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sábado, 15 de março de 2014

NÃO EXTINGAIS O ESPÍRITO - 1 Tessalonicenses 5.19

Na Versão Atualizada, lemos: Não apagueis o Espírito; a relação de um cristão com a terceira Pessoa da Trindade requer mais do que uma simples consideração, uma seríssima devoção à Sua Pessoa, visto que Ele é Deus (At 5.3,4). 
As recomendações bíblicas no que tange ao nosso procedimento com o Espírito Santo são latentes e , portanto, reforça a nossa reverência e consagração a Ele; as Escrituras nos admoestam a não blasfemar contra Ele (Mt 12.32), a não entristecê-Lo (Ef 4.30), a não mentir para Ele (At 5.3), enfim, qualquer atitude que evidencie negligência contra o Espírito de Deus comprometerá a nossa salvação, pois, o apóstolo Paulo diz que com Ele fomos selados para o Dia da redenção (Ef 4.30). 
Rejeitar a operação do Espírito Santo constitui-se pecado de blasfêmia no mais alto grau. Vejamos as razões que corroboram misto: 

1) Rejeitar a Pessoa e obra do Espírito Santo é invalidar a autenticidade das Escrituras - O apóstolo Paulo diz: TODA Escritura divinamente inspirada... (2 Tm 3.16). Pedro confirma isto dizendo que os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). Logo, não se trata de algo peculiar da parte dos que escreveram (2 Pe 1.20), mas de uma coisa que tem origem em Deus por meio do Seu Espírito. Qualquer escrito religioso ou filosófico não teria tanta eficácia estando sob a égide do pensamento humano; mas, se a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4.12), tal obra deve ser creditada ao Espírito Santo que inspirou homens falhos a realizar este grande empreendimento que permanece firme ante o destrutível edifício da sabedoria humana. 

2) Rejeitar a Pessoa e obra do Espírito Santo é negar o relato bíblico da criação - Na gênese da criação, encontramos o Espírito Santo em plena atividade (Gn 1.2). No livro dos Salmos, lemos: Pela Palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua bocai (Sl 33.6); Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra (Sl 104.30). Ao ver o homem inebriado na maldade do seu coração, disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos (Gn 6.3). O mesmo Espírito que participou da criação de todas as coisas, também desejava ser participante da realidade humana, encontrando como barreira o pecado, desde o ato desobediente de nossos primeiros pais, acoplado na natureza humana (Rm 3.23; 5.12). A suma do que temos dito, negar a Pessoa do Espírito Santo é negar a obra da criação divina. 

3) Rejeitar a Pessoa e obra do Espírito Santo é desdenhar a Pessoa do Filho de Deus - A vida e o ministério de nosso Senhor Jesus Cristo teve intrínseca ligação com o Espírito Santo. A sua concepção virginal no ventre de Maria foi obra do Espírito Santo (Mt 1.18-20; Lc 1.35); batizado no rio Jordão, o Espírito Santo desceu sobre Ele (Mt 3.16); estava com Jesus na tentação no deserto (Mt 4.1) e no cumprimento do Seu ministério terreno (Lc 4.14; At 10.38).Reconhecendo a Unidade na Trindade, devemos levar à sério estes parâmetros bíblico-teológicos. 

4) Rejeitar a Pessoa e obra do Espírito Santo é ignorar a ressurreição de Cristo - A Escritura Sagrada fala do Espírito que dos mortos ressuscitou a Jesus (Rm 8.11). A ressurreição de Cristo dentre os mortos constitui-se uma verdade inabalável sobre a qual a Igreja descansa. Por ela, cristãos perderam suas vidas sem, ao menos, esmorecerem diante dos castigo mais cruel e do martírio mais doloroso. Na defesa da verdade, podemos julgar isso uma morte honrosa, pois, se Cristo não ressuscitou, logo é a vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé... e também os que dormiram em Cristo estão perdidos (1 Co 15. 14,18). O Espírito Santo que, dos mortos trouxe a Jesus em corpo glorificado, é o mesmo que nos fortalece com esta verdade irrevogável. 

