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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O cristão e a sociedade

"Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste Homem?..." (João 18.17)

Por onde andamos ou onde passamos, sempre somos interrogados acerca da nossa fé em Deus, da mudança de vida e tudo relativo a isso. Estamos vivendo tempos em que ser crente tem virado moda; um enorme número de pessoas que, de posse de uma Bíblia, dizem servir a Deus, porém, o seu coração não corresponde a vontade divina, elucidada nas Escrituras. Devemos entender que servir a Deus é questão de compromisso e de responsabilidade. Compromisso porque, a partir do momento em que nos entregamos a Jesus, tomamos a decisão de OBEDECÊ-LO em tudo, pois, nenhum servo que é servo faz o seu próprio querer e sim o de seu senhor; Responsabilidade porque disse-nos Jesus que somos a LUZ do mundo, logo devemos nos portar perante os pecadores com um modo de vida transformada por Deus mostrando que somos diferentes. Jesus não disse que somos transportadores da luz mas sim a luz, não apenas propagamos a mensagem do Evangelho como também somos a própria mensagem com nossa nova maneira de viver.
A pergunta que a porteira fez a Pedro é digna de nota: "... Não és tu também dos discípulos deste homem?..." (João 18.17); Pedro foi interrogado por aquela mulher em virtude dos discípulos de Cristo se destacarem entre as outras pessoas. Sim, podia-se distinguir os seguidores do Messias da multidão que andava atrás dEle procurando receber algo. Pedro não era da MULTIDÃO, mas sim daqueles que SEGUIAM o Salvador das nossas almas. Contudo, ouvindo a indagação daquela mulher, talvez pelo medo de ser criticado por outros que ali estavam, negou o Seu Mestre perante os tais. Jesus nos disse que não devemos nos envergonhar dEle, pelo contrário, mas, confessá-Lo como Senhor das nossas vidas (Mateus 10.30-32). Sempre haveremos de passar por desventuras como essa que Pedro passou; pessoas que ousam criticar a nossa fé, a nossa maneira de viver diferente da vida passada, cheia de vícios e pecados. Devemos ser ousados sempre declarando-nos como servo daquEle que entregou por nós, cujo sangue nos purificou das nossas mazelas, tornando-nos novas criaturas para glória do Seu nome (2 Coríntios 5.17).
Uma outra razão porque a porteira indagou a Pedro era nada mais, nada menos pra saber a convicçao daquele apóstolo, em outras palavras, ela estava querendo dizer a Pedro: "Os discípulos fugiram, o teu Mestre foi preso, e tu? Que dizes acerca disso? Retém a tua fé nesse nazareno?" Muitos fogem da realidade de servir a Deus com um espírito reto, o nosso Mestre está "preso", sim preso na galeria das lendas por aqueles que refutam a Sua existência, e nós? Qual é a nossa posição diante disso? Mesmo que muitos queiram reduzir às cinzas a nossa firme convicção no Salvador, devemos dizer com clareza de palavras que somos seguidores de Cristo, e que Ele verdadeiramente vive! Está à destra da Majestade nas Alturas (Marcos 16.18ss; Hebreus 1.2,3) e no coração de todo aquele que guarda os Seus mandamentos (João 14.21-23). Aleluia!!!
Quando a porteira perguntou a Pedro se ele era discípulo de Cristo queria saber por que um seguidor de Cristo estava se "aquentando" entre os outros (João 18.18,19), como quem tava querendo dizer: "Se tu és discípulo deste Homem, por que estás entre aqueles homens?"; Percebe-se aí que todo aquele que, verdadeiramente serve a Deus,não tem sociedade com quem anda na impiedade deste mundo, mas, procura fazer a diferença glorificando ao Senhor em todas as áreas da sua vida (Salmos 103.1; 1 Coríntios 10.31). A igreja neste mundo é como um barco em auto-mar: o barco está nas águas, mas, as águas não estão no barco; tal qual é a igreja, ela está no mundo, mas, o mundo não está nela. Façamos a diferença, pois, o Senhor Se agrada daqueles que O temem dando testemunho do seu amor perante a sociedade.
Somos verdadeiramente seguidores de Cristo? Estamos confessando com veemência o Seu nome perante os que não O temem? Muitos estão por aí, a querer saber a razão de nossa firme convicção de servir a Deus, entretanto, devemos ser autênticos, nada tendo que temer, mas demostrando nosso viver piedoso diante da sociedade, tão desviada de Deus.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cristo, o fundamento insubstituível da Igreja

