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sexta-feira, 18 de março de 2011

A pedra é Cristo

Mateus 16.18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

As grandes autoridades eclesiásticas da Igreja Romana afirmam ser Pedro o fundamento da Igreja; porém ,tal argumento não subsiste às exposições bíblicas que dizem respeito a história da Igreja e ao seu fundamento inabalável. Reconhecemos o honroso papel que tal apóstolo teve entre os demais, por ser o mais conspícuo entre os doze. Contudo, a Escritura nos apresenta várias razões porque a pedra é Cristo e não um de Seus seguidores.
1) Pedro era humano - Pedro era homem semelhante a nós, propenso a cair no erro. Que sucesso teria a Igreja de Cristo edificada sobre um fundamento humano? Tão certo como a vida humana é breve e passageira (Jó 14.1,2), a Igreja certamente não iria avante rasgando séculos para subsistir até aos nossos dias, firmada em alicerce humano.
2) Pedro era tudo o que significava seu nome - Cristo se referiu a Pedro usando a palavra grega petros, significando "um fragmento de uma rocha"; referiu-Se a Si mesmo usando a palavra petra, ou seja, uma rocha irremovível. O povo de Deus não está edificado sobre fragmentos de uma rocha, mas, sim sobre uma Rocha, a pedra angular (1 Pe 2.4,6,7), irremovível, indestrutível e inviolável (1 Co 3.11). Esta é a razão das muitas vitórias do povo do Senhor ao longo dos anos!
3) Pedro não lançava mão da espada - Por não entender as predições antigo-testamentárias concernentes a Jesus e ao Seu sofrimento vicário, feriu à espada o servo de um sumo sacerdote (Jo 18.10). Como a Igreja aprenderia a verdadeira caridade se o seu suposto fundador era um homem bruto, ferindo ao seu próximo? Jesus o repreendeu por esta atitude dizendo-lhe que guardasse a sua espada (Jo 18.11).
4) Pedro negou a Jesus - Mesmo havendo andado com o seu Mestre, presenciando os milagres que Ele fizera e ouvindo Seus sermões ungidos, teve a audácia de negá-Lo por três vezes diante dos que o questionavam. A igreja, sem dúvida, fracassaria, se edificada sobre alguém que, um dia, patenteou tão grande medo diante dos seus criticadores.
5) Pedro ainda fazia diferença entre judeus e gentios (Gl 2.12-14) - O evangelho nunca atingiria o mundo perdido se a igreja tivesse alicerçada em alguém com tal ponto de vista. Estaria restrito apenas aos judeus. Isso deixa claro que a pedra é Cristo, a manifestação da graça de Deus que traz salvação a todos os homens (Tt 2.11) tornando-os um com Deus por meio do Seu sangue (Ef 2.14-20).
Nada poderá mutilar a Igreja cujo fundamento é Cristo, a pedra não apenas angular, mas também singular, única e imutável.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Memórias de uma vida solitária

