divina sobre esta pessoa. A unção dá real destaque ao vocacionado; ela dá brilho àquilo que somos chamados para fazer culminando sempre no engrandecimento do Reino de Deus. Quantas vezes interpretamos mal a alguém que pregou e "o fogo não caiu", "os crentes não pularam", "não houve movimento" e por aí vai, olhando para estas coisas, pergunto: Será que Deus está preocupado somente com a manifestação externa? Será que os barulhos, os aplausos, movimentos são as únicas evidências de que o irmão fulano está cantando ou pregando "na unção"? Outrossim, a quietude será um possível sinal de que Deus "não está no negócio"? Esperem um pouco... não houve pulos, gritos, línguas estranhas e nada do tipo, mas, os louvores tocaram profundamente, mesmo sem um sinal visível? Sim. A Palavra pregada alcançou os corações? Sim. Falou comigo e com você? Falou tremendamente. Nesse caso, tanto o cantor como o pregador estavam na unção, pois, a mensagem e o louvor alcançaram o obejtivo maior: o coração necessitado. Afinal de contas, unção não se vê, se sente!

Que possamos navegar no rio da unção o Espírito, a fim de que possamos glorificar mais e criticar menos, adorar mais e julgar menos, enfim, que possamos estar no centro da vontade de Deus.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Boa Fama ou Boa Índole?

Não existe riqueza maior comparada a uma conduta ilibada na Palavra de Deus. Quando paramos para refletir nisto, concluímos que a preservação do nosso caráter é algo de grande valor e deve ser perseguida a todo o instante. Se o homem escreve a sua própria história, logo, ele faz o seu próprio nome. Mais importante que a boa fama é a boa índole.


Jesus nos deu exemplo dessas coisas. Ele próprio havia dito que não recebia glória de homens (Jo 5.41), porque bem sabia dos efeitos negativos que a fama podia trazer; tendo ciência de que Sua fama corria por toda a Judéia e adjacências (Mt 4.24; Lc 5.15), Ele se retirava para os desertos e ali orava (Lc 5.16). O Evangelista Marcos nos dá um relato interessante acerca de Jesus; a multidão ficava entusiasmada com Seus ensinos atinentes ao Reino de Deus, com a autoridade de Suas palavras a ponto de querer ouví-Lo incessantemente. Entretanto, quando falamos em MULTIDÃO, referimo-nos a fama, popularidade, prestígio e outros sinônimos aplicáveis; sabendo que mais valioso do que isso são as almas, Jesus, deixando a multidão (Mc 4.36), chegou à outra margem do mar, à província dos gadarenos (Mc 5.1). Notem bem que em Marcos 4.36 diz: "Eles", mas, quem são? Os discípulos. Contudo, como era Jesus quem tinha ordenado a eles que passassem para a outra margem (Mc 4.35), os apóstolos foram, porém, levando consigo o seu Mestre (Mc 4.36). Enfim, Ele deixou a multidão a fim de evangelizar apenas uma pessoa, o que assim fez (Mc 5.1-19).


Com isso, o Senhor da Igreja nos ensina a não ponderar o nosso coração na fama, no olhar da multidão, pois, doutra forma, estaremos nos desvirtuando do santo propósito de glorificar a Deus na expansão do Seu Reino; outrossim, quem preza pela fama, não priva pelo seu próprio caráter (o significado da palavra "índole") nem zela pela imagem de servo(a) de Deus. A nossa maior ignorância é traduzir boa fama como sinônimo de boa índole, o que é um grave erro. Quem muito se atrela a fama se esquece da importância do bom testemunho; tudo o que procura é a atenção da platéia, elogios, aplausos, assovios e admirações. Quem preza pela boa índole faz exatamente o contrário: procura atrair a atenção de Deus para si, valoriza seu testemunho de vida e sempre elogia as virtudes de outrem ao invés de procurar elogios para si, porque tudo o que faz, o faz para a glória de Deus (1 Co 10.31).


Por que o Senhor desfez os desígnios dos que edificavam a torre de Babel? Porque desejaram ardentemente a fama ("Façamo-nos um nome" - Gn 11.4), fama esta que lhes corrompeu a alma, fazendo-os contrariar a ordem de Deus (Gn 11.4; ver Gn 1.28; 9.7). João Batista é um forte exemplo de boa índole; sendo informado de que a multidão ia após Jesus, podia ceder seu coração à inveja, mas, sabendo ele que era nada mais que uma voz clamando no deserto (Jo 1.23) e reconhecedor da majestade e do senhorio de Cristo (Jo 1.27), disse com ânimo: É necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.30). Será que alguém ambicioso por fama diria isso de outra pessoa? Na escola da fama, os amigos são vistos como rivais e não como pessoas dignas de sucesso, capazes de nos proporcionar ajuda.


Que possamos nos matricular na escola da boa índole, aonde o Professor Jesus Cristo nos ensina a simplicidade e a primar pelo sucesso de nossos irmãos (Fp 21.-9).


Deus vos abençoe!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O maior milagre que pode acontecer

É incrível como muitas pessoas se atrelam a uma tese absurda que "igreja aonde não acontece milagres é igreja morta e desprovida da unção e do poder do Espírito". É bem verdade que existem denominações nestas condições que assinalamos, porém, não deixa de ser absurdo o que até muitos pastores dizem sobre isso; "se não houver milagres, sinais e maravilhas, é porque essa igreja é raquitíca na fé e não possui comunhão com Deus", é o que afirmam com intenção de se promover sobre as demais igrejas evangélicas. Converte esses pastores, Jesus!
Ainda creio piamente que o maior milagre que podemos ver é uma pessoa sair pela porta de uma igreja impactada e transformada pela genuína Palavra de Deus! Entretanto, o povo ficou mal acostumado com isso; procuram igrejas que oram por milagres e refutam aquelas que se preocupam em alimentar as almas com o precioso ensino das Escrituras. Não sou contra milagres, pois, isto é uma verdade bíblica; creio no Jesus que purificou um leproso (Mt 8.1-4), que curou um criado de um Centurião (Mt 8.5-13), também efetuou a cura de um paralítico da mesma aldeia (Mt 9.1-8), dentre tantos feitos que poderia expor aqui, mas, vale salientar que esse Jesus que operou milagres também disse aos Seus discípulos: Se a vossa justiça não esceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus (Mt 5.20); Temos aqui uma referência a respeito do caráter do homem [vossa justiça] excedendo a falsidade dos que se autobajulam afirmando ser alguma coisa. O que converte o ser humano fazendo-o adotar novos hábitos, conceitos éticos e espirituais? Milagres? Não. A Palavra de Deus. Vejamos porque:
O milagre convence - A Palavra converte
O milagre contagia - A Palavra toca
O milagre emociona - A Palavra transforma
O milagre impressiona - A Palavra edifica
O milagre chama - A Palavra resgata

Creio nessas duas coisas: palavra e milagre, porém, como já disse uma vez: "Nada substitui a Palavra!" Creio que o Senhor ainda faz milagres no meio do Seu povo, mas, o mesmo Senhor ainda Se compraz em utilizar a Sua ferramenta infalível: A Palavra (Jr 23.29)! Hoje, muitos desprezam, mas, um dia, lamentarão sua falta (Am 8.11).
Caro leitor, amemos de coração a Palavra de Deus e não a rejeitemos! Ela é infalível e poderosa!
Deus vos abençoe!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quem inventou o trabalho?