1 Coríntios 3.11

Perseguições, torturas, prisões e até mortes, essas e outras ferramentas usadas pelo adversário das nossas almas com o objetivo de obstruir a caminhada da Igreja do Senhor Jesus Cristo; o Divino Mestre categoricamente asseverou aos Seus seguidores que eles haviam de passar por aflições (João 16.33). E tendo Ele dado as últimas recomendações, ascendeu-Se ao Céu, deixando os primeiros discípulos preparados para trilharem a espinhosa trajetória do amor ao Evangelho, todavia, estavam eles debaixo de uma grande certeza: as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mateus 16.18).
O próprio Jesus foi enfático ao dizer: "... as portas do inferno não PREVALECERÃO contra ela"; de forma inplícita, o Senhor declarou que o Seu povo sentiria os flagelos de satanás, os seus ataques; sim, Jesus estava dizendo que a Sua igreja não estaria livre dos ardis do diabo. À medida que ela erguesse a bandeira do Evangelho, o destruidor colocaria em ação seus planos malévolos na sua intenção maligna de estagnar a caminhada do povo a quem o Senhor Deus escolheu. Não obstante, a palavra final é que o inferno não terá vitória sobre o povo de Deus; o diabo sempre lutará, mas nunca prevalecerá.
Temos uma razão de sempre vencermos: Jesus, o fundamento insubstituível da Igreja. O apóstolo Paulo fala, com clarividência, que "ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto" (1 Coríntios 3.11). Se a igreja estiver alicerçada emoutro fundamento que não seja Cristo, por certo, ela estará sujeita ao fracasso e a sua identidade mutilada pelos escândalos e difamações que muitos, assim, investirem; logo, ela minguará, perdendo os valores morais e cristãos (o que, de certa forma, vem acontecendo em virtude muitos não obedecerem em tudo à sã doutrina).
O fundamento da Igreja é Cristo; unicamente Cristo, incomparavelmente Cristo, irrefutavelmente Cristo, indubitavelmente Cristo, incontestavelmente Cristo e verdadeiramente Cristo! A Igreja, como pregoeira da verdade, sofre a pressão da sociedade, modernizada e mundanizada, como também os terríveis choques de incredulidade na mídia e nos jornais. Artigos lançados contra os pastores (sendo nós, é claro, reconhecedores de que alguns não procedem segundo a verdade do Evangelho, tendo, por isso, acusações expostas), obreiros da seara do Mestre sendo expostos ao ridículo por homens detratores, os quais, tentam reduzir às cinzas a identidade do povo de Deus. A Palavra do Senhor nos diz: "Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda lingua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás..." (Isaías 54.17). Jesus é a razão do triunfo da igreja! Aleluia!
A Igreja está alicerçada em um fundamento maior e indestrutível: Cristo. Portanto, nenhuma investida do maligno subsistirá contra o povo do Senhor. Com isso, não temos que temer os ataques do diabo, maior é Deus é Deus é maior. Acusações, difamações e outras coisas mais, nada impedirá do povo salvo seguir o seu caminho rumo à Jerusalém Celestial; porque "se Deus é por nós, quem será contra nós"(Romanos 8.31)?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os benefícios de uma provação

