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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ide! Pregai o Evangelho!

Mesmo com todos os meios que possam auxiliar na condução do pecador a Cristo, a pregação do santo Evangelho nunca deixará de ser o meio mais eficiente de dar ao homem a prova do amor de Deus, pronto a recebê-lo em Seu regaço de misericórdia. Qualquer coisa que substitua a pregação do Evangelho da salvação em Cristo constitui-se agravo aos princípios fundamentais das Escrituras Sagradas, pois vemos expressamente a ORDEM vinda dos céus quanto a esta missão, preconizada nestas palavras: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16.15).
Ao que parece, muitos reveses que vem acarretando a sociedade vem, ao mesmo tempo, levando o povo de Deus a desacreditarem na possibilidade de um pecador render-se aos pés do Senhor Jesus e, consequentemente, a deixarem de lado o dever de comunicar aos perdidos as boas novas da salvação. Com isto, o que é perigo para a sociedade, cada vez mais submersa na ignorância, também é perigo para a Igreja, cada vez mais negligente em anunciar aos pecadores a obra expiatória de Cristo na Cruz do Calvário.
É tarefa da Igreja pregar o evangelho! Não é opção! Deve pousar em nós a mesma convicção que houve nos tempos apostólicos: Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido (At 4.20) e a mesma que houve em Davi: Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; APREGOEI a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade (Sl 40.10). A missão da Igreja no tocante à este grande imperativo possui duas grandes facetas:

1 – Existe a pregação como dom (vocação) e a pregação em caráter urgente revelando a ordem divina (evangelização). Há quem pense que a pregação deve sobressair apenas dos púlpitos das Igrejas, muito pelo contrário, à nossa volta, dentro da nossa própria casa, no trabalho, urge expor aos homens ao amor de Deus em Cristo, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.4; 2 Pe 3.9).

2 – O evangelho dever pregado em caráter denunciativo, isto é, confrontando o pecado que afasta do homem da presença de Deus com atrativos supérfluos que os levam a esquecer da realidade do inferno. O evangelho de Cristo, pregado na unção do Espírito Santo, é um golpe violento contra o pecado mostrando o destino a que o homem será levado se não der crédito a pregação (Rm 6.23). O evangelho deve ser pregado em caráter convidativo, ou seja, convencendo o ser humano sobre a imensurabilidade do amor de Deus (Jo 3.16), mostrando que a vida sem a graça de Deus não tem proveito algum. O próprio Jesus disse que veio CHAMAR os pecadores ao arrependimento (Mt 9.13). Neste mesmo espírito, devemos pregar o evangelho genuíno de Cristo de forma convidativa, a que os homens reconsidere seus atos tortuosos e se volte para o seu Criador.

3 – À semelhança dos discípulos de Jesus Cristo, devemos lançar a rede à direita do barco (Jo 21.6), em outras palavras, pregar o evangelho como ele deve ser pregado, pois, do lado esquerdo, está o relativismo que se tornou um atalho até mesmo para muitos cristãos que, aos poucos, desviam-se do Caminho, que é Cristo (Jo 14.6). Do lado esquerdo está as filosofias vãs, cujo conhecimento é impotente para levar o homem a Deus; no mesmo lado, as distrações deste mundo, incapazes de preencher as lacunas da vida humana. Devemos lançar a rede no lado direito, pregar a salvação em Cristo, a renúncia de pecados e a entrega total da vida a Deus, dentre outras coisas que caracterizam o verdadeiro evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Não sejamos omissos no dever de pregar o Evangelho. É tarefa da Igreja e não deve ser deixada de lado. 

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