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segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Igreja que deixa Deus com fome

Marcos 11.13 "E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa e chegando a ela, não achou senão folhas... "

Antes de se aprofundar no tema supracitado, convém que falemos um pouco sobre a palavra "propósito"; o dicionário define a mesma como "intenção, intento". Podemos definir também como "a capacidade de intencionar algo tendo em vista a execução do mesmo e o resultado esperado". Qualquer coisa feita com êxito é resultado dos nossos propósitos manifestos em nossas ações. Se isto sucede na área secular de forma tão eficinete e eficaz certo é que na vida cristã não seja diferente.
Saindo de Betânia com Seus discípulos, Jesus avista ao longe uma árvore e logo conclui que era uma figueira. Percebendo à longa distância a beleza de suas folhagens, era de se achar que eram abundantes os seus frutos. A dita figueira, embelezada pelos seus ramos bem folheados, dava uma forte impressão aos que a viam. Cheia de folhas, mas não de frutos! Semelhante à esta árvore são muitos em nossas igrejas nos dias atuais. Possuem somente a aparência de cristão (Folhagens), porém, não tem conduta (Fruto); olhamos para essas pessoas pelo lado de fora achando serem cristãos pelo lado de dentro tal qual Jesus olhou para a figueira cheia de folhas achando ser carregada de frutos! Nunca haverá uma mudança exterior se primeiro não ocorrer no nosso interior. A verdadeira virtude deve sobressair de dentro para fora, nunca ao contrário (Sl 119.11; 2 Co 7.1; Ef 6.6; 1 Ts 5.23).
Vendo de longe a árvore bem folheada o Mestre julgou que pela tal aparência produzia frutos abundantemente. De longe a aparência, de perto a realidade! De longe a aparência de profissão de fé, de perto a verdadeira identidade de quem faz tal profissão. O Senhor Jesus procura na Sua Igreja, a "lavoura de Deus" (1 Co 3.9), frutos de obediência, de sinceridade, de justiça e de fidelidade, entretanto, damos a Ele, muitas das vezes, os amargosos frutos da hipocrisia, da desobediência, da murmuração e por aí vai. Eis a igreja que deixa Deus com fome! Não produz frutos apetecíveis ao seu Senhor, antes, é qual árvore infrutífera que ocupa a terra inutilmente (Lc 13.6-9). Deus não se agrada de aparência, e sim de uma verdadeira conduta condizente com a Sua Palavra.
Se a verdade existe para ser dita, em alto e bom som, então é isso que deve ser feito. Que o Todo-Poderoso tenha misericórida de nós, e nos ensine a cada dia que o evangelho é questão de caráter transformado e não de falatórios inúteis de pessoas de dizem ser alguma coisa e são completamente despojados da essência cristã. A beleza da árvore não está nas folhas, mas sim nos frutos! Agradável é a vista do Senhor o praticar (Tg 1.22) e não a falsa aparência. Ou servimos a Deus com propósito firme ou então de nada adiantará nossa frequente ida à igreja ou coisa parecida. É necessário produzir fruto, é necessário viver com propósito diante daquEle que honra o compromisso dos que fazem a Sua vontade mediante a Sua Palavra.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aprendendo com a Jumenta de Balaão

Números 22.23 Viu pois a jumenta o anjo do Senhor que estava no caminho com a sua espada desembainhada na mão, pelo que desviou-se a jumenta do caminho e foi-se pelo campo; então Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.