Tiago 1.12
Poucas pessoas procuram entender o fato de passarmos por muitas reveses no nosso cotidiano. Nós, cristãos, enfrentamos as tais provações por crermos em um Deus que sempre está conosco como o nosso Ajudador em todas as ocasiões (Hebreus 13.6). Não obstante, muitos de nós mesmos, pensamos em "abandonar o barco" e seguir o nosso próprio caminho. Indo certa vez à casa de um amigo e vendo-o no seu serviço, lapidando o ouro, ficou indagando consigo mesmo por que ele passava o ouro no fogo por muitas vezes até perder a conta. Curioso, perguntou: Porquê fazes isso? Já não é o bastante para utilizar esse ouro que já está no fogo há tanto tempo? Sem demora, seu amigo lhe respondeu: não, ele não está completamente lapidado, enquanto eu não ver o meu rosto refletindo nele é sinal que ele ainda não está no ponto. As provações da vida nunca vem para prejudicar a vida de uma pessoa a ser provada, mas, para lapidar a nossa vida perante o Criador, o Qual, deseja ver-nos de acordo com a Sua vontade; Enquanto o Senhor não ver o Seu rosto, a Sua glória, refletindo em nós, Ele nunca se cansará de trabalhar em nossas vidas; é o processo do ouro no fogo; o cristão moldado pelo seu Senhor por intermédio do fogo das provações. Foi no deserto que Israel pôde ver as maravilhas de Deus, muito embora não cressem no Seu poder mesmo vendo Suas proezas. É no deserto da vida que o Senhor manifesta a Sua provisão divina mostrando está conosco em todo o tempo e que não se esquece de nós um só instante. O remédio é para os doentes, a água para os sedentos, o alimento para os que têm fome, o auxílio para o necessitado, o companheirismo para o solitário e o Consolo do Espírito para quem é provado pelas mãos do Todo-Poderoso! Esccrevendo aos Romanos, o Apóstolo Paulo disse que devemos nos gloriar (Nos alegrar) nas tribulações "sabendo que a tribulação produz a paciência" (Romanos 5.2,3). E Tiago ratifica essa afirmação em sua carta (Tiago 1.2,3) Dizendo ser BEM-AVENTURADOS os que suportam a provação (Tiago 1.12). Portanto, se Deus está conosco como diz a Sua Palavra, não temos motivos para temer as provações a nos sobrevirem, foi na sua fé em Deus que Davi pôde dizer: "Com o meu Deus saltei uma muralha" (Salmos 18.29). Se tão somente tivermos fé em Deus ainda que as tribulações venham, certamente venceremos e mal nenhum nos resistirá. Portanto persevere nesta carreira da fé (Hebreus 12.1), e o Senhor te abençoará e te galardoará.