Gênesis 2.5-8

Uma das piores aberrações que ouvimos frequentemente é o fato das pessoas afirmarem que o trabalho foi inventado pelo homem. Porém, isto é totalmente contrário às Escrituras. Vemos claramente através da mesma que o trabalho foi instituído por Deus. E isso nos mostra que desde os primórdios da criação houve a necessidade do homem trabalhar em prol do seu sustento.

Vejamos o que a Bíblia diz: Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra (Gn 2.5). Vejam bem: "... e não havia homem para lavrar a terra", duas coisas são notórias neste trecho: 1) Deus deixou algo em aberto na criação: a necessidade da terra ser lavrada; não foi falha, e sim proposital. Alguém ficaria a cargo dessa tarefa: o homem; 2) A expressão para denota finalidade, propósito, indicando que um dos propósitos para o qual o Senhor criou o homem foi para que este trabalhasse pela sua própria subsistência; isto é, Deus não desceria do céu e colocaria tudo nas mãos do homem, como muitos esperam! Ele mesmo, o homem, lutaria por aquilo que julgasse necessário para o seu susteno.

Portanto, não passam de ignorantes os que dizem que se Adão tivesse vivo, o esmurrariam maldosamente, moendo-o com pancadas por haver inventado o trabalho; na verdade, somos nós quem merecemos apanhar por causa da nossa ignorância quanto a isso! O que ele fez foi causar consequências subsequentes ao trabalho por haver consentido na transgressão de sua mulher, comendo do fruto proibido (Gn 3.6). Vendo isso, o Senhor lhe disse: No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó, e em pó te tornarás (Gn 3.19). No suor do teu rosto... - Dá idéia de sacrifício, trabalho comprometedor e até cansaço físico e mental; Adão obteria o seu sustento, mas, de forma sofredora, deixando-o ofegante. Lavra a terra Adão!

Não podemos reclamar do trabalho das nossas mãos (Sl 127.1,2; Ec 2.24; 9.10) porque isto provém de Deus e é coisa digna de ser valorizada. Trabalhemos com desvelo, pois, do Senhor temos o Seu auxílio.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O cantar do galo e o despertar da consciência - Jo 18.27



Deus é poderoso para promover situações a fim de Se revelar ao homem, despertar a sua consciência, trazendo-o à Sua presença. Aconteceu com o apóstolo Pedro; este, embora andasse com Jesus, presenciasse os sinais que Ele fazia, ouvisse os Seus ungidos sermões, ainda necessitava de um profundo despertamento espiritual. Ele pensava que iria longe, porém, Cristo o advertiu da sua queda (Jo 13.36-38).

Com isso aprendemos que ninguém pode se achar tão forte que não seja apanhado em alguma falha, pois, todos nós somos sujeitos a isso (1 Co 10.12). Sendo questionado pelos que estavam próximo dele, Simão Pedro responde negativamente a todas as indagações que lhe fizeram, ou seja, afirmava não ser discípulo de Cristo e que não conhecia "tal homem" (M 26.72; Jo 18.25). Notemos a maneira como ele se referiu ao seu Mestre: "tal homem", tratando-O como um desconhecido. Enquanto o galo não cantava, Pedro relutava em negar o seu Salvador, mas, quando o galo cantou: 1) Simão se lembrou das palavras de Jesus; 2) conscientizou-se do seu grave erro em mentir para os que lhe indagavam; 3) reconheceu a tolice de haver negado Aquele que lhe vocacionou para o ministério apostólico. Não foi um profeta que Deus usou para mostrar a Pedro a gravidade dos seus erros, pelo contrário, o Senhor usou um galo!

O cantar do galo foi um sinal para que Pedro, caindo em si, atentasse para esta atitude tão deplorável de maneira que não viesse a cometer mais. Quem o Senhor deseja usar para despertar a humanidade dos seus pecados, crendo piamente em Cristo? A Igreja. A quem Deus delegou essa tarefa de ir aos não-alcançados e até aqueles que deixaram o Senhor, anunciando-lhes o Evangelho genuíno de Jesus Cristo? A Igreja. Só assim, eles conhecerão o "tal homem" que morreu na Cruz do Calvário em favor de todos os homens (1 Jo 2.2).

Como o galo que cantou no passado é a Igreja falando no presente, a fim de todos ouçam a Palavra de Deus e se despertem enquanto é tempo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Evangelho Tabajara

Quem não assistiu a um programa da Rede Globo, o "Casseta e Planeta", o qual, no seu jeito anormal de divertir os seus telespectadores, apresentando a "Organização Tabajara" e que também ao exemplificar algum tipo de problema, terminava com uma frase jocosa: "seus problemas acabaram". Não sei se os crentes ainda assistem a esse programa, mas, vemos que o evangelho de Cristo tem sido apresentado ao público com este tipo de estratégia, tão absurda e leviana!
Louvo a Deus pelos pregadores que Ele tem levantado, até porque são muitos, porém, a grande maioria tem deixado de pregar o evangelho da cruz e se detiveram em levar ao povo mensagens agradáveis aos ouvidos, porém, desnecessárias ao coração humano. Desprezando a necessidade espiritual de cada ouvinte, os tais oradores, movidos pela impolgação, porque não dizer também por estarem diante de um enorme aglomerado de pessoas, enfatizam um tipo de evangelho com toda a isenção possível de provações e adversidades que podem sobrevir, desvirtuando, assim, a Palavra da verdade ludibriando os incautos.
Queres obter o prestígio do povo? Almejas ser bem recebido por muitos líderes de igrejas para ter a auspiciosa oportunidade de pregar? É simples! Pregue uma mensagem cuja tônica da mesma seja prosperidade! Aclame a eles: "Aceite a Jesus e seus problemas vão acabar!", "nunca mais você irá sofrer!" Por acaso não é esta a mensagem da vez? Existem pastores que, se pudessem, torturariam um homem de Deus por levar ao público evangélico uma mensagem que denuncie o pecado e admoeste-os a santificação! Os mais antigos na fé compreendem o que, ora, venho expondo aqui.
É verdade que viveremos momentos de gozo espiritual, de bençãos e isso não podemos negar, mas, se é a pura verdade o que eles pregam, o que dizer das palavras de Jesus: "... no mundo tereis aflições..." (Jo 16.33b)? O que dizer dos sofrimentos de Paulo por amor ao evangelho (2 Co 11.23-29; Fp 4.11-13)? Porventura somos nós melhores do que Paulo para estarmos livres de quaisquer vicissitudes? Diz a Escritura que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus (At 14.22). Jesus em Seus ensinos realçou os valores espirituais, morais e sociais e até enfatizou o cuidado providencial de Deus para com os Seus servos (Mt 6.25-32) conclamando os mesmos a buscarem primeiramente o Reino de Deus e a Sua justiça e todas ESSAS coisas, quais? Roupa, alimento, calçados, etc, vos serão acrescentadas (Mt 6.33).
Tomemos cuidado com certas pregações que não tem nada a ver com o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, pois, é o que mais ouvimos; eles ensinam que o cristão tem que estar completamente livre de toda a espécie de dificuldades, esquecendo-se do real aspecto deste mundo: imperfeito, e desta forma, nos torna vulneráveis a passarmos por tudo nesta vida. Paulo escreveu sobre as aflições deste tempo presente (Rm 8.18), significando, portanto, deste período em que vivemos; estaremos salvos de todas as aflições na era vindoura, mas, nesta era, convém que passemos pelo teste da fé, pelas provações, para, então, alcançarmos a almejada coroa (Tg 1.12).
Se Jesus viesse à terra pregar o que esses oradores anunciam por aí, Ele não precisaria ter sido crucificado, muito menos ter sofrido nas mãos de seus algozes, padecendo todo o tipo de atrocidades! Que Deus tenha misericórdia dos nossos pregadores, dos líderes de ministério e da Igreja de Cristo no Brasil.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A obra miraculosa do Evangelho