É louvável quando lemos a Palavra de Deus aonde encontramos homens e mulheres que, num ato de piedade, serviram ao Senhor Deus com inteireza de coração andando em todos os Seus caminhos. O Livro de Hebreus capítulo 11 é nada mais que uma galeria desses grandes exemplos de abnegação, obediência e persistência nos propósitos divinos. Entretanto, é coisa normal tirar lições de vida uma jumenta torturada pelo seu dono? Por que essa escolha tão esdrúxula? Analisemos, portanto, as Escrituras Sagradas.
1) A jumenta viu o anjo: Viu pois a jumenta o anjo do Senhor... - Se Balaão era profeta do Deus vivo, "o homem de olhos abertos... que vê a visão do Todo-Poderoso" (Nm 24.3, 4, 15, 16), porque Deus não concedeu a visão para ele? Não teria ele facilmente obedecido? Por que a jumenta viu ao invés do profeta? Entre muitas razões citaremos uma: os olhos de Balaão se inclinaram para o ouro e a prata que Balaque, Rei de Moabe, lhe tinha prometido. A visão do profeta estava corrompida. Contemplava somente as regalias prometida pelo ímpio rei dos moabitas. Pode o Senhor revelar-Se a alguém cujos olhos estão voltados para as coisa deste mundo entenebrecido pelo pecado? Mas, a jumenta viu! E o que fazia era orientada no que estava diante dos seus olhos! Enquanto muitos, à semelhança deste profeta, anelam os prazeres terrenos, há muitos como aquela jumenta, contemplando a visão gloriosa,, majestosa, inexplicável e incomparável da presençado Deus Altíssimo: olhando para Jesus... (Hb 12.2).
Este episódio também nos alerta para o fato de que nunca se deve julgar a ninguém pela aparência. Balaão espancou a sua jumenta não entendendo que ela estava contemplando tamanha visão. Quantas pessoas que nós "espancamos" com palavras julgando-as pela aparência dizendo serem frias raquíticas e sem alento. Mas, Deus é quem conhece os corações! Por fora, demonstrando o que, ora, frisamos, mas, por dentro, fervoroso, cheio de vigor e de dinamismo espiritual!
2) A jumenta obedeceu a visão: ... pelo que desviou-se a jumenta do caminho, e foi-se pelo campo... - O anjo não lhe disse palavra alguma, porém, a presença dele à sua frente era o suficiente para entender que ela não deveria andar pelo "caminho de Balaão", o caminho da ganância, do desejo exacerbado pelos bens terrenos. Quantas vezes que Deus fala conosco e nós não Lhe obedecemos?! A jumenta, sem ouvir uma palavra, entendera o significado da visão e prontamente obedeceu! Preclaro leitor, não te pareça estranhas estas palavras, mas: parece que a jumenta estava mais "convertida" do que o profeta! E mais "crente" do que muitos de nós hoje em dia!
3) A jumenta persistiu em obedecer a visão: Vendo pois a jumenta o anjo do Senhor, apertou-se contra a parede e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancá-la (Nm 22.25) - Não obstante a maneira tão severa com que era tratada pelo seu dono, ainda assim permaneceu em obediência àquela visão. Se a vida cristã consistisse em buscar hoje e receber amanhã seriam muitos os que serviriam a Deus! Nossas Igrejas estariam mais cheias a ponto de não conter mais o número de fiéis! Infelizmente nem todos entendem a razão de sermos provados (Jo 16.33; At 14.22; Tg 1.12; 1 Pe 4.12-14). Nem tampouco reconhecem que tudo é no tempo determinado por Deus (Ec 3.1)! Sejamos persistentes mesmo que o "Balaão" dos nosso dias nos "torture" com açoites de calúnia, de inveja, de afronta, porém, não percamos a "visão do anjo"! Sejamos perseverantes!
4) Deus fez bem ao profeta por amor da jumenta: ... se ela não se desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te tivera matado, e a ela deixaria com vida (Nm 22.33) - Se o anjo do Senhor, por ordem dEste, poupou a vida do profeta por causa da obediência de uma jumenta, que fará o Senhor àqueles que lavam as sua vestiduras espirituais no sangue do Cordeiro e que andam no temor do Senhor e na obediência da Sua Palavra?
No passado, segundo a Escritura, vemos Balaão batendo com ira na jumenta; hoje, é ela que está batendo em nós! Ensinando lições preciosas para a vida cristã, a fim de adquirirmos visão do Céu, obediência e persistência diante daquEle que vê todas as coisas (Pv 15.3; Hb 4.13)