A lepra de Naamã

II Reis 5.1
A história de Naamã nos ensina que mesmo que uma pessoa viva rodeada de bens queira significar felicidade genuína. A Bíblia nos apresenta Naamã sendo ele "chefe do exército do Rei da Síria", grande diante do seu senhor e de muito respeito", "homem valoroso", mas, o escritor mostra o outro "lado da moeda": "leproso". Até podemos imaginar a popularidade deste homem dentro da sua nação, o respeito da parte de muitos bem como o prestígio que ele conquistara dos seus conterrâneos, a sua notoriedade como homem destemido por meio de quem "o Senhor dera livramento aos sírios"; o nome "Naamã era sinônimo de reverência para todos os que o ouviam fazer menção dele. Quem o visse, veria a sua bravura em pelejar pela sua nação, as muitas regalias que ele possuía, a sua tão elevada posição de autoridade perante o seu senhor. Podemos imaginar também as palavras de admiração atribuídas a um homem, por quem seu senhor tinha grande apreço. Mas, a Bíblia faz uso da conjunção coordenada adversativa ao dizer: "... PORÉM LEPROSO". Ninguém entre os síros via um "Naamã leproso", mas um Naamã de uma influente personalidade dentro da sua nação. É certo que esse grande personagem, ao chegar em casa e aproximando-se do seu leito, lembrasse dos que o admiravam transmitindo palavras de elogio e respeito; porém, o que mais marcava os pensamentos de Naamã era a lepra em volta do seu corpo. Ninguém via essa lepra senão ele mesmo! Possívelmente ele se esqueceria das regalias que tinha em razão de seus pensamentos serem invadidos por uma tão grande realidade: era leproso. Havia em Naamã uma lepra maior que a do corpo físico: a lepra da infelicidade, não estamos falando de tristeza, mas de infelicidade. Tristeza é o resultado das circunstâncias do dia-a-dia, todos nós a enfrentamos. Mas infelicidade é fruto da desgraça, de algo que cativa a alma de muitas pessoas deixando-as sem paz e sem esperança. Quantas pessoas, à semelhança de Naamã, possui muitas regalias, rodeadas de bens, tem uma respeitada e influente personalidade no meio em que vive, porém, carrega em sua alma a lepra da INFELICIDADE! Os bens nem sempre significam tudo na nossa vida. Quantas pessoas, não obstante terem tudo o que quer, porém, sente a falta de algo tão precioso em sua vida, sim, algo mai excelente do que os bens materiais, do que o dinheiro, do que a fama ou qualquer outra coisa nesta vida. Esse algo é a verdadeira felicidade! Jesus é a fonte da água viva (João 7.37)! Sim, a água que purifica o homem da lepra da infelicidade, fazendo reconhecer que a presença de Deus é a maior fonte de alegria que o ser humano pode sentir!

Deus ainda fala nos dias de hoje?

Salmos 95.7b
Desde os primórdios do mundo, são evidentes as verdades de um Deus que sempre vem falando "muitas vezes e de muitas maneiras" (Hebreus 1.1). Criou o homem para que este vivesse em comunhão com Ele; porém, o elo dessa comunhão foi quebrado ao desobedecer a santa ordem dada pelo Criador de não comer do fruto (Gênesis 2.14-16; 3.6). O resultado dessa desobediência foi a expulsão do casal do Jardim do Éden (Gênesis 3.23). Contudo, o Deus Todo-Poderoso não se cansa de falar!!! Não deixa de revelar ao homem a Sua vontade, os Seus desígnios e a Sua Soberania. Falou nos tempos de Noé avisando os seus contemporâneos da repentina desgraça que havia de vir, a saber, o dilúvio. E este piedoso homem, temente ao Senhor e crendo na Sua palavra, "aparelhou a arca, pela qual condenou o mundo..." (Hebreus 11.7). O que nos diz a Bíblia acerca desse fato é que veio o dilúvio e trouxe a destruição a todos os moradores da terra, isto é, a todos os que não creram na pregação daquele justo homem chamado Noé. Deus não se cansa de falar com o homem e ao homem, muito embora este, tão obstinado, prefira o pecado em rejeição a presença de Deus. Mas a verdade ainda prevalece: "... se hoje ouvirdes a Sua voz" (Salmos 95.7b), ou seja, a voz do Senhor. Deus ainda fala nos dias atuas "de muitas maneiras", através dos fatos, de muitas outras coisas que afetam a humanidade. A natureza denuncia a existência de Deus (Salmos 19.1) como também demonstram esse mesmo Senhor falando ao homem que este se entregue ao Criador, o Regente de todo o Universo. O mundo tem virado um palco de violência, de impiedade e de desamor, aonde a ganância e o interesse próprio tem se tornado um deus no coração de muitas pessoas. Mas Deus está às portas! Sim, as portas do coração humano falando, falando, falando... "... se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações" (Salmos 95.7b,8). Ele é Deus vivo e ainda está falando!