5) Rejeitar a Pessoa e obra do Espírito Santo é ignorar a a eficácia do Ministério da Igreja - Sem o Espírito Santo, a Igreja nunca obterá bom êxito na sua atuação evangelística e discipuladora (At 1.8). Como fazer uso dos dons sem o Espírito Santo (1 Co 12.1-11)? Como orar se Ele não ajudar-nos nas nossas fraquezas (Rm 8.26,27)? Como prosseguir sem Sua presença consoladora (Jo 14.16,17)? Como desfrutar dos mistérios de Deus sem Ele (1 Co 2.9-13)? Assim, afirmamos indubitavelmente que o alimento é para o corpo o que o Espírito Santo é para a Igreja: indispensável!

6) Rejeitar a Pessoa e Obra do Espírito Santo é não fazer caso do arrebatamento da Igreja - O Espírito Santo é chamado na Escritura Sagrada de "o penhor da nossa herança" (Ef 1.13,14), ou seja, a garantia das benesses divinas reservadas na era vindoura para aqueles que mantiverem sua fé em Cristo quando Este vier segunda vez "aos que O esperam para a salvação" plena e completa (Hb 9.28). Com Ele prosseguimos a carreira da fé, nEle oramos (Ef 6.18; Jd 20) e com Ele subiremos para as alturas ao encontro do grande Deus por Quem nossa alma anela (Ap 22.17). Aleluia!

Não sejamos como os israelitas no passado, que "sempre" resistiram ao Espírito Santo (At 7.51). Mas que sejamos sensíveis à  Sua doce presença, uma vez que somos o templo da Sua habitação (1 Co 3.16).

COMO DIZ A ESCRITURA

Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre - João 7.38

Afinal de contas, a que se referiu o Senhor Jesus ao dizer: "Como diz a Escritura"? Para que cresse nEle ou que um fluído de águas brotasse de quem O cresse? Bom, para respondermos a esta pergunta convém analisarmos, à luz da Sã Doutrina, as muitas referências bíblicas alusivas à água com suas devidas aplicações teológicas. 
Quando o Senhor Jesus falou acerca da água viva, isso disse Ele do Espírito que havia de receber os que nEle cressem (Jo 7.39). E é perfeitamente óbvio começarmos pelo livro do Gênesis onde o Espírito Santo encontra-Se relacionado com a água (Gn 1.2); outrossim, lemos no livro dos Salmos: Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo (Sl 46.4). O que vem a ser esse rio? Que correntes são essas? Entre muitas simbologias referente ao rio, pode-se destacar, neste contexto, a graça divina por meio da operação do Espírito Santo (Is 44.3), a qual, libera corrente de bençãos, tanto materiais como espirituais cuja fonte é o Senhor Jesus Cristo. 
Não para por aí. Em Ezequiel 47 lemos a respeito do ribeiro de águas tipificando purificação e vida espiritual abundante. Associando essas e outras passagens bíblicas a referência em apreço: "rios de água viva correrão do seu ventre, entendemos esta afirmação como resultado da fé genuína em Cristo e que a frase "como diz a Escritura" fala do crer no Filho de Deus. Em outras palavras, se crermos no Senhor Jesus de acordo com o testemunho das Escrituras a Seu respeito, gozaremos de vida plena no Espírito, simbolizado aqui pelo rio de águas vivas. 
A Escritura a que se referiu o Senhor Jesus é, certamente, o que chamamos de Antigo Testamento. A frase "como diz a Escritura" é, sem dúvida, uma exaltação a fidedignidade dos escritos vetero-testamentários, visto como Jesus fazia menção dela várias vezes (Mt 11.10; 12.1-4,39-42; 13.14; 21.15,16,42; 22.29-32; Mc 7.13; 14.49; Lc 24.44; Jo 5.39); também os apóstolos não fugiram a essa regra (At 1.15,16,20; 2.14-17,24-27; Rm 15.4; Gl 3.8; 1 Tm 5.18; Tg 2.23; 4.5,6; 1 Pe 2.6; 2.20,21; 1 Jo 3.12; Jd 5,7,11). Somos intimados a cremos no Filho de Deus conforme revelação criteriosa e inspirada da Escritura Sagrada. "Como diz a Escritura" significa dizer a inaceitabilidade de qualquer outra fonte literária a despeito da segunda Pessoa da Trindade em pleno descompasso com a santa Palavra de Deus, isto é, a verdadeira fé na verdadeira Palavra inspirada pelo verdadeiro Deus levando-nos às verdadeiras riquezas divinais em Cristo Jesus! 
A idéia contida aqui é que a fé genuína em Deus não se dissocia da doutrina bíblica, mas, ambas estão ligadas uma a outra. A Bíblia Sagrada contém uma descrição de Deus e dos aspectos do Seu caráter; a História simplesmente se prostra diante de tamanha incontestabilidade e o cristão redimido crê experimentalmente no testemunho do Senhor Jesus Cristo radicado na Palavra de Deus. Entendemos o crer, aqui,como de forma absoluta, ou seja, sem titubear quanto a veracidade do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