Cristo, a Rocha ferida pelos homens

Êxodo 17.6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel

Vamos relatar sobre um episódio bíblico, o qual, mesmo tendo ocorrio há milênios atrás, sua realidade contextual ainda repercute nos nossos dias. O Livro de Êxodo capítulo 17 descreve a má conduta dos israelitas ao chegarem no deserto de Sim murmurando contra Deus e contra o Seu ungido por não haverem encontrado água. Vamos viajar um pouco neste acontecimento atentando para as lições que podemos auferir da mesma.
A murmuração do povo hebreu parecia ter inquietado a Moisés; isto nos faz entender quão turbada estava alma deste primeiro legislador de Israel, vendo que contendiam contra ele e contra o Senhor (Êx 17.2,3). Diante de tal situação, o varão mais manso que havia sobre a terra (Nm 12.3) se sente constrangido a clamar a Deus (Êx 17.4) pedindo-Lhe orientação. Oh! como o Eterno Se agrada daqueles cujo coração é inclinado a entender a Sua vontade (Ef 5.17)!
A ordem que Deus concede em resposta ao seu clamor era de ferir a rocha com a vara que tinha na sua mão. E Moisés tocou a rocha com o seu bordão, e um fluído de águas saiu dela! abeberando a toda a congregação de israelitas bem como os seus animais (Nm 20.11). Partindo deste contexto, Crsito é a tipologia da rocha, Moisés, a representação da comunidade judaica e os filhos de Israel, simbologia da humanidade alienada de Deus, caótica e sofredora. A Escritura nos mostra o povo israelita "murmurando" contra o Senhor anelando imediatamente por água. Tal qual é esta geração; sem entendimento, insulta o seu Criador pedindo sem sabedoria que sua sede de justiça, paz e alegria sejam saciadas.
Num profundo acesso de ira que, indubitavelmente, se fez notório diante dos descendentes de Abraão, Moisés, tendo em mãos o seu cajado, fere a rocha por duas vezes (Nm 20.11). Sim, por duas vezes ela foi ferida! Mostrando que de duas maneiras os judeus feriram o Messias: coma vara da incredulidade (Jo 8.45) e da rejeição (Jo 1.11; 15.18,25). Muitos são os que ferem a Rocha Eleita e Preciosa, Jesus Cristo, refutando-O, não crendo que Ele seja o verdadeiro Salvador do mundo. Não obstante, Ele ainda Se mostra compassivo mesmo para com aqueles que Lhe menosprezam: ... o que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora (Jo 6.37).
A rocha ferida deu ocasião ao fluído de águas que satisfez a todos quantos estavam sedentos. Tal qual foi o sofrimento vicário de Cristo: em Sua morte nos trouxe vida, em Seu pesar nos deu descanso, em Seu opróbrio nos trouxe honra, em Sua dor nos deu consolo e em Seu castigo nos proporcionou a verdadeira paz! DEle emana a água salutar que jorra no deserto da vida fazendo florescer a alegria e a paz interior.
Está escrito na Palavra de Deus: A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina (Sl 118.22). Não rejeitemos a Rocha Eleita! Porque ela é garantia de salvação e do constante triunfo da Igreja na espinhosa jornada da vida.