Fazendo melhores coisas nos piores momentos

Salmos 121.1,2
O que fazer diante de situações tão adversas que enfrentamos no dia-a-dia? Que atitudes devemos tomar ante as dificuldades da vida, inaceitáveis, porém, às vezes, inevitáveis? É o que podemos perceber na indagação do Salmista: "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?" (Salmos 121.1). Diante dos problemas da vida a enfretarmos, tudo tem que partir de nós, ou usamos da convicção para superarmos o que estamos passando ou então nos entregamos de vez dando-nos por fracassados. Mas, examinando as Escrituras, lemos de muitos homens e mulheres que transformaram problemas em oportunidades se mantendo sempre cheio de fé, isto é, confiantes em Deus. Pois, se enfrentamos uma dificuldade, tomar atitudes precipitadas nunca será a solução para quem deseja sair de um "labirinto". Que proveito terá o homem, envolto nos seus problemas e ainda por cima cair no erro de uma vez por todas? Que lucro ele obterá com isso? Às vezes, estamos na mesma condição do salmista, olhando para os montes, sim, para um problema que, na nossa falta de ânimo, parece insolúvel, para uma situação tão péssima que, na nossa pouca fé, parece que nunca terá um fim. Se já sofremos com um problema, sofreremos ainda mais se fitarmos os nossos olhos nele!!! Mas a Bíblia nos dá uma grande receita: "Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé..." (Hebreus 12.2). Não importa quão revoltosa seja a tempestade da vida, que a nossa certeza seja a mesma do Salmista: "Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso que o bramido das águas; do que as grandes ondas do mar" (Salmos 93.4). Nas horas em que os espinhos da vida parece nos sufocar, sejamos um Davi enfrentando o Gigante (1 Samuel 17.40-52), um Josafá cantando ao Senhor não obstante as ameaças inimigas (2 Crônicas 20), enfim, confiantes em Deus mesmo que problema queira se agigantar diante de nossos olhos. Olhando para o Senhor, a nossa fé se revigora mais e mais: "O meu socorro vem do Senhor, que fez o Céu e a Terra" (Salmos 121.2).

Enfrentado barreiras para um verdadeiro encontro - Lucas 19.3

Em tempos que a comunidade judaica estava entrelaçada na frieza espiritual e na falta da verdadeira piedade e temor a Deus, caminha um Homem, anunciando o caminho da Salvação e operando milagres dizendo ser estes milagres a evidência de sua messianidade. Propaga-se a notícia por toda aquela região acerca do filho de um simples carpinteiro, poderoso em obras e palavras e irrepreensível nas suas atitudes, Jesus, o nazareno, o Anunciado pelos profetas, o Messias prometido. Contudo, alguém deseja conhecê-Lo de perto; Seria um grande imperador? Um embaixador de uma grande e poderosa província? Um Comandante de um inumerável exército? Não. Mas um coletor de impostos, rico, porém, desonesto. Seu nome é Zaqueu. Percebendo o alvoroço de uma grande multidão que se avizinhava de Jericó, procura ver quem era o varão que por ali passava, atraindo, assim, o prestígio do povo. O escritor do Evangelho é bem expressivo ao dizer: "E procurava VER quem era Jesus..."(Lc 19.3). Não se trata de querer SABER sobre alguém, mas sim de VER. Segue-se que Zaqueu conhecia Jesus por INFORMAÇÃO; alguém lhe falou, lhe notificou sobre o Jovem Galileu, o que o levou a querer vê-Lo de perto. Ao nosso redor, é comum encontrarmos pessoas que conheçam o Salvador apenas por informação, alguém lhe testificou a respeito dEle, entretanto, não faz caso de conhecê-Lo intimamente. A sede de conhecer o Divino Mestre era lancinante no coração de Zaqueu, mas, como todo alvo a ser alcançado, também é certo que venham obstáculos: "E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão..." a barreira não era a sua pequena estatura, mas sim a MULTIDÃO que estava à sua frente. Nenhum ser humano é incapaz de vencer um obstáculo, todos somos capazes de enfrentarmos a barreiras expostas à nossa frente e vencê-las, seja grande ou pequeno, rico ou pobre. Se nos consideramos incapazes é porque nos conformamos com a situação desta vida, haja vista as palavras do sábio rei Salomão: "Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena" (Pv 24.10). Não há barreira que não possamos derrubá-la, não há montanha que não possamos transpôr. Seja qual for a multidão que nos impeça, da infelicidade, da crise emocional, etc, podemos enfrentá-las a ponto de subir na figueira da vida para ver o Mestre passar. Qual é a multidão que te impede de se encontrar com o Senhor Jesus? Vença ela, e então terás alegria de ouvires o Filho de Deus lhe dizer: "Hoje me convém pousar em tua casa"!