João 9.25 "... uma coisa sei, e é que, havendo eu sigo cego, agora vejo"

A palavra de Deus é poderosa (Hb 4.12), e produz um efeito indizível no coração de quem se entrega a Cristo, pois, ela não é pregada em vão (Is 55.10,11). Ela é a expressão veraz do amor de Deus para com o homem submerso na ignorância. Mais do que palavras, o evangelho é o poder de Deus para a aniquilação do pecado e salvação do pecador (Rm 1.16).

Tendo alcançado a cura da sua visão, tamanha é a convicção dele em responder aos fariseus que levou estes a se enfurecerem, pois era mais um feito que Jesus realizara no sábado (Jo 9.14). Os fariseus não se cansavam de interrogar o que outrora era cego sobre como lhe sucedeu tão grande milagre; ele, no entanto, não se cansava de afirmar que fora curado e que Jesus realizou esta grande obra (Jo 9.10,11,15,25,27). Isso mostra que todo aquele que experimentou o poder do evangelho, nunca deixa de falar da obra de transformação ocorrida em sua vida, mas, sempre dá testemunho dela com fervor e ânimo de espírito.

Aquele homem tinha plena certeza do milagre que havia alcançado do Divino Mestre: "... uma coisa sei..."; ele estava certíssimo do benefício que havia recebido. Todo homem que cede o seu coração a obra miraculosa do evangelho de Cristo possui esta mesma certeza: a certeza da necessidade de salvação, da renúncia ao pecado e de viver uma nova vida em Cristo (2 Co 5.17). O evangelho não gera dúvidas, e sim certezas (Rm 10.17). "Uma coisa sei": Ele me amou primeiro (1 Jo 4.19); "uma coisa sei": Jesus morreu por mim (Jo 3.16; Gl 2.20b); "uma coisa sei": meus pecados foram perdoados; "uma coisa sei": sou membro da família de Deus (Ef 2.14-19)!

Uma outra característica do evangelho é conscientizar o homem da sua vida passada, distante do Senhor, do ponto de vista da sua vida presente: tocada pelo evangelho, reformada pela graça, santificada pelo Espírito e consagrada ao Criador. Havendo eu sido cego, foi uma outra afirmação dada pelo homem que teve um encontro com o Senhor Jesus. Quem verdadeiramente nasceu de novo reconhece a miséria de espírito em que se encontrava no passado, sem Deus, sem rumo certo e com o coração entenebrecido no pecado; como um cego que não vê a luz é o pecador que não atenta para a verdade da Palavra de Deus, a qual, com sua luz inextinguível, remove as trevas da inquidade transformando-nos em uma nova criação.

"Agora vejo", nenhum cego pode dizer que vê se, na verdade, não pode vê. Muitos dentro da casa de Deus ainda são cegos, pois, não deixaram o evangelho entrar em seu coração. Sua visão ainda está ofuscada, tal como a dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13-16). Existem quatro coisas que o evangelho da graça faz o homem ver:

1 Que a vida humana é nula e escassa longe do Deus Eterno (Ec 12.1);

2 A vida é breve e passageira (Jó 14.1,2; Sl 103.15,16); portanto, deve ser encomendada aos cuidados Daquele cujas misericórdias são infinitas (Lm 3.22);

3 O homem foi criado por Deus para o cumprimento dos Seus propósitos (Ef 2.10);

4 Há uma herança eterna e incorruptível reservada para aqueles que

perseverarem na prática da Palavra (Mt 24.13; Rm 8.17; Ef 1.13,14; Tt 3.7).

Uma coisa sei, e é que havendo eu sido cego, agora vejo! Quantos podem dizer o mesmo?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O cristão e o Cristianismo


O Cristianismo não é uma religião. É mais que isso. Não é uma filosofia; ele vai além do sistema filosófico deste mundo cada vez mais distante do seu Criador. O Cristianismo em sua essência sobrepassa a cadeia sistemática das leis seculares que regem o mundo de então. Logo, não precisamos viver atrelados aos ditames mundanos desprovidos dos verdadeiros valores morais, pois, servimos a Alguém que nos ensinou o excelente padrão de uma vida justa, equilibrada e harmonizada com os preceitos da Palavra de Deus.
Examinando o livro de Atos dos Apóstolos aonde lemos acerca da igreja primitiva e colocando-a em paralelo com a Igreja de Cristo nesta era pós-moderna, podemos constatar que esta vive mui longe dos ensinos de Jesus; há razão para tanto. Parece-nos que ela se desviou do mastro espiritual da Palavra quando deveria andar nas pisadas da igreja cujo modelo encontramos nas Escrituras Sagradas. Ademais, a igreja dos tempos hodiernos se tornou omissa nos seus deveres diante de Deus para com o próximo. Não somos igreja para nós mesmos e sim para com o mundo que ainda não deixou penetrar em sua vida obscura a luz do Evangelho da graça de Deus.
Jesus disse que somos o sal da terra (Mt 5.13), na mesma referência, Ele falou do sal insípido, apontando para a igreja que não apresenta nenhuma novidade de vida conforme nos ordena a Bíblia (Rm 6.4). O mundo quer novidade e é nossa responsabilidade demosntrarmos isso; sim, demonstrar uma nova maneira de viver, uma nova imagem e uma nova linguagem provando que fomos alcançados pela graça divinal e redimidos pelo sangue de Jesus. O sal foi feito para salgar, extinguir a amargura, produzindo o bom gosto. Ora, ninguém há de comprar sal apenas para guardar em determinado local de conservação, mas para ser utilizado conforme a sua necessidade. Só se coloca sal aonde não tem. Com isso, entendemos que fomos chamados por Deus para dar gosto a este mundo amargurado pelo pecado com o nosso testemunho de vida e convencer os pecadores a repudiarem a sua vida iníqua deliciando-se na pureza do Evangelho de Cristo.
Também somos sabedores de que sal acumulado não resulta em nada. É necessário colocá-lo onde não haja resquício algum de sua aplicação. Por que Jesus nos considera o sal da terra? Porque são muitos os que ainda não provaram o bom tempero da Palavra de Deus; esta missão está a cargo da Igreja (Mc 16.15). E ai de nós se não atentarmos para isso ( 1 Co 9.16)!
Segundo a Bíblia, quando ocorreu a perseguição contra a igreja apostólica, houve grande dispersão (At 8.1). A Escritura diz: Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte anunciando a palavra (At 8.4). O que vem a ser isso? Era Jesus levando sal aonde carecia de sal!
Somente uma Igreja cristã pode fazer isso ao passo que a Igreja religiosa, no seu extremismo, no seu inútil excesso de radicalismo, sempre ficará na mesmice, não cumprindo as exigências do Evangelho do Reino de Deus. A Igreja cristã é compassiva, pratica a caridade, demonstra sensibilidade pela necessidade de quem está ao seu redor, seguindo a hospitalidade (Rm12.13). Ela favorece os santos edificando-os na Palavra e favorece os perdidos propagando-lhes a Palavra!
É lamentável que muitos não possuam mais este santo propósito revelado nas Escrituras. Tudo o que vemos é contendas, falatórios inúteis, desrespeito às diferenças alheias, individualismo exacerbado e além de fazer acepção de pessoas, ainda causa decepção às pessoas! É impossível alcançarmos os pecadores na obra da evangelização quando não há harmonia entre irmãos que professam a mesma fé em Cristo.
Há um grande descompasso entre religião e cristianismo, e todos nós precisamos saber a diferença prevalecedora entre ambos. Há um enorme abismo de separação entre essas duas fontes. Vejamos isso com clareza bíblica:

1 A religião foi a chave que abriu a porta da incredulidade para os descendentes de Abraão não crerem na divindade de Jesus: Não é este Jesus, o filho de josé cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz Ele: desci do céu? (Jo 6.42)- Os judeus tinham em mente o lugar de onde Cristo viera questionando entre si acerca deste fato e da linhagem davídica daonde sairia o Messias (Jo 7.40-44). Sem entenderem os vaticínios, duvidaram do Filho de Deus menosprezando o Seu testemunho.

2 A religião foi o bordão que fez os judeus duvidarem dos sinais que Jesus fazia: Trouxeram-Lhe, então, uma endemoninhado cego e mudo; e de tal modo o curou que o cego falava e via. E toda a multidão se admirava e dizia: não é este o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isso, diziam: este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios (Mt 12.22-24) - O excesso de religiosidade fez aquela gente miserável de espírito não entenderem o plano divino-messiânico de que os sinais eram uma forma de atestar a vinda de Jeus como propósito de Deus para curar a alma dos homens da terrível doença do pecado. Haja vista o que o profeta Isaías havia predito a respeito dos sinais que o Messias haveria de fazer (Is 35.1-6).

3 A religião foi o tema usado pelos judeus para não crerem nos ensinos de Jesus: E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam de sua boca, e diziam: não é este o filho de José? (Lc 4.22) - Do ponto de vista de muitos judeus, o Messias viria de uma família poderosa e influente, porém, Ele procedeu de uma família simples, o que virou motivo para não crer que Aquele carpinteiro fosse enviado por Deus para revelar-lhes a doutrina da salvação, não com sabedoria humana, mas com a sabedoria que emana do Alto.

4 A religião foi a espada que fez os judeus matarem Jesus: Nós temos uma lei,e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus (Jo 19.7) - As afirmações de Jesus no respeitava a Sua divindade incitava nos judeus um ódio profundo contra Ele (Jo 5.17,18; 8.51-59). A religião serviu de escamas nos olhos daqueles pobres israelitas impedindo-os de reconherem Jesus como o Filho de Deus e Salvador do mundo.
O sistema religioso daquele povo não culminou em nada senão na sua perdição. Da mesma forma sucederá a todos os que percorrerem este caminho. Jesus ressuscitou dos mortos, vencendo a morte, o Calvário, o inferno, a sepultura, o império do Diabo e, finalmente, a religião! Por ela, os judeus crucificaram o Senhor, mas nós O abraçamos confessando sermos Seus seguidores.

Jesus ensinou o oposto da religião: amar o próximo, mormente os que nos odeiam abençoando-os em nome do Senhor. Manifestar o amor mútuo é a evidência do verdadeiro discípulo de Cristo (Jo 13.34,35). Praticando o amor, estamos expondo o nosso testemunho de autênticos cristãos, pois, o amor é a essência do Cristianismo, o alicerce irremovível da doutrina cristã. Quando amamos, respeitamos as diferenças alheias, socorremos os necessitados, aparamos os caídos apanhados em sua fraquezas recebendo-os com alegria (Rm 14.1).

O amor extingue as críticas descabidas, pois, tudo o que os religiosos fazem é apontar as falhas de outrem; o cristão, no entanto, segue a recomendação bíblica: Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cubrirá a multidão de pecados (1 Pe 4.8). O amor ultrapassa a barreira do preconceito e o individualismo. A igreja cristã é consciente de que ela é o corpo de Cristo e, como tal, seus membros estão ligados uns aos outros; qual o vínculo que promove essa união? O amor.

O amor dá sentido aos nossos atos (1 Co 13). Quem ama conhece a Deus (1 Jo 4.8). Movido pelo amor, Deus enviou Seu Filho ao mundo (Jo 3.16); da mesma forma, Jesus Se entregou na Cruz do Calvário padecendo injustamente (Fp 2.5-11; 1 Pe 2.21-23). Enquanto muitos dão a sua vida pelos "justos", Jesus deu a Sua vida pelos injustos (Rm 5.6-8), demonstrando, com isso, um amor sem fronteiras, abrangente e singular. De acordo com isso, logo caem por terra as opiniões absurdas dos santarrões do tipo "eu acho", "eu penso", "eu sei"; é o que a Palavra de Deus determina como devemos ser e proceder: A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos amei uns aos outros; porque quem ama uns aos outros cumpriu a lei (Rm 13.8).
Se não houver amor, tudo será em vão e nossas obras serão como a palha queimada no fogo, só restará cinzas. De nada adiantará dons espirituais, sermos bem sucedidos no ministério se não atentarmos para este dom supremo. Amemos de verdade (Rm 12.9) pois quem assim procede é nascido de Deus ( 1 Jo 4.7).

domingo, 24 de abril de 2011

O cristão e o seu perfil de adorador




Há quem pense que adorar a Deus está limitado apenas ao fato de entoarmos um belo hino. A adoração sobrepuja o campo das notas musicais, das lindas melodias e de tudo o que está relacionado a estas coisas. O verdadeiro cristão conhece e reconhece o valor e a essência da adoração esmerando-se neste santo exercício.

Jesus disse que os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito, e em verdade (Jo 4.23,24); isso é uma prova de que adorar é muito mais que oferecer uma canção ao Senhor. É algo bem mais profundo, primoroso, proveitoso e excelente; e são poucos os que conhecem a sua importância. Outrossim, são muitos que julgam haver semelhança entre louvor e adoração, porém, há um grande contraste entre essas duas coisas, fazendo-nos entender a seriedade no louvor e a pureza na adoração.


O louvor a Deus é marcado por gestos de gratidão;

A adoração é marcada por gestos de devoção;

Quando louvamos a Deus, O louvamos pelo que Ele faz;

Quando adoramos a Deus, O adoramos pelo que Ele é;

O louvor se concentra nos feitos de Deus;

A adoração se concentra na pessoa de Deus;

O louvor reflete a satisfação do que o Senhor faz por nós;

A adoração reflete a satisfação do que o Senhor é para nós.


