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segunda-feira, 4 de março de 2013

Ofertar também é Cultuar a Deus!

Infelizmente, nem todos concordam assim! As lições encontradas na Bíblia acerca do ofertório são profundas e de grande proveito para o cristão. Mas, ao que parece, elas não são expostas à Igreja, seja da parte dos pastores que temem falar sobre contribuição e com isso "afugentar" as ovelhas, seja da parte dos cristãos que, ao ouvirem seus líderes falarem em "dinheiro", sentem um espanto, fora aqueles que acham que o pastor estar "profanando o altar" falando um assunto "não apropriado na Casa de Deus". Quando será que vamos aprender? Não é preciso recorrer às Igrejas que enfatizam a voluntariedade na contribuição para tomá-los como exemplo; os nossos erros são suficientes para nos trazer lições inspiradoras.
Que me perdoem os pentecostais, mas, muitos de nós ainda não aprendemos a contribuir de forma voluntária. Louvo a Deus pelas raras exceções, porém, a grande maioria ainda continua com a "mão mirrada". O culto pode está "fogo puro", glória a Deus, aleluia e línguas estranhas, mas, quando chega a hora da oferta, o "fogo se apaga", não há mais "pentecostes" e nem barulho de glória a Deus, o pastor "saiu do espírito e entrou na carne" porque passou a "pedir dinheiro da crentarada", sem se falar naqueles que, quando o obreiro passa com a salva, ficam "orando em espírito"; oração boa essa hein! É impossível a sobrevivência de uma Igreja sem angariar recursos financeiros para a sua manutenção.
O ofertório na Igreja é um tema tão bíblico quanto as doutrinas fundamentais das Escrituras Sagradas. O mesmo Jesus que falou sobre Céu e Inferno, também falou sobre a importância da contribuição. Infelizmente, muitos não atentam para isso. Como manter o Templo em perfeitas condições se não for pela contribuição dos fiéis (que nem fiéis neste aspecto estamos sendo!)? Como bancar os gastos da Igreja, água, luz, limpeza e tantas outras coisas se não for a voluntariedade dos dizimistas e ofertantes da Casa do Senhor? Reclamamos de tantas coisas erradas que vemos na Igrejas, mas, não procuramos entender que nós é quem somos responsáveis pela preservação do Templo. Até parece que vai descer um Anjo Céu e cuidar da Igreja por nós! É lamentável saber que as mesmas mãos que apontam o péssimo andamento da obra de Deus são as mesmas que não cooperam como deveriam em razão de sua insensibilidade para com as coisas do Senhor.
Na Antiga Aliança, os filhos de Israel tinham por obrigação entregar a décima parte de tudo quanto possuíam, das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas, das quais, lhe adivinham lucro (Lv 27.30-32; Nm 18.21,26). A função primária do dízimo era para cobrir as despesas do culto bem como o sustento dos sacerdotes. Com isso, vemos a importância dada ao dízimo como sendo instituído por Deus. Antes desse período, achamos o progenitor da raça judaica, Abraão, dizimando fielmente (Gn 14.18-20); uma demonstração de seriedade e prontidão de espírito na referida prática, visto como neste tempo não havia sido revelada a Lei Mosaica.
Não é preciso entrar em detalhe sobre este assunto. Estou falando de uma coisa que todos sabem porém, a grande maioria não se interessa em colocar em prática. Queremos ser abençoados, contudo, não fazemos por onde corresponder às benesses divinas (At 20.35). É impossível alcançar o favor dos altos céus quando não nos sujeitamos aos mandamentos bíblicos.
Há em nossos dias quem discorde do dízimo por afirmar que não se encontra "nenhuma" referência no Novo Testamento. Outros, tem a petulância de dizer que Deus é egoísta e estar "unicamente interessado no seu dinheiro". Como pode haver pessoas que chegam a conclusões tão absurdas como estas? Pessoas assim não reconhecem a soberania de Deus (Jó 41.11; Sl 24.1; Rm 11.34,35).
A referência bíblica neo-testamentária atinente ao dízimo é Mateus 23.23: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas. Vejamos o que realmente Jesus está dizendo aqui. O Divino Mestre reprova a conduta dos escribas e fariseus que, mesmo sendo bons dizimistas, ignoravam os preceitos mais justos da Lei. Jesus conclui esta admoestação: Deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas. Que explicação se acha para "essas coisas" e "aquelas"?
Jesus enfatizou a sobrepujância dos preceitos morais e espirituais; todavia, acentuando a importância da praticidade deles: deveis, porém, fazer essas coisas; mas nem por isso a prática do dízimo foi deixada de lado:  e não omitir aquelas. Se Deus fosse egoísta e interessado no nosso dinheiro, daria Ele primazia a vivência dos verdadeiros valores morais e espirituais?
Uma outra referência do Novo Testamento digna de nota é: Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9.7). "Com alegria"? Sim, com alegria. Está na Bíblia. A palavra grega para alegria, aqui, é hilaros (no nosso português, hilário), significando "animado", "jubiloso", expressando, portanto, uma alegria incondicional. Denota um estado da alma ou sentimento que não está ligado às circunstâncias. Paulo destaca aqui o verdadeiro sentido de uma contribuição voluntária. Independente das circunstâncias desfavoráveis que nos cercam, contribuímos em razão da alegria incondicional germinada em nosso coração através do Espírito Santo (Gl 5.22). Na teologia paulina, o que importa não é o quanto vamos dar, mas como vamos dar; o que de fato agrada a Deus é o fato de darmos não apenas com a mão, mas primeiramente com o coração! Se Deus fosse egoísta e estivesse interessado no nosso dinheiro, será que Ele se agradaria de um ato voluntário como este, explicitado por Paulo?
Aqui se aplica o ditado evangélico: "Deus não quer quantidade e sim qualidade". No contexto bíblico da contribuição, esse ditado é mais coerente. Sejamos, portanto, verdadeiros contribuintes na Seara do Mestre, afinal de contas, dizimar e ofertar também é um ato de cultar a Deus!