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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Casa de Deus... Igreja do Deus vivo - 1 Timóteo 3.15

O capítulo 3 da primeira carta de Paulo a Timóteo contém sérias recomendações no que diz respeito ao procedimento do obreiro a fim de ele "saiba como convém andar na Casa de Deus". Ao lermos "como convém" entendemos a seriedade  e o temor que deve haver na alma do cristão quando se trata de estar na casa do Senhor. A Escritura Sagrada contém regras essenciais acerca da nossa reverência ao adentrarmos no Santuário. Um exemplo claro na Bíblia é quando o salmista diz: "Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória" (Sl 26.8). O amor pelo santuário envolve uma adequação à santidade de Deus. Esse amor pelo santuário é mais que sentimento, é prática. Esse amor nos levará a um "constrangimento" de andarmos "como convém" na Casa de Deus. 

Afinal, o que é a Casa de Deus? É o lugar onde o Senhor revela a Sua vontade como a máxima de todos os que Lhe servem. Além do mais, é a casa "de Deus", ou seja, o lugar onde a presença soberana do Senhor tem prioridade absoluta em tudo. Como é lamentável encontrarmos muitos lugares que tem deixado de ser uma verdadeira "casa de Deus"! Mundanismo em lugar de santidade, vaidade no lugar da simplicidade, egoísmo em lugar do temor a Deus, secularismo no lugar da verdadeira vida de fé em Deus. Há quem pense que "viver pela fé" é largar tudo para "fazer a obra de Deus". Viver pela fé vai além do que uma loucura precipitada de abandonar tudo por amor ao chamado. Diz a Escritura: "O justo viverá pela fé" (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38), ou seja, honrar a Deus em um mundo alienado da sua santidade. Para esta realidade acontecer lá fora aonde os pecadores estão, é necessário primeiro DENTRO da casa de Deus, fator este que não existe mais em muitas Igrejas denominadas evangélicas que dizem cultuar a Deus misturando o santo com o profano. Que diferença! Que aberração! 

O que é a Casa de Deus? É o lugar onde a reverência ao Pai, o Senhor da casa, deve o primado maior de todos os que Lhe servem com inteireza de coração. Há quem pense que cultuar a Deus é apenas cantar um hino de louvor, no púlpito, depois se assentar no seu lugar. O apóstolo Paulo fala do "culto racional" (Rm 12.1). Racional é algo referente à razão, raciocínio. O culto deve partir do entendimento que de nossa parte tem de haver uma total entrega para estarmos em conformidade com a Sua vontade. Outrossim, é o lugar onde o Senhor Deus, por meio dos Seus Ministros, educa os Seus filhos na verdadeira espiritualidade, moralidade e consagração a Ele de modo a nos conduzirmos fielmente neste mundo de pecados. 

A Casa de Deus, segundo Paulo, "é a Igreja do Deus vivo". O assunto ganha profundidade maior, Quem é a "Igreja do Deus vivo"? É o povo chamado por Deus à salvação, que aprecia a eleição divina através da obediência irrestrita à Palavra de Deus, isto é, ser salvo e andar dignamente como crente salvo (ver Rm 6.4-13). Também, é uma assembleia santa, formada por pessoas vivificadas pelo poder do Espírito Santo, testemunhando do poder transformador de Deus através de suas vidas transformadas levando os pecadores a sentirem a mesma necessidade de transformação. A Igreja do Deus vivo é o ajuntamento dos redimidos cuja primazia é a ação vivificadora e santificadora do Espírito Santo; do contrário, será uma Igreja morta, sem escrúpulo pelo genuíno Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. 

Aonde o Espírito do Deus vivo perde a primazia a contenda, a carnalidade e a insensibilidade espiritual permeia tudo. Segundo diz o apóstolo Paulo, somos "coluna e firmeza da verdade", em outras palavras, o fundamento da verdade onde o pecador possa encontrar apoio apegando-se a ela, deixando para trás toda a vida de pecados. 