Os Três Altares da Bíblia

Uma análise minuciosa das Escrituras Sagradas atinente as virtudes da vida cristã leva-nos a entender que agradar a Deus requer prontidão de coração. É notório que os santos do passado, vivenciando esta verdade, logo puderam compreender a excelência de estar no centro da vontade diretiva de Deus. É muito comum no meio evangélico ouvirmos os crentes dizerem: "tem que ter vida no altar"; na interpretação de muitos, significa vida transformada, consagrada e inclinada aos propósitos do Todo-Poderoso. Verdade é que esta interpretação tem seu pleno fundamento bíblico. Sendo assim, vamos edificar um altar ao nosso Deus?
A Bíblia Sagrada, poderosa, genuína, pura, incontestável e infalível, fala de três tipos de altares. Vamos conhecê-los?
1) Altar de Terra - Fala da Humilhação: Um altar de terra me farás... (Êx 20.24). Deus estava dizendo ao Seu povo Israel que aceitaria as ofertas apresentadas sobre um altar de terra. Por que terra fala da humilhação? Porque é dela que o homem foi formado: E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra... (Gn 2.7). Uma outra definição que a Palavra de Deus nos dá a respeito de terra é "porção seca": E chamou Deus à porção seca Terra... (Gn 1.10). Fazer um altar de terra significa reconhecer a realidade da natureza humana e sua brevidade. É reconhecer a grandeza do Eterno em contraste com a frivolidade da vida humana. Façamos para Deus o altar da humilhação, pois, o Senhor Se agrada de todo aquele que se humilha perante Ele (Lc 18.14; 1 Pe 5.6).
Se humilhar diante do Senhor é reconhecer a nossa semelhança à porção seca, todavia, chamada terra. Quando assim fazemos, então, aquEle que é a fonte da água viva (Jo 7.37,38) faz jorrar em nós a Sua graça, bondade e misericórdia, mesmo que não sejamos merecedores de Seu ato benéfico.
2) Altar de Madeira - Fala da Transformação: Farás também o altar de madeira de cetim... (Êx 27.1). A madeira de cetim (ou acácia) era proveniente das árvores desérticas, arbustos, de aspecto desprezível. Entretanto, Deus ordenou ao Seu servo Moisés que se fizesse, para Ele, um altar feito desta madeira. Quem diria que da acácia, tão envilecida, fosse edificado um altar onde se deitasse ofertas ao Deus de Israel? Construir um altar de madeira é crer piamente no poder transformador daquEle que ainda tira do deserto desprezível do pecado homens e mulheres convertendo-os em instrumentos de valor dentro da Sua Casa. Lembremo-nos, pois, que Jesus é o Carpinteiro por Excelência! Ele corta, modela, apruma e ajusta deixando o pecador de acordo com os Seus desígnios.
3) Altar de pedras - Fala das provações: E Elias tomou doze pedras... e com aquelas pedras edificou o altar em o nome do Senhor... (1 Rs 18.31,32). Na estrada da vida não encontramos somente espinhos, mas também pedras - para o teste da nossa persistência, bem como aquelas que os nossos aborrecedores lançam contra nós - para o teste da nossa fé. Não existe pedra que não machuque. Quando investidas, são para causar dores, afligir o corpo e prejudicar a integridade física do ser humano. Tens a tua alma turbada? Qual a pedra que te causa dores? A da Inveja? Da Calúnia? Da Palavra difamatória? Seja qual for a pedra que te lançarem, não as devolva! Tome-as! Junte-as! E com elas edifica um altar em o nome do Senhor, teu Deus, que sonda "os rins e o coração" (Sl 7.9; 26.2; Jr 20.12; Ap 2.23). Construir um altar de pedras é transformar as lutas em oportunidades para estar mais próximo de Deus crendo que Ele te será por Auxílio e Rochedo nas horas mais precisas.
O Deus da Igreja é o Deus dos Altares! O Deus que recebe ofertas de adoração dos Seus eleitos. Que Se agrada dos que O louvam por aquilo que Ele é e faz. Que Se compraz naqueles que O servem com singeleza de coração mesmo nos momentos mais escabrosos da vida. Vamos fazer uma altar para Deus?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Por que as Igrejas encontram-se vazias do poder de Deus?

Para responder a esta pergunta basta voltarmos, um pouco, aos tempos da Igreja Primitiva, no Livro de Atos. Quem anela profundamente uma vida consagrada a Deus, através deste livro, saberá o que o Senhor requer de todo o que Lhe serve para viver de tal modo. Como viviam os nossos primeiros irmãos na fé? O que faziam? Como eram os cultos que estes fervorosos cristãos prestavam ao Eterno?

É Lucas quem escreve: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações" (At 2.42). Era esta a condição em que se encontrava a Igreja da era apostólica. Nada podia obstruir esse povo; perseguição alguma os impedia de falar ousadamente do Nome de Jesus; sinais e prodígios eram as evidências de uma pregação genuína; amor ao próximo, comunhão entre os irmãos eram as marcas que davam identidade a essa primeira comunidade cristã perante os concidadãos de sua época. Entre estas e outras boas qualidades que condecoravam a Igreja Primitiva podemos notar a razão do crescimento ininterrupto deste poderoso exército de Deus na terra. Em Atos dos Apóstolos, Lucas, pelo Espírito Santo, descreve as características da igreja segundo o ideal de Cristo; e todo o que deseja enquadrar-se neste perfil basta somente seguir os rastros espirituais que esse povo deixou para nós.

