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terça-feira, 3 de maio de 2016

O Evangelho da Mudança - Efésios 2.1-3

Estamos vivendo tempos em que se prega nas comunidades de fé um evangelho mesclado com os valores mundanos. Vemos se cumprir fielmente os que os escritores neo-testamentários como o apóstolo Paulo havia predito pelo Espírito Santo em que muitos "desviarão os ouvidos da verdade" (2 Tm 4.4). De igual modo o apóstolo Pedro: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pe 2.1). Se levarmos em conta o pensamento de muitos ensinadores de hoje em dia, porque Pedro não "profetizou palavras de vitória" no lugar de dizer: "HAVERÁ também falsos doutores"? Porque vemos registrada a verdade em que muitos perderiam a sensibilidade ao Espírito Santo não obedecendo a Sã Doutrina. O que estes apóstolos e muitos outros escritores falaram era a VERDADE, que surgiria falsos ensinadores negando a eficácia do Evangelho apresentando "atalhos", ou seja, meios fáceis de levar a Cristo sem arrependimento, renúncia de pecado, obediência à Palavra de Deus e santidade de vida. 
O Evangelho de Cristo enfatiza mudança radical. A prova disso é quando Paulo usa os termos "noutro tempo" (Ef 2.2), indicando diferença de estado contrastando a vida passada SEM Deus e a vida presente COM Deus. "Noutro tempo" vivíamos sem Deus, escravizados pelo pecado, com os entendimentos obscurecidos para não ver "a Luz do Evangelho da glória de Cristo" (2 Co 4.4). Agora, com os olhos abertos (At 26.18), vivendo intensamente a vida no Espírito, mortos para o pecado e vivos para o Senhor que nos amou e nos resgatou. O Apóstolo Paulo prossegue: "Noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo" (Ef 2.2). "Curso", "ritmo", "desenrolar". Muitos querem servir a Deus ainda de acordo com os embalos desta vida, sem desapegar dos seus atrativos, aos olhos de Deus, levianos e que não acrescenta nada à nossa fé com Deus. É impossível servir a Deus com fidelidade tendo o nosso coração ligado ao mundo que não ama a Deus e aborrece a Sua Palavra. Infelizmente, a mensagem do "não tem nada a ver" tem predominado nossas Igrejas agradando aos ouvidos de muitos, mas desagradando ao Espírito Santo da verdade (Jo 14.17; 16.13). 
Não para por aí. Ainda o apóstolo prossegue dizendo: "... nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne" (Ef 2.3). Duas palavras aqui merecem a nossa atenção: "Antes" e "andávamos". O primeiro termo é uma referência ao tempo passado, ao nosso passado de ignorância, distante de Deus. Mas quando foi isso? A resposta é: ANTES! O segundo termo aponta para as nossas atitudes afloradas pelos desejos da nossa carne, nocivos à nós mesmos, pois nos encaminhava para a perdição. Quem diz servir a Deus com os desejos carnais ativos, as paixões antigas ainda presentes em seu dia-a-dia precisa passar pela verdadeira conversão a Cristo. O tal ainda não nasceu de novo. Vejamos o que a Escritura nos diz: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do nosso entendimento" (Rm 12.2). De acordo com os grandes intérpretes da Bíblia, o verbo "transformai-vos" está na voz passiva e por voz passiva entende-se o sujeito recebendo a ação a ser realizada. Literalmente, podemos ler: "Deixai-vos ser transformados". Quem diz servir a Deus com atitudes incondizentes com a Sua vontade é sinal de que não recebeu em sua vida a ação transformadora e santificadora do Espírito Santo. O Evangelho de Cristo é o Evangelho de mudança! É o poder de Deus "para salvação" (Rm 1.16). Quantos ainda não salvos dentro da Casa de Deus! O mundo ainda fala mais alto dentro dos seus corações! 
Os tempos são modernos, mas a Palavra de Deus é tão operante em nossos dias como foi no passado. É a Palavra de Deus e não dos homens. É a Palavra Eterna e não passageira. É a Palavra viva (Hb 4.12) e não morta; é eficaz e não falível (Is 55.10,11; Hb 4.12). Ou servimos a Deus com nossas vidas inteiramente entregue a Ele ou O rejeitamos e abraçamos o mundo com suas iniquidades que abominam a Deus e despreza a Sua santidade e Sua justiça.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Hoje veio salvação

A história de Zaqueu e o seu encontro com o Senhor Jesus revela a importância da salvação em Cristo oferecida a todos os homens (Tt 2.11). É com razão que o escritor da Carta aos Hebreus a chama de "tão grande salvação" (Hb 2.3). E por ser grande, deve ser apontada ao pecador como como dádiva de Deus e prova do Seu irrefutável e indizível amor (Jo 3.16). 
Vejamos o que a Escritura nos diz. Zaqueu procurava VER quem era Jesus (Lc 19.3). Certamente ele já tinha ouvido falar sobre o Messias, que viria redimir a Israel e por ser ele israelita também tinha essa esperança (ver Lc 2.38). Ele desejava conhecer de perto aquEle de quem tanto lhe falavam. A maior personalidade da História alvoroçou naquele coração a necessidade de um encontro pessoal. A simplicidade daquele Homem tocou o mais íntimo do ser, pois ali estava a Palavra Viva e personificada de Deus que penetrou-Lhe o mais íntimo da sua alma (ver Hb 4.12). Será este o anseio de muitos pecadores ao entrarem em nossas Igrejas? Será esta a necessidade latente que assola seus mórbidos corações em busca da salvação que só Cristo pode oferecer? 
O Senhor Jesus, tendo entrado em casa de Zaqueu, vendo a disposição com que este homem resolveu dar aos pobres metade dos seus bens e restituir quadruplicado aquele a quem havia defraudado (Lc 19.8), fez que o Divino Mestre dissesse: "Hoje veio a salvação a esta casa" (Lc 19.9). Quando chegou? A resposta é: "HOJE". O Hoje é o tempo presente. A realidade vivida. A experiência a desenrolar. O fato desencadeado. O Hoje é uma realidade diferente do ontem. O Hoje é a oportunidade concebida. "Durante o tempo que se chama Hoje" (Hb 3.13), "agora" (2 Co 6.2). Ou seja, a salvação em Cristo é revelada como dádiva indispensável a ponto de considerarmos extrema tolice o homem rejeitá-la. 
Vejamos a mensagem de Jesus: "Hoje veio a salvação a esta casa". Não foi um carro zero km na garagem, não foi um dinheiro "gordo" na conta bancária, não foi uma bela casa, foi a salvação! A salvação que só em Cristo o homem pode encontrá-la (Jo 14.6; 1 Tm 2.5)! É raro em nossos dias mensagens como estas! Porque não fazem os crentes pularem, não enriquecem as agendas de convites e não fazem o pregador ficar "na boca do povo", isto é, afamado, elogiado e bem conceituado. Mas, em nossos dias, mais do que nunca, se carece de mensagens assim: que faça o pecador confrontar-se com sua realidade pecaminosa, olhando para o Calvário aonde o Filho de Deus, "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus" (Hb 7.26), se entregou por nós sendo a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2.2). Isto sim é uma mensagem bibliocêntrica e Cristocêntrica! Vai de encontro com a necessidade do pecador, apelando-o para que venha a Cristo, o Salvador, o Redentor, o Filho de Deus e o Mestre por Excelência. 
Nossa oração é para que se resgate nos púlpitos de nossas Igrejas  mensagens de salvação, um compromisso genuíno com o Evangelho de Cristo. Deus vos abençoe.