Com isso, notamos a extrema facilidade de louvarmos a Deus em vista da quase impossibilidade de O adoramos. Muitos louvam ao Senhor, mas nem todos O adoram. Devemos louvar ao Senhor pois Ele nos deu o fôlego de vida (Gn 2.7; Sl 150.6), devemos adorá-Lo porque só Ele é a Fonte de Vida. Devemos louvar ao Deus eterno porque Ele criou todas as coisas (Jo 1.3), devemos adorá-Lo porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas (Rm 11.36).

Adorar a Deus em espírito significa preencher nossas faculdades mentais, emocionais bem como o nosso intelecto com o sublime desejo de glorificá-Lo no ato da adoração. A vida do homem interior se baseia na comunhão com o seu Criador e uma dessas vertentes é a adoração feita em espírito. Adorá-Lo em verdade é enaltecê-Lo segundo o genuíno conhecimento que temos dos Seus atributos revelados através da verdade do Evangelho. Se manifestarmos isso com singeleza de coração, certamente o Senhor Se agradará de nós.

Procura-se verdadeiros adoradores! Onde estão eles?

sábado, 23 de abril de 2011

O cristão e as boas obras

Devido a falta de entendimento das Escrituras atinente a essa questão preponderante, tornou-se notório nas comunidades de fé um certo exagero quanto a esse assunto. Muitas delas, por se considerarem extremamente espirituais não enfatizam em seus ensinos a importância das boas obras; outras, no entanto, a enaltecem a ponto de colocá-las acima do caráter cristão. Conscientes de que as boas obras não são a base da salvação e sim o complemento dela, vejamos a sua grande relevância à luz da sã doutrina.

Segundo as Escrituras, uma vez morto para este mundo, imerso no pecado, convém ao cristão andar em novidade de vida (Rm 6.4). Esta nova maneira de viver terá como como evidência um novo perfil, uma nova imagem, enfim, novos hábitos que irá compor a credencial de um homem ou uma mulher redimido pelo sangue de Jesus Cristo. Tudo nele se fez novo (2 Co 5.17); porquanto, já não vive mais a vida de outrora, cheia de vícios e pecados porque foi criado em Cristo Jesus para as boas obras , as quais, Deus preparou para que andássemos nelas (Ef 2.10). Você é fruto dos propósitos de Deus, regozije-se nisto! Viva esta verdade no cumprimento das boas obras que o Senhor planejou desde a eternidade para paticá-las.

É agradável a Deus a atitude de todo o cristão que não se prende em palavras, mas, trazem-nas para a realidade através de seu genuíno testemunho de vida. Não apenas professa a fé, mas, também a demonstra. Jesus elogiou a igreja de Tiatira nessa questão: Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência... (Ap 2.19). Quando as nossas obras terão valor perante Deus? Quando elas forem acompanhadas de caridade (o amor na pratica - 1 Co 13); quando as nossas obras se tornarão vivas? Quando elas forem acompanhdas de fé (Tg 2.14-18); quando nossas obras se tornarão agradáveis ao Senhor? Quando elas forem praticadas com um coração de servo. Quando elas alcançarão recompensa? Quando forem praticadas com perseverança (2 Cr 15.7; Jr 31.16; 1 Co 15.58). Saia da rotina e faça algo diferente para o Senhor! Você pode! Nós podemos!

Não devemos esquecer que a prática das boas obras deve estar em sintonia com o nosso caráter, moldado pela Palavra de Deus. Afinal de contas, o cristão não é salvo porque praticas boas obras, ele pratica boas obras porque é salvo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A pedra é Cristo

Mateus 16.18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

As grandes autoridades eclesiásticas da Igreja Romana afirmam ser Pedro o fundamento da Igreja; porém ,tal argumento não subsiste às exposições bíblicas que dizem respeito a história da Igreja e ao seu fundamento inabalável. Reconhecemos o honroso papel que tal apóstolo teve entre os demais, por ser o mais conspícuo entre os doze. Contudo, a Escritura nos apresenta várias razões porque a pedra é Cristo e não um de Seus seguidores.
1) Pedro era humano - Pedro era homem semelhante a nós, propenso a cair no erro. Que sucesso teria a Igreja de Cristo edificada sobre um fundamento humano? Tão certo como a vida humana é breve e passageira (Jó 14.1,2), a Igreja certamente não iria avante rasgando séculos para subsistir até aos nossos dias, firmada em alicerce humano.
2) Pedro era tudo o que significava seu nome - Cristo se referiu a Pedro usando a palavra grega petros, significando "um fragmento de uma rocha"; referiu-Se a Si mesmo usando a palavra petra, ou seja, uma rocha irremovível. O povo de Deus não está edificado sobre fragmentos de uma rocha, mas, sim sobre uma Rocha, a pedra angular (1 Pe 2.4,6,7), irremovível, indestrutível e inviolável (1 Co 3.11). Esta é a razão das muitas vitórias do povo do Senhor ao longo dos anos!
3) Pedro não lançava mão da espada - Por não entender as predições antigo-testamentárias concernentes a Jesus e ao Seu sofrimento vicário, feriu à espada o servo de um sumo sacerdote (Jo 18.10). Como a Igreja aprenderia a verdadeira caridade se o seu suposto fundador era um homem bruto, ferindo ao seu próximo? Jesus o repreendeu por esta atitude dizendo-lhe que guardasse a sua espada (Jo 18.11).
4) Pedro negou a Jesus - Mesmo havendo andado com o seu Mestre, presenciando os milagres que Ele fizera e ouvindo Seus sermões ungidos, teve a audácia de negá-Lo por três vezes diante dos que o questionavam. A igreja, sem dúvida, fracassaria, se edificada sobre alguém que, um dia, patenteou tão grande medo diante dos seus criticadores.
5) Pedro ainda fazia diferença entre judeus e gentios (Gl 2.12-14) - O evangelho nunca atingiria o mundo perdido se a igreja tivesse alicerçada em alguém com tal ponto de vista. Estaria restrito apenas aos judeus. Isso deixa claro que a pedra é Cristo, a manifestação da graça de Deus que traz salvação a todos os homens (Tt 2.11) tornando-os um com Deus por meio do Seu sangue (Ef 2.14-20).
Nada poderá mutilar a Igreja cujo fundamento é Cristo, a pedra não apenas angular, mas também singular, única e imutável.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Memórias de uma vida solitária

