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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ah! Se o meu povo me ouvisse!

Salmos 81.9 "Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei. Ah, Israel, se me ouvisses!"

Sociedade conturbada, lares destroçados, homens com o aspecto moral degenerado, entre outros fatores que caracterizam a geração em que vivemos. Por que essas coisas nos sobreveem? Podemos reverter essa situação? Creio que sim. Não resta dúvidas. É possível mudar esse quadro; certo é que passos firmes nos proporcionarão uma nova identidade em vista desta situação tão deplorável.
Creio que a falta de atenção é uma das fortes razões dessa geração pós-moderna se apresentar em condições degradantes como estas. A sociedade é conturbada porque não há reciprocidade no que tange ao modo de agradar seus semelhanes com boas maneiras. No entanto, o que toma frente é o individualismo: cada um por si. Lares são destroçados porque mulher não recebe a devida atenção do marido e/ou vice-versa; dos filhos para com os pais ou destes para com seus filhos em virtude da falta de harmonia e de entendimento e por aí vai. Parece que as pessoas se esqueceram que a vida é uma constante semeadura. Esperam colher boas coisas das outras pessoas quando não as semeiam para elas. Seja no meio evangélico ou no secular, a história sempre se repete. Queremos atenção de outrem quando não a trasmitimos para alguém. Ora, o que se planta também se colhe. É notório que muitos ignorem isto.
É interessante vermos na Bíblia que o próprio Deus procura pela atenção do homem: "Ouve-me povo meu..." (Sl 81.9). O Senhor exortou a Seu povo Israel que lhe ouvisse quando eles apenas escutaram, ou seja, não deram toda a atenção para o Senhor, seu Deus, nem aplicaram seu coração a guardar os Seus mandamentos. Se a humanidade caótica, sofredora, ao mesmo tempo, pervertida e desprovida do temor de Deus, dirigisse a sua atenção para o Criador, reverenciando-O, não veríamos e nem ouviríamos de tantos agravos que ferem toda esta criação de Deus. Pela falta de atenção Eva cedeu-se a desobediência cobiçando do fruto proibido (Gn 3.1-6); haja vista a imprudência de Adão em não denunciar o erro de sua mulher. Desta forma, participou também do fruto (Gn 3.6) e sendo assim o primeiro casal, pela sua desatenção em relação a ordem direta do Senhor, perderam dEste a Sua atenção no que respeita a comunhão que tinham com Ele.
Sou daqueles que ainda crê que a falta de cuidado em observar as mínimas coisas pode nos levar a grandes tragédias. Enquanto o espírito do "não tem nada a ver" está se apossando da alma e da consciência de muita gente, vou me ocupar em ser atencioso no tocante aos ditames da Palavra de Deus. Será meu maior lucro. Se o povo israelita se voltasse ao Deus de seus pais e nEle permanecesse firme não conheceriam eles um Deus irado por ver os Seus servos procedendo loucamente. Vendo os descendentes de Abraão pecarem, indo após outros deuses estranhos, até imagino o Senhor contemplando-os e dizendo consigo mesmo: "Ah! Se o meu povo me ouvisse!". Não será esse também o brado do Eterno nos dias hodiernos? Todo mundo pede um pouco de atenção, cônjuges, filhos, amigos, etc. O Todo-Poderoso também requer atenção do homem para com Ele. Precisamos nos voltar ao "Pastor e Bispo das nossas almas" (1 Pe 2.25) e ouví-Lo na obediência da Sua Palavra, sim, dando a Ele a primazia de nossas vidas, ofertar o melhor que há em nós.
Mais atenção! É o que as pessoas pedem. É o clamor de um coração necessitado, de uma alma aflita, de um alguém solitário, enfim de todos quantos valorizam o bem comum, respeitam o próximo e que acima de tudo teme ao Senhor Criador dos Céus e da Terra.

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