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sábado, 18 de setembro de 2010

Verdades da nossa existência

1 Crônicas 1.1 "Adão, Sete, Enos,"

Examinando este versículo da Palavra de Deus, pude observar mais do que palavras ou vírgulas; pude encontrar uma divina revelação para as nossas vidas. Verdades mui preciosas acerca da nossa vida com Deus. O escritor deste livro (Esdras, segundo a suposição de alguns) não apresentou nenhuma breve introdução, querendo explicar o motivo de ter escrito o livro. Pelo contrário, ele parte direto para as genealogias começando a partir de Adão. Com isso ele mostra que a narração histórica em Gênesis é fidedigna e aceitável. Por outro lado, ao começar o livro citando os nomes acima, tais nomes revelam o que, ora, vamos elucidar:

Adão - Teólogos afirmam que este nome significa "terra", "pó"; já outros estudiosos afirmam que o referido termo venha significar "humanidade"; ressaltando, porém, que ao falarmos nesta última palavra, referimo-nos não só a quantidade total de pessoas que permeiam sobre a terra e sim àquilo que é característico do próprio ser humano. Segundo as Escrituras, tendo formado o homem do pó da terra (Gn 2.7), fez o Senhor com que toda criação lhe sujeitasse (Gn 1.28-30), o colocou no jardim que tinha criado (Gn 2.8), deu nome a todos os animais que o Senhor trouxera perante ele (Gn 2.19) e por último Deus lhe concedeu uma adjutora a fim de "que estivesse como diante dele" (Gn 2.18-20). Apesar de todas estas regalias que o Senhor lhe tinha dado, Adão ainda era "pó"! Ainda era "terra"! Por mais que o homem desfrute do melhor desta terra e se vanglorie por ter o carro do ano, ter belos filhos que estudem nos melhores colégios particulares, vista as melhores roupas, more no mais belo e suntuoso apartamento da região, esteja cursando a melhor faculdade, não deixará de ser pó e cinza! Um miserável pecador! Dependente e necessitado da presença do Deus Eterno! Isso te machuca? Sinto muito!
Para quê se achar dono da vida se Deus é quem tem o poder para matar e para vivificar (Dt 32.39)? Para quê se considerar dono do seu destino e capitão da sua alma se Deus é poderoso para o levar à cova e dela fazer tornar (1 Sm 2.6)? Para quê se perder nos prazeres deste mundo - como se fôssemos viver para sempre - quando a nossa vida é como a erva que hoje floresce e amanhã se seca (Sl 103.15,16)? Como a abelha sem a flor, como o céu sem estrela e como o corpo sem a alma assim é o homem que não tem Deus! É um verdadeiro nada longe de um Deus que é tudo!

Sete - Tendo suscedido o primeiro homicídio (Gn 4.8), imaginemos, pois, a aflição no coração de Eva! A dor de ter perdido um filho. Mas, logo o Senhor lhe deu um outro filho e ela o chamou de Sete. Ao nascer-lhe o filho, ela diz: "Deus me deu outra semente em lugar de Abel..." (Gn 4.25). "Outra semente em lugar de Abel" nos dá uma ideia de restituição, renovo, sendo este útimo termo o significado do nome de Sete. Pelo que podemos perceber, foi ele um homem piedoso e temente ao Eterno. Tinha ele, agora, um passado: era filho; sim, nasceu de um pai que desobedecera ao seu Criador. Por certo, tomou isto como exemplo para não ser apanhado no mesmo laço de desobediência. Quantos são os que almejam um futuro promissor, porém, não guardam as genuínas lições do passado (Pv 22.28)! Que o Senhor restaure as igrejas dos dias atuais a fim de que voltem aos princípios bíblicos ensinados pelos antigos que temiam ao Senhor. Restaura, Senhor, as Assembleias de Deus no Brasil!

Enos - No nascimento deste, entendo que Deus não dá razão para o seu inimigo. Ao criar o mundo e pôr nele o homem que havia formado, veio o diabo, incorporado numa serpente e enganou o primeiro casal fazendo-os pecar contra o Senhor. Doravante, Deus poderia dizimar toda criação fazendo uma outra incorruptível. No entanto, deixou o Senhor como estava e mostrou ao daibo a possibilidade do homem temer a Deus e adorá-Lo não obstante seus delitos e fraquezas. Nasceu Enos, descendente de um por meio de quem o pecado entrou no mundo. Mais do que um ato de piedade, Enos demonstrou fé viva em invocá-Lo com um coração sincero (Gn 4.26).
Há muitos que pensam que fraqueza espiritual é sinônimo de fracasso. Paulo, provavelmente, pensou a mesma coisa, motivo pelo qual o Senhor lhe disse: "... o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza... " (2 Co 12.9). Deus não tem prazer nos que se acham fortes, porque se consideram independentes. Mas, tem prazer nos fracos porque só estes reconhecem o quanto necessitam da presença daquEle que é a verdadeira Força (Is 9.6).
Sejamos adoradores como Enos, piedosos como Sete, todavia, nunca esqueçamos que somos pó tal como Adão! Sejamos humildes, a nossa força está em Deus.

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