Mas, nos tempos hodiernos, vemos o oposto do que era no passado. Em vez de santidade, pecado; em vez de fervor, frieza; em vez de testemunhos, tristimunhos; em vez de amor, desamor; em vez de união, desunião e assim por diante... tudo parece ter mudado. Igreja tem virado empresa, crente tem virado cliente, pastorado tem virado profissão, sacerdócio tem virado negócio, VERBO tem virado verba e muitos perguntam: Por que as Igrejas encontram-se vazias do poder de Deus? Aonde está a poderosa manifestação do Espírito Santo? Por que esta escassez de milagres? Por que não apregoam mais a Palavra do Senhor com seriedade e coerência? Por que os pregadores se transformaram em animadores de auditórios? Preocupados mais com a desenvoltura da oratória do que com a glorificação do nome de Jesus? A culpa está em Deus? Na verdade, nós é quem somos os verdadeiros claudicantes.

São várias as razões para a Igreja de Cristo desta era pós-moderna viver nesta decadência espiritual:



1) Falta de fé - Os crentes tem se tornado, um tanto, irreverentes por não demonstrarem fé na ação poderosa de Deus no meio dos Seus. Consideram isso "coisa do passado", não válidas para o tempo presente. A mesma Bíblia que afirma: "Sem fé é impossívem agradar a Deus" (Hb 11.6 RA), também diz: "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hb 13.8).



2)Falta de santidade - Muitos interpretam esta palavra definindo-a como "fanatismo", "santarrice", "excesso de religiosidade"; isso se deve ao fato destes muitos não manusearem a Palavra do Senhor corretamente. A palavra santo significa "separado", mostrando que o cristão deve viver exclusivamente para Deus, alienado da corrupção deste mundo. Quantas Igrejas anelando serem cheias de poder, contudo, adotam ensinos aparentemente bíblicos, porém mesclados com teorias mundanas; professando a fé em Cristo, mas, amando o que há no mundo (1 Jo 2.15). Sem santidade de vida nunca haverá a poderosa atuação daquEle que disse na Sua Palavra: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16).

3) Falta de interesse pelas coisas de Deus - A falta de interesse no tocante ao serviço do Mestre é uma das razões da igreja está fria, caótica, quase que degenerada, sem unção divina. Como pode o Senhor ter prazer em Se manifestar na Sua igreja se esta não tem prazer em agradá-Lo?

4) Falta de compromisso com a Palavra de Deus - Este é um caso muito sério. Se não andarmos em plena conformidade com as Escrituras Sagradas, de nada adiantará tanta oração e jejum sendo que a maior destas ferramentas está sendo desdenhada. Não estamos refutando o valor da oração e sim enfatizando a futilidade de uma vida de oração sem o manejar da Santa Palavra. Quantos que se dizem "cheios" de poder, porém, vazios da Palavra! O apóstolo Pedro admoesta claramente: "Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" (2 Pe 3.18).

5) Falta de amor entre os irmãos - É impossível Deus operar em uma igreja cujos membros vivam se degladiando um com o outro! Proceder assim é se esquecer de uma das grandes evidências do Cristianismo: "Oh! Quão bom e quãu suave é que os irmãos vivam em união" (Sl 133.1). Se a Santíssima Trindade é unida não havendo sombra alguma de desentendimento, da mesma forma deve ser o povo de Deus imitando o verdadeiro modelo de união precedido da verdadeira caridade que deve existir dentro de nós.

Para quem crê que Deus ainda opera como no passado, para que ainda crê no exercício e atualidade dos dons espirituais, desejando ver essa proezas acontecerem em nossos dias, a regra é: obedecer, em tudo, ao Senhor dos exércitos na praticidade da Sua Palavra, pedindo-Lhe que a glória da segunda casa seja maior do que a da primeira (Ag 2.9).