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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Aprendendo a confiar em Deus

Há dois séculos atrás permeiou por essa terra um homem chamado Jorge Muller, conhecido como "o apóstolo da fé"; homem de extrema confiança em Deus, que não fitava seu olhar nas dificulades senão no Todo-Poderoso. Comunhão com Deus para ele era sinônimo de vida vitoriosa em meio as escabrosidades do dia-a-dia.
Ocorreu um certa vez, desse homem de Deus atender a um convite para pregar a Palavra do Senhor em Toronto, Canadá. E como naquele tempo os navios eram embarcação a vela, demorava semanas ou até meses para chegar ao local de destino. E, neste tipo de embarcação estava Muller já de prontidão para atender o convite que lhe fora feito. No sábado daquela mesma semana em que ele havia embarcado precisava estar no Canadá. Como?
Pois grande era a neblina; a viagem demoraria meses. E importava muito para Jorge Muller estar em Toronto sem falha. Mas, vale a pena salientar aqui que, apesar de tudo, esse fervoroso homem de Deus manteve a sua fé inabalável; estava crendo que chegaria lá custe o que custasse!
Logo, Muller chegou ao comandante do Navio (que também era crente) e disse:
- Senhor Comandante, preciso estar em Toronto, no Canadá neste sábado sem falta.
- Impossível! Exclamou o Comandante.
- Pois bem, disse Muller, já que por esse navio não dá, o meu Deus providenciará um outro jeito de chegar lá.
- Como dizes isso? Não vês essa neblina? Indagou o Comandante.
- O senhor está olhando para a neblina, mas os meus olhos estão voltados para o meu Deus, o Qual, governa todas as circunstâncias da minha vida.
E prosseguiu Muller dizendo:
- Vamos orar senhor Comandante para que o Senhor retire esta neblina, eu preciso estar aonde eu devo estar!
Admirado com isso, o Comandante pensou consigo mesmo: De qual setor de doidos escapou este?
E, ainda admirado, ficou olhando aquele piedoso homem procurar um lugar para se ajoelhar e ali orar ao Deus do Céu. E quando se ajoelhou fez uma oração muito simples, como de uma criança que tem mais ou menos oito ou nove anos; orou assim:
- Deus, preciso estar em Toronto, no Canadá, sem falta, creio que seja a Tua vontade; retira esta neblina dentro de cinco minutos.
Vendo isso, o Comandante queria se ajoelhar para orar também, contudo, Muller se levantou e pôs a sua mão no ombro dele, dizendo:
- Não adianta mais o senhor orar nisso; primeiro, o senhor não crê que Deus vai fazer, segundo, eu creio que o meu Deus já fez! Levanta, senhor Comandante e abra cortina e verá que a neblina já desapareceu.
Curioso, ele se levantou para ver, e, grande foi o espanto quando abriu a cortina e a neblina já se havia desaparecido. E Jorge Muller estava sábado pregando no Canadá.
Muitas vezes, nos portamos como este homem, olhando para a neblina da vida, deixando de confiar no Deus do impossível. Sejamos confiantes em Deus não importa a crise a enfrentarmos, as dificulades, seja o que for. Jesus ainda está dizendo: "A minha graça te basta" (2 Coríntios 12..9); com essa tão grande riqueza chamada graça de Deus, venceremos, triunfaremos, prevaleceremos, pois, "maior é o que está em nós do que aquele que está no mundo" (1 João 4.4).

domingo, 4 de outubro de 2009

Os crucificadores do Messias - Hebreus 6.6

Já se fazem praticamente dois mil anos que ocorreu o mais agonizante acontecimento da história: a crucificação do Salvador. Convinha que tal fato se concretizasse em virtude de que, na terra, não havia justo algum, portanto, alguém, desprovido de pecado, viesse à terra e passasse pela matéria do sofrimento. Jesus, diante dos descendentes de Abraão, daqueles que, tempos atrás, contemplava tantos milagres feitos pelas mãos daquEle, o Qual, agora, estava sendo condenado, repudiado, sim, vilipendiado. Que razão teriam para crucificarem o Mestre? Com razão indagou Pilatos: "Mas que mal fez Ele?". Na verdade, bem sabemos que mal nenhum Ele e que os sofrimentos que nEle se cumpriram foram para que nós, salvos pela Sua Graça e redimidos pelo Seu sangue, levássemos em nós as marcas do Seu amor e compaixão.


Mas o escritor da carta aos Hebreus diz: "... pois, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e O expõem ao vitupério" (Hebreus 6.6). Despertemos a nossa atenção para a expressão "de novo", mostrando que não somente uma vez crucificaram o nosso Mestre; exsite ainda "os crucificadores do Messias", os quais, na aparência, demonstram piedade e retidão mas na verdade, são como um judas traidor que rejeitam a Jesus. Para os tais, Jesus não passa de uma mera personalidade ou de um "homem qualquer" que, à semelhança dos outros, também permeiou por essa terra; Mas Ele é o Senhor do Universo, aquEle "que há de julgar os vivos e os mortos" (2 Timóteo 4.1), sim, o Rei da glória!


Por que o uso do termo "crucificar"? A cruz era um instrumento de suplício, usada pelos romanos, para, nela, crucificar os malfeitores uma vez presos por suas atitudes errôneas. Os judeus assim faziam também aos que faziam mal ao povo, pendurando-o, então, numa cruz. Porém, não podiam permanecer no madeiro, porque, segundo a Lei, era "maldito de Deus" (Deuteronômio 21.23), sendo, os corpos, tirados da cruz e encaminhado para a sepultura (Pois ficavam na cruz até expirarem).


Jesus não está mais na sepultura porque Ele ressuscitou; porém está sofrendo as dores da crucificação por aqueles que não reconhecem o Seu amor e nem desejam obedecê-Lo. Antes são ingratos e de espírito pervertido, contrário à sã doutrina; como a multidão que preferiu a Barrabás e menosprezaram a Cristo, assim são muitos que preferem o mundo, os vícios, as vaidades da vida, a prostituição, enfim,tudo aquilo que agrade a satanás e entristeça o Espírito de Deus. Portanto, não sejamos como muitos, camuflados na hipocrisia, dizendo servirem a Deus mas que são lobos devoradores. Sejamos sinceros e verdadeiros adoradores do Pai Eterno, pois o Lugar do Mestre não é mais na sepultura, mas, em nossas corações, para que O sirvamos com um espírito reto e voluntário.