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sábado, 26 de junho de 2010

Astro sim! Popstar não!

Mateus 5.14 "Vós sois a luz do mundo..."
Filipenses 2.15 "Para que sejais irreprensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo."


É tempo de vigilância! Se pudéssemos ver, com certeza contemplaríamos o Senhor da Igreja dando o brado de alerta a fim de que o Seu povo esteja apercebido dos péssimos fatores que vem acarretando as comunidades de fé. Podemos citar a apostasia, o acúmulo de doutrinas falsas, entre outros; homens presunçosos que distorcem a verdade do Evangelho trazendo aos ouvidos de muitos ensinos esposados com este mundo pecaminoso. Percebendo todas estas coisas, cabe acrescentar o que diz a Escritura: "Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem é sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda" (Ap 22.11).
Um outro fator evidente nas Igrejas Evangélicas é o testemunho de muitas pessoas que, ao subirem na vida, parecem se esquecerem de como não eram nada aos olhos da sociedade e de como o Senhor usou de misericórdia levantando-os do "pó" exaltando até diante daqueles que os injuriavam desacreditando no seu sucesso. No começo, reconhecem que que são a Luz neste mundo tenebroso e que replandecem como astros de Deus nesta terra em que vivemos. Porém, quando se tornam referência no meio evangélico, parece ignorarem o fato de que tudo o que temos é o Senhor quem dá e que tem poder para tirar. Deixam de serem astros para serem popstar's!
Quando somos luz, conforme o Senhor disse, estamos motrando ao mundo que a mudança de vida ocorrida em nós é uma demonstração da existência real do Criador e do Seu poder de transformar a vida do homem. Em outras palavras, tão certo como Deus é uma pura realidade, Ele é capaz de endireitar a vereda tortuosa do homem assim como tem feito a nós. E por isso o Senhor nos tem feito ícones na intuição de glorificar o Seu nome por intermédio de nossa vida transformada (Rm 6.4). Astros de Deus neste mundo envolto em trevas! É o que exatamente somos! Todavia, encontramos homens e mulheres que procuram se promover diante de multidões usando o dom que Deus lhe concede; e as coisa vão de mal a pior. Culto virou show, adorador virou cantor e pregador virou apresentador, exaltando mais a si mesmo do que aquEle que disse na Sua Palavra: "a minha glória pois não darei a outrem" (Is 42.8). Logo, o que vemos não é um genuíno testemunho de vida e sim um exibicionismo exagerado de talentos!
Quando José foi posto por Faraó como Governador de toda a terra do Egito, perante os olhos de todos os que ali estavam Faraó o exaltou dizendo: "tu estarás sobre toda a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu" (Gn 41.40). Apesar da tão grande autoridade e do elevado cargo confiado àquele jovem hebreu, diz a Bíblia que o rei da nação egípcia "o fez assentar no segundo carro que tinha" (Gn 41.43). Por quê? Porque o primeiro carro era do rei. Podemos obter toda a popularidade possível, todo o prestígio dos que nos admiram, mas, o primeiro carro é do Rei!!! A glória maior é dEle! Ele é a razão e o centro de tudo (Rm 11.36). Somos a luz do mundo porque aquEle que é a Luz inextinguível habita dentro do nosso ser! Somos astros resplandecentes porque o Senhor nos tirou do garimpo do pecado fazendo-nos reluzir com o óleo da Sua graça e com o poder da Sua Palavra.
Segundo a Escritura, tudo o que pedirmos a Deus em oração, Ele nos concederá (Jo 14.13), tudo. Porém a glória não! Pertence somente a Ele! Unicamente a Ele! Bem-aventurados são os que reconhecem isto. Lembremo-nos: astros sim! Popstar jamais!

A importância de se calar, a prudência no ouvir e a sabedoria no falar

rEclesiastes 3.7 "... tempo de estar calado, e tempo de falar..."
Mateus 12.37 "Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado"


