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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Por que as Igrejas encontram-se vazias do poder de Deus?

Para responder a esta pergunta basta voltarmos, um pouco, aos tempos da Igreja Primitiva, no Livro de Atos. Quem anela profundamente uma vida consagrada a Deus, através deste livro, saberá o que o Senhor requer de todo o que Lhe serve para viver de tal modo. Como viviam os nossos primeiros irmãos na fé? O que faziam? Como eram os cultos que estes fervorosos cristãos prestavam ao Eterno?

É Lucas quem escreve: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações" (At 2.42). Era esta a condição em que se encontrava a Igreja da era apostólica. Nada podia obstruir esse povo; perseguição alguma os impedia de falar ousadamente do Nome de Jesus; sinais e prodígios eram as evidências de uma pregação genuína; amor ao próximo, comunhão entre os irmãos eram as marcas que davam identidade a essa primeira comunidade cristã perante os concidadãos de sua época. Entre estas e outras boas qualidades que condecoravam a Igreja Primitiva podemos notar a razão do crescimento ininterrupto deste poderoso exército de Deus na terra. Em Atos dos Apóstolos, Lucas, pelo Espírito Santo, descreve as características da igreja segundo o ideal de Cristo; e todo o que deseja enquadrar-se neste perfil basta somente seguir os rastros espirituais que esse povo deixou para nós.

Mas, nos tempos hodiernos, vemos o oposto do que era no passado. Em vez de santidade, pecado; em vez de fervor, frieza; em vez de testemunhos, tristimunhos; em vez de amor, desamor; em vez de união, desunião e assim por diante... tudo parece ter mudado. Igreja tem virado empresa, crente tem virado cliente, pastorado tem virado profissão, sacerdócio tem virado negócio, VERBO tem virado verba e muitos perguntam: Por que as Igrejas encontram-se vazias do poder de Deus? Aonde está a poderosa manifestação do Espírito Santo? Por que esta escassez de milagres? Por que não apregoam mais a Palavra do Senhor com seriedade e coerência? Por que os pregadores se transformaram em animadores de auditórios? Preocupados mais com a desenvoltura da oratória do que com a glorificação do nome de Jesus? A culpa está em Deus? Na verdade, nós é quem somos os verdadeiros claudicantes.

São várias as razões para a Igreja de Cristo desta era pós-moderna viver nesta decadência espiritual:



1) Falta de fé - Os crentes tem se tornado, um tanto, irreverentes por não demonstrarem fé na ação poderosa de Deus no meio dos Seus. Consideram isso "coisa do passado", não válidas para o tempo presente. A mesma Bíblia que afirma: "Sem fé é impossívem agradar a Deus" (Hb 11.6 RA), também diz: "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hb 13.8).



2)Falta de santidade - Muitos interpretam esta palavra definindo-a como "fanatismo", "santarrice", "excesso de religiosidade"; isso se deve ao fato destes muitos não manusearem a Palavra do Senhor corretamente. A palavra santo significa "separado", mostrando que o cristão deve viver exclusivamente para Deus, alienado da corrupção deste mundo. Quantas Igrejas anelando serem cheias de poder, contudo, adotam ensinos aparentemente bíblicos, porém mesclados com teorias mundanas; professando a fé em Cristo, mas, amando o que há no mundo (1 Jo 2.15). Sem santidade de vida nunca haverá a poderosa atuação daquEle que disse na Sua Palavra: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16).

3) Falta de interesse pelas coisas de Deus - A falta de interesse no tocante ao serviço do Mestre é uma das razões da igreja está fria, caótica, quase que degenerada, sem unção divina. Como pode o Senhor ter prazer em Se manifestar na Sua igreja se esta não tem prazer em agradá-Lo?

4) Falta de compromisso com a Palavra de Deus - Este é um caso muito sério. Se não andarmos em plena conformidade com as Escrituras Sagradas, de nada adiantará tanta oração e jejum sendo que a maior destas ferramentas está sendo desdenhada. Não estamos refutando o valor da oração e sim enfatizando a futilidade de uma vida de oração sem o manejar da Santa Palavra. Quantos que se dizem "cheios" de poder, porém, vazios da Palavra! O apóstolo Pedro admoesta claramente: "Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" (2 Pe 3.18).

5) Falta de amor entre os irmãos - É impossível Deus operar em uma igreja cujos membros vivam se degladiando um com o outro! Proceder assim é se esquecer de uma das grandes evidências do Cristianismo: "Oh! Quão bom e quãu suave é que os irmãos vivam em união" (Sl 133.1). Se a Santíssima Trindade é unida não havendo sombra alguma de desentendimento, da mesma forma deve ser o povo de Deus imitando o verdadeiro modelo de união precedido da verdadeira caridade que deve existir dentro de nós.

Para quem crê que Deus ainda opera como no passado, para que ainda crê no exercício e atualidade dos dons espirituais, desejando ver essa proezas acontecerem em nossos dias, a regra é: obedecer, em tudo, ao Senhor dos exércitos na praticidade da Sua Palavra, pedindo-Lhe que a glória da segunda casa seja maior do que a da primeira (Ag 2.9).

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