Escolhendo a pedra certa

Este é o tema baseado na História do Patriarca Jacó. Em Gênesis 28.11 lemos algo interessante no que respeita a atitude desse afamado personagem. Fugindo de seu próprio irmão Esaú por haver tomado deste a sua benção patriarcal bem como a sua primogenitura (Gn 25. 30-34; 27. 20-41), decide partir para a casa de seu tio Labão conforme a sua mãe lhe havia aconselhado (Gn 27. 42 em diante). O intercurso para chegar a casa de Labão era justamente o deserto de Harã. Diz-nos a Palavra de Deus que ele "chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto". Lá estava jacó, possivelmente meditando nas suas atitudes para com o seu irmão gêmeo, nos erros, nas suas precipitações e na ira em que se encontrava Esaú a ponto de lhe desejar a morte (Gn 27.41). É possível dormir com tantos problemas invadindo nossos pensamentos? É possível ter paz quando a insegurança de espírito invade o nosso íntimo? Certamente não. Pois assim estava o astucioso Jacó. A frase é incisiva: "... passou a noite"; Quantas pessoas que contemplam a luz do dia, o nascer do sol, mas, a sua alma passa noites de angústias e de aflições quase que intermináveis!!! Porém, Jesus é o "Sol da Justiça" (Ml 4.2) que ainda resplandecem sobre aqueles que nEle creêm dissipando as trevas da infelicidade! Naquela mesma noite, para ele tão escabrosa, procurou mesmo assim se consolar quando "tomou umas das PEDRAS daquele lugar e a pôs por sua cabeceira e deitou naquele lugar". Em que pedra estamos reclinando a nossa cabeça? Quantas pessoas turbadas e inquietas em virtudes das muitas vicissitudes da vida; qual o por que dessa situação? Reclinam a sua cabeça em pedras erradas, da dúvida, do conformismo e assim por diante... no entanto, devemos escolher a PEDRA CERTA. Jesus é esta pedra!!! A semelhança do apóstolo amado, João, possamos nos recostar sobre o Seio do Mestre (Jo 13.23); pois só desta forma sentiremos a paz e o verdadeiro refrigério mesmo em meio a tantas reveses do dia-a-dia.

Pode alguém ser usado por Deus de qualquer maneira?