1) Na Escritura, Cristo é a semente da mulher (Gn 3.15) - Tanto ao primeiro casal como aos patriarcas, Deus falou acerca de uma semente (Gn 12.1-3; 26.1-4; 28.10-14). Semente esta, pela qual, todas as nações da terra seriam benditas. No Novo Testamento, Jesus comparou a Palavra de Deus a uma semente que, plantada em boa terra, frutifica abundantemente (Lc 8.11,15). Quando cremos em Cristo como a semente viva, a Palavra viva, recebemos no solo do nosso coração a presença refrigeradora do Espírito Santo que fluirá dentro de nós, tornando-nos férteis para o Reino de Deus; a semente veio para ser semeada e o Espírito Santo, qual água viva, para ser derramado sobre todo aquele que crê em Cristo "como diz a Escritura". 

2) Na Escritura, Cristo é o Pastor por excelência - Várias referências no Antigo Testamento dão corpo a esta verdade, no entanto, nos valeremos de uma: E levantarei sobre elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as há de apascentar; ele lhes servirá de pastor (Ez 34.23). A referência a Davi é uma alusão profética a Jesus Cristo. No Salmo 23, o pastor é aquEle que,com desvelo, conduz as suas ovelhas "as aguas tranquilas" (Sl 23.2). Crer em Cristo, "como diz a Escritura" leva-nos a uma vida de omunhão com o Espírito Santo, experimentando do Seu poder consolador. 

3) Na Escritura, Cristo é o Servo-sofredor (Is 53) - Acerca do sofrimento do Messias,o profeta Isaías assim vaticinou: Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca... (Is 53.2). Jesus Cristo foi a raiz em plena sequidão de ignorância e incredulidade por parte de Seu povo (Jo 1.11). A terra seca é Israel e Jesus foi a raiz que sofreu a aridez da alta religiosidade dos descendentes de Abraão ao desejarem que O fosse crucificado (Jo 19.4-7). A terra arenosa do insano e do mórbido desejo de apagar a memória do seu Messias induziu o povo judeu a crucificarem o Salvador do mundo. Glória a Deus nas alturas, Ele ressuscitou! AquEle que é a raiz de Davi (Ap 22.16; ver Is 11.1) sobreviveu à terra seca para fazer de nós árvores plantadas junto a ribeiros de águas (Sl 1.3). Aleluia! 

4) Na Escritura, Cristo é o Senhor Eterno - O prometido Governante de Israel e das nações é descrito pelo profeta Miquéias como aquEle cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Mq 5.2). Não é limitado à morte como os homens, mas, o Deus Eterno (Jo 1.1-3). Ele prometeu aos que Lhe pedissem que daria o Espírito Santo (Lc 11.13), também chamado na Escritura de Espírito Eterno (Hb 9.14). Nenhum mortal, de si mesmo, conceberia tão inefável promessa. O Cristo das Sagradas Escrituras prometeu aos Seus água viva e quem dela bebesse não teria mais sede porque se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna (Jo 4.14). E o Senhor Eterno com promessas eternas e indizíveis. 

Na verdade, muitas outras descrições do perfil messiànico de nosso Senhor Jesus Cristo poderiam ser elucidadas aqui. No entanto, nos apropriamos destas reconhecendo o conceito das Escrituras estar acima de qualquer especulação ou teoria filosófica. Devemos crer no Filho de Deus e seguí-Lo não segundo os pensamentos vãos que sobejam por parte dos inimigos do Evangelho, mas, tão-somente "como diz a Escritura".

sábado, 8 de março de 2014

Quem Sou Eu?



Inimigo de Deus e dos homens! 
A fonte emanadora dos mais nocivos intentos; a oposição esmagadora do bem e da verdade. Quer saber mais quem sou? Nasci no coração daquele que, semelhante a Deus, desejava ser; querubim ungido, formoso, resplandecente que logo veio a ensoberbecer. Seu interior demasiadamente exaltado fez com que do mais sublime céus fosse precipitado! 
Inflamante que sou qual fogo ardente, no Éden estava eu, seduzindo o casal inocente; desobedecendo a ordem que Deus lhe deu, o delicioso fruto proibido a mulher comeu. Tornei-me a barreira entre a criatura e o Criador e no lugar de delícias o seu lugar não mais se achou; pois, desgostoso com o homem, do jardim Deus o expulsou. 
Estava no coração de Caim que matou a seu irmão; na alma do profano Esaú que rejeitou a benção de Abraão; apoderei-me de Ninrode em seu reinado infiel, que, propondo fazer uma torre, desagradou ao Deus do céu. Sou a causa do dilúvio nos tempos de Noé; aflorei a inveja no coração dos irmãos de José. 
Sou o golpe violento aos mais íntimos desejos aflorando-os ao seu clímax. Sou o arremesso às práticas lascivas, até então, germinadas no pensamento; estou na horizontabilidade da vida que, com encantos, seduzem o pecador e na verticalidade das abominações que, com desagrado, sobem ao Criador. Sou o egoísmo implacável dos que se julgam poderosos, a loucura insaciável pelos atos mais indecorosos. 
Sou provocante e avassalador; não causo espanto e nem pavor; sou como a doçura do mel e como o aroma da flor; o terrível engano à alma humana, cega e permeiante na ignorância; sou um encanto para os homens com atrativos bem supérfluos, tornando-os distrações que os levam a esquecer da realidade do inferno. Façanhas minhas se desmoronaram quando raiou a plena luz, pois venceu-me no Calvário o Senhor e Salvador, Cristo Jesus! 
Me chamo Pecado, inimigo da luz e da verdade, sofri a vergonha e a derrota pelo Redentor da humanidade. 

Quem Sou Eu? 

O Eterno, o Unigênito; de toda a criação sou o Primogênito. A Palavra revelada, a Graça superabundada; o prometido Salvador, a viva expressão de Amor. Presente na Eternidade porque dela sou o Pai, ao mais aflito de coração venho como o Príncipe da Paz! 
Sou aquEle que me importo com as pessoas esperando recíproca retribuição; contudo, não sou percebido e não tenho sequer atenção. Sou aquEle que, todos os dias, me confronto com a ingratidão e os murmúrios incessantes dos que não reconhecem a minha bondade sobre eles. Me deparo com aqueles que me desdenham porque amam o mundo e todas as suas regalias não sabendo que estas são passageiras. 
Sou o Amor incondicional que, embora os homens se entreguem à realidade das coisas terrenas, ofereço-lhes dádivas eternas, de valor incalculável. Mesmo que tudo o que é pecaminoso os atraiam tanto, procuro convencê-los demonstrando minha graça insondável. Sou o Grande Pastor, mas sofri como ovelha muda para te livrar da voraz atrocidade do lobo destruidor; sou a Fonte de Água Viva, mas sofri lancinante sede para preencher o cântaro da tua alma; sou a Palavra, por meio da qual, o imaterial se materializou, contudo, sem abri a minha boca, sujeitei-me a impiedade dos meus algozes, sofrendo o mais doloroso suplício; sou o Divino que Se tornou humano, a glória excelsa mudada em humilhação, a beleza convertida em desprezo, traspassada na dura cruz! 
Sou a esperança que nunca esmorece, a vida que nunca morre, a Fé que não desvanece e o Eterno que nunca deixará de Ser; sou a razão incontestável, a verdade irrefutável; sou aquEle que me lancei à cruz, me entreguei às dores e abracei o castigo a que chamava o teu pecado mais insano; de mim mesmo me esvaziei confrontando-me com tão demasiada vaidade que escraviza a tua alma, pela qual, tenho perene amor; sou o início e o fim, a consumação de toda a história; sou Jesus Cristo, o teu Salvador! O Eterno Rei da Glória!