Quando o Senhor Jesus exortou os Seus díscípulos à vigilância (Mt 26.41) é certo afirmar que tal admoestação se aplica em todos os sentidos da vida cristã. E um deles é o uso refreado da língua. Se todos nós fôssemos prudentes quanto ao uso deste pequeno orgão, não haveria tanto desentendimento, escândalo e intriga no meio do povo de Deus. Enquanto as almas, lá fora, nos bares, nos prostíbulos, nas drogas, vão se perdendo, nós, servos do Deus Altíssimo, nos envolvemos inutilmnte com "picuinhas" que redundam em nada a não ser para gerar confusão, ódio e tantas outras coisas que faz a Igreja caminhar em sentido retrógrado, quando deveria progredir na unidade da fé, na obediência da Palavra e na evangelização dos perdidos.
Vigiamos em muitas coisas em determinadas circunstâncias; no entanto, quando o assunto é vigiar nas palavras, titubeamos intensamente sem que nós venhamos perceber. Com muita sabedoria o escritor do livro de Eclesiastes ressaltou: "tempo de estar calado"; como discernir esse tempo na nossa vida? A própria necessidade, gerada pelas vicissitudes da vida, nos fará saber. Se Sansão soubesse viver esse tempo, certamente subsistiria diante dos seus inimigos, mormente diante de Dalila, a qual, usou de astúcia para descobrir em que consistia sua grande força. Entretanto, sem escrúpulo algum, o "pequeno sol", no abrir de sua boca, cedeu-se aos desejos de uma mulher declarando-lhe o segredo. Sem que ele mesmo o quisesse, assinalou o seu próprio fracasso: por ele querer o que o Senhor não lhe deu (Dalila) perdeu aquilo que o Senhor lhe deu (sua grande força)!
É tão fácil expor a outros nossas razões e opiniões, expressar nossos sentimentos e exigirmos que as pessoas nos ouçam. E nós? Que atitude será a nossa se alguém pedir a nossa atenção? Seremos prudentes ao ouví-lo? Podemos ir mais longe: quando pessoas proferem palavras ofensivas nada agradáveis aos nossos ouvidos. Quando dizem a nós o que não desejamos ouvir, qual a nossa reação? Foi o grande erro de Israel: por não ter dado ouvidos aos preceitos do Deus de seus pais, sofreu duramente o castigo do Todo-Poderoso. Não obstante, ainda assim o Senhor recobrava isto do Seu povo: "Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei. Ah! Israel se me ouvisses!" (Sl 81.8). Às vezes esquecemos que umas das grandes virtudes do cristianismo é a prudência no ouvir. Somos cristãos em muitas coisas, menos nisso! Fazemos grandes coisas e nos esquecemos das mínimas, aparentemente insignificantes mas que nos levam a grandes resultados. Prontidão para ouvir (Tg 1.19), fator que deve ser essencial na vida cristã.
"Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia" (Tg 3.5) é a comparação usada por Tiago com o intuito de falar acerca do tropeço na palavra. O descuido na palavra pode se tornar pecado e até prejudicial à nossa vida espiritual com Deus e ao nosso bom convívio que temos com quem está ao nosso redor. Com palavras abençoamos, amaldiçoamos, bendizemos, maldizemos, incentivamos, desanimamos, motivamos, desmotivamos, enfim, tudo de bom ou de ruim pode proceder da boca do homem. Por uma palavra dita descuidadosamente, ferimos nosso irmão na fé; quantos que vivem afastados dos caminhos do Senhor por nossa culpa! Sim, por causa de palavras ferinas proferidas sem nenhum objetivo e sem nenhum propósito. Jesus disse: "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo" (Mt 12.36). Sejamos vigilantes e sábios a fim de que não venhamos ferir a índole e a boa fé de muitos que percorrem o mesmo caminho creêm na mesma Bíblia e adoram ao mesmo Deus. Em suma: só tem competência pra falar quem possui a humildade de saber ouvir evitando que, por suas próprias palavras, não caiam na perdição (Mt 12.37).
Há quem pense que o tropeçar nas mínimas coisas não traz consequência nenhuma. Quão enganados estão os que pensam desta forma!!! Convém que venhamos crescer na fé e adquirir maturidade espiritual mediante as Escrituras; para que sejamos vencedores em tudo por Jesus Cristo, nosso Senhor.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma entrega sem reservas

Salmos 37.5 "Entrega o teu caminho ao Senhor..."