Esta é uma pergunta incisiva que repercute no pensamento de muitas pessoas. Muitos, Falto de entendimento, escandalizam-se por verem tantas pessoas fazendo uso da Palavra de Deus, Louvando ou até orando e acontecerem coisas prodigiosas chamando a atenção de muitos, porém, o modo de vida de tal pessoa que está fazendo esta série se ministrações é exatamente o oposto do que está na Bíblia, isto é, nunca nasceu de novo, nunca produziu frutos dignos de arrependimento, tampouco faz caso dessas exigências divinas. Vendo isso, muitos estão a se perguntarem: "Por que que Deus usa esta pessoa mesmo ela vivendo uma vida tão irregular ante à Sua Palavra?". Tudo é questão de entendimento. A Bíblia está aí para a examinarmos; Jesus não deixou ninguém enganado quando proferiu estas palavras: "Pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7.20). Existe diferença entre ser usado por Deus e ser SALVO por Ele. Observando as Escrituras, entendemos que existe quatro razões por que Deus opera na igreja: 1) Por causa das Suas miséricórdias; 2) Porque Ele tem compromisso com a Sua Palavra (Isaías 55.11); 3) Porque Ele tem compromisso com a glorificação do Seu Nome e 4) Ele opera por amor daqueles que ainda são fiéis a Ele e andam na verdade do Evangelho. Existem também na igreja dois grupos de cristãos: primeiro, os que foram chamados para SERVIR (Os obreiros), segundo, os que foram chamados para serem SERVIDOS (A membresia); com estes, estão o privilégio, serem servidos com o que é proveitoso e edificante, mas com aqueles estão a responsabilidade, sim, ir na dispensa celestial para alimentar os necessitados espiritualmente.
Com isso, é certo que encontremos no meio deste primeiro grupo pessoas que se dizem obreiros, mas, com uma vida incerta, ou seja, fora dos ditames bíblicos, todavia, ao fazerem uso da palavra, alimenta o povo com uma palavra edificante e que marca os ouvintes deixando uma forte impressão na alma dos que o ouvem. Em um restaurante, o garçom existe por causa do CLIENTE, e não este por causa do garçom; na igreja é a mesma coisa. Os obreiros existem por causa da membresia e não os membros por causa dos obreiros. Se Deus usa alguém, mesmo desconcertado diante do Senhor, é pra favorecer as ovelhas da Sua casa, os pequeninos, contudo, isso não quer dizer que aquela pessoa esteja certa com Deus; é aí que está o perigo se não atentarmos para esse detalhe. Deus assim está usando por amor da Sua igreja, composta por fiéis, que ainda andam na Sua Presença.
É comum ouvirmos no púlpito de nossas igrejas frases como: "Deus usa quem Ele quer", "Deus não usa ninguém desconcertado"; tanto uma como a outra são verdadeiras, entretanto, cabe discernimento para analisarmos QUANDO Deus está usando e POR QUE que Ele está usando. Deus usa quem Ele quer para uma NECESSIDADE, mas, quando se trata de um PROPÓSITO que Deus tem com alguém, é necessário que a pessoa, então, se corresponda inteiramente aos propósitos divinos levando uma vida de santidade conforme ressalta a Palavra de Deus (2 Coríntios 7.1; 1 Tessalonicenses 4.7; Hebreus 12.14; 1 Pedro 1.15,16).
Para alertar o profeta, Deus usou a jumenta (Números 22.23-32), pois a necessidade era impedir a loucura do profeta a fim de que este, Balaão, não se corrompesse sendo que não foi assim que sucedeu, pois, entregou-se à vaidade dos bens, à loucura de querer obter a prata e o ouro. Quando se trata de um santo propósito que o Senhor quer cumprir na vida de alguém, Deus exige de quem o escolheu obediência e firme compromisso com os Seus desígnios. Aconteceu com Abraão; Deus prometeu a este Seu servo que o faria pai de uma multidão de nações e que na sua semente seriam benditas todas as famílias da terra; no entanto, o Senhor revelou a condição para que tais promessas se concretizassem: "Anda em minha presença e sê perfeito" (Gênesis 17.1b). Trata-se de sabedoria para entender, discernir e separar o certo do errado e o santo do profano.
Diante do exposto acima, podemos afirmar sem medo de errar que Deus pode, sem dúvida, usar alguém mesmo essa pessoa vivendo uma vida tortuosa, haja vista as palavras de Paulo aos Romanos: "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Romanos 11.29). Dom espiritual não é sinônimo de salvação. Porém, erramos em olhar mais para o dom do que para o TESTEMUNHO de quem está pregando, louvando ou coisa parecida. Portanto, sejamos prudentes, e façamos o que disse Jesus: "Examinai as Escrituras..." (João 5.39), pois, nenhuma árvore boa pode dar frutos maus (Mateus 7.20-23).