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domingo, 28 de novembro de 2010

É inútil orar...

Há quem pense que a oração seja a base de um testemunho genuíno. Esta mensagem não existiria se eu não observasse, nestes 11 anos que sirvo ao meu Senhor, homens que, camuflados na aparência, escondem de muitos a realidade da sua vida cotidiana, contraditória aos ditames da Palavra de Deus. Vi e ainda vejo pregadores e cantores que são capazes de arrebatar multidões com seu dom extraordinário; oram, jejuam, se consagram pensando os tais que por fazerem estas coisas Deus irá tolerá sua crença mesquinha acompanhada de práticas absurdas que entristecem ao Espírito de Deus. Não é bem assim como muitos pensam.
Como um autêntico estudioso das Escrituras Sagradas, reconheço muito bem a importância da oração na vida cristã, porém, a grande maioria dos nossos companheiros na fé precisa entender que o testemunho de vida é superior a prática da oração; visto que orar é mandamento bíblico (1 Ts 5.17), obedecer também deve fazer parte do vocabulário cristão (1 Sm 15.22). Oremos, busquemos a face do Senhor, entretanto, não nos esqueçamos da responsabilidade de nos harmonizar com os preceitos da Palavra do Deus Eterno, porque isto é bom e agradável diante dEle.
Vejo ao meu redor excelentes pregadores, os quais, no uso de uma oratória eloquente e recheada de uma profunda sabedoria, conquistam a atenção, admiração e o prestígio dos seus ouvintes. Todavia, nunca pensaram estes no modo de vida que eles levam dentro da sua casa. Na igreja, excelente obreiro, na sua casa, péssimo pai de família!!! Às vezes perguntamos para nós mesmos e para Deus por que almas não são salvas em nossas igrejas como antigamente e a resposta é a falta de sensibilidade no que diz respeito ao fato de viver de forma correta diante de Deus.
Olhando para estas coisas recordo-me da parabóla da figueira infrutífera, a qual, certo homem a plantou na sua vinha; porém, indignou-se por não achar nela fruto algum (Lc 13.6-9). À semelhança dessa figueira são muitos; não tem virtude, antes, procedem de forma escandalosa ao Evangelho envergonhando o santo nome de Jesus Cristo. A dupla personalidade virou epidemia nas comunidades de fé, ainda mais da parte desses que, do púlpito das igrejas, clamam contra o pecado, porém, nunca o aborreceram em seu coração. Logo a verdadeira profissão de fé se tornou escassa ao passo que a falsa aparência, evidência do excesso de religiosidade, ganhou terreno levando-nos a uma cnclusão: já não se faz mais crentes como antigamente!
Por isso, em razão da hipocrisia, da fé fingida, da aversão à Palavra de Deus e da falta de compromisso com o Eterno só tenho a dizer: é inútil orar... quando não obedecemos... quando o nosso padrão de moral não condiz com as Escrituras Sagradas... e quando não nos comprometemos em andar na direção de Deus! De nada adiantará tanta oração se não O seguirmos com toda a prontidão de espírito.

sábado, 20 de novembro de 2010

Um estudo em Salmos 128

Salmos 128.2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem

A Bíblia Sagrada é explícita em ensinar que o segredo para um vida vitoriosa consiste em temer ao Senhor e andar nos seus caminhos (Sl 128.1). E, como consequência, as bençãos do Criador repousará sobre nós em todas as áreas da nossa vida, mormente no âmbito familiar.
Segundo o salmista, o homem que ocupar o seu coração no temor do Senhor terá bom proveito do trabalho das suas mãos. Isto é, trata-se de algo do qual ele extrairá bons resultados, porque Deus o fará bem sucedido naquilo que ele fizer. Esta passagem bíblica nos leva a grandes significados no tocante ao cumprimento das promessas do Eterno sobre aqueles que Lhe obedecem. Vejamos:
1) Uma esperança correspondida - Quem tem esperança de alguma coisa, tem em si motivação de lutar por aquilo que lhe deixa esperançoso e certo de que irá conseguir. A isso também chamamos fé (Hb 11.1). Pois, do contrário, como se sacrificaria alguém sabendo que nada obteria? A esperança nos induz à luta, ao mais árduo sacrifício, porém, com excelentes resultados.
2) Um trabalho próspero - Essa benção estava na vida de Isaque (Gn 26.12,13); também estava sobre José (Gn 39.1-6). Em tudo o que faziam, Deus honrava seus esforços desmedidos com abundantes bençãos diante de todos quantos lhes viam.
3) Um trabalho sob as ricas promessas do Senhor - A certeza de um trabalho proveitoso e gratificante provém da atitude do homem em andar na direção divina. Pois, quando assim fazemos, Suas promessas pesam sobre nós, sobre nossa família, sobre tudo o que temos e fazemos.
Que o temor do Senhor se apodere de nossa alma a cada instante e que não trilhemos em outras veredas senão as veredas do Pai Eterno!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não posso duvidar!

Tiago 1.6 "... porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte."


A dúvida nos leva a grandes fracassos, a fé nos leva a coisas impossíveis (Hb 11.1,2). A dúvida nos faz olhar para o problema, a fé nos faz olhar para Deus (Hb12.2). A dúvida nos faz sentir a terrível dor de um sofrimento, a fé nos faz sentir o gosto da vitória. A dúvida é a base construtiva da vida de um fracassado, a fé é o alicerce de um vencedor que jamais pensa em desistir. Devo, portanto, parar e refletir: não posso duvidar!
A que poderei comparar a dúvida? A uma bebida inebriante, a qual, todo aquele que a ingere torna-se vacilante e tropeça em seus passos. Da mesma forma é o que não confia seguramente na providência divina entregando-se a pensamentos vãos que não edificam e que nos fazem regredir diante de tantas adversidades. A comparação usada por Tiago na sua carta é digna de nota e, portanto, vale a pena ser examinada.
1)A onda do mar é inconstante - Quem duvida não tem uma visão ampla no que respeita as promessas de Deus. Sua alegria é qual fogo de palha: logo se apaga. Toda pessoa que possui sua alma entregue a dúvida nunca vai além. É inconstante como a onda do mar. Agora, impetuosa, mais adiante, volta como era antes. Quantos que começam e não terminam?! Quantos que nunca saíram do primeiro degrau das escadarias da vida?! O apóstolo Paulo nos admoesta dizendo: "... sede firmes e constantes..." (1 Co 15.58).
2)A onda do mar é momentânea - Nem sempre a onda do mar é revoltosa e agitada. Às vezes, ela se apresenta desta forma como já foi assinalado, depois, é bonança e quietude. Assim são os duvidosos: num momento crê, noutro, não. Sua vida é sempre vacilante, seus pensamentos são confusos e sempre age indecisamente por não tomar um rumo certo. "Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa" (Tg 1.7).
3)A onda do mar é conduzida pelo vento - O duvidoso nunca tem passo firme, porque deixa se iludir com a "monstruosidade" das circunstâncias da vida. Sua companheira é a insegurança, seu parente mais próximo é a perturbação de espírito porque sempre está atrelado aos dissabores da vida, levado de uma para outra parte pelo vento das incertezas; mas do que nunca devemos solidificar a nossa fé no ensino das Escrituras.
O espírito da dúvida tem conduzido muitos ao fracasso por não aprenderem a confiar em Deus no ato da oração bem como nas atrocidades do dia-a-dia. É necessário crer (Hb11.6), nunca esmorecer (Lc 18.1-7), do contrário, estaremos propenso a grandes e perigosas frustrações. Não podemos duvidar!