Estamos vivendo tempos em que, se Deus não tiver misericórdia, a autêntica pregação do Evangelho desaparecerá dos púlpitos das nossas igrejas e o povo desejará ouvir algo que lhe agrade e que não condene suas práticas pecaminosas. Na verdade, isto já está acontecendo. A situação espiritual de muitos crentes se torna cada vez mais degradante. Como água entrando num barco aumentando o risco de um perigoso náufrago é a iniquidade entrando na igreja fazendo-a submergir aos poucos. Que o Senhor tenha compaixão do Seu povo! Ouvimos muitas pregações alusivas ao versículo exposto acima. Pregam muito nas palavras "confia nEle, e Ele tudo fará" e praticamente nada do que diz: "Entrega o teu caminho ao Senhor"; este, portanto, é o cerne da nossa meditação.
Nossas orações parecem até egoístas sempre que nos inclinamos a tal prática com determinados objetivos. Mais petição do que adoração! Mais clamor do que gratidão! Sendo assim, o que Deus espera mais recebe menos! É fácil se lembrar dos direitos. E dos deveres? É fácil se lembrar da promessa ("E Ele tudo fará") e da santa exigência que Ele faz a nós ("Entrega o teu caminho ao Senhor")? Entregar o nosso caminho ao Senhor não é somente colocarmos um mundaréu de problemas diante do altar de Deus e pronto. É muito mais do que isto. Quando falamos em "caminho" estamos aludindo a um "percurso pelo qual andamos". Seu significado é ainda mais profundo quando o Salmista Davi diz: "Entrega o teu caminho..."; De acordo, entregar o nosso caminho ao Senhor:

1) É realçar a soberania divina acima dos nossos interesses - Somente um cristão com um coração de servo demonstrará tamanha disposição. É tolice de muitos que, por jejuarem e orarem bastante e lerem muito a Bíblia, acham que Deus tem a obrigação de conceder tudo o que Lhe pedem em oração. Se consideram capazes de exigir do Senhor alguma coisa. Que meninice! Deus é soberano em Suas decisões, não faz nada por obrigação e sim por opção. Faz o que quer, quando quer e na hora que quer; e quem é o homem para questioná-Lo (Dn 4.35)? Soberano como Ele é, não deve coisa alguma a ninguém (Jó 41.11; Rm 11.35). Entregar o nosso caminho ao Senhor é deixar que vontade dEle impere em nossas vidas e em nossos planos.

2) É deixar Ele direcionar os nossos passos - exitem momentos na vida em que nos cansamos de tentar da nossa própria maneira. Desejamos vencer na vida por meio de nossos próprios métodos e, no entanto, somente frustrações. Aplicamos nossos esforços físicos e intelectuais, entretanto, só fracasso. Todas estas coisas visam contribuir para o nosso desânimo. Entregar o nosso caminho ao Senhor é deixar Ele assumir o volante da vida. É pedir que Ele ocupe o primeiro lugar em todas as áreas do nosso ser; é viver na certeza de que Ele está na direção e no controle de tudo; é submeter-se ao Seu senhorio deixando-nos, por Ele, sermos conduzidos para onde bem parecer aos Seus olhos. Entreguemos a Deus o nosso caminho!
Deus está à procura de cristãos com o coração de um verdadeiro servo! Pronto a serví-Lo em esperar algo em troca; que estabeleçaa vontade soberana do Deus Altíssimo como o ônus da sua vida. Enfim, que se entregue àquEle cujos pensamentos são mais altos que os nossos pensamentos e Seus caminhos mais elevados que os nossos caminhos. Uma entrega sem reservas!