No terrível cativeiro da solidão estava eu. Ainda vivo por ter esperança e acreditar nos sonhos meus. Não sucumbido por ainda servir e temer ao Senhor meu Deus. No deserto de uma vida solitária Ele tem sido a rocha ferida que brotou água para lavar a minha alma e saciar a minha sede; a nuvem que me abrigava das intempéries da vida e a coluna de fogo que me protegia da névoa do pecado.
Como nuvens que escondem o azul do céu é a solidão ocultando a esperança de um grande amor, o desejo de um sonhador, a vitória de um lutador e o destino de um viajante. Mesmo com o coração aflito, machucado, sorumbático, não deixa de crer em Deus e decide seguir avante! Por mais que nuvens ofusquem a formosura do céu azul, nunca ofuscará a ação daquEle que fez os céus para socorrer ao desamparado!
Como a neblina na calada da noite é a solidão a me envolver. Não há mãos que se estendam para me ajudar, não há ombro que se ofereça para eu chorar, não há olhos que me deêm especial atenção e não há ouvidos para me ouvir e me entender sem ter nada a questionar. Como o agitar das águas é o pobre coração que se agita com as dores inconsoláveis. Contudo, aquEle que habita no céu dos céus é o que consolará a minha alma, dolorida e entristecida.
Como a noite sem estrelas é a vida de quem se sente só. Pensamentos obscurecidos pela tristeza, caminhar marcado pela incerteza; lembrança dos bons tempos que não voltam mais, porém, mesmo com o coração ferido, não pensa em voltar atrás, pois confia no Deus vivo cuja presença lhe satisfaz.
Como a terra banhada pela chuva é rosto banhado em lágrimas; sozinho estou; como o prisioneiro esperando pela sua liberdade é a alma deste solitário esperando no Senhor. Como o homem apaixonado à espera de um grande amor assim sou eu esperando por alguém que me entenda tal como sou. Não obstante, ainda creio no milagre e como o sol que vai nascendo trazendo a claridade de um novo dia é o Rei da Glória, o Sol da Justiça, clareando em meu ser uma nova história, prescrita pelas Suas mãos e planejada por Ele ainda antes que eu nascesse.
Memórias de um coração solitário, que logo, logo sorrirá como nunca porque se alegrará com as proezas feitas por aquEle que, um dia, também esteve só e compreende-nos em meio de adversidades.
Por isso, podemos dizer ousadamente: O Senhor é o nosso ajudador; não temeremos, portanto, o que possa fazer o homem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Soberania: fator incontestável

Ao escrever o presente artigo, o fiz consciente dos muitos comentários acerca do que, ora vou enunciar aqui. Porém, persisto, nesta tarefa, confiante e permanente naquilo em que fui ensinado.
Tendo em vista o surgimento de certos movimentos teológicos expondo ao público cristão doutrinas bíblicas esposadas com vãs filosofias seculares tendo com isso uma pluralidade de teorias, tornou-se evidente nas comunidades de fé a manifestação de uma crença absurda atinente à Pessoa do Deus vivo e aos Seus feitos. Não é raro que os grandes oradores ou mesmo aqueles ainda não visto por muitos ensinem essa mesquinhez aos nossos irmãos na fé. E o bonde não para de andar! Os ditos sermões que veiculam essa tese louca vão se dispersando! Eles estão contidos de afirmações tais como "Deus não pode fazer isso ou aquilo", "isso foi apenas no passado, agora é diferente", limitando Deus à especulações inúteis e descabidas de que não pode ou não deve e outros casos semelhantes que, por incrível que pareça, induzem muitos ao erro.
Devemos reconhecer, por certo, que Deus não foge da Sua Palavra. Porém, o fato de que o Senhor ditou uma regra ao Seu Povo não quer dizer que Ele esteja preso a ela e tenha a obrigação de cumprir aquilo que foi especificado. Lemos na Bíblia que o rei Davi cometeu dois graves pecados dignos de morte: adultério (Ex 20.14; Dt 5.18) e homicídio (Ex 21.14; Nm 35); ele adulterou com Bate-Seba, esposa de Urias, o heteu (2 Sm 11.4), matando, em seguida, tal homem (2 Sm 11.12-17); Por que Davi não foi morto em consequência desses dois pecados? Foi Deus quem havia determinado a sentença de morte para tais pecados, por que elas não se concretizaram sobre o rei de Israel? O Senhor assinalou a sentença de morte, mas, isso não quer dizer que Ele esteja limitado ao que Ele disse! Imaginemos o Senhor, então, dizendo: "Puxa vida decretei a sentença agora vou ter que cumprir!" Mas, Deus sabe o que faz e como faz! Não tem Ele o poder de fazer o que bem Lhe parecer? Não é Ele Senhor de todas as coisas? AquEle que havia ordenado a Lei mudou a sentença em favor daquele a quem chamara "homem segundo o meu coração" ( At 13.22), perdoando-o mediante seu arrependimento (2 Sm 12.13).
Não faz o Senhor o que Ele bem quer com aquilo que é seu? Soberania não se contesta. Nenhum soberano faz coisa alguma por pressão ou obrigação e sim por opção; se as ditas atribuições são cabíveis aos homens, quanto mais a Deus, legítimo Senhor de tudo, fere, sara, mata e faz viver (Dt 32.39), dEle são os fundamentos da terra (1 Sm 2.8) e não há homem nenhum que possa estorvá-Lo (Dn 4.35). Ele é chamado nas Escrituras "o Todo-Poderoso" (Gn 17.1), isto é, soberano por excelência. Como nos atrevemos a afirmar que Ele não pode fazer isso ou aquilo? A isso chamaos atrevimento sem respaldo bíblico. Afirmo sem medo de errar, Deus faz até coisas extrabíblicas, porém, não antibíblicas. Ele faz porque é soberano e, como já foi dito, soberania não se contesta e nem se questiona!
Não somos dignos de especular as proezas de Deus mas reconhecer a Sua grandeza por meio do que Ele faz, porquanto, grandes e terríveis são as suas obras! Aleluia!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Criado para ser eterno!

1 João 2.17 E o mundo passa e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

O homem foi feito para ser eterno. Se ele entendesse isto, não se atrelava as ilusões de um mundo tão passageiro como este. A vida que aqui vivemos é uma escola preparatória para o porvir; por isso, a Bíblia Sagrada nos exorta a fazer a vontade de um Deus que é verdadeiro, único, soberano e eterno.
Ao criar o homem, o Senhor pôs nele uma partícula da eternidade chamada "espírito". Este corpo é apenas um edifício onde o espírito está "hospedado". O homem é imortal. Nossas atitudes e escolhas tomadas aqui na terra darão rumo para o nosso destino na eternidade, seja com Deus ou sem Ele, seja de felicidade ou de sofrimento, isso nós mesmos é quem definiremos. Por isso, afirmo com toda a certeza que vão é para o homem viver a vida inteira nesta terra alienado do seu Criador (Ec 12.1); uma das razões do Divino Mestre exortar os Seus seguidores à vigilância é esta: o pecado proporciona prazeres que são apenas de momentos, mas, suas consequências são duradouras. Aqui também inclui a lei da semeadura (Gl 6.7). Desta realidade homem nenhum consegue escapar.
Com base nisto, é tolice do ser humano culpar Deus por tudo o que ele esteja passando, pois, ele decidiu viver a sua própria vida e escrever a sua própria história sem atentar para a conclusão dela, dolorosa e terrível. Por que não devemos nos apegar a riqueza, fama, pessoas, emprego e outras coisas mais? Porque o homem foi feito para a eternidade! É certo que Deus concederá momentos de algria enquanto aqui vivermos, porém, nada comparado ao que Ele preparou para nós na era vindoura (1 Co 2.9)! Por isso, João disse: "O mundo passa" (1 Jo 2.17), o que aqui começou aqui certamente findará e inútil será prender o coração nas coisas efêmeras desta terra. Tudo o que sucede sobre ela terá seu fim absoluto. Contudo, aquele que fizer a vontade de Deus começará uma caminhada com o Senhor que continuará na eternidade. Aqui, o Senhor está conosco, naquele dia, nós estaremos com Ele!
Afirmo novamente: o homem foi criado para ser eterno! E o princípio mais básico encontrado na Bíblia é dado pelo apóstolo Paulo: "... buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Cl 3.1). Só busca as coisas que são do alto quem realmente entende o plano divino da eternidade. Em que consiste esse maravilhoso plano? Em ponderar o nosso coração naquilo que o Todo-Poderoso reservou para nós. A Bíblia nos diz: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2 Co 4.17). O glorioso de tudo isto não é pensar no agora e sim no depois, isto é, no final de todas essa espinhosa trajetória por haver obedecido ao Salvador.
Deus fez você para a eternidade lado-a-lado com Ele! Creia nisso! E lembre-se: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Co 15.19).