Oremos para que haja a atuação do Espírito em nossas  igrejas; que o frio volte a ser quente  e o morno assuma a posição de uma vida fervorosa no Espírito diante de Deus.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Mundo dos seres humanos

Com a desobediência de nosso pai Adão, "o pecado entrou no mundo" (Rm 5.12), e com isso escravizou a humanidade destituindo-a da glória de Deus (Rm 3.23). Um dos significados da palavra pecado é "errar o alvo", "desviar-se do rumo", segundo os grandes eruditos da Bíblia. E é esta a realidade nua e crua diante de nossos olhos: o homem realmente errou o alvo, conforme indica a Palavra de Deus. 


1. Em Gênesis 3 temos o relato que mostra como o pecado se introduziu no mundo. Ainda no mesmo capítulo, o autor sagrado narra a expulsão do primeiro casal do jardim do Éden. Aqui, temos o homem errando o alvo da vontade de Deus no sentido de adorá-Lo e reverenciá-Lo em sua vida, caindo nas ludibriosas palavras da Serpente Maligna: "E sereis como Deus" (Gn 3.3-5). Notemos que este era o mesmo intento do diabo antes de ser expulso do Céu (Is 14.12-14). 

2. Ainda no mesmo livro, temos registrado o primeiro homicídio (Gn 4.8). Caim mata o seu irmão Abel; isso mostra que o homem errou o alvo do projeto familiar, elaborado por Deus ao homem (Sl 128). Aonde deveria haver amor, união e um verdadeiro ambiente de paz permeando o ambiente familiar houve inveja que nutriu o ódio no coração de Caim. O homem então errou o alvo, desviou-se do rumo do plano de Deus em relação à família. 

3. Mais a frente, o capítulo 6 narra a maldade, a corrupção e a violência predominando no coração dos homens fazendo estes se afastarem cada vez mais do seu Criador. O homem errou o alvo da verdadeira justiça, indo na contramão da vontade do Deus Criador de todas as coisas (ver Ef 4.24).

Feito isto, estes e outros itens assinalados na Bíblia mostram a triste realidade que caracteriza o mundo dos seres humanos. Pecado e mais pecado, prazeres ilícitos, vícios desenfreados, homens obstinados, amantes da violência, da crueldade e de tantos outros absurdos que credenciam a humanidade perdida, cada vez mais afogada na incredulidade. 

Estamos no mundo onde vemos todo tipo de maldade e todo tipo de pessoa inclinada ao erro; homens adulterando, casais se separando por motivos banais além da conta, filhos contra pais e vice-versa, roubos, sem se falar num conceito mundano que liberdade é "fazer tudo o que quiser, inclusive cometer erros dos mais absurdos possíveis". Isto é escravidão! A Escritura Sagrada diz que "o aguilhão da morte é o pecado" (1 Co 15.56). Infelizmente, é isto que vemos: a humanidade golpeada pelo aguilhão da morte, chamado pecado. Caminha rumo à perdição, à morte eterna por preferir o pecado ao invés de aceitar o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). 

Este é o mundo dos seres humanos: nele, o honesto é taxado de idiota e o enganador é reconhecido como homem de virtude, a quem lhe rendem aplausos e elogios. Neste mundo, quem é amigo do bem é alvo de chacota, o crente lavado e redimido no sangue do Senhor Jesus, comprometido com a verdade, se contrapondo aos ditames do mundo, é tido como louco, antiquado e altamente ultrapassado. por não se conformar com este mundo corrupto que vive em pleno descompasso com aquilo que Deus projetou ainda antes da criação. Como notas musicais em desarmonia produzindo um som desagradável, assim é o homem trilhando desordenadamente por caminhos tortuosos, desagradando a Deus, quando poderia Lhe dar perfeito louvor.

É este o mundo que Deus amou "de tal maneira" (Jo 3.16) com o propósito de redimir, salvar e restaurar àquilo, para o qual, o Senhor designou. Este é o mundo no qual a Igreja deve estar empenhada no tocante à evangelização (Mc 16.15). Este é o mundo que jaz em trevas, sem conhecer a radiosa luz do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo capaz de brilhar nos corações obscurecidos manifestando-lhes a realidade das coisas terrenas em contraste com as dádivas eternas, a realidade do pecado em contraste com a excelência da glória de Deus. 

Que seja constante a nossa oração a Deus: "Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como céu" (Mt 6.10).