A Igreja impoluta e a Igreja opulenta

É importante observarmos nos evangelhos as palavras de Jesus no que respeita à Sua Igreja, sofrimentos, perseguições que ela sofreria bem como a vulnerabilidade de muitos ao pecado. O Senhor Jesus falou da porta estreita e também da larga (Mt 7.13,14), falou dos que edificam a casa sobre a rocha (Mt 7.25) e sobre a areia (Mt 7.26), da parábola do trigo e do joio (Mt 13.24-30), outrossim, falou do reino de glória que aguardam os justos bem como da condenação eterna destinada aos injustos (Mt 24.31-46); enfim, Jesus falou de duas igrejas: a impoluta e a opulenta.
A Igreja impoluta é aquela que agrada a Deus. Ela não aceita o pecado a nada relativo a ele; antes, se ocupa na Palavra de Deus no afã de obedecê-Lo irrestritamente. Ela é qual barco em auto-mar: o barco está nas águas, mas, as águas não estão no barco. Assim é a igreja que agrada ao seu amado, ela está no mundo, mas, o mundo não está nela. Ela anda neste mundo e não segundo as sua vãs filosofias, pois ela conserva "as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tm 6.3). Por isso, Cristo a considera impoluta, porque ela é vigilante e se guarda das fortes poluições de iniquidade e de mundanismo que podem afetar a sua estrutura espiritual. A igreja impoluta é santa, anda na retidão, é fervorosa na oração, é perseverante na tribulação e cheia de boas obras; repudia o mundo de pecados, mas, evangeliza o mundo das almas perdidas. Deus possa preservá-la sempre assim!
A Igreja opulenta é aquela que aborrece a Deus. Os cristãos em Laodicéia são este exemplo. Acerca destes, Jesus falou: "Vomitar-te-ei da minha boca" (Ap3.16). A Igreja opulenta é soberba, presunçosa e jactanciosa. Desprovida de fervor espiritual, considera-se autodependente: "De nada tenho falta" (Ap 3.17), não sabendo que sua ruína está prestes a vir. A tal igreja a que nos referimos prioriza seus interesses desdenhando a vontade de Deus. Se acha rica e poderosa sendo que, aos olhos do Senhor, é pobre, falida e desnutrida espiritualmente. É exatamente o que vemos hoje: igrejas cujos líderes eclesiásticos perderam o bom senso cristão e seus membros não possuem mais um compromisso sério com Cristo e com Sua Palavra. Pessoas que se preocupam com tudo o que está à sua volta, consigo mesmo e com seus afazeres e deixando as coisas de Deus em último plano.
De qual dessas igrejas fazemos parte? Da impoluta ou da opulenta? Da que vai contemplar Cristo subindo aos céus ou da que vai ver o Anticristo ficando na grande tribulação? Da que é piedosa como Simeão (Lc 2.25) ou traidora como Judas (Mt 26.14-26)? Ainda é tempo de decisão! Sim, de recorrer ao Senhor pedindo-Lhe misericórdia, poder e graça! Portanto, sejamos impolutos! E nunca opulentos!

Dinheiro: Um ótimo servo, um péssimo senhor

1 Timóteo 6.10 "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males..."


É de se estranhar que o apóstolo Paulo empregasse a palavra "amor" relacionando-a com o dinheiro. Entretanto, é louvável o seu significado. Sua realidade é abrangente. Ao nosso redor podemos encontrar pessoas que colocam o dinheiro como a razão de tudo. Obcecados, encegueirados e até "doentes", se esquecem que a vida, o maior patrimônio que Deus deu a nós, é muito mais que aquilo que o dinheiro nos proporciona. Valorizam tudo na vida, menos a própria vida.
O dinheiro e a sua hegemonia no coração do ser humano, este e a sua busca pelo seu próprio bem-estar aplicando seus propósitos e suas idéias no uso demasiado de seus valores financeiros. É normal esta triste realidade no cotidiano, o que é anormal é a maneira como o homem se deixa ser levado pela extrema loucura de enaltecer o financeirismo acima da própria vida. Logo, saúde, bem-estar da família e com a família caem no esquecimento. Quantas pessoas envenenadas por esse louco desejo? Em nome da própria loucura acredita alcançar a paz e a felicidade acumulando para si dinheiro em demasia. E, no entanto, nada como esperava! A falta de paz e a infelicidade ainda ocupam a alma do homem, ainda insatisfeito com o que vê e com o que sente!
Escravizado pelo dinheiro, Judas externou a sua infidelidade traindo o seu Mestre entregando-O às autoridades judaicas (Mt 26.14-16). Possuído pela vã confiança, Simão, o mágico, patenteou seu sentimento anticristão oferecendo dinheiro aos apóstolos Pedro e João, pois, cuidava que receberia o dom do Espírito Santo por meio de dinheiro (At 8.19-24); por que não mencionar o exemplo de Ananias e Safira, os quais, movidos pela ganância, mentiram para o ungido do Senhor tomando para si todo o dinheiro que adquiriram da venda (At 5. 1-11). E tantos outros casos que nos serve de aviso a fim que, com toda a prudência e vigilância, evitemos cair neste horrendo laço de satanás.
O apóstolo Paulo nos adverte do perigo de amar o dinheiro; possivelmente ele tinha conhecimento das sábias palavras do rei Salomão: "O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro..." (Ec 5.10). Como é lamentável que muitos homens coloquem-no como "deus" sobre sua vida e sobre o que tem! Por mais que obtenham bens, sempre será um escravo da infelicidade e ainda continuará com um enorme vácuo no seu coração não crendo na realidade majestosa e infinita da presença de Deus, a Qual, completa a nossa vida preenchendo vazio que o dinheiro nunca poderá preencher.
Que o dinheiro seja sempre servo e nunca senhor, dominado e nunca dominador, pois, enquanto muitos se perdem vivendo o oposto dessas coisas, vigiemos olhando por nós para não cairmos e olhando para Jesus (Hb 12.2), de Quem recebemos força para estarmos sempre diante dEle.