terça-feira, 8 de março de 2011

A razão de sermos provados

É notório hoje em dia o ponto de vista de muitos no que diz respeito ao fato de sermos provados. Quantos almejam bençãos sem primeiro entenderem a benção de passarmos pela prova! Enquanto muitos interpretam isso como loucura, à luz da Escritura Sagrada é bem diferente. É necessário que saibamos diferenciar, portanto, o que é prova, luta e tentação, começando primeiramente por esta.
1) Tentação - Algo permitido por Deus a fim de testar nossas decisões, isto é, para saber se ou nos entregamos as concupiscências da carne ou resistimos a elas preferindo obedecer ao Senhor. É erro afirmar que as tentações vem de fora. Elas sobressaem de dentro de nós. Nosso pensamento é um campo de batalha, um verdadeiro conflito permeia este campo; carne e Espírito, ambos pelejando por obter prioridade em nossa ser. Contudo, nós é quem decidimos qual destes ocupará lugar em nós, haja vista que não se pode "servir a dois senhores" (Mt 6.24).
2) Luta - A luta deixa de ser provação quando deixamos de confiar em Deus para agir da nossa própria maneira. A isso também podemos considerar como uma "atitude precipitada" devido ao fato de interferir na ação divina por meio de cada problema que enfrentamos. Somo exortados a procurar entender qual é a vontade do Senhor para as nossas vidas (Ef 5.17). Agindo dessa forma, estaremos isento de qualquer luta desnecessária.
3) Provação - Coloquei esta por último em virtude dela ser o cerne desta mensagem. Oxalá se todos os cristãos entendessem o propósito de Deus nas nossas vidas por intermédio das provações. Não haveria tanta murmuração, tampouco pessoas se desviando da verdade. Em razão da falta de comunhão com as Escrituras, tudo o que exibem é ignorância e insensatez quanto ao plano de Deus. É triste dizer que o povo mais insatisfeito é o povo crente, a raça que mais reclama! Perdoem-me o modo irônico de ressaltar dessa maneira, me alegro ao saber que faço parte deste povo porque é o povo de Deus; entretanto, parece que agimos desinteressadamente quanto ao trabalhar divino em nossas vidas. Já passou da hora de dar um basta nesta situação!
Todo aquele que encara a provação como um "bicho de sete cabeças", tenho observado, são pessoas descomprometidas com o ensino bíblico doutrinário, com igreja, a qual, "frequenta", não tem prazer em orar e o pior de tudo: querem apenas benção e não manifestam nenhum propósito de relacionamento com o Abençoador. Encontramos nas páginas da Bíblia quatro razões para Deus nos colocar em prova:
1) Para moldar o nosso caráter - Várias vezes a Bíblia Sagrada compara o crente ao ouro quando passado no fogo. Inúmeras são as passagens bíblicas que ratificam isso. O apóstolo Pedro admoesta os crentes a não estranharem a "ardente" prova que vem sobre nós (1 Pe 4.12). O termo "ardente" lembra-nos um ardor de fogo, levando-nos a entender o efeito de uma prova na vida de um cristão. Fomos libertos deste mundo onde o pecado prevalece na alma de quem não teme a Deus (Ec 7.20). A injustiça, a impiedade e o desamor são fatores dominantes no meio em que vivemos. Como não pertencemos mais a este mundo (Jo 17.16), o Senhor realiza o Seu trabalhar em nosso ser no afã de deixar-nos conforme a Sua vontade para, então, sermos novidade de vida para este mundo perverso (Rm 6.4).
2) Para aperfeiçoar o nosso caráter - Deus não faz nada pela metade. Ele não se contenta com uma mera mudança, mas, que essa transformação tenha efeito permanente e progressivo. A isso podemos denominar "aperfeiçoamento". A Bíblia diz: "... aquEle que em vós começou [transformação] a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo" (Fp 1.6); esse processo leva tempo: "... até ao dia de Jesus Cristo". Isso nos faz saber que o próprio Deus aprecia esses momentos em que somos moldados por Ele já que o Seu objetivo é ver-nos de acordo com o Seu querer.
3) Para nos colocar mais perto do Senhor - Tenha a certeza de que as desventuras que você passa é nada mais que o Criador te convidando para aproximar-se dEle desfrutando de íntima comunhão com a Sua Pessoa. Cada dilema, cada momento difícil de sua vida são ferramentas que o Senhor utiliza para vê-lo perto dEle. Nada sucede em vão, porque a poderosa mão de Deus está no controle de tudo. Portanto, tenha a certeza de que isso que você está passando é o Senhor te motivando a ter diálogo com Ele. Faça isso agora: fale com Deus!
4) Para nos tornar semelhantes a Jesus - Deus deseja ver em nós a semelhança de Seu Filho e Ele próprio atestou isso dizendo: "aprendei de mim" (Mt 11.29). Um outro grande propósito de Deus é que o mundo conheça a Jesus por meio da Sua igreja no seu modo de vida harmonizado com os ensinos do Mestre. Chega de palavras, o mundo quer obras! E nós podemos fazer isso submetendo-se ao trabalhar do grande Deus através das nossas vicissitudes. É a melhor forma de conhecermos a quem servimos; sim, conhecer, aprender e imitá-Lo!
Que cada momento da sua vida seja uma oportunidade para conheceres ao Senhor adquirindo experiências profundas e que cada provação seja um degrau que te faça subir para, mais perto, estar da presença de Deus!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Passando pela fornalha