No terrível cativeiro da solidão estava eu. Ainda vivo por ter esperança e acreditar nos sonhos meus. Não sucumbido por ainda servir e temer ao Senhor meu Deus. No deserto de uma vida solitária Ele tem sido a rocha ferida que brotou água para lavar a minha alma e saciar a minha sede; a nuvem que me abrigava das intempéries da vida e a coluna de fogo que me protegia da névoa do pecado.
Como nuvens que escondem o azul do céu é a solidão ocultando a esperança de um grande amor, o desejo de um sonhador, a vitória de um lutador e o destino de um viajante. Mesmo com o coração aflito, machucado, sorumbático, não deixa de crer em Deus e decide seguir avante! Por mais que nuvens ofusquem a formosura do céu azul, nunca ofuscará a ação daquEle que fez os céus para socorrer ao desamparado!
Como a neblina na calada da noite é a solidão a me envolver. Não há mãos que se estendam para me ajudar, não há ombro que se ofereça para eu chorar, não há olhos que me deêm especial atenção e não há ouvidos para me ouvir e me entender sem ter nada a questionar. Como o agitar das águas é o pobre coração que se agita com as dores inconsoláveis. Contudo, aquEle que habita no céu dos céus é o que consolará a minha alma, dolorida e entristecida.
Como a noite sem estrelas é a vida de quem se sente só. Pensamentos obscurecidos pela tristeza, caminhar marcado pela incerteza; lembrança dos bons tempos que não voltam mais, porém, mesmo com o coração ferido, não pensa em voltar atrás, pois confia no Deus vivo cuja presença lhe satisfaz.
Como a terra banhada pela chuva é rosto banhado em lágrimas; sozinho estou; como o prisioneiro esperando pela sua liberdade é a alma deste solitário esperando no Senhor. Como o homem apaixonado à espera de um grande amor assim sou eu esperando por alguém que me entenda tal como sou. Não obstante, ainda creio no milagre e como o sol que vai nascendo trazendo a claridade de um novo dia é o Rei da Glória, o Sol da Justiça, clareando em meu ser uma nova história, prescrita pelas Suas mãos e planejada por Ele ainda antes que eu nascesse.
Memórias de um coração solitário, que logo, logo sorrirá como nunca porque se alegrará com as proezas feitas por aquEle que, um dia, também esteve só e compreende-nos em meio de adversidades.
Por isso, podemos dizer ousadamente: O Senhor é o nosso ajudador; não temeremos, portanto, o que possa fazer o homem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Soberania: fator incontestável

Ao escrever o presente artigo, o fiz consciente dos muitos comentários acerca do que, ora vou enunciar aqui. Porém, persisto, nesta tarefa, confiante e permanente naquilo em que fui ensinado.
Tendo em vista o surgimento de certos movimentos teológicos expondo ao público cristão doutrinas bíblicas esposadas com vãs filosofias seculares tendo com isso uma pluralidade de teorias, tornou-se evidente nas comunidades de fé a manifestação de uma crença absurda atinente à Pessoa do Deus vivo e aos Seus feitos. Não é raro que os grandes oradores ou mesmo aqueles ainda não visto por muitos ensinem essa mesquinhez aos nossos irmãos na fé. E o bonde não para de andar! Os ditos sermões que veiculam essa tese louca vão se dispersando! Eles estão contidos de afirmações tais como "Deus não pode fazer isso ou aquilo", "isso foi apenas no passado, agora é diferente", limitando Deus à especulações inúteis e descabidas de que não pode ou não deve e outros casos semelhantes que, por incrível que pareça, induzem muitos ao erro.
Devemos reconhecer, por certo, que Deus não foge da Sua Palavra. Porém, o fato de que o Senhor ditou uma regra ao Seu Povo não quer dizer que Ele esteja preso a ela e tenha a obrigação de cumprir aquilo que foi especificado. Lemos na Bíblia que o rei Davi cometeu dois graves pecados dignos de morte: adultério (Ex 20.14; Dt 5.18) e homicídio (Ex 21.14; Nm 35); ele adulterou com Bate-Seba, esposa de Urias, o heteu (2 Sm 11.4), matando, em seguida, tal homem (2 Sm 11.12-17); Por que Davi não foi morto em consequência desses dois pecados? Foi Deus quem havia determinado a sentença de morte para tais pecados, por que elas não se concretizaram sobre o rei de Israel? O Senhor assinalou a sentença de morte, mas, isso não quer dizer que Ele esteja limitado ao que Ele disse! Imaginemos o Senhor, então, dizendo: "Puxa vida decretei a sentença agora vou ter que cumprir!" Mas, Deus sabe o que faz e como faz! Não tem Ele o poder de fazer o que bem Lhe parecer? Não é Ele Senhor de todas as coisas? AquEle que havia ordenado a Lei mudou a sentença em favor daquele a quem chamara "homem segundo o meu coração" ( At 13.22), perdoando-o mediante seu arrependimento (2 Sm 12.13).
Não faz o Senhor o que Ele bem quer com aquilo que é seu? Soberania não se contesta. Nenhum soberano faz coisa alguma por pressão ou obrigação e sim por opção; se as ditas atribuições são cabíveis aos homens, quanto mais a Deus, legítimo Senhor de tudo, fere, sara, mata e faz viver (Dt 32.39), dEle são os fundamentos da terra (1 Sm 2.8) e não há homem nenhum que possa estorvá-Lo (Dn 4.35). Ele é chamado nas Escrituras "o Todo-Poderoso" (Gn 17.1), isto é, soberano por excelência. Como nos atrevemos a afirmar que Ele não pode fazer isso ou aquilo? A isso chamaos atrevimento sem respaldo bíblico. Afirmo sem medo de errar, Deus faz até coisas extrabíblicas, porém, não antibíblicas. Ele faz porque é soberano e, como já foi dito, soberania não se contesta e nem se questiona!
Não somos dignos de especular as proezas de Deus mas reconhecer a Sua grandeza por meio do que Ele faz, porquanto, grandes e terríveis são as suas obras! Aleluia!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Criado para ser eterno!