domingo, 6 de junho de 2010

Avivamento à Luz da Bíblia

Tendo em vista a falta de manuseio da Palavra de Deus e a má interpretação dos seus ensinos, é notório que muitas comunidades cristãs possuam uma definição incorreta do que é avivamento. É lamentável que muitos pastores, por falta de um alicerce doutrinário bastante construtivo e embasado nas Escrituras, ensinem de forma errada em que consiste um poderoso avivamento da parte de Deus no solo improdutivo dos corações, necessitados da ardente graça divinal. Há quem interprete avivamento como sendo o falar em línguas, pular ou coisa do gênero. Isto são evidências da presença do Espírito Santo no meio dos que Lhe adoram. Avivamento é muito mais do que isto.
Ser pentecostal, às vezes, nem sempre quer dizer uma pessoa avivada. Uma coisa é sentir a presença de Deus, outra é viver a presença dEle em todo o tempo. Afinal de contas, quando falamos nesta palavra nos referimos a uma mudança permanente que ocorre na vida do ser humano, e não a uma sensação de alegria que só dura alguns momentos. E é exatamente o que vemos: dentro da igreja, uma extrema expressão de santidade e de fervor, fora dela, a mesmice parece tomar de conta. Que me perdoem os que se julgam crentes avivados ou até pregadores "avivalistas", mas, a Igreja Evangélica no Brasil ainda não experimentou um poderoso avivamento como nos tempos de Charles Grandson Finney, Charles Hadon Spurgeon, Jhonatan Goforth, Dwight Liman Moody, entre outros. Os pregadores que ouvimos parecem até oradores profissionais, e suas mensagens floreadas de palavras bonitas sendo que a unção está passando bem longe! Se avivamento é questão de vida transformada, então, é disso que necessitamos! Mais do que nunca!
Segundo a Bíblia o avivamento é marcado por três grandes manifestações na vida do ser humano:

1) Convicção de pecado: E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: que faremos, varões irmãos? (At 2.37) - Ouvindo a fervorosa pregação apóstolica, sentiram seus ouvintes profundo pesar de seus pecados ("compungiram-se") prontificando suas vidas ao Cristo ressurreto. Notemos que Pedro nem fez o apelo à salvação como é comum hoje, pelo contrário, os judeus que tiveram a iniciativa própria de se interessarem pela salvação e pelo Salvador.

2) Profundo despertamento espiritual: ... e no duodécimo ano começou a purificar a Judá e a Jerusalém, dos altos, e dos bosques, e das imagens de escultura e de fundição (2 Cr 34.3) - Este versículo refere-se ao Rei Josias. Neste trecho bíblico entendemos que despertamento espiritual é a convicção de pecado na prática. Mas que convicção, uma ação! Ao ver a penúria espiritual em que se encontrava a nação eleita, Josias se sente movido a tomar medidas drásticas a fim de amenizar essa situação. Podemos resumir o exposto nas sábias palavras de Salomão: O que encobre as suas trangressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia (Pv 28.13).

3) Desejo ardente de buscar a Deus: ... começou a buscar o Deus de Davi, seu pai... ( 2 Cr 34.3) - Tomando novamente o Rei Josias como exemplo, podemos perceber o significado real da palavra "começou". O despertamento que ganhou terreno no coração deste pidedoso rei motivou-o a buscar o Deus de seus pais. O verbo "começou" nos faz entender que Josias comprometeu a sua vida a obedecer ao Eterno vivendo de forma alinhada com os Seus propósitos. Buscar a Deus é mais do que a prática da oração; é dispôr sua vida a agradá-Lo com suas atitudes e com suas maneiras: Bendize, ó minha alma ao Senhor, e TUDO O QUE HÁ EM MIM bendiga o Seu santo nome (Sl 103.1).

A Igreja de Cristo no Brasil necessita desse avivamento. Mas do que uma alegria momentânea, uma transformação constante! Mais do que barulhos que não resultam em nada, uma evidência de piedade, temor e abnegação para com Deus diante dos homens. A chama do avivamento para incendiar o mundo é preciso, primeiro, se apoderar da igreja, porque ela é o megafone de Deus para este mundo surdo pelo pecado.