Este é um assunto baseado na história dos três companheiros de Daniel. Ao meditar no testemunho destes varões intrépidos, percebo a convicção que eles tiveram em servir ao Senhor a ponto de não temerem a palavra do rei Nabucodonosor. A fornalha de fogo ardente não foi a única maneira de Deus testá-los; já antes o Deus de seus pais os tivera posto em prova. Vejamos:
1º Fornalha: Cultura babilônica - Sendo eles levado cativo para a Babilônia, poderiam eles adaptarem-se aos costumes do povo caldaico esquecendo-se das tradições de seus pais. Porém, renunciaram as regalias daquele país, para os quais, foram levados lembrando-se do Deus de seus antepassados. Enquanto estivermos neste mundo, estaremos propenso a usufruir daquilo que está à nossa volta, mas, que pode nos afastar do Senhor. Que possamos estar mais firmes, pois, mesmo em "Babilônia", somos o "Israel de Deus" (Gl 6.16).
2º Fornalha: Os manjares apetitosos - Enquanto os outros jovens hebreus se deliciavam nos manjares que lhes eram servidos por determinação do rei, Hananias, Misael, Azarias e Daniel decididamente abriram mão dessas delícias - consagradas aos deuses babilônicos - preferindo agradarem ao seu Deus alimentando-se de legumes (Dn 1.12-16). Com isso, aprendemos que a verdadeira fidelidade a Deus consiste em honrá-lo de coração abdicando as ofertas saborosas que o diabo põe a nossa frente.
3º Fornalha: O caráter religioso - Os caldeus eram um povo totalmente imerso na idolatria; eles cultuavam a muitos deuses com seus ritos absurdos e abomináveis. Mesmo diante dessa realidade, aqueles quatro mancebos não temeram, antes, permaneceram leais ao verdadeiro Deus sendo por Ele grandemente exaltados em terra estranha (Dn 1.18-20; 2.46-49; 3. 26 -30). Com isso, fica claro e evidente que o Senhor honra aqueles que são leais a Ele; aplica-se neste contexto o que está escrito na carta aos hebreus: "O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem" (Hb 13.6).
O mistério da Fornalha
É necessário passarmos pelo fogo das provações. Estamos sendo preparados para a eternidade com Deus, por isso, cabe a nós seguirmos firmes nas promessas do Eterno.
Segundo a Bíblia, somos como vaso de barro (2 Co 4.7) e à medida que ele é passado no fogo vai adquirindo mais resistência e durabilidade para sofrer aos impactos que tentam destruí-lo. Assim somos nós. Quando provados, adquirimos graça e poder do alto para resistirmos aos impactos das tribulações da vida.
Uma vez consciente das adversidades que enfrentaremos, ou passamos por tudo isto obedecendo a Cristo tendo, no final, a coroa da vida (Tg 1.12) ou paramos no caminho desistindo de tudo. Contudo, uma coisa é certa: para os que perseveram certamente alcançarão do Senhor boas dádivas e, por fim, possuirão o Lar Eterno, promessa divina para os que amam ao Senhor.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lições extraídas em 2 Rs 7

Convicto de que a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de sabedoria, ao meditar no episódio narrado em 2 Rs 7, pude exaurir do texto em relevo lições de suma importância para a nossa edificação.
Visto que a fome era grande em Samaria a ponto de o canibalismo ser praticado entre os seus habitantes, o profeta Eliseu vaticinou a abundância de alimentos a sobrevir no dia seguinte (2 Rs 7.1). A fome era avassaladora, portanto, em um período como este que provocou tamanho desespero nos samaritanos, confiante, Eliseu prediz uma grande abundância.
Eliseu é um exemplo de alguém que, debaixo da autoridade divina, domina situações e encara problemas em razão de sua segurança confiante em Deus. Quando confiamos em Deus e O obedecemos recebemos dEle autoridade a fim de dominar situações, administrar conflitos e encarar problemas de forma sábia e confiante e superar dilemas, visto que assim faz o Senhor aos que obedecem aos Seus mandamentos (Dt 28.13).
Ouvindo o vaticínio que fizeram o homem de Deus estava um capitão em cuja mão o rei se encostava; ouvindo ele a predição de Eliseu, evidenciou sua incredulidade, ao que Eliseu lhe replicou que ele veria, porém, não comeria (2 Rs 7.2). Mal esperava tal homem a tragédia que lhe ocorreria por não haver crido na palavra profética! Enquanto a fé nos leva a participar das bençãos, e incredulidade nos distancia delas privando-nos do gozo das bençãos do Senhor. Esse personagem é um forte exemplo de alguém que desdenha a voz profética. Não façamos assim, pois, da maneira como a Bíblia diz: "Não desprezeis as profecias" (1 Ts 5.20), também diz: "... crede nos Seus profetas e prosperareis" (2 Cr 20.20).
À entrada da porta de Samaria haviam quatro leprosos, os quais, diante de uma calamitosa situação que faziam prever a sua morte, ainda se levantaram indo para o arraial dos siros e, vendo que estes não estavam lá, logo se surpreenderam ao encontrarem alimentos, vestimentas, ouro e prata; tomando eles algumas destas coisas para esconderem, logo redarguiram: "Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas e nos calamos" (2 Rs 7.9). E, sendo assim, participaram essas coisas ao rei de Israel. Sejamos semelhantes as estes leprosos, mesmo diante de situações imprevisíveis, levantemo-nos e tomemos posse daquilo que foi outorgado por Deus sem deixar de partilhar com o próximo.
Podemos imaginar a maneira como os siros ficaram aterrorizados ao ouvirem ruídos de cavalaria se avizinhando deles. Era o Senhor confundindo os inimigos do Seu povo fazendo com que eles não prevalecessem sobre Israel. Bem-aventurado aquele que confia no Senhor e guarda os Seus mandamentos! Ele o livrará no dia mal de modo que não venha a perecer.
Confiemos em Deus enos esforcemos, porque, certamente Ele nos será por auxílio.

Nada substitui a Palavra de Deus!!!

No mundo globalizado como este, em que a inversão de valores tornou-se o carro-chefe da sociedade, percebemos que os verdadeiros princípios morais e cristãos já não ocupam mais o seu devido lugar como antigamente. Olhando as comunidades de fé, o panorama que ela vem apresentando é degradante, um tanto, escandaloso. Está tudo tão confuso! As coisas não estão mais no seu devido lugar! Falta sabedoria! Visão construtiva à luz dos ensinos bíblicos! E comprometimento total da parte dos líderes eclesiásticos em ensinar a Palavra de Deus na sua originalidade. Todas estas coisas estão escassas.
Infelizmente, as comunidades de fé - não todas - entraram por um caminho diferente, em contraste com o ensino das Escrituras. Julgando serem "pentecostais", "cheias do poder de Deus", deixaram introduzir no seio da igreja certos modismos discrepantes e um absurdo de "movimentos" enfadonhos que só enchem a mente, agitam o corpo, mas, não edificam a alma. Muitos são os que, indo para a Casa do Senhor, voltam da mesma forma como entraram. Já não há transformação genuína, no lugar de pregações ungidas, sermões enfadonhos, desprovidos da unção e da graça divinas, sem nenhum resultado efetivo. Tudo é rotina; enquanto a verdade não for exposta, os modismos prevalecerão, os tais movimentos forjados pela emoção se tornarão ainda mais manifestos e a Palavra de Deus, "viva, e eficaz" (Hb 4.12), relagada a uma posição inferior.
A igreja parece ter se divorciado de Cristo enquadrando-se nos padrões mundanos, adotando o seu sistema corrupto em desprezo aos mandamentos bíblicos. Precisamos entender que, uma vez resgatados deste mundo de pecados, igreja e pecado não combinam!!! Há também aqueles que, por não conhecerem o poder de Deus, o interpretam como sendo manifestos por meio de certas práticas levianas, na maioria das vezes, fruto da emoção. Profetizam quando não devem profetizar, relatam visões que não tiveram e transmitem revelações quando não as receberam! Não sou um crítico do movimento pentecostal, creio no poder de Deus, na poderosa manifestação do Espírito Santo bem como no exercício e atualidade dos dons espirituais, mas também creio na poderosa, infalível e inerrante Palavra de Deus! Por que não crê nesta da maneira como se crê nas outras coisas?
Portanto, mesmo diante dos muitos absurdos que vemos na igrejas, nada, absolutamente nada substitui a Palavra de Deus!!! Ela é o alimento para a alma, o caminho para o perdido e a água salutar para quem está sedento.