1 João 2.17 E o mundo passa e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

O homem foi feito para ser eterno. Se ele entendesse isto, não se atrelava as ilusões de um mundo tão passageiro como este. A vida que aqui vivemos é uma escola preparatória para o porvir; por isso, a Bíblia Sagrada nos exorta a fazer a vontade de um Deus que é verdadeiro, único, soberano e eterno.
Ao criar o homem, o Senhor pôs nele uma partícula da eternidade chamada "espírito". Este corpo é apenas um edifício onde o espírito está "hospedado". O homem é imortal. Nossas atitudes e escolhas tomadas aqui na terra darão rumo para o nosso destino na eternidade, seja com Deus ou sem Ele, seja de felicidade ou de sofrimento, isso nós mesmos é quem definiremos. Por isso, afirmo com toda a certeza que vão é para o homem viver a vida inteira nesta terra alienado do seu Criador (Ec 12.1); uma das razões do Divino Mestre exortar os Seus seguidores à vigilância é esta: o pecado proporciona prazeres que são apenas de momentos, mas, suas consequências são duradouras. Aqui também inclui a lei da semeadura (Gl 6.7). Desta realidade homem nenhum consegue escapar.
Com base nisto, é tolice do ser humano culpar Deus por tudo o que ele esteja passando, pois, ele decidiu viver a sua própria vida e escrever a sua própria história sem atentar para a conclusão dela, dolorosa e terrível. Por que não devemos nos apegar a riqueza, fama, pessoas, emprego e outras coisas mais? Porque o homem foi feito para a eternidade! É certo que Deus concederá momentos de algria enquanto aqui vivermos, porém, nada comparado ao que Ele preparou para nós na era vindoura (1 Co 2.9)! Por isso, João disse: "O mundo passa" (1 Jo 2.17), o que aqui começou aqui certamente findará e inútil será prender o coração nas coisas efêmeras desta terra. Tudo o que sucede sobre ela terá seu fim absoluto. Contudo, aquele que fizer a vontade de Deus começará uma caminhada com o Senhor que continuará na eternidade. Aqui, o Senhor está conosco, naquele dia, nós estaremos com Ele!
Afirmo novamente: o homem foi criado para ser eterno! E o princípio mais básico encontrado na Bíblia é dado pelo apóstolo Paulo: "... buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Cl 3.1). Só busca as coisas que são do alto quem realmente entende o plano divino da eternidade. Em que consiste esse maravilhoso plano? Em ponderar o nosso coração naquilo que o Todo-Poderoso reservou para nós. A Bíblia nos diz: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2 Co 4.17). O glorioso de tudo isto não é pensar no agora e sim no depois, isto é, no final de todas essa espinhosa trajetória por haver obedecido ao Salvador.
Deus fez você para a eternidade lado-a-lado com Ele! Creia nisso! E lembre-se: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Co 15.19).

