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sábado, 5 de abril de 2014

"Segui a santificação SEM A QUAL ninguém verá o Senhor" - Hebreus 12.14

A Bíblia Sagrada, o livro das promessas, revela a condicionalidade das mesmas e o seu alcance advindo da nossa disposição em cumprir os ditames da Palavra de Deus. Cabe salientar que as promessas divinas vem contidas de exigências, as quais, expressam a vontade do Senhor para quem deseja conhecê-la profundamente. 
Ver a Deus é o anelo de todo aquele que se aparta do mal e de toda sorte de impureza para agradá-Lo fielmente (Mt 5.8; Jo 3.3-5; Hb 12.14). A essência de uma vida transformada é respaldada em toda a Bíblia (Rm 6.4; 2 Co 7.1; Gl 2.20; 5.24; 1 Jo 2.15-17). E corresponder à vontade divina com obediência é requisito de todo o que alega ser cidadão do Reino de Deus (Mt 7.21). 
A importância que o autor da carta aos Hebreus dá a santificação é enfatizada nos termos SEM A QUAL, mostrando a mesma como o imperativo divino na vida cristã (1 Pe 1.16). Com isso, entendemos que é impossível servir a Deus com os desejos carnais aflorados, uma vez que a Escritura ensina que eles devem estar mortificados, a fim de que a operação do Espírito seja uma constante em nossas vidas (Rm 6.1,2; 8.7-10). Devemos ter a mesma convicção do salmista: aborreço a duplicidade, mas amo a tua lei (Sl 119.113). A dupla personalidade, mecanizada pela hipocrisia, não convém ao que julga ser um autêntico servo do Senhor; a verdadeira santidade de vida é um convite para reprovarmos a invariáveis de satanás e revestirmos da plenitude divina (Rm 13.14). 
O termo SEM A QUAL revela a santificação como condição indispensável na vida cristã, pois, pelo pecado, o homem se afastou de Deus e pela santificação o homem se afasta de tudo o que pode levá-lo a pecar para se achegar a Deus. Ela é indispensável ao homem porque este foi criado sem pecado e, portanto, santo; entretanto, despojou-se da santidade de Deus lançando-se na iníqua sedução de um desejo violento e ao mesmo tempo passageiro (Gn 3.6; 1 Jo 2.16). 
O termo SEM A QUAL enfatiza a santificação como a base precípua para uma vida de comunhão com Deus. Acerca disso, a Escritura Sagrada diz: ... e que comunhão tem a luz com as trevas e que concórdia há entre Cristo e belial? (2 Co 6.14,15). A comunhão com Deus não é apenas orar, como muitos pensam erradamente, pelo contrário, é sujeitar-se à vontade do Senhor contendo em nós a Sua imagem e expandindo a luz da glória de Deus em nossas vidas (Fp 2.15). Só um cristão verdadeiramente santo poderá trilhar de forma controversa a este mundo (Rm 12.2). A santidade de vida entra em choque com o sistema relativista que, infelizmente, tem se tornado um manjar desejável para muitos cristãos que se entregam facilmente às novidades que o mundo oferece andando por diversos atalhos da vida e afastando-se de Cristo, o Único e Verdadeiro Caminho (Jo 14.6). 
O termo SEM A QUAL define a santificação como um fator intrínseco que deve conter a totalidade da nossa vida a Deus (ver 1 Ts 5.23). Não existe cristianismo parcial, pois, se assim fosse, Cristo não teria dito para os Seus discípulos negarem a si mesmos (Mc 8.34). Quando o nosso eu se torna vítima dos desejos desenfreados do pecado, todo o nosso ser caminha para esse fim; no processo da santificação não é diferente. O nosso eu encontra-se subjugado pela vontade de aproximar-se de Deus. A maior prova nas Escrituras Sagradas, dentre muitas, de uma vida submissa ao Senhor de maneira absoluta é quando somos considerados o templo de Deus (1 Co 3.16) e, como tal, o lugar da habitação do Espírito Santo, também chamado de Espírito de santificação (Rm 1.4). 
O termo SEM A QUAL, por mostrar a santidade de vida como algo de importantíssima conotação, também nos leva a um sublime propósito: a unidade em Deus: E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, O és em mim, e eu, em ti... (Jo 17.19,21). O próprio Jesus Se santificou destinando-Se, sem reservas, a fazer a vontade do Pai ao dar Sua vida na cruz pelos pecados da humanidade (Fp 2.7,8). Tendo em vista este grande exemplo, entendemos que a santificação é coisa exclusiva para quem deseja mortificar as obras da carne para desfrutar de uma vida com Deus em Cristo. 
O termo SEM A QUAL mostra que a santificação é o ponto de conexão entre o cristão e a esperança da glória vindoura a ser revelada em nós. Trata-se de uma fé e de uma esperança escatológica. Para tanto, não basta a santidade somente no ato da rendição a Cristo, ela deve ser de caráter progressivo. Deus não só iniciou a obra da criação como também a concluiu (Gn 1.1; 2.1,2); Jesus não só suportou a agonia no Getsêmani como foi até o fim, isto é, preso à cruz e nela morrendo consumando a obra que o Pai Lhe confiou (Jo 17.4;19.30). O propósito de Deus não é só começar a boa obra, mas sim aperfeiçoá-la (Fp 1.6). Com relação a vida cristã santificada não é diferente; devemos aperfeiçoar a santificação (2 Co 7.1) em nossas vidas sob o temor do Senhor.  
Os princípios do santo evangelho de Cristo não devem ser deixados de lado. Certos da vinda iminente de nosso Senhor, devemos nos portar com vigilância e observando a nossa conduta harmonizando-a criteriosamente com a Sã Doutrina.

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