terça-feira, 8 de março de 2011

A razão de sermos provados

É notório hoje em dia o ponto de vista de muitos no que diz respeito ao fato de sermos provados. Quantos almejam bençãos sem primeiro entenderem a benção de passarmos pela prova! Enquanto muitos interpretam isso como loucura, à luz da Escritura Sagrada é bem diferente. É necessário que saibamos diferenciar, portanto, o que é prova, luta e tentação, começando primeiramente por esta.
1) Tentação - Algo permitido por Deus a fim de testar nossas decisões, isto é, para saber se ou nos entregamos as concupiscências da carne ou resistimos a elas preferindo obedecer ao Senhor. É erro afirmar que as tentações vem de fora. Elas sobressaem de dentro de nós. Nosso pensamento é um campo de batalha, um verdadeiro conflito permeia este campo; carne e Espírito, ambos pelejando por obter prioridade em nossa ser. Contudo, nós é quem decidimos qual destes ocupará lugar em nós, haja vista que não se pode "servir a dois senhores" (Mt 6.24).
2) Luta - A luta deixa de ser provação quando deixamos de confiar em Deus para agir da nossa própria maneira. A isso também podemos considerar como uma "atitude precipitada" devido ao fato de interferir na ação divina por meio de cada problema que enfrentamos. Somo exortados a procurar entender qual é a vontade do Senhor para as nossas vidas (Ef 5.17). Agindo dessa forma, estaremos isento de qualquer luta desnecessária.
3) Provação - Coloquei esta por último em virtude dela ser o cerne desta mensagem. Oxalá se todos os cristãos entendessem o propósito de Deus nas nossas vidas por intermédio das provações. Não haveria tanta murmuração, tampouco pessoas se desviando da verdade. Em razão da falta de comunhão com as Escrituras, tudo o que exibem é ignorância e insensatez quanto ao plano de Deus. É triste dizer que o povo mais insatisfeito é o povo crente, a raça que mais reclama! Perdoem-me o modo irônico de ressaltar dessa maneira, me alegro ao saber que faço parte deste povo porque é o povo de Deus; entretanto, parece que agimos desinteressadamente quanto ao trabalhar divino em nossas vidas. Já passou da hora de dar um basta nesta situação!
Todo aquele que encara a provação como um "bicho de sete cabeças", tenho observado, são pessoas descomprometidas com o ensino bíblico doutrinário, com igreja, a qual, "frequenta", não tem prazer em orar e o pior de tudo: querem apenas benção e não manifestam nenhum propósito de relacionamento com o Abençoador. Encontramos nas páginas da Bíblia quatro razões para Deus nos colocar em prova:
1) Para moldar o nosso caráter - Várias vezes a Bíblia Sagrada compara o crente ao ouro quando passado no fogo. Inúmeras são as passagens bíblicas que ratificam isso. O apóstolo Pedro admoesta os crentes a não estranharem a "ardente" prova que vem sobre nós (1 Pe 4.12). O termo "ardente" lembra-nos um ardor de fogo, levando-nos a entender o efeito de uma prova na vida de um cristão. Fomos libertos deste mundo onde o pecado prevalece na alma de quem não teme a Deus (Ec 7.20). A injustiça, a impiedade e o desamor são fatores dominantes no meio em que vivemos. Como não pertencemos mais a este mundo (Jo 17.16), o Senhor realiza o Seu trabalhar em nosso ser no afã de deixar-nos conforme a Sua vontade para, então, sermos novidade de vida para este mundo perverso (Rm 6.4).
2) Para aperfeiçoar o nosso caráter - Deus não faz nada pela metade. Ele não se contenta com uma mera mudança, mas, que essa transformação tenha efeito permanente e progressivo. A isso podemos denominar "aperfeiçoamento". A Bíblia diz: "... aquEle que em vós começou [transformação] a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo" (Fp 1.6); esse processo leva tempo: "... até ao dia de Jesus Cristo". Isso nos faz saber que o próprio Deus aprecia esses momentos em que somos moldados por Ele já que o Seu objetivo é ver-nos de acordo com o Seu querer.
3) Para nos colocar mais perto do Senhor - Tenha a certeza de que as desventuras que você passa é nada mais que o Criador te convidando para aproximar-se dEle desfrutando de íntima comunhão com a Sua Pessoa. Cada dilema, cada momento difícil de sua vida são ferramentas que o Senhor utiliza para vê-lo perto dEle. Nada sucede em vão, porque a poderosa mão de Deus está no controle de tudo. Portanto, tenha a certeza de que isso que você está passando é o Senhor te motivando a ter diálogo com Ele. Faça isso agora: fale com Deus!
4) Para nos tornar semelhantes a Jesus - Deus deseja ver em nós a semelhança de Seu Filho e Ele próprio atestou isso dizendo: "aprendei de mim" (Mt 11.29). Um outro grande propósito de Deus é que o mundo conheça a Jesus por meio da Sua igreja no seu modo de vida harmonizado com os ensinos do Mestre. Chega de palavras, o mundo quer obras! E nós podemos fazer isso submetendo-se ao trabalhar do grande Deus através das nossas vicissitudes. É a melhor forma de conhecermos a quem servimos; sim, conhecer, aprender e imitá-Lo!
Que cada momento da sua vida seja uma oportunidade para conheceres ao Senhor adquirindo experiências profundas e que cada provação seja um degrau que te faça subir para, mais perto, estar da presença de Deus!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Passando pela fornalha

Este é um assunto baseado na história dos três companheiros de Daniel. Ao meditar no testemunho destes varões intrépidos, percebo a convicção que eles tiveram em servir ao Senhor a ponto de não temerem a palavra do rei Nabucodonosor. A fornalha de fogo ardente não foi a única maneira de Deus testá-los; já antes o Deus de seus pais os tivera posto em prova. Vejamos:
1º Fornalha: Cultura babilônica - Sendo eles levado cativo para a Babilônia, poderiam eles adaptarem-se aos costumes do povo caldaico esquecendo-se das tradições de seus pais. Porém, renunciaram as regalias daquele país, para os quais, foram levados lembrando-se do Deus de seus antepassados. Enquanto estivermos neste mundo, estaremos propenso a usufruir daquilo que está à nossa volta, mas, que pode nos afastar do Senhor. Que possamos estar mais firmes, pois, mesmo em "Babilônia", somos o "Israel de Deus" (Gl 6.16).
2º Fornalha: Os manjares apetitosos - Enquanto os outros jovens hebreus se deliciavam nos manjares que lhes eram servidos por determinação do rei, Hananias, Misael, Azarias e Daniel decididamente abriram mão dessas delícias - consagradas aos deuses babilônicos - preferindo agradarem ao seu Deus alimentando-se de legumes (Dn 1.12-16). Com isso, aprendemos que a verdadeira fidelidade a Deus consiste em honrá-lo de coração abdicando as ofertas saborosas que o diabo põe a nossa frente.
3º Fornalha: O caráter religioso - Os caldeus eram um povo totalmente imerso na idolatria; eles cultuavam a muitos deuses com seus ritos absurdos e abomináveis. Mesmo diante dessa realidade, aqueles quatro mancebos não temeram, antes, permaneceram leais ao verdadeiro Deus sendo por Ele grandemente exaltados em terra estranha (Dn 1.18-20; 2.46-49; 3. 26 -30). Com isso, fica claro e evidente que o Senhor honra aqueles que são leais a Ele; aplica-se neste contexto o que está escrito na carta aos hebreus: "O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem" (Hb 13.6).
O mistério da Fornalha
É necessário passarmos pelo fogo das provações. Estamos sendo preparados para a eternidade com Deus, por isso, cabe a nós seguirmos firmes nas promessas do Eterno.
Segundo a Bíblia, somos como vaso de barro (2 Co 4.7) e à medida que ele é passado no fogo vai adquirindo mais resistência e durabilidade para sofrer aos impactos que tentam destruí-lo. Assim somos nós. Quando provados, adquirimos graça e poder do alto para resistirmos aos impactos das tribulações da vida.
Uma vez consciente das adversidades que enfrentaremos, ou passamos por tudo isto obedecendo a Cristo tendo, no final, a coroa da vida (Tg 1.12) ou paramos no caminho desistindo de tudo. Contudo, uma coisa é certa: para os que perseveram certamente alcançarão do Senhor boas dádivas e, por fim, possuirão o Lar Eterno, promessa divina para os que